Mag-log inPonto de vista de Grace.Abri a porta lentamente e dei um passo para dentro do quarto.Uma luz brilhante imediatamente refletiu sobre mim; não parecia em nada com o espaço sombrio e sem vida de que eu me lembrava.Por um momento, apenas fiquei ali, piscando enquanto meus olhos se ajustavam, absorvendo a mudança. As paredes não estavam mais vazias; desenhos coloridos estavam colados por toda parte — de forma desigual e bagunçada, mas cheios de vida. Gizes de cera estavam espalhados sobre a pequena mesa, e a cama estava arrumada com capricho, cheia de alguns bichinhos de pelúcia que definitivamente não estavam lá na última vez em que vim. O quarto finalmente parecia o que deveria ter sido desde o início: o quarto de uma garotinha.Hannah olhou para cima ao ouvir o som da porta se abrindo.Ela ergueu seu desenho com entusiasmo, segurando-o no alto com suas mãozinhas.— Genesis, olha... — Começou ela, a voz alegre, até que me viu. Suas palavras pararam no meio da frase. Ela congelou,
Ponto de vista de Grace."Sou eu, Hannah. Eu tenho comido direitinho como você falou... mas você prometeu que voltaria. Quando você vai voltar? Eu quero ver o homem coelho de novo."Corri enquanto a voz da garotinha ecoava repetidamente na minha mente.Meu coração martelava tão forte que parecia prestes a rasgar meu peito conforme eu avançava, eu não sabia pra onde estava indo, só sabia que precisava chegar até ela. Passei pelas pessoas no corredor, minha respiração estava totalmente descompassada.Não tive cuidado. Trombei direto com alguém, e o impacto nos lançou direto para o chão. O homem soltou um gemido agudo, com a irritação evidente em sua voz ao olhar para mim.— Que porra é essa? Você é cega?Eu nem sequer olhei para ele direito. Abaixei a cabeça rapidamente, as palavras saindo sem pensar:— Sinto muito, me desculpe.Antes que ele pudesse dizer mais nada, eu já estava de pé, me virando e correndo de novo o mais rápido que minhas pernas conseguiam me levar.— Caralho,
Ponto de vista de Grace.Ainda parecia irreal, como se eu tivesse entrado em um sonho que nunca soube que tinha o direito de ter.Coisas demais haviam acontecido nos últimos dias — coisas que me confundiam, que eu não entendia completamente e que sabia que talvez nunca conseguisse desatar de vez —, e no entanto, por uma vez, nada daquilo importava. Eu não queria pensar no passado ou me preocupar com o futuro. Não queria analisar, questionar ou duvidar.Tudo o que eu queria era o presente. E no momento, o presente era o homem de pé bem na minha frente.Ergui o olhar para Apollo, o observando cortar cebolas e vegetais com facilidade. Seus movimentos eram precisos e rápidos sem serem descuidados, como se cozinhar fosse algo que ele sempre soube fazer.As mangas do moletom estavam puxadas para cima, expondo seus antebraços, e me peguei acompanhando o flexionar sutil de seus músculos e as veias que se destacavam sob a pele conforme seus dedos longos se moviam. Engoli em seco e desviei
Ponto de vista de Apollo.Me movi para mais perto na cama sem acordar totalmente, meu corpo agindo por instinto. Meu braço se esticou esperando encontrá-la ao meu lado. Em vez disso, minha mão encontrou apenas lençóis frios.Apenas isso foi o suficiente para me despertar.Franzi levemente a testa e abri os olhos, minha visão clareando conforme a luz da manhã entrava pela janela, linhas douradas e finas cortando o quarto. Girei a cabeça, vasculhando a cama primeiro, depois o resto do cômodo.Estava vazio. Nenhum sinal dela em lugar nenhum.Me inclinei para a frente, deixando os lençóis escorregarem até descansarem frouxos na minha cintura, e passei a mão pelo cabelo com um suspiro silencioso.Ela deve ter saído cedo.O pensamento me desagradou mais do que deveria. Normalmente, eu acordava antes dela, mas a noite passada tinha sido diferente. Pela primeira vez em tanto tempo quanto conseguia me lembrar, eu havia dormido profundamente, em paz, com ela aninhada contra mim. Tão calmo
Ponto de vista de Grace.Arfei, meu peito subindo e descendo rapidamente, o corpo inteiro tremendo enquanto o calor se concentrava lá embaixo, me levando perigosamente até o limite.— Apollo, eu estou quase... — Mal tive tempo de avisar antes que ele empurrasse mais um dedo profundamente, e tudo dentro de mim se rompeu. Minha visão embaçou, estrelas explodindo por trás dos meus olhos fechados conforme meu corpo se contraía incontrolavelmente ao redor de seus quatro dedos grandes.— Ohhh! Sim! Ahhh! — Estremeci violentamente, meus quadris dando solavancos sob o corpo dele e minhas pernas se fechando por instinto, prendendo-o completamente enquanto o orgasmo me dilacerava. Meu corpo sofria espasmos a cada movimento preciso de seus dedos, a cada curva atingindo exatamente onde mais me doía de desejo.Quando a primeira onda passou, desabei contra a cama, totalmente esgotada. O calor da minha liberação banhava os dedos dele, brilhando levemente, e eu podia sentir meu corpo ainda vibrand
Ponto de vista de Grace.Olhei para cima, o encarando, nossos olhos se cruzando, e gemi ao ver aquele fogo familiar em seu olhar — aquele que me dizia que ele queria assumir o controle. Cada músculo do corpo dele estava rígido, e meu corpo respondeu instantaneamente. Eu podia sentir todo o meu ser tremendo, precisando dele de maneiras que eu não conseguia mais conter.Lentamente, me afastei um pouco, deixando um fino fio de saliva escapar dos meus lábios. Dei-lhe um sorriso ousado e lamber meus lábios:— Você pode foder a minha boca, senhor Reed.No instante em que minhas palavras o atingiram, seus olhos escureceram, as pupilas se dilataram e ele soltou um sibilo baixo e gutural.— Porra, princesa. — Rosnou ele, com a voz áspera.Sem hesitar, me curvei novamente, tomando-o totalmente em minha boca, engolindo-o profundamente apesar do estiramento, deixando-o me preencher por completo. Engasguei de leve, minha garganta se esforçando, mas o mantive ali, provando cada centímetro, sent






