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Capitulo 5 – A Semente da Vingança

Autor: ynnanerak
last update Fecha de publicación: 2026-09-02 23:08:03

Ao sair do quarto, Dante cruzou os corredores a passos largos, com o sangue fervendo e a respiração pesada.

Ele invadiu seu escritório e descarregou toda a sua frustração, varrendo com um único golpe selvagem tudo o que estava sobre sua mesa.

Papéis, canetas e ornamentos, todos voaram pelos ares, espatifando-se contra a parede e chão em um barulho estrondoso.

Ele cravou as mãos nas bordas da madeira maciça, respirando fundo, completamente transtornado.

“- Como pude cair tão baixo?”

Dante pensava, sentindo o estômago se revirar e queimar em brasa.

“— Sempre jurei proteger as fêmeas, honrar o sangue e o legado que minha mãe e minha irmã me ensinaram a respeitar...”

Mas ali estava ele, transformando-se em um monstro, destruindo a própria companheira com as próprias mãos.

“- Você cruzou a linha, Dante.”

A voz grossa de seu lobo ecoou pesada em sua mente.

- Cala a boca!

Dante retrucou num sussurro, fechando os olhos com força enquanto apertava a madeira até os nós dos dedos branquearem.

“- Ela é nossa!”

O lobo insistiu, rosnando em protesto.

— Você a marcou sem o meu consentimento!

Dante rugiu de raiva no cômodo vazio.

“- Ela é nossa companheira e você a rejeitou!”

— Ela faz parte daquela família maldita!

“- Você é um teimoso estúpido!”

O lobo bufou, furioso, inconformado.

“— O destino nos uniu a ela, e você está rasgando nosso próprio peito por orgulho. Eu tinha que fazer algo!”

- Ela é filha de Zackary Emberglow!

Dante sibilou furioso socando a mesa enquanto cravava suas garras nela, arrancando lascas.

— O maldito nos drogou e quase nos matou naquele maldito porão! Além disso, aquele verme ainda teve a audácia de sequestrar a minha irmã. E você ainda quer que eu abane o rabo só porque ela tem um rostinho bonito e me foi destinada?

“- O velho a usou como peão tanto quanto a nós.”

O lobo retrucou, inflexível.

“— Sinta o cheiro dela, seu idiota. Ela não estava mentindo. Ela estava é com medo. Ela é tão vítima daquele monstro quanto nós.”

- E se for mais uma mentira daquela corja?

Dante questionou com a voz trêmula de dúvida e dor.

— Não posso confiar nela, não depois de tudo o que tiraram de nós.

“- Você sente, e no fundo, sabe que ela é verdadeira conosco desde o início.”

O lobo respondeu com um rosnado profundo.

“— Mas seu orgulho cego está destruindo tudo, Dante. A Deusa da Lua não erra. Ela é nosso par. Não aceito que você tenha rejeitado-a.”

- Mas rejeitei. Supere!

“- Em sonhos!”

O Lobo rebateu igualmente irado.

A lembrança da noite no bar de motoqueiros invadiu a mente de Dante como uma avalanche.

O calor daquele corpo macio, os lábios carnudos entregues aos seus, os gemidos na penumbra.

Seu lobo o lembrou de cada curva da pele perfumada de Sloan, fazendo o sangue de Dante correr febril e pesado por suas veias.

O fogo daquela lembrança colidiu violentamente com a raiva, criando uma mistura tóxica de fúria e excitação incontrolável.

- Para! Chega! Cala a boca! Me deixa em paz!

Dante urrou para seu lobo, sentindo o próprio corpo o trair juntamente com sua mente, sentindo seu pau endurecer implacavelmente.

Sua respiração tornou-se escassa, o peito arfando, enquanto a frustração o consumia de dentro para fora.

A imagem dos olhos verdes marejados de lágrimas, dos lábios machucados e dos cabelos ruivos espalhados pelo travesseiro o torturavam.

- Por que ela tem que ser justamente a filha dele?

Ele sussurrou, e com um gemido abafado, Dante deslizou as costas pela parede do escritório até cair de joelhos no chão frio, enquanto passava a mão pelos fios longos e negros de seus cabelos.

A mão grande e trêmula desceu rapidamente até sua calça, buscando um alívio desesperado.

- Merda...

Enquanto se masturbava, ele praguejava contra o destino, contra o pai dela e contra si mesmo, enquanto era consumido pelo desejo febril de tê-la novamente.

De volta ao quarto escuro, Sloan continuava algemada à cama, com o corpo dolorido e a respiração pesada.

Lágrimas quentes desceram por seu rosto por vários minutos, mas, de repente, ela as secou com o braço em um gesto violento.

Seu peito subia e descia, não mais apenas pela dor, mas por uma fumaça densa de ódio que começava a queimar dentro dela.

— Ele vai pagar...

Sloan sibilou para o vazio do quarto, com a voz firme e carregada de um rancor mortal.

— Juro que ele vai pagar por cada gota de humilhação que tem me feito passar.

“- Não fale assim, ele é nosso companheiro...”

A voz de sua loba ecoou baixinho em sua mente, ainda tonta e carente pelo cheiro dele.

“— Podemos dar uma chance a ele, Sloan...”

“— Não mesmo!”

Sloan pensou com ferocidade, travando os maxilares no escuro.

“— Fique quieta e pare de balançar o rabo para esse monstro! Nós merecemos muito mais do que migalhas de desprezo.”

“- Mas... você se lembra de como o corpo dele era quente e delicioso? De como nos sincronizamos como um. Nos sentimos viva pela primeira vez na vida, Sloan. Ele foi perfeito com a gente antes, ele só deve estar magoado.”

Sua loba insistiu, manhosa e teimosa.

“— Os beijos dele, sua língua quente, os músculos firmes e aquele pau enorme. Minha nossa que saudad...?”

— Chega! Pare com isso agora!

Sloan quase gritou, contorcendo-se de raiva contra as algemas.

O choro que restava em seus olhos não era de fraqueza, mas de ódio de si mesma por sentir seu corpo a trair.

Ela se odiava por ser tão estúpida a ponto de desejar aquele homem depois de tudo o que ele fizera nas últimas horas.

Ela não merecia ser tratada como lixo.

Enquanto o calor subia por suas pernas, apenas com as lembranças, a mente de Sloan começou a traçar um plano frio e calculista impulsionado pela raiva.

Ela não seria apenas uma prisioneira indefesa, ela faria com Dante, exatamente o que ele ousara fazer com ela.

“- Você não perde por esperar Dante...Você vai sentir na pele exatamente o que fez comigo.”

Os lábios dela subiram perigosos.

“- Você será humilhado como eu fui. Eu juro. Você vai se arrepender.”

Ela o queria totalmente nu, algemado e impotente diante de sua fúria, exatamente como ela estava agora.

— Você não vai voltar a tratar a mim ou a qualquer outra fêmea como lixo, nunca mais.

Ela murmurou para si mesma, com um sorriso frio nos lábios.

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