เข้าสู่ระบบCapítulo 121 — O Bote FracassadoHenryDeixei a conversa com Edward Sherman e atravessei a lateral do salão principal com passadas calmas e calculadas.O contrato de concessão portuária estava praticamente em nossas mãos, sacramentado pelo apreço genuíno que o velho anfitrião desenvolveu por Katherine nos primeiros dez minutos de conversa. A inteligência e a altivez da minha esposa tinham feito mais pela solidez da imagem da Storn naquela noite do que semanas de reuniões corporativas exaustivas. Tudo o que eu queria agora era pegar a taça de champanhe que havia prometido a ela, retornar para o seu lado e desfrutar do triunfo que havíamos conquistado juntos.Contornei uma das colunas dóricas e entrei no corredor reservado que dava acesso ao bar privativo. A iluminação era suave, o carpete abafava os passos e a orquestra tornava-se um eco distante. Faltavam poucos metros quando uma figura emergiu das sombras de uma alcova com um passo ensaiado, bloqueando a minha passagem.Parei no mes
Capítulo 120 — A Noite dos HolofotesKatherineNo instante em que apoiei a minha mão na palma aberta do Henry e desci do carro, uma tempestade de flashes estalou contra as minhas retinas.O som metálico dos obturadores e os gritos estridentes dos repórteres disputando a atenção do meu marido ecoaram pela avenida como um trovão contínuo. Pousei o salto prateado sobre o veludo escarlate do tapete vermelho, sentindo o ar fresco da noite de São Francisco bater contra o meu colo despido. O tecido de seda azul-safira escorria pelas minhas curvas a cada movimento, desenhando o meu quadril e afunilando na cintura, enquanto a fenda lateral revelava o passo firme que treinei mentalmente durante toda a tarde.Henry não se apressou. Ele fechou os dedos firmes ao redor da minha cintura, colando o meu corpo ao dele com uma posse inegociável que calou metade do murmúrio ao nosso redor. O magnata austero, impecável em seu smoking sob medida, não olhava para as câmeras; os olhos cinzentos dele susten
Capítulo 119 — A RevelaçãoHenryA imagem da Katherine desmaiando em meus braços sobre os cacos de porcelana da biblioteca ainda queimava no fundo da minha mente.A manhã de sábado havia sido um teste de resistência para a minha sanidade. Descobrir a profundidade da sujeira do Arthur era uma coisa; ver a dor dilacerando o rosto da minha esposa ao ouvir sobre a traição do próprio pai quase me fez perder o controle. Mas Katherine não era frágil. A dor havia dado lugar a uma frieza inabalável, uma determinação de aço que só me fez amá-la com ainda mais devoção.Almoçamos juntos na sala de jantar em um silêncio reconfortante, onde fiz questão de vê-la comer e recuperar as forças. Mas o alívio durou pouco. Um chamado urgente da matriz da Storn exigiu a minha presença imediata para revisar minutas e aditivos que seriam assinados ainda hoje. Eu hesitei. Chamei Katherine para me acompanhar, para ficar comigo sob a minha vista, mas ela recusou com um sorriso doce, dizendo que preferia ficar
Capítulo 118 — A Senhora da CasaKatherineO silêncio que se instalou na suíte após a minha declaração não era de fragilidade; era de ruptura.Henry permaneceu sentado na beirada da cama ao meu lado, as mãos grandes e quentes envolvendo as minhas, os olhos cinzentos perscrutando cada centímetro da minha expressão.Ele procurava por qualquer vestígio de hesitação, qualquer fraqueza oculta que pudesse me quebrar de novo. Mas não havia nada. A menina que passou a vida implorando por um olhar de aprovação de Arthur Hill, que suportou os desaforos de Céline e as humilhações de Ester na ilusão tola de manter uma família unida, havia sido enterrada sob os cacos daquela porcelana na biblioteca.Eu ia limpar o meu nome. Ia lutar com unhas e dentes ao lado do meu marido para desatar aquele nó burocrático e punir cada envolvido. E se o preço para a minha liberdade fosse arrancar do meu peito a palavra “pai” e esquecer que aquele homem um dia compartilhou o meu sangue, eu pagaria sem pestanejar.
Capítulo 117 — Nunca mais!HenryO peso inerte do corpo de Katherine caiu contra o meu peito no mesmo instante em que os olhos dela perderam o foco e se fecharam.— Katherine! — o grito rasgou a minha garganta, cru e desesperado, ecoando pelas paredes de carvalho da biblioteca.Abracei o tronco dela com força, sentindo a pele do rosto esfriar em questão de segundos sob os meus dedos. Meus joelhos já estavam cravados no tapete, bem ao lado dos cacos de porcelana e da poça escura de café que ainda fumegava. Aproximei a boca da têmpora dela, beijando seus lábios no desespero de acordá-la.— Katherine, volta pra mim! Meu amor, acorda!Ela não respondeu. A respiração vinha curta, a cabeça tombando inerte. O terror me gelou por inteiro antes de eu gritar em direção ao corredor.— SOCORRO! AGATHA! KIRA! ALGUÉM VENHA AQUI AGORA!Passos rápidos e pesados estalaram pelo mármore do saguão no mesmo instante. Oscar cruzou a soleira da porta, seguido de perto por Kira, cujos olhos se arregalaram e
Capítulo 116 — DesmoronarKatherineMinha cabeça era um turbilhão suave de contrastes. Eu tinha a imagem do caos instaurado pelo Bruce na agência: o meu melhor amigo, o garoto que eu considerava quase um irmão e que sempre achei que estivesse morto, tentando consertar um desentendimento com a Melissa dando a ela um carro esportivo importado. Eu ainda não sabia como administrar aquela faísca caótica entre eles dois, afinal, amava os dois profundamente, mas a loucura daquela discussão e toda a preocupação em como garantir que aqueles dois não se matassem foi ofuscada pela manhã perfeita que Henry me deu. A cumplicidade na cama, as carícias lentas sob o chuveiro, a invasão deliciosa no meu ateliê...E então veio mais um contraste, Liam, bem no meio da nossa sala de estar.O choque em ver o meu gerente financeiro ali, em pleno sábado pela manhã, fez um alarme soar no fundo do meu peito. Mas a minha confiança em Henry era absoluta, inabalável. Se o meu marido me olhou nos olhos, beijou o







