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Capítulo 5

last update Fecha de publicación: 2026-05-27 23:53:42

De repente, um Mercedes parou na frente dela, bloqueando o seu caminho.

O vidro do carro baixou, revelando o rosto de Carlos, tomado pela raiva.

"Você não sabia que a mamãe estava hospitalizada? Você sequer tem coração?"

Emily Carter perguntou-lhe friamente: "Ela vai morrer?"

Desde cedo, Rafaela e Carlos não paravam de ligar e enviar mensagens. A mensagem era uma só: Márcia estava doente e precisava ir ao hospital.

O rosto de Carlos escureceu instantaneamente, e ele rugiu: "Ela é a sua mãe! Como você ousa amaldiçoá-la? Você é humana?"

Emily disse calmamente: "Mas se eu voltar para aquela casa esta noite, quem vai morrer sou eu!"

Após dizer isso, ela acenou para um táxi e foi embora.

Carlos bateu com o punho no volante, furioso.

Mesmo após a intensa intimidade, o homem ao seu lado ainda estava lá.

Seus olhos não conseguiam enxergar nada na escuridão. Ela permanecia imóvel na cama enquanto dedos frios deslizavam por suas costas.

O corpo de Emily Carter estava tenso.

Mesmo nos momentos mais íntimos, a temperatura corporal dele permanecia baixa.

"Me odeia?"

A voz pausada e grave era indescritivelmente atraente. Era impossível não imaginar o quão fascinante devia ser o dono de uma voz tão marcante.

Emily agarrou os lençóis de seda sob si.

"Eu não deveria odiar Alexander Hayes mais do que odeio você?"

"Quer se vingar dele?"

"Se ele está tão disposto a ser traído, qual o problema de eu realizar o desejo dele?"

Uma risada baixa e suave ecoou no escuro.

"Você é uma mulher interessante. O que você quer? Posso atender a um pedido seu."

Emily permaneceu em silêncio por um momento.

"Eu não quero dinheiro. Eu quero uma oportunidade!"

Em vez de ver aquilo como uma submissão unilateral, ela preferia transformar a situação em uma transação.

"Sua desgraçada, você ainda tem coragem de voltar?"

Um rugido foi seguido por um estalo forte.

Emily mal tinha entrado no quarto e nem sequer se posicionara direito quando Carlos a atingiu no rosto com tanta força que ela quase perdeu o equilíbrio.

Metade do seu rosto inchou instantaneamente, seus lábios se cortaram, seus ouvidos zumbiram e o gosto de sangue tomou conta de sua boca.

Com um olhar de falsa ansiedade, Rafaela interveio: "Papai, não bata na minha irmã! Ela só guarda ressentimento contra nós; ela não se importa se a mamãe vive ou morre..."

Ela parecia estar defendendo Emily, mas, na realidade, estava jogando lenha na fogueira, sem mover um dedo para impedi-lo.

Márcia estava deitada na cama, com o rosto pálido. Ela moveu os lábios, mas acabou não dizendo nada.

Nutria um profundo ressentimento em relação a Emily.

Com o rosto dolorido e inchado, Emily olhou para Márcia, mas não conseguiu ver nada de grave com ela.

"Já que a mamãe está bem, eu vou embora."

Rafaela franziu a testa: "Maninha, não é certo uma filha vir visitar a mãe e agir assim? Você realmente quer vê-la piorar? Como você pôde fazer isso? A mamãe te ama tanto! Você... você a magoou demais."

Rafaela distorceu as palavras de Emily deliberadamente, provocando a raiva de Carlos mais uma vez.

Carlos cerrou os dentes e tirou o cinto da cintura.

"Sua ingrata, você foi longe demais! Chegou ao ponto de amaldiçoar a sua própria mãe! Você tem coração? Vou te dar uma lição hoje!"

Rafaela segurou o braço do pai, dissimulada: "Papai, por favor, não bata na minha irmã!"

Carlos esbravejou: "Rafaela, não se meta, ela mesma procurou por isso!"

Enquanto Emily se preparava para a dor do golpe, Márcia repentinamente se levantou da cama e se colocou à frente.

Ela abraçou Emily e gritou: "Carlos, se você bater na Emily de novo, me bata primeiro!"

O corpo de Emily enrijeceu.

Ela nunca havia recebido aquele tipo de proteção.

Mal podia acreditar que Márcia a estava defendendo.

Os olhos de Emily ardiam, e ela sentia como se uma pedra pesada estivesse presa em sua garganta.

Essa foi a primeira vez em sua memória que sentiu algo parecido com o carinho materno.

Carlos rugiu: "Essa desgraçada te amaldiçoou, e você ainda a protege?"

"Ela é do meu próprio sangue! Você pode não se importar, mas eu sinto pena!"

Comovente, agridoce e doloroso.

Emily mal podia acreditar que aquilo fosse verdade.

Quando ela já havia perdido a esperança de encontrar o afeto familiar, Márcia a protegeu com o próprio corpo.

Carlos ficou tão furioso que atirou o cinto no chão.

"Saiam vocês dois primeiro. Eu quero ficar a sós com a Emily por um tempo", pediu Márcia.

Rafaela olhou atônita para a cena. Ao baixar a cabeça e se virar de um ângulo em que os outros não viam, revelou um sorriso cruel e satisfeito.

Emily Carter, você realmente acha que a mamãe te ama? Pare de sonhar!

No quarto, a voz de Emily estava rouca: "Por que você me protegeu?"

Márcia segurou a mão de Emily: "Você foi gerada no meu ventre. Qualquer outra pessoa pode não te amar, mas eu preciso amar."

"Ainda me lembro de quando você nasceu, era apenas um pequeno pacotinho. Naquele momento, senti que você era um presente de Deus."

"Eu queria te dar o mundo..."

Os lábios de Emily tremeram e seus olhos se encheram de lágrimas.

Então... ela também podia receber o amor de sua mãe?

Ela sempre pensava que Márcia só gostava de Rafaela e não se importava com ela.

Márcia apertou a mão de Emily com mais força.

"Emily, você pode prometer uma coisa para a mamãe?"

"O quê?"

Naquele instante, Emily pensou que, se Márcia realmente a amasse, ela estaria disposta a fazer qualquer coisa por ela.

"Você poderia desistir do seu casamento com o Alex? Não se preocupe, a mamãe encontrou outro noivado para você. Não será um casamento ruim, está bem?"

Márcia segurou a mão de Emily com firmeza, os olhos fixos nela, transbordando inquietação.

No dia anterior, a Família Hayes havia enviado um representante à casa da família para propor um casamento em nome do filho mais velho.

Os rumores sobre o primogênito da Família Hayes eram de conhecimento de todos.

Tratava-se de Andrey Hayes.

O objetivo dessa união era, na verdade, um casamento de conveniência para tentar trazer "boa sorte" à saúde debilitada do rapaz.

Se o marido morresse, a noiva passaria o resto da vida viúva.

A família temia o poder da Família Hayes e não ousava recusar abertamente.

Alexander Hayes havia sugerido que a melhor solução seria Emily se casar com Andrey Hayes.

Dessa forma, ele e Rafaela poderiam ficar juntos abertamente, desfrutando da fortuna e da bênção da família, alcançando o melhor dos dois mundos.

Mas o noivado original entre Emily e Alexander foram arranjado pelo Velho Jorge Hayes, e ninguém na família ousava romper a aliança.

Portanto, Emily precisava tomar a iniciativa de anular o noivado por conta própria!

O coração de Emily, que mal começou a se aquecer, tornou-se gélido instantaneamente.

"Você não está doente de verdade... Você só queria me enganar para que eu voltasse, não é?"

Ela foi enganada e sacrificada mais uma vez em favor de Rafaela.

E o pior: ela quase acreditou naquela demonstração de afeto.

"Você precisa entender o meu lado!", justificou Márcia. "Quando você foi sequestrada, eu chorei tanto que quase fiquei cega. Se não fosse pela Rafaela me apoiar, eu já teria morrido!"

Emily sorriu com amargura: "Então eu devo agradecer a ela?"

"Para salvá-la, vocês conspiraram para me enganar, me drogar e me entregar ao Rafael Sandre! Vocês acharam que seria melhor se eu morresse nas mãos dele? Assim ela poderia passar por cima do meu cadáver e se casar com o Alexander Hayes?"

Márcia não ousou encarar os olhos de Emily.

"Se você quer odiar alguém, se quer culpar alguém... culpe a mim!"

Emily afastou a mão da mãe com um gesto ríspido.

"Então deixe-me te dizer uma coisa: isso é impossível."

Márcia caiu de joelhos com um baque surdo.

"Emily, a mamãe te implora... eu não tenho outra escolha!"

Emily olhou para a mulher à sua frente, que implorava de joelhos.

Ela era capaz de ir a extremos, mas apenas por Rafaela.

"Levante-se."

"Se você não concordar, eu não vou me levantar!", chorou Márcia desesperadamente, agarrando a barra da roupa de Emily.

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