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A Entrega Inevitável

last update publish date: 2026-10-16 22:47:36

 

As palavras do meu namorado ecoavam pela linha telefônica, mas o meu mundo já havia sido completamente engolido pela presença avassaladora de Marcos.

A mão dele apertava minha cintura com mais força, puxando meu quadril contra o dele, enquanto a respiração quente em meu pescoço destruía qualquer resquício do meu autocontrole.

— Amor? Você ainda está aí? — a voz de Matheus soou novamente pelo alto-falante, distante, como se estivesse em outra dimensão.

Pressionei as pálpebras com força, buscando na dor da culpa o ar para responder.

— Estou... estou sim, Matheus — respondi, com a voz embargada, sentindo a ponta dos dedos de Marcos deslizarem por baixo da alça do meu vestido, roçando a pele sensível do meu ombro. — Amanhã o dia vai ser extremamente corrido no escritório... Temos a apresentação de uma proposta para um cliente novo. Acho melhor não nos encontrarmos para o almoço.

Ouvi o suspiro resignado do outro lado.

— Entendi... Tudo bem, amor. Você tem razão, seu trabalho exige muito. Então nos falamos à noite. Descanse bastante, tá bom? Eu te amo.

— Eu também... boa noite.

A chamada se encerrou. O celular deslizou da minha mão trêmula e caiu sobre o sofá.

Girei o corpo no mesmo instante para enfrentar Marcos, o peito subindo e descendo em uma arfada desesperada.

— Você está satisfeito? — sussurrei com raiva, o olhar marejado de lágrimas. — Ficou feliz em me fazer mentir para o seu filho dentro da minha própria casa? Agora vai embora!

Mas Marcos não se moveu um milímetro. Ele apenas me encarou com aqueles olhos cinzentos faiscando de uma fome fria, perigosa e possessiva.

— Ir embora? — a voz dele veio baixa, rosnada, ecoando pela sala silenciosa. — Você acha mesmo que eu vim até aqui só para ouvir você mentir no telefone, Bruna?

Antes que eu pudesse raciocinar ou recuar, a mão grande dele agarrou a minha nuca com autoridade. Ele me puxou contra o seu peito rígido, e seus lábios tomaram os meus em um beijo devastador, faminto e completamente dominador.

Um gemido abafado morreu na minha garganta. Eu tentei empurrá-lo, finquei as mãos no peito da sua camisa branca, mas a resistência durou menos de três segundos. A memória daquela noite na suíte do hotel, o perfume amadeirado de couro e o gosto quente de uísque se apossaram do meu corpo. A culpa foi atropelada por uma onda de desejo proibido e viciante que queimava direto nas minhas entranhas.

Marcos não me deu espaço para respirar. Ele me suspendeu sem esforço, segurando minhas coxas para que eu me enroscasse na sua cintura, e me prensou contra a parede da sala.

— Marcos... — murchou meu protesto, transformando-se em um suspiro trêmulo quando os lábios dele desceram pelo meu pescoço, mordeando a pele sensível da minha clavícula.

— Diga que você me quer — ele ordenou contra a minha pele, a voz rouca, rasgada de desejo. — Diga que foi por mim que você ficou esperando.

— Não... — menti, agarrando os cabelos grisalhos da nuca dele, puxando-o para mais perto enquanto meu corpo se curvava involuntariamente contra a dureza do dele.

— Mentirosa — ele rosnou.

Com um movimento ágil e impaciente, Marcos rasgou o zíper do meu vestido, deixando o tecido cair até a minha cintura. Seus dedos quentes e calejados traçaram a curva das minhas costas, descendo até a minha calcinha e puxando a peça de renda para o lado sem qualquer delicadeza.

 

O polegar dele deslizou devagar pela renda úmida da minha calcinha, pressionando o centro do meu prazer com uma precisão cirúrgica. Um arquejo alto escapou dos meus lábios, e minha cabeça foi para trás, chocando-se levemente contra a madeira da estante a minhas costas. Minhas mãos, que deveriam estar o afastando, cravaram-se nos ombros largos dele, puxando a camisa social com força.

— Diga para eu parar e eu paro — ele provocou, a voz roçando na minha orelha. Os dedos dele contornaram o tecido fino, provocando uma tortura deliciosa. — Mas olhe nos meus olhos e diga que não me quer aqui Bruna.

 

— Você é pai do meu namorado, não podemos fazer isso de novo.  — sussurrei, sem fôlego.

— E você é uma péssima garota por fingir ser a namoradinha inocente do meu filho, aceitando conhecer os pais dele depois da noite que tivemos — ele contra-atacou, empurrando a renda para o lado sem o menor pudor.

O primeiro contato direto do dedo dele na minha intimidade me fez dar um guincho abafado. Ele não me deu tempo para respirar. Marcos começou a se mover com um ritmo lento, ritmado, torturante, explorando cada milímetro do meu corpo enquanto observava minhas reações com um fascínio sombrio. Quando eu estava perto de gozar, Marcos tirou sua mão de mim. Eu protestei e o cafageste riu.

 

— Calma baby, vou te dar uma coisa melhor — ele avisou, a voz vibrando de tensão.

 

Ele me virou de costas, me pressionando meu corpo na parede, enquanto suas mãos trabalhavam em sua calça, libertando o membro ereto e rígido. Meu coração disparou no peito. Ele segurou minha cintura com firmeza, alinhando-se atras de mim.

— Vou te lembrar como um coroa pode foder bem — ele falou, me lembrando exatamente o que escrevi naquele bilhete descarado.

 

 

O ar sumiu dos meus pulmões quando ele se alinhou a mim e me preencheu de uma vez só, forte, fundo e sem hesitação.

Gritei contra parede, cravando as unhas nos seus braços. O contraste entre o pavor da traição e a intensidade avassaladora do toque dele me fez perder o chão. Marcos ditou o ritmo na parede da minha sala, forte, ritmado e totalmente senhor de mim. A cada estocada profunda, a sensação de que eu pertencia àquele homem de forma definitiva se entranhava na minha alma.

— Olha para mim, Bruna — ele exigiu, segurando meu queixo com firmeza enquanto se movia dentro de mim.

Abri os olhos, encarando as feições marcadas e intensas do pai do meu namorado. Não havia máscaras. Não havia anonimato. Éramos apenas nós dois no silêncio do meu apartamento, consumidos por uma paixão doentia e sem volta.

O clímax nos atingiu como um impacto brutal. Meu corpo inteiro se contraiu ao redor do dele, e eu me virei escondendo o rosto no seu pescoço, gemente e trêmula, enquanto ele soltava um rosnado baixo, despejando seu alívio dentro de mim e me apertando contra o seu corpo até o último espasmo.

Ficamos assim por longos minutos, colados contra a parede, as respirações desgovernadas se misturando no ar quente da sala.

Quando Marcos finalmente me soltou devagar, minhas pernas mal conseguiram me sustentar. Ele segurou minha cintura até que eu firmasse os pés no chão, ajeitou a própria calça com uma calma sádica e passou a mão pela barba, olhando para mim como um predador contempla sua presa conquistada.

Ele se aproximou do meu ouvido uma última vez, sussurrando com a voz grave:

— Durma bem, minha querida nora. Amanhã conversamos.

Sem esperar resposta, ele vestiu o paletó, abriu a porta do apartamento e saiu para a noite, deixando-me destruída, nua e irremediavelmente presa ao seu domínio no meio da sala.

 

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