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16 - Churrasco e feijoada

last update publish date: 2025-09-12 00:12:36

O sol de domingo refletia na água cristalina da piscina. O jardim estava decorado de maneira simples, uma mesa comprida de madeira fora colocada sob um ombrelone branco, cercada de cadeiras. Em cima dela, saladas, molhos coloridos e jarras de suco já estavam dispostos, aguardando apenas que a carne ficasse pronta na churrasqueira acesa por Israel, que, de avental e pinça na mão, parecia se divertir com o papel de churrasqueiro.

Maia usava um chapéu largo de palha, óculos escuros e um vestido es
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    UM ANO DEPOIS.O sol da manhã atravessava as amplas janelas da casa Monteiro, agora reformada, mais viva e mais cheia de cor. Era curioso como o tempo podia transformar tudo. Os lugares, as pessoas, e principalmente, o que elas acreditavam ser impossível de mudar.Henrique desceu as escadas com a camisa arregaçada nos antebraços e o celular colado à orelha, falando com a mesma firmeza com que um executivo experiente conduzia uma negociação.— Feche o contrato, sim. — dizia, enquanto atravessava a sala. — E diga a eles que, se quiserem exclusividade, o valor precisa dobrar. Não estamos mais em fase de testes.Do outro lado da linha, a resposta pareceu satisfatória, porque ele sorriu, assentindo.— Ótimo. Envie os documentos pra minha mesa até o fim do dia. — e encerrou a ligação.Isadora o observava da cozinha, apoiada no balcão, com uma xícara de café nas mãos e um sorriso discreto no rosto.Um ano antes, ela jamais imaginaria ver aquele homem ali, falando de contratos legítimos, de i

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    — Eu estou apaixonado por você.A respiração dela travou. Isadora abriu a boca, mas nenhuma palavra veio e por um instante ela quis acreditar que tinha ouvido errado.— Eu… — ela balbuciou, desviando o olhar. — Eu preciso… tomar banho.Sem esperar resposta, levantou-se da cama, pegou uma toalha e praticamente correu para o banheiro. Fechou a porta com força, encostando-se nela. O coração batia como se quisesse sair do peito.— Droga… — murmurou, apoiando a testa na madeira.Não era pra isso acontecer. Não era pra nenhum deles se apaixonar. Tudo começou como uma barganha, um jogo, uma espécie de castigo. Ela sabia que Henrique não era um homem simples e, por Deus, ela também não era uma mulher fácil.Ligou o chuveiro e deixou a água escorrer sobre a pele, tentando lavar o turbilhão de pensamentos que a sufocava.“Ele não pode estar falando sério”, dizia para si mesma. “Ele só está confuso. É o clima, o casamento, a viagem, nossa aproximação, tudo misturado.”Mas, no fundo, uma parte de

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    O voo de volta foi tranquilo, mas carregava uma estranha sensação de mudança. Paris havia deixado marcas que ficariam para trás, na forma como Isadora e Henrique se olhavam agora. Quando o carro atravessou os portões da propriedade Monteiro, Isadora suspirou. A mansão se erguia imponente diante deles, com a fachada clara refletindo o sol do início da tarde. O motorista parou diante da entrada principal, e Henrique olhou pela janela. — Finalmente, casa. Quando desceram, as portas da mansão se abriram e a mãe de Isadora, foi a primeira a aparecer. Atrás dela, vinham o pai e o irmão, Israel. O reencontro foi caloroso para ela. A mãe a envolveu em um abraço apertado. — Finalmente. Estava tão preocupada. — disse Maia, afastando-se para olhá-la melhor. — Vocês parecem ótimos, aliás. Henrique, que vinha logo atrás com as malas, ergueu o olhar e sorriu com educação. — Paris faz bem para a alma. — respondeu, com a voz suave e segura. — E, aparentemente, para o humor da minha esposa

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    Ela inclinou a cabeça, os olhos brilhando como se estivesse prestes a arruiná-lo.— Então... você quer ver minha boquinha linda envolvendo seu pau grande e grosso? — perguntou ela, cada palavra doce como açúcar, imunda como pecado. Isadora aprendeu rapidamente a linguagem que ele usava no sexo.Um sorriso ainda mais largo surgiu em seus lábios ao notar a reação dele: o maxilar se contraindo, as mãos fechadas em punhos ao lado do corpo, como se estivesse lutando contra todos os impulsos primitivos que o dominavam.Mas ela não precisou dizer mais nada. O modo como caminhava para trás, lenta e sedutora, já dizia tudo.E, caramba, ele estava prestes a perder a cabeça.Ele a seguiu, claro que seguiu.Assim que chegaram ao objetivo dela, Isadora se virou e o empurrou para a beira da cama. Ele não resistiu. Não conseguiu. Seu corpo já estava em chamas, o sangue pulsando nos ouvidos.Ela caiu de joelhos diante dele.Aqueles olhos maliciosos e inocentes não deixaram os dele enquanto suas mãos

  • Meu marido é um golpista gostosão!   38 - Você é tão linda, Isa

    Entraram no quarto aos beijos e ele parou para olhar em seus olhos. Henrique inclinou a cabeça no ouvido dela e sussurrou:— Quando foi a última vez que alguém fez essa boceta gozar?Isadora ficou boquiaberta com suas palavras e começou a ficar nervosa. O rosto dele exibia um sorriso divertido enquanto observava o desconforto dela. Ela não podia lhe contar a verdade. A verdade era que os únicos homens com quem já tinha ficado nunca a fizeram ter um orgasmo de verdade, ela mesma alcançou seu êxtase os usando.— Não é da sua conta... — respondeu rapidamente.Henrique caminhou suavemente ao redor dela até ficar atrás. Colocou suas mãos fortes e grandes nas laterais da cintura dela antes de empurrá-la contra ele. Agora estavam de frente para a grande janela que ocupava toda a parede do quarto.Ela olhou-se no vidro e observou a imagem dos dois. Henrique era um homem que exalava experiência, domínio e tenacidade. Era muito maior do que ela, e sua energia era contrária à natureza mais reser

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    Os três dias seguintes em Paris pareceram correr num compasso diferente. Não houve brigas, nem provocações exageradas, nem silêncios prolongados. Era como se, por algum acordo tácito, Isadora e Henrique tivessem decidido deixar a convivência mais leve. Ela ainda se mantinha cautelosa, ele ainda tinha aquele charme despretensioso, mas algo se ajeitava entre os dois, como peças que começavam a se encaixar quase sem perceberem.Naquela manhã, o quarto estava iluminado pelo sol que atravessava as cortinas semiabertas. O cheiro suave de lençóis limpos misturava-se ao perfume de Isadora, que estava sentada na cama, com o celular em mãos. Henrique se inclinou sobre ela, roubando um beijo rápido e inesperado em seus lábios antes de se afastar com um sorriso satisfeito.— Vou trazer o almoço. — anunciou.Isadora, concentrada na tela, ergueu os olhos apenas por um instante.— Está bem. — murmurou, voltando a digitar.Henrique observou de relance, curioso.— Com quem fala tanto?— Com o Israel.

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