INICIAR SESIÓNEla só queria encontrar o estranho inesquecível, mas acabou caindo direto na teia de crueldade do próprio pai. E seu reencontro? Foi forçado a um casamento sem amor. E mesmo com a rejeição brutal, a atração avassaladora entre eles continua queimando como brasa viva. Agora, entre o desejo incontrolável e a sede de vingança, restará saber se conseguirão ceder ao que sentem antes que seja tarde.
Ver másO celular tremia nas mãos de Sloan.
Já eram quase três da manhã e ela ainda rolava a tela como uma condenada, digitando qualquer merda que pudesse levá-la de volta até ele.
Dois dias.
Só dois dias desde aquela noite e o corpo dela ainda não tinha se recuperado.
As coxas ainda doíam de um jeito gostoso e vergonhoso, no pescoço as marcas dos dentes dele, e o cheiro, aquele cheiro, ainda parecia grudado em sua pele, por mais que ela já tivesse tomado banho algumas vezes.
Ela fechou os olhos e a memória veio sem piedade.
A parede fria do motel em suas costas.
As mãos grandes dele prendendo seus pulsos acima da cabeça.
A voz rouca em seu ouvido, mandando ela olhar para ele enquanto a fodia com uma força que beirava a violência.
Não tinha sido só sexo, tinha sido uma rendição completa a aquele homem pecaminoso.
Ela se sentiu viva.
Pela primeira vez em vinte e três anos, Sloan não precisou fingir, não precisou se conter, e não precisou ser a filha perfeita do Alfa cruel do Véu de prata.
Aquele desconhecido a tinha destruído por dentro de uma forma jamais imaginável.
No final, quando ela tremia e chorava de tanto gozar, ele tinha encostado a testa na dela e murmurado algo baixo demais para ela entender e depois sumiu.
E quando ela abriu os olhos, com o peito apertado de um jeito que odiava, queria encontrá-lo.
Queria perguntar seu nome.
Saber se ele também tinha sentido aquela coisa estranha no peito e em seu corpo quando gozaram juntos.
Queria… só queria vê-lo de novo.
Foi quando ouviu a voz grave do pai ecoando do salão principal como um trovão ensurdecedor.
Zackary estava de volta.
Sloan engoliu em seco, passou a mão no rosto, se enrolou em um roupão sob a camisola preta fina e desceu as escadas, enquanto o tecido frio grudava na pele úmida.
Foi quando o cheiro de sangue, e algo nostálgico e delicioso, atingiu o nariz dela antes mesmo de atravessar a porta.
O coração dela deu um solavanco violento e ela parou no meio do degrau, erguendo o olhar.
Lá estava ele.
Ajoelhado no centro do escritório, com as mãos algemadas atrás das costas e o torso nu coberto de hematomas e vergões profundos.
O cabelo preto longo caía sobre o rosto, escondendo seus olhos ferozes, mas mesmo assim, ela o reconheceu.
O corpo dela o reconheceu antes mesmo da própria mente assimilar seu cheiro.
As costas largas, a linha da mandíbula, a tatuagem que descia pela costela esquerda.
Era o mesmo homem que ela tinha beijado e arranhado, enquanto ele a fodia incansavelmente.
O ar sumiu dos pulmões dela.
Zackary estava sentado na poltrona de couro, sorrindo como se tivesse acabado de ganhar na loteria.
— Ah, minha filha. Que ótimo momento.
Sloan não respondeu, não conseguiu.
Os olhos dela estavam presos no homem ajoelhado diante de seu pai.
E, no mesmo segundo em que ele ergueu o rosto, seu mundo inteiro pareceu se estilhaçar.
O laço do destino dado como uma benção pela Deusa da Lua os uniu, como um fio de fogo que pareceu atravessar o peito dela, puxando, queimando e exigindo.
As pupilas dele se dilataram e um rosnado baixo e animal subiu pela garganta dele.
O corpo de Sloan inteiro respondeu, o calor no baixo ventre, o tremor nas pernas, uma necessidade absurda de ir até ele e se ajoelhar também.
— Você…
A voz dele saiu rouca, carregada de um ódio tão mortal que doeu profundamente no coração dela.
Sloan deu um passo à frente com a boca seca.
— O que você...?
— Não se aproxime!
Ele a fuzila com o olhar, rosnando em aviso.
Ele puxou as correntes com tanta força que os guardas tiveram que segurá-lo.
O metal rangeu enquanto o sangue escorria de um corte na sobrancelha dele.
— Você fez parte dessa armação. Esse merda me drogou, me torturou, e antes disso ele ainda teve a audácia de mandar a filha puta dele se jogar na minha cama?
A palavra “puta” acertou Sloan em cheio e ela sentiu o rosto queimar.
- Eu não...
Ela balbuciou, mas o laço entre eles os puxou de novo, mais forte, fazendo o corpo dela gritar por ele, enquanto seu peito gritava que, não era justo.
Os olhos dela ardiam, quando Zackary riu alto, fazendo o som ecoar pelo escritório austero.
— Interessante. Então vocês já se conhecem… de forma bem íntima, pelo visto.
Zakary olhou para a filha com uma pitada cruel.
- Conversaremos sobre isso depois.
Ele se levantou e andou até Dante com a calma de um predador e parou na frente dele, olhando-o de cima.
— Isso muda o que eu tinha planejado, mas tudo bem. Você não é mais só uma peça no meu tabuleiro, Dante Galanus. Você agora é o companheiro da minha filha.
Dante cuspiu sangue no chão, bem perto do sapato de Zackary.
— Eu não aceito.
— Não precisa. A Deusa escolheu por vocês. Além disso...
Zackary se abaixou, segurando o queixo de Dante com força suficiente para deixar uma marca.
— Eu tenho um trunfo. Você se lembra da Felicia, não lembra? Aquela menina de que você protege desde que eram filhotes e que jurou que ia proteger pelo resto de sua vida, custasse o que custasse.
O corpo de Dante inteiro enrijeceu.
Pela primeira vez, algo além de ódio passou pelo rosto dele, era quase como se ele estivesse assustado.
Zackary sorriu mais largo.
— Ela está comigo. Esperando eu decidir se ela vive… ou se vira presente para os meus homens. E você… você vai ser torturado até apodrecer aqui ou até eu me cansar. A menos que…
Ele olhou por cima do ombro, direto para Sloan, que recuou um passo desviando o olhar assustada.
— A menos que minha filha se case com você. Fazendo dela a sua Luna.
Sloan sentiu o estômago revirar com tanta força que quase vomitou ali mesmo.
“- Felícia? Ele ama outra mulher?”
E agora ela estava com seu pai e ele estava usando isso para chantagear seu companheiro destinado.
— Pai, não…
A voz dela saiu fraca e trêmula, mas Zackary ergueu o olhar frio, cortando-a.
— Você dormiu com ele e a Deusa da Lua os ligou como parceiros. Não tem volta. Eu não vou perder essa oportunidade. Você não vale nada para mim arruinada.
Ele se virou para os guardas.
— Levem-nos e deixem-nos pensar.
Mas antes que pudessem se mover, Sloan deu um passo à frente com as pernas tremulas.
O laço entre eles, puxava tanto, que doía até mesmo para respirar.
— Dante…
Ela tentou com a voz quase em um sussurro.
— Eu não sabia quem você era. Eu juro. Eu só… eu te encontrei por acaso. Eu não…
— Cale a boca.
Ele a olhou com tanto ódio que ela recuou.
O laço entre eles latejava confuso, faminto e ferido.
— Estamos ligados, mas você é a filha daquele homem. Você me usou. E agora quer que eu abane o rabo e te aceite como minha?
Ele riu seco e sem humor nenhum.
— Que se foda o destino. Eu a rejeito!
Sloan fechou os olhos para conter as lágrimas que ameaçavam cair, enquanto Zackary cruzou os braços.
— Escolha, Dante. A Felicia vive e você casa com a minha filha… ou os dois morrem bem devagar. Eu posso ser paciente... Muito paciente.
Dante retornou de mais uma ronda exaustiva, com o corpo coberto de fuligem, terra e o suor pesado de quem passou horas arrastando vigas e ajudando a reerguer os escombros do que sobrou de sua alcateia.“— Você está parecendo um mendigo maltrapilho, Dante! Enquanto você brinca de pedreiro, a nossa loba está lá na montanha com aquele lagarto prateado!”Reclamou Nox pela enésima, uivando de frustração.“— Cala a boca, Nox. Eu estou cuidando da bagunça que aquele ataque deixou, e não vou sair correndo como um louco só porque você não consegue controlar seus instintos.”Rebateu Dante de volta, trancando o maxilar com força enquanto caminhava a passos duros em direção ao seu quarto na mansão principal.“— Instintos? Ela é nossa Luna, seu idiota orgulhoso! E você a deixou ser seque
Sloan ri baixinho, e com um movimento leve e ágil, gira numa dança discreta antes de pegá-lo firmemente pelo quadril e lançá-lo num voo curto para o alto, agachando-se logo em seguida enquanto ele voava.— Oh... Eu fui derrotada pelo mais exímio dos guerreiros.Dramatiza ela, com a mão no peito, fingindo rendição com uma falsa expressão de derrota.Ao redor, alguns dragonianos seguraram o riso, visivelmente encantados ao vê-la brincar com tanta leveza e carinho com o pequeno filhote, esquecendo por um momento o peso dos problemas entre seus povos.E antes que Sloan sequer considere retornar para o lado de Rogan, um coro de risadas infantis ecoa e logo outros filhotes voam em disparada para se juntar à diversão, puxando-a pelo vestido, com a energia contagiante que só crianças possuem.Sloan ergue o olhar e encontra Rogan ali perto, mas o re
Percebendo a tempestade repentina estampada no rosto da loba ruiva e a forma como ela aperta os punhos com força, Rogan recua um passo, suavizando minimamente sua expressão severa.— Aconteceu alguma coisa?Pergunta ele, com a voz grave carregada de curiosidade.Sloan engole em seco, tentando afastar as lembranças dolorosas de Dante antes de decidir se responde ou não.— Não é nada demais... Só estava conversando com a minha loba interior.Responde ela, respirando fundo para controlar a voz trêmula.— Nós, lycans, recebemos o espírito de um lobo entre o nascimento e os dezesseis anos. É por isso que conseguimos nos transformar e usar todos os sentidos de um lobo a nosso favor.Rogan ouve com atenção, enquanto absorve a explicação.— Entendo...Murmura ele, olhando para os olhos verdes, percebendo que a tristeza ainda paira pesada em seu semblante.Silenciosamente, o Rei Dragão percebe que ela precisa de espaço e decide se afastar.— Descanse. Já volto.Diz ele, abrindo suas asas e sai
Rogan solta um bufo suave, levantando-se, saltando da pedra e planando com elegância, voltando à forma humana em um piscar de olhos.— Me acompanhe. Não sou um monstro sem educação como alguns acham. Diz ele, guiando-a por uma passagem lateral que se abre para uma área reservada e isolada.Para espanto de Sloan, o local é um refúgio natural com uma queda d'água cristalina que deságua em uma bacia esculpida pela própria natureza.— Pode usar este espaço. Ali fica o sanitário.Ele aponta para uma área isolada, onde um vaso sanitário de rocha escupida e finalizada com cristal, está.- Ficarei lá fora, caso precise de algo.Avisa ele, dando as costas e se afastando para garantir sua privacidade.Enquanto faz o que precisa e depois aproveita a água fresca para se lavar, Sloan reflete sobre toda aquela loucura.Ela percebe que, embora tenha visto vários dragões durante o ataque que a raptou, Rogan é o único com quem realmente mantém contato.Conversando mentalmente com Star, ela inicia uma






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