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Capitulo 5: Vou chupar um pau

Author: EliJa
(Ponto de vista de Grace)

Oito palavras ecoaram na minha cabeça como uma música ruim que eu não conseguia parar de repetir.

— Eu vou chupar um pau no meu sonho.

Eu estava ajoelhada na cama, as mãos envoltas na cintura daquele estranho, o rosto perto demais dos quadris dele, minha bochecha praticamente roçando a linha de músculos que desaparecia sob uma toalha que estava perigosamente baixa.

Normalmente, não havia a menor chance de eu estar fazendo isso se fosse real. Não importava o quão de coração partido eu estivesse. Não importava a quantidade de álcool que eu tivesse ingerido. Não importava o quanto eu me sentisse estupidamente desesperada.

Eu não me jogava em homens. Eu nem sequer implorei quando Charles parou de me tocar porque, acredite ou não, eu era uma mulher orgulhosa. E definitivamente não me humilhava aos pés de completos estranhos para transar comigo, não importa o quão absurdamente gostosos eles fossem.

Mas e se isso fosse um sonho? Então era o sonho que eu nem sabia que precisava. Meu corpo não clamava por mais uma bebida, mas por alívio, implorando para ser tocado, para ser destruído, para esquecer todo o resto. Esse era o meu verdadeiro mecanismo de fuga, não o álcool. Eu finalmente estava prestes a experimentar o orgasmo que me foi negado por tempo demais. Porque, sinceramente? Eu nunca tinha visto um homem como ele antes. Mesmo bêbada, eu conseguia perceber que ele era mais velho… muito mais velho do que eu. Ao lado dele, Charles parecia um adolescente fingindo ser homem.

A forma como ele me olhava fazia algo bem no fundo de mim se contrair, como se eu fosse a presa, e ele o predador.

Era esse o sentimento de estar com um homem mais velho? Porque, se fosse… Deus me ajude, eu não queria acordar.

Algo duro encostou ao lado do meu rosto.

Eu congelei, e um arrepio percorreu minha espinha.

Hã. O que foi isso?

Engoli em seco, mesmo enquanto minha mente gritava o quão estúpida era a pergunta. Claro que eu sabia o que era, mas aquilo parecia estranho, diferente.

Inclinei-me levemente para trás, o mundo girando ao meu redor, e meu olhar desceu. Foi então que eu realmente vi. Meus olhos se arregalaram.

Oh, Deus.

Algo estava muito, muito errado com esse sonho… ou muito certo, porque sob a toalha esticada havia um contorno muito claro e muito intimidador dele. Era enorme, grosso e duro.

Impossível. Não tinha como um ser humano real ser feito assim. Quer dizer, o único que eu já tinha visto na vida real era o Charles, e o Charles… bem, ele não era tudo isso. Charles era pequeno, rápido e decepcionante. Do tipo dois minutos na posição missionário e um tapinha nas costas. Talvez fosse por isso que aquele desgraçado gostasse tanto de paus.

Não era à toa que eu nunca tinha gozado. Não era à toa que eu sempre sentia que algo vital estava faltando. E agora, ajoelhada diante desse estranho cujo corpo parecia esculpido a partir de todas as fantasias obscuras que eu nem sabia que tinha, eu estava percebendo o quão grande podia ser a diferença entre dois homens.

Pisquiei, minha mão se movendo sem pensar. Passei os dedos levemente pela toalha, sentindo a dureza por baixo.

— Tão grande… — Murmurei, em puro assombro.

No instante em que meu toque pousou ali, o corpo dele deu um leve sobressalto, e num piscar de olhos, ele se moveu. As mãos dele agarraram minha cintura com firmeza, e a outra mão grande prendeu meus pulsos acima da minha cabeça contra a cama. Minhas costas bateram no colchão, o ar fugindo dos meus pulmões, e eu senti a pressão dura da excitação dele contra a minha coxa, perto demais de onde eu já queimava.

Engasguei, meu corpo inteiro se tensionando. A mão dele deslizou da minha cintura até o meu pescoço, sem apertar, apenas repousando ali, forçando meu queixo para cima até nossos olhos se encontrarem.

Porra, porra, porra.

Esse sonho era tão intenso que deveria me assustar, mas tudo o que eu conseguia pensar era: por favor, não acorda ainda. Eu preciso provar.

A gente nem tinha feito nada, e eu já estava mais excitada do que jamais estive em toda a minha vida. Eu nem conseguia lembrar a última vez que me senti assim.

Engoli em seco, sustentando o olhar nos olhos cor de avelã dele. Mordi o lábio, nervosa e carente ao mesmo tempo. O olhar dele desceu até o movimento, escurecendo ainda mais.

— Quantos anos? — Ele perguntou, a voz profunda e áspera.

Pisquei para ele, atordoada.

— C-como assim?

A mão dele apertou só um pouco mais ao redor do meu pescoço, e os olhos dele brilharam de forma perigosa.

— Quantos anos você tem? — Disse ele, exigindo uma resposta.

Eu não desviei o olhar. Algo dentro de mim me empurrou para frente. Sorri para ele lentamente, como se soubesse que aquilo era uma péssima ideia, mas não conseguisse me importar.

— Velha o bastante para ser sua filha. — Murmurei, inclinando a cabeça.

— Por quê?

Deixei minha coxa roçar no volume espesso sob a toalha.

— Isso te excita?

É. Eu definitivamente estava bêbada. Mas isso era só um sonho, certo? E em sonhos, nada precisava fazer sentido.

Ele arqueou uma sobrancelha, como se estivesse se divertindo com a minha resposta. Eu me senti mais ousada.

— Você se excita com a ideia de estar no controle? Vibe de daddy, hmm? — Lambi os lábios sem vergonha.

— Quer que eu te chame de Daddy?

Essa palavra deve ter atingido algo nele, porque senti o pau dele saltar sob a toalha, ficando ainda mais duro.

Caralho.

Esse sonho ficava melhor a cada segundo.

Abri a boca de novo, alguma outra bobagem na ponta da língua. Mas então a mão dele deslizou do meu pescoço até a minha boca, os dedos roçando meus lábios.

— Eu não vou repetir. — Ele disse.

— Responda à pergunta.

Meu coração falhou uma batida. Ele não estava gritando, mas só o tom da voz fez minha pele formigar. Meu corpo reagiu antes que minha mente acompanhasse.

Algo em mim obedeceu na hora.

— Vinte e três… — Sussurrei, minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia.

Ele se afastou, a mão recuando enquanto passava os dedos pelos cabelos ainda úmidos.

— Vinte e três. — Murmurou para si mesmo, com indiferença.

— Acho que dessa vez vou sem camisinha, já que não tem nenhuma no quarto.
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