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Capítulo 2

مؤلف: Echo
Nós nunca tiramos a foto de família. Levei o Leo direto para casa e comecei a arrumar as malas.

Logo após reservar as nossas passagens para a Alcateia Sunstone, no sul, Fiona me mandou um vídeo. Ela estava usando um colar de pedra da lua caríssimo, e Bruce estava logo atrás dela, arrumando o cabelo dela com delicadeza. Aquele colar tinha um significado especial: era destinado apenas à Luna da alcateia.

No final do vídeo, Fiona me provocou, como sempre fazia:

— O colar da Luna e o amor do Alfa... os dois podem ser meus sempre que eu quiser.

A minha versão antiga teria mostrado a ela o quanto as garras de uma Luna podem ser afiadas. Mas agora, observando o Leo organizar com cuidado o seu pequeno arco e flecha, tive apenas um pensamento: que patético. Fechei o vídeo e confirmei o nosso voo para depois de amanhã.

Não demorou muito para o Bruce chegar em casa, trazendo uma torta quentinha de amora-da-lua. Leo e eu ficamos olhando para a torta, perplexos. Bruce costumava odiar o quanto ela era doce. Por causa disso, embora o Leo tivesse herdado a minha obsessão por amoras-da-lua, ele sempre escolhia as comidas favoritas do Bruce para o seu próprio aniversário. Por que ele traria uma para casa agora?

Leo e eu trocamos um olhar de descrença.

Bruce entrou devagar. Quando viu as malas abertas, a expressão dele mudou.

— O Tony estava chorando muito, então fiquei um pouco mais. No caminho de volta, lembrei que vocês dois adoram torta de amora-da-lua e comprei uma. — Disse ele olhando para a bagagem.

— O que é tudo isso? Vocês vão viajar?

Balancei a cabeça negativamente e depois assenti.

— Algo do tipo.

Faltando apenas dois dias para a lua cheia, eu não queria nenhuma surpresa.

Por algum motivo, a minha resposta pareceu tranquilizá-lo. Ele continuou:

— O pessoal do estúdio disse que vocês não tiraram a foto, então eu remarquei. Que tal amanhã? Prometo que não vou me atrasar desta vez.

Ele se ajoelhou na frente do Leo, com a voz sincera. O Leo, que estava guardando o arco, parou. Olhou para o Bruce e depois para mim. Ele estava dividido, com medo de acreditar.

Ao ver a hesitação dele, o meu coração amoleceu.

— Tudo bem. — Eu disse.

De qualquer forma, seria a última vez.

Assim que concordei, os olhos do Leo brilharam. Ele abraçou o seu pequeno arco e correu para o quarto.

Quando ele saiu, voltei a arrumar as malas. Bruce se aproximou e ficou ao meu lado, com o seu perfume familiar de Alfa me envolvendo. Então falou com um tom de carinho antigo e ensaiado, o mesmo que sempre usava quando queria amenizar a situação:

— Sobre o que o Leo me chamou hoje... "Alfa"...

O meu coração falhou uma batida. Olhei para ele.

Ele se agachou, colocando a torta perto da minha mão.

— Minha lua. — Disse ele, com a voz em uma mistura treinada de frustração e intimidade forçada.

— Eu sei o que você está pensando; acha que estou dando atenção demais para a Fiona e ignorando você e o Leo. Mas eu juro, é apenas o dever de um Alfa protegê-la. Ela é uma mãe Ômega solteira, não quero vê-la passando dificuldades.

Ele pegou a minha mão e a colocou sobre o seu coração.

— Só me dê mais um pouco de tempo. Vou resolver as coisas com a Fiona e o filho dela. Não vou falhar com você ou com o Leo de novo.

Fiquei olhando para ele, tentando lembrar a última vez em que ele tinha me olhado com tanta sinceridade. Talvez na nossa cerimônia de união, quando demos as mãos diante da Deusa da Lua e ele jurou me proteger por toda a vida. Ou talvez no dia em que o Leo nasceu. Ele segurou o nosso filhotinho nos braços, com as mãos tremendo, e me deu um beijo na testa.

"Avril, nunca deixarei você ou o nosso herdeiro sofrerem." Disse ele na época.

Pensei no passado e fiquei em silêncio por um longo tempo. Por fim, decidi contar a verdade a ele.

— Bruce, na verdade...

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