Mag-log inMatheson
O sumiço do Kevin estava começando a me dar coceira. Aquele cara é meu irmão, mas quando decide se enfiar em um buraco, nem rastreador encontra. Tentei não pirar. Foquei na minha necessidade mais imediata: o fogo que aquela loira acendeu e que agora eu precisava apagar em outro corpo. Peguei o celular e liguei para a Simone. Ela atendeu no segundo toque, com aquela voz que já entrega o que ela quer. — Daqui a pouco estarei aí, gato... — ela disse, e eu podia ouvir o sorriso malicioso do outro lado. — Quero que você meta bem forte esse seu pau gostoso no meu cuzinho. Estou doida para sentir você me rasgando inteira... Puta merda. Eu amo uma mulher que não tem frescura, que sabe o que quer e fala sem filtros. Simone é o meu porto seguro do prazer. Enquanto ela não chegava, tomei uma dose generosa de uísque puro. Eu precisava relaxar. O interfone tocou e eu liberei a entrada. Quando abri a porta, ela estava lá, vestindo apenas um sobretudo preto que não escondia absolutamente nada do que vinha por baixo. — Oi, gato. — Ela abriu o casaco, revelando o corpo nu e perfeito. — Que bom que você ligou. Eu estava me masturbando e pensando nesse seu pau grande e grosso que eu gosto tanto. Eu não perdi tempo. Fechei a porta, prensei o corpo dela contra a madeira e a beijei com uma fome que me surpreendeu. Mas, enquanto a Simone se abaixava e abocanhava meu pau, me fazendo rosnar de prazer, minha mente cometeu uma traição. Eu estava ali, recebendo um boquete de cinema de uma mulher maravilhosa, e o que eu via? O rosto da "Branquinha" da boate. O jeito que ela rebolava. A pele clara contrastando com a minha. Porra, Matheson, foca no agora! Simone me chupou com vontade, sugando até a última gota da minha porra. Depois, a joguei na cama. Chupei seus seios, mordi seus mamilos e desci minha boca para o que realmente importava. Usei minha língua como uma arma, explorando cada milímetro dela. Quando entrei nela, vestindo a camisinha, o sexo foi selvagem. Sem cobranças, apenas prazer bruto. — Grita para mim! — ordenei, batendo forte, sentindo o aperto daquela bucetinha safada. Fodemos até a exaustão. Teve segunda rodada, dessa vez explorando o cuzinho dela, do jeito que ela pediu, até nos entregarmos ao prazer total. Simone foi embora de madrugada, recusando meu convite para dormir. Ela tinha um show para fazer, e eu entendi. Amizade colorida é isso: cada um no seu quadrado, mas com o corpo saciado. Acordei tarde no domingo, sentindo o corpo leve, mas a mente ainda inquieta. Kevin continuava sem dar sinal de vida. Comecei a me preocupar com a Sam, aquela pirralha incrível que eu amo como se fosse minha. Samantha tem Síndrome de Down, mas é mais esperta que metade dos adultos que conheço. E a mãe dela? Magda... só de pensar naquela mulher meu sangue azeda. Maldita do inferno. Ela me olha como se eu fosse um pedaço de carne, mas o que me faz odiá-la de verdade é o jeito que ela despreza a própria filha. Às sete da noite, fui para a boate. A Blackout estava pulsando. O público estava em êxtase, e a energia era contagiante. Eu circulava pelo salão, checando se tudo estava em ordem, quando meus olhos captaram aquele brilho familiar. Lá estava ela. A Branquinha. Ela rebolava na pista, alheia ao mundo, toda solta e gostosa demais naquele vestido que parecia uma segunda pele. Desci do mezanino, caminhando em sua direção. Eu queria vê-la de perto. Queria sentir o cheiro dela. Ela veio distraída na minha direção e — *bum* — esbarrou no meu peito. Sem nem olhar para cima, disparou: — Olha por onde anda, seu idiota! Eu parei, chocado com a audácia. Quando ela finalmente levantou os olhos e me viu, ficou estática por um segundo. Mas não pediu desculpas. Nem um "foi mal". — Olha aqui... foi você quem esbarrou em mim, me ouviu, sua chata? — retruquei, sentindo a irritação subir. — Não olha por onde anda e já sai xingando as pessoas? Tem que ter modos! Ela me deu um olhar mortal, daqueles que queimam. — Olha só, seu nojento, vai se lascar para lá! Foi você que estava no meu caminho, agora me dá licença. Ela saiu batendo o pé, me deixando ali, bufando de ódio. Que mulher abusada! A simpatia que eu sentia por ela evaporou na hora, substituída por um desejo de domar aquela língua afiada. Ela ia me pagar. Fiquei de guarda perto do banheiro. Eu sabia que ela passaria por ali. Quando a porta se abriu e ela saiu, eu não dei chance de defesa. Grudei meu corpo ao dela, prendi suas mãos e esmaguei sua boca na minha em um beijo cheio de possessividade e desejo. Ela resistiu no início, tentou me empurrar, mas logo senti a entrega. A língua dela encontrou a minha, e o beijo que começou como um castigo virou um incêndio. Meu pau latejou instantaneamente dentro da calça. O gosto dela era melhor do que eu imaginei. Ela me empurrou com força e saiu correndo, o rosto corado e a respiração ofegante. Eu sorri, limpando os lábios. Eu vou ter essa mulher. Vou foder essa loira até vê-la mole nos meus braços, completamente rendida ao prazer que só eu posso dar. Mais tarde, consegui finalmente falar com o Kevin. — Porra, Kevin! Onde você se meteu, cara? Você sumiu da boate! — explodi assim que ele atendeu. — Não se preocupe, meu amigo. Está tudo tranquilo. Desculpe o sumiço, depois conversamos com calma. — A boate está bombando, cara. O público amou o lugar. — Nossa boate, Matheson. Obrigado por cuidar de tudo. Se não fosse você, eu estaria perdido. — Cara, você está parecendo uma mulherzinha sentimental, sabia? — brinquei, rindo para aliviar a tensão. — Seu mané! Vai procurar uma namorada, você está precisando — ele rebateu, rindo também. Desligamos, e eu fiquei olhando para o nada. Namorada? Talvez eu tenha encontrado algo muito mais interessante. Aquela loira alta, brava e deliciosa não saía da minha cabeça. Eu precisava saber quem ela era, onde morava, como domar aquela fera. Aquele cara que estava com ela na outra noite não apareceu hoje. Se for namorado, é um babaca por deixá-la sozinha. Se não for, o caminho está livre para mim. Eu vou tirar toda aquela braveza dela na cama. A Branquinha está me deixando louco, e eu não costumo ficar louco por ninguém. Ela que se prepare, porque Matheson não aceita "não" como resposta.Foi bom demais a nossa sexos no closet! Nunca havia transado com uma mulher no meu closet. Mas ela estava lá. Linda. Nua. Provocantes até nos mínimos detalhes. Não me aguentei. Transamos gostoso. Com direito a gemidos abafados e muita pressa. Ela é linda. Gostosa. E, por uma burrice inteiramente minha, agora está furiosa comigo. Fui grosso com o meu amor. Eu juro que não queria ter sido. O sangue subiu na hora errada. Terminei de me vestir às pressas. Precisava buscar meu filho para irmos à festa da Sam. Quando a minha ficha finalmente caiu, voltei correndo. Teria pedido perdão de joelhos se fosse preciso. Tudo para acalmar a minha linda. Mas ela não estava mais lá. O apartamento parecia vazio demais. Fiquei mal de verdade. Um aperto no peito que eu não conhecia. Ela precisa me desculpar! Eu a amo. Não me importa se estamos juntos há pouco tempo. A gente se encaixa na cama e fora dela. O nosso corpo dá certo e pronto. Minha branquinha! Só minha! Será que
Lara Eu não ia me despedir. Não ia dar a ele o prazer de me ver chorar. Chamei um carro e fui direto para o shopping. Eu me sentia a pior amiga do mundo por estar atrasada, mas meu coração estava mais pesado pelo que tinha acabado de acontecer. Entrei em uma loja, comprei um vestido novo, vibrante, para tentar disfarçar a palidez do meu rosto, e escolhi um presente maravilhoso para a Sam. Durante o trajeto de táxi até a casa dos Martinez, as lágrimas que eu segurei finalmente caíram. Eu nunca estive tão feliz e, em um piscar de olhos, fui tratada com uma frieza que me gelou a espinha. Enxaguei o rosto, retoquei a maquiagem e coloquei minha melhor máscara de felicidade. Ninguém perceberia. Quando cheguei à festa, o som de crianças brincando e o cheiro de churrasco preenchiam o ar. E lá estava ele. Matheson já havia chegado. Ele devia ter voado para chegar antes de mim. As crianças estavam na piscina, uma algazarra deliciosa. Eu o ignorei solenemente e fui direto abraçar Hadiya. —
Lara Demoramos um bom tempo para que nossos batimentos cardíacos voltassem ao normal. O closet de Matheson, que antes parecia um templo de organização, agora era o cenário de um crime passional — roupas levemente desalinhadas e o cheiro da nossa entrega pairando no ar. Eu o olhei, sentindo minhas pernas ainda um pouco trêmulas, e soltei um risinho cansado. — Sabe, você vai acabar me matando de fome — brinquei, ajeitando uma mecha de cabelo que insistia em cair no olho. — É sério! Eu já estou acostumada a tomar café tarde, mas desse jeito eu vou desmaiar nos seus braços. Matheson soltou uma daquelas risadas graves que vibravam no peito. Ele me olhou com uma adoração que quase me fez esquecer que meu estômago reclamava. — Desculpe, minha linda! É que você é gostosa demais e eu simplesmente perdi a linha quando te vi nua e iluminada naquele closet. Agora vamos... Prometo que vamos comer. E que tal um jantar especial mais tarde? Quero te levar a um lugar que combine com a sua beleza.
Capítulo 16 Lara Meu Deus, que homem é esse? Se alguém me dissesse, há alguns meses, que eu estaria perdendo a noção do tempo e do espaço nos braços de Matheson, eu provavelmente riria na cara da pessoa. Mas agora, deitada nesses lençóis de fios egípcios que ainda cheiram ao nosso suor e ao perfume amadeirado dele, eu só conseguia processar uma coisa: exaustão. Porém, é o melhor tipo de exaustão que já experimentei na vida. É aquela fadiga que vem com a alma lavada e o corpo devidamente reconhecido. Ele é um amor. Por trás daquela pose de dono de boate, de homem implacável e sombrio, existe uma doçura que me pegou desprevenida. Se eu soubesse que sob aquela armadura de músculos e mistério batia um coração tão atencioso, eu teria abaixado minha guarda e as minhas defesas há muito tempo. Dormi feito um anjo, protegida pelo calor do seu abraço, e acordei com a visão de um "Negão" de tirar o chapéu. O sol entrava por entre as frestas da cortina black-out, iluminando a pele escura de
Matheson Estávamos hipnotizados e completamente embriagados pelo prazer que tínhamos acabado de partilhar naquela garagem. O ar estava saturado com o cheiro de sexo e adrenalina. Eu passava o meu indicador nos lábios dela, sentindo a textura macia da sua pele, e antes mesmo de cruzarmos o batente da porta da sala, eu já a estava tomando para mim em um beijo lascivo, profundo, que prometia muito mais. Fui para o meu quarto com ela em meus braços, sentindo o peso delicioso do seu corpo. Joguei-a na cama King Size, onde os lençóis de seda pareciam esperar por nós. Vagarosamente, fui retirando aquele vestido azul e a sua calcinha de renda, aproveitando cada centímetro de pele que se revelava. A visão era um banquete para os meus olhos famintos. — Você é perfeita, minha delícia! — afirmei, minha voz saindo como um rosnado baixo, enquanto distribuía beijos leves e úmidos por sua barriga. — Espera aqui, minha linda... eu já volto — sussurrei. — Onde você vai? — ela perguntou, a voz entre
Matheson Eu estava na minha sala, como sempre, observando o movimento da boate através do vidro unidirecional. O caos lá embaixo era o meu reino, mas meus olhos só buscavam uma pessoa. E então, ela apareceu. A loira mais linda e dona dos meus pensamentos mais sombrios. Lara estava ainda mais gostosa do que o normal. Aquele vestido azul parecia ter sido esculpido no corpo dela, realçando cada curva que eu já havia decorado em meus sonhos. Meu Deus, ela realmente sabe como me levar ao limite. Observei cada passo dela. Ela foi ao bar, virou duas doses de algo forte e se jogou na pista. Eu sabia o que ela estava fazendo. Lara não estava apenas dançando; ela estava me desafiando. Ela olhava na direção da minha sala, provocando-me com cada rebolado, sabendo que eu estava ali, queimando por dentro. A maldita estava me testando. E o teste chegou ao fim quando um estranho qualquer se aproximou e começou a se esfregar nela. Ver as mãos daquele cara na cintura da minha Branquinha fez meu sang







