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O Doce Abismo

last update publish date: 2026-10-07 09:29:16

{Bruna}

Os lençóis têm o cheiro dele, uma mistura de madeira, couro e uísque.

Cerro minhas mãos, enchendo-as com o tecido macio. A estatura imponente sobe em cima de mim rasga a minha calcinha.

Fico trêmula.

Estou tão excitada.

Transtornada com as nossas respirações em sinfonias delirantes. Estou tão molhada que sinto escorrer, e ele me abre, segurando cada perna com uma mão, escancarando minha intimidade para a sua admiração. A boca não faz cerimônias: abocanha minha boceta. Grito, soltando um gemido, enquanto espasmos se concentram em meu ventre. Ele não recua, e cada espasmo involuntário em meus músculos tem dono.

E ele está faminto; a boca suga minha boceta com aptidão, enquanto a ponta da língua estimula com a pressão certa.

—  Ah, meu Deus… Isso é tão bom.

A língua me penetra, e curvo meu corpo inteiro em um frenesi louco e intenso.

O cheiro dele dominando minha pele e sua boca profana me lambendo inteira. Grudo minhas mãos em seus cabelos. A luz do poste na área externa atravessa a janela, formando sombras que revelam o segredo em nossos corpos. O ambiente antes gelado está pegando fogo.

Fico ofegante, o suor dele escorrendo pelas curvas de suas costas, pingando sobre minhas coxas. O ritmo acelerado da sua boca me faz derreter nos lençóis, deixando as marcas do meu corpo. Quero que continue, mas, ao mesmo tempo, uma agonia esmagadora quer me fazer empurrá-lo. Involuntariamente, minhas pernas querem se fechar pelo prazer avassalador, e ele impede, segurando-as abertas. Um toque rude e selvagem.

— Eu… eu vou …  —  Minha voz tremia, saindo macia enquanto minhas forças se esvaíam. — É tão gostoso, por favor não pare, eu, eu, eu acho que vou… — confessei sussurrando. O pânico de um desejo que nunca imaginei existir aperta a minha garganta. Quero gritar, mas o som morre nela, engasgando em gemidos. O mundo para de existir e entro em um frenesi inesquecível, explodindo todos os meus sentidos enquanto me derramo em sua boca.

O corpo dele tensionou. Ele era grande demais e parecia querer acostumar meu corpo para não me machucar. Agarrei os fios do seu cabelo e minhas pernas tremeram sem controle, se contraindo. Curvei as costas e forcei meu quadril involuntariamente contra a boca dele, caçando desesperadamente a explosão que eu queria sentir. A intensidade do momento me fez perder os sentidos. Ele se deleitou com o meu ápice.

Quando eu estava quase chorando pela sensibilidade dolorosa que ficou, ele afastou o rosto, sorrindo. Meu peito subia e descia rápido, enquanto minhas pálpebras pesadas externavam o prazer que tomava meu corpo. Antes que ele se movesse para se afastar, eu o puxei pelos braços e o joguei na cama, montando em cima dele. Esse gesto ousado pareceu enchê-lo de desejo; ele agarrou as laterais da minha cintura enquanto eu rebolava sobre seu corpo rígido. Ele fechou os olhos, perdido nas sensações do meu toque.

Os instintos dele pareciam querer me despedaçar inteira, mas, quando ele admirava meu rosto, o olhar carregado de meiguice reprimia aquilo, porque eu estava acima dos seus instintos. Ele queria que eu sentisse, que quisesse, que o implorasse, que o desejasse com todas as minhas partes.

— Seja uma boa garota e me chupe.

O sofrimento brilhou em meus olhos, como se o pedido dele fosse uma punição. E era, mas era muito pior para ele, que sabia o prazer que estava reprimindo enquanto eu seguia na expectativa.

— Sim, senhor.

Projetei o quadril para trás, escorregando em suas coxas até ocupar o meio das pernas dele e me curvar sobre seu corpo. Meus cabelos longos caíram em cascata por meus ombros, grudando na pele macia e suada. No instante em que minhas mãos macias o tocaram, ele arfou constantemente, antecipando o prazer. Meus olhos ficaram fixos nele enquanto eu começava o ato. Ele cerrou a mandíbula, o coração batendo tão forte. Ele agarrou instintivamente meus cabelos com a mão direita, bem no meu couro cabeludo. O canto da minha boca queria sorrir, mas ele me forçou devagar, me fazendo senti-lo profundamente. Minhas bochechas ficaram coradas enquanto eu hesitava, mas não recuei; ao contrário, iniciei o ato, deslizando os lábios com suavidade.

As coxas dele enrijeceram, e apoiei as mãos em suas pernas, deslizando os dedos nos músculos suados. A pele dos meus seios brilhava úmida e ele não conseguia fugir do meu olhar; meu olhar permaneceu nele em cada movimento, aprendendo como lhe dar prazer.

— Porra… Se continuar me olhando assim, vou te foder antes de voce terminar.

Soprei um grunhido, mas saiu abafado. Entregue, ele pressionou minha cabeça contra seu corpo enquanto movia o quadril. Eu sufocava; meus olhos marejados pareciam prestes a transbordar, entrando em uma sensação deliciosa que não tinha mais volta. Ele continuou a investir contra mim, minhas mãos amassavam os músculos dele como se apertassem os lençóis; doía, mas era gostoso. Eu gemia a cada movimento.

Quando fiquei totalmente vermelha, com o suor escorrendo em minhas têmporas, ele atingiu o auge do seu descontrole. Inclinou a cabeça, vociferando rosnados e gemidos roucos. Ondas de calor o dominaram dos pés à cabeça, culminando no seu alívio completo.

— Engole, minha putinha, tudo. Continue...

Ele parou o quadril, relaxando o corpo. Eu obedeci, e espasmos de prazer o fizeram contrair toda a face enquanto terminava. A sensação crescente e deliciosa não o deixava, e nem o meu olhar inocente querendo ser corrompido. Quando ele viu minha garganta se mover, me agarrou pelo braço fino e me puxou para cima do seu corpo.

Ele estava ofegante, não mais que eu, e toda a minha clavícula e pescoço estavam vermelhos de calor. Abri a boca procurando pela voz, e uma centelha de receio chegou a me atravessar por achar que tinha me machucado, até que minha voz saiu engasgada:

— Você é realmente muito grande.

Meus cílios bateram mais rápido e sorri, com as bochechas coradas.

— Acha que seu corpo vai me aguentar? — ele provocou, e eu aproximei o rosto do dele, esfregando minha boca atrevida na sua.

— Eu dou conta.

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