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Capítulo 4

ผู้เขียน: Bagel
Carter, que já havia chegado à porta, parou no mesmo instante.

Virou-se para mim como se eu fosse apenas uma criança fazendo birra.

— O que foi que você disse? Que eu vou pagar por isso??

Deu dois passos em minha direção e estendeu a mão para tocar meu rosto.

Eu recuei.

Sua mão ficou suspensa no ar, mas ele não pareceu se importar. Apenas riu baixinho e a enfiou no bolso da calça do terno sob medida.

— Minha querida Sloane... aprendendo a bancar a durona agora?

Seu sorriso era relaxado.

— Amor, não dramatize tanto.

Fez uma breve pausa antes de perguntar:

— A anestesia ainda está fazendo efeito?

A dor no meu abdômen era tão intensa que eu mal conseguia permanecer em pé, mas mantive os olhos fixos nos dele.

— Estou falando sério.

Respirei fundo.

— Carter Rossi... você vai se ajoelhar e se arrepender do que fez hoje.

Nossos olhares se cruzaram.

Ao perceber que eu não estava brincando nem por um segundo, ele demonstrou surpresa.

Mas logo balançou a cabeça.

Inclinou-se até ficar perto do meu ouvido. Seu hálito era quente.

— Então tudo bem.

Um sorriso divertido surgiu em seus lábios.

— Quero muito ver como a minha princesinha pretende me fazer me arrepender.

Depois deu um leve toque na minha testa com a ponta do dedo.

— Mas, por enquanto...

— Certo, certo. Eu estava errado, está bem? Peço desculpas.

— Foi só uma brincadeira. Todo mundo estava se divertindo.

— Você é minha esposa... a futura Donna da Família Rossi.

— Precisa aprender a ser mais generosa.

— Não faça uma tempestade por causa de uma coisinha dessas, hm?

Endireitou o corpo.

— Descanse e se recupere.

— Hoje à noite eu volto para te ver.

Depois disso, assobiou despreocupadamente e saiu caminhando pelo corredor.

Ele tinha absoluta certeza de que eu estava apenas descontando a raiva.

Tinha certeza de que eu jamais seria capaz de deixá-lo.

E, acima de tudo...

Tinha certeza de que eu sempre seria dele.

Mordi o lábio com tanta força que senti o gosto de sangue.

Só quando suas costas desapareceram completamente no fim do corredor foi que o último resquício de calor no meu coração congelou de vez.

Lentamente, tirei debaixo do travesseiro um celular criptografado de uso único e disquei um número secreto.

— Sou eu.

— Ativem o Protocolo de Proteção de Ativos Nível Um.

— Enviem um carro para o hospital. Agora.

A voz do outro lado da linha demonstrou um choque evidente, mas permaneceu impecavelmente respeitosa.

— Principessa... a senhorita finalmente decidiu voltar?

— Entendido.

— Nossa melhor equipe blindada já está a caminho.

Encerrei a ligação.

Suportando a dor lancinante dos pontos rompidos, peguei meu filho adormecido cuidadosamente nos braços.

Olhei pela janela para o céu que escurecia.

Inclinei a cabeça e depositei um beijo suave em sua testa.

— Não tenha medo, meu amor.

— Toda a dor que eles nos fizeram sofrer...

— Eu vou fazer cada um daqueles desgraçados pagar. Segundo por segundo.

Uma hora depois, um comboio de SUVs blindados pretos estacionou silenciosamente em frente ao hospital.

Com meu filho nos braços, entrei em um dos veículos.

E fui embora...

Sem olhar para trás uma única vez.

...

Enquanto isso...

Na mansão da Família Rossi.

Carter estava sentado em um sofá de couro, girando lentamente um copo de uísque quase vazio.

Seu olhar permanecia preso à tela do celular.

Havia um leve traço de irritação em seu rosto.

Já fazia uma hora desde que saíra do hospital.

E Sloane não havia enviado sequer uma mensagem.

Normalmente, naquela altura, ela já teria escrito um texto enorme ou ligado dezenas de vezes.

Carter massageou a ponte do nariz.

Sem conseguir evitar, lembrou-se do olhar gelado que ela lançara ao dizer que ele iria se arrepender.

Uma estranha inquietação começou a crescer dentro dele.

Pela primeira vez...

Teve a sensação de que, desta vez, a brincadeira tinha ido longe demais.

— Carter...

A voz de Sofia interrompeu seus pensamentos.

Ela estava aconchegada ao lado dele, dando ordens para algumas empregadas decorarem a entrada da mansão.

As mulheres penduravam uma coroa de flores brancas feita de lírios fúnebres.

No centro, haviam colado uma foto minha em preto e branco.

Era justamente uma captura de tela do meu rosto contorcido de dor durante o parto.

Abaixo da imagem, uma elegante caligrafia dizia:

"Sloane, todos nós estamos rezando por você."

Era a "cerimônia de boas-vindas" que Sofia preparara com tanto cuidado.

Ao ver aquela cena nauseante, Carter franziu ainda mais a testa.

— Essa é a última brincadeira, Sofia.

Virou de uma só vez o restante do uísque.

Sua voz agora carregava um tom de advertência.

— Depois de hoje, se estiver entediada, encontre outra forma de se divertir.

— Afinal...

— Sloane é a mãe do meu filho.

O rosto de Sofia endureceu.

Ela já abria a boca para reclamar quando Carter lançou um olhar impaciente para o relógio na parede.

— Por que a Sloane ainda não respondeu?

— Que horas são?

A sensação de inquietação aumentava cada vez mais.

Ele pegou as chaves do carro sobre a mesa.

Estava prestes a voltar ao hospital para verificar como ela estava.

Nesse instante...

Um Soldato atravessou a porta correndo, completamente pálido.

— Chefe!

— Aconteceu uma desgraça!

Ele mal conseguia recuperar o fôlego.

— O hospital acabou de ligar...

— A Sra. Rossi...

— Ela levou o bebê...

— E foi embora!!!

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