LOGINJá tinha mais de um mês que Lindsay morava com Chris. Depois de aceitar ficar com ele, as dores de cabeça estavam ficando cada vez mais esporádicas. Ele ia uma vez por semana ao psicólogo e duas vezes por mês ao neurologista.
Seu estado de saúde era estável, mas a memória não teve evolução. Lindsay sempre o acompanhava às consultas. Aos olhos das pessoas, ela era uma noiva dedicada. - Ele está fisicamente bem. Já a memória e paciência mesmo. - Não tem nada que possa ajudar a recuperar mais rápido? - Tem casos que não recuperam nunca. Espero que não seja o caso dele. De qualquer forma, ele está se adaptando bem. Antes ele tinha dificuldade de aceitar, sua presença tem feito bem para ele. Lindsay se sentiu frustrada, para seguir sua vida dependia da recuperação dele. Ou seus pais aparecerem para assumir a responsabilidade. Para piorar, chegou a empresa e Philip a chamou no momento que entrou. - Estamos com problema Sra. Com a atual situação do Sr Norton, os acionistas estão querendo tirar proveito. Precisamos que assuma até ele se recuperar. - Não, isso é impossível! - Não tem outra opção. Tentei esconder sua condição e quando o trouxe de volta, achava que sua presença seria o suficiente para acalmar os acionistas. - Philip, já falou com os pais dele? - Não temos nenhuma informação de seus pais. Estou com ele a quatro anos. Não conheci, nem ouvi sobre seus pais. - Vou te passar o contato deles. Acho que o correto é a família assumir. - Sra Hudson, a Sra e a pessoa que ele mais confia, se ele nunca envolveu a família, talvez não seja uma boa ideia. Lindsay não queria expor sua vida pessoal de forma tão aberta, diante da situação resolver ser franca com o assistente. - Não sou noiva dele de verdade, Philip. - Mas então. .. - Só aceitei continuar com o noivado porque não consigo ver ele se martirizando. Quando ele recuperar a memória eu vou embora. - Não pode ser. O Sr Norton vai ficar devastado, ele te ama profundamente! - Não é verdade. Quando se recuperar é provável que me odeie ainda mais. Estavamos rompidos quando encontrei ele aqui. - Eu sei! Ele me pediu para descobrir o que aconteceu. - Acho que você entende minha situação. Não quero aumentar ainda mais essa tensão entre nós. - A Sra e a única pessoa que pode ocupar essa posição no momento. Se não agirmos rápido, a situação vai fugir do controle. Ela o olhou com pena. Philip era um bom assessor e se preocupava com o chefe, sua dedicação em tempo integral era louvável. Mas, ela não poderia fazer isso. - Sinto muito Philip. Sem pensar duas vezes, saiu do escritório e foi para o laboratório. Estava trabalhando em uma pesquisa para a cura da leucemia. Um tratamento em que o paciente não precisaria de transplante de medula e o processo seria menos doloroso. As pesquisas já estava sendo elaboradas a mais de três anos em um projeto que já gastou mais de um bilhão. Não era um assunto pequeno e as expectativas eram grandes. Se encontrassem a cura, seria um fenômeno mundial e o Bioquímica Boolt, seria referência no assunto. Trabalhou preocupada o resto da tarde, sem a concentração nescessária, saiu mais cedo. Chegou em casa e encontrou Philip reunido com Chris em um debate acalorado. Ao ver ela entrando, ele se levantou e foi ao seu encontro. - Querida, você chegou! - Sim! Como você está? - Sentindo sua falta! Deu um leve beijo em seus lábios e a puxou para o sofá se sentando ao seu lado. - Olá Philip. - Boa tarde, Sra Hudson! Estou relatando ao Sr Norton o andamento da empresa. - Muito bem. Então continuem, vou deixar deixar vocês trabalharem. Fez um gesto para se levantar mas, foi impedido por Chris. - Fique aqui, tenho que falar com você. - O Sr Norton acha que você deve representá-lo por enquanto. Os olhos de Lindsay escureceram no mesmo instante. Ela não queria se envolver ainda mais nos problemas de Chris. - Não é uma boa ideia! - Já mandei preparar os documentos. Vou passar a presidência para você. Será a presidente interina até meu retorno definitivo. - Não Chris, não quero fazer parte disso. Mesmo porque sou bioquímica, não entendo nada de administração. - Querida, não tenho mais ninguém. Sei que pode ser cansativo para você, mas terá Philip e uma equipe de confiança ao seu lado. - Você não me conhece, não agora que perdeu a memória. Está confuso e confiando em mim por tabela. Quando se recuperar vai querer me matar. Philip ficou chocado com as palavras diretas dela. Seu chefe tinha todo cuidado com ela e ele não entendia a resistência de Lindsay em ajudar ele agora. - Eu nunca faria isso, eu sei que você é confiável e por esse motivo quero que assuma. - Ninguém vai respeitar uma noiva que apareceu do nada. Isso tem tudo para dar errado. - Sra Hudson, eu vou estar ao seu lado e não vou cćyxdeixar que seja intimidada por ninguém. - Chega Philip. Amanhã mesmo vou me demitir. Não vou assumir a responsabilidade. Você não tem noção do que está me pedindo. Não tenho outra saída a não ser me desligar da empresa. - Está sendo muito radical, Sra Hudson. Procure entender a gravidade da situação. - Eu disse não, Philip! Sem pegar sua bolsa, ela fugiu para o quarto com lágrimas nos olhos. Pouco tempo depois Chris bateu a porta entrando em seguida. Encontrou Lindsay jogada na cama aos prantos. Seu coração doeu ao ver seu choro sentido. - Querida, por favor não chore. Não suporto te ver assim. - Eu não gosto de ser forçada Chris, não me obrigue a fazer o que não quero! - Meu amor, não entendo de que tem medo. Acredito que qualquer pessoa ficaria satisfeita com o voto de confiança de seu companheiro. - Quando você recuperar a memória, vai ficar furioso comigo por isso. Não quero entrar em guerra com você. - Querida, quando eu recuperar a memória, não vou esquecer as que tenho hoje. Então nunca vou ficar furioso com você, só posso confiar na minha mulher no momento. No final , tudo que é meu também é seu. - Tenho certeza que quando se recuperar estaremos terminados. Não quero invadir seus assuntos pessoais, ter acesso a informações que não deveria ter.O próximo livro, em breve na plataforma. Por muitos anos, Nina fazia parte de uma família feliz. Éram quatro irmãos, Marcos o mais velho, Pietra a segunda, Túlio e ela . Éram bem de vida, não se sabia o quão bem, mas não lhes faltava nada. Agora estando ali, prestes a se casar com um homem que nunca viu. O motivo, nem Nina podia saber ao certo. Ela se tornou um ser insignificante aos olhos da minha família. Na fatura do cartão que ela usava, apareceu uma visita em uma clínica de aborto, e outras coisas que vou contar agora. - Você é uma decepção, Nina. Vive falando que vai cursar medicina, mas já abortou aos dezesseis anos. - Eu não fiz isso! Mas é claro que ninguém acreditou nela. Pela primeira vez, seus pais perderam a cabeça e seu pai lhe deu uma surra de cinto, que deixou suas costas marcadas por muito tempo. Seu pai, Eduardo prata tinha uma empresa no ramo da construção civil é, claro que seus irmãos estavam sendo preparados para trabalhar nessa área e assumir a empresa
Na chegada, já estava tudo pronto. Os médicos aguardando na entrada, logo colocaram Lindsay em uma maca e a levaram ao bloco cirúrgico. Theodora deu um tapinha no ombro de Christopher. - Não vai acompanhar sua esposa? - Vou sim! Christopher estava totalmente perdido e Theodora o empurrava em direção ao bloco cirúrgico. - Então vai logo. Se ficar pensando muito, quando entrar o bebê já nasceu e talvez já esteja até andando. Rapidamente Christopher foi preparado para entregar no bloco cirúrgico. Virou para Theodora e perguntou: - Eles vão ficar bem? - Claro que vão. No momento, eles precisam de você. Empurrou o rapaz para dentro do bloco e foi se sentar enquanto aguardava. Logo, sua mãe chegava com o resto da família. Christopher, ansioso entrou e segurou a mão de Lindsay. Ela suava de tanto e fazer esforço que ele sentiu o coração doer. Cerca de meia hora depois, Adrian nasceu. Seu choro arrancou um sorriso fraco da mãe. - Meu filho! Christopher queria ir atrás
Mas, Christian teve pai e mãe, enquanto Christopher teve um pai adotivo mais tarde. Ela sabia a falta que um pai fazia na vida de um filho. Por outro lado, era parte do filho que ela não pôde criar. - Lindsay, você se importa se Christopher deixar as coisas como estão? Ele poderia continuar sendo o pai de Eloah. - Claro que não. Eu já estava acostumada com ele ter uma filha. Eloah e a mãe nunca foram uma ameaça para mim. - Você é um anjo, Lindsay. Estava morrendo de dó, a menina tão nova e já é órfã de pai. - Não se preocupe, Anne. Ela vai ficar bem, a gente vai cuidar para que não lhe falte nada. Christopher desceu pouco depois e encontrou as duas conversando na sala. - O que as minhas rainhas estão discutindo? Perguntou se sentando ao lado da esposa. - É sobre a Eloah. Sua mãe quer pedir para você deixar a paternidade como está. - Eu não sei, com o gênio da Diana, isso pode ser um problema. - Conversa com ela filho. Eu não gostaria de ver minha neta desamparada.
Raul apareceu no velório no dia seguinte, sempre acompanhado da mulher. Como Christopher proibiu sua aproximação, ele deu um escândalo na entrada do cemitério. - E o enterro da minha mulher, vocês não podem fazer isso! - Sr, por favor não crie confusão. Nós estamos aqui para garantir que tudo será tranquilo, tomaremos todas as medidas para garantir a ordem e a paz da família. - Eu sou a única família dela, a Lindsay não passa de uma mulher perdida que envergonhou a família. Já tinha cortado laços com ela há muito tempo, ela não tem o direito de estar aqui! Sabendo que Raul estava causando tumulto na entrada, Christopher foi até lá. Ao ouvir as palavras dele, perdeu a paciência e partiu para cima. - Não vou permitir que desrespeite minha mulher dessa forma! disse depois de dar uma surra em Raul e deixá-lo no chão. - Uma decepção, que saiu por aí brincando e engravidou antes do casamento. - Não tem como comparar com um pai que tortura a esposa e enfia outra dentro de ca
Mas, Christian teve pai e mãe, enquanto Christopher teve um pai adotivo mais tarde. Ela sabia a falta que um pai fazia na vida de um filho. Por outro lado, era parte do filho que ela não pôde criar. - Lindsay, você se importa se Christopher deixar as coisas como estão? Ele poderia continuar sendo o pai de Eloah. - Claro que não. Eu já estava acostumada com ele ter uma filha. Eloah e a mãe nunca foram uma ameaça para mim. - Você é um anjo, Lindsay. Estava morrendo de pena, a menina ainda tão nova e já é órfã de pai. - Não se preocupe, Anne. Ela vai ficar bem, a gente vai cuidar para que não lhe falte nada. Christopher desceu pouco depois e encontrou as duas conversando na sala. - O que as minhas rainhas estão discutindo? Perguntou se sentando ao lado da esposa e passando um braço por seus ombros. - É sobre a Eloah. Sua mãe quer pedir para você deixar a paternidade como está. - Eu não sei, com o gênio da Diana, isso pode ser um problema. - Conversa com ela filho. Eu não gostar
Chegaram ao Canadá no dia seguinte, para não sobrecarregar Lindsay, Christopher enviou os corpos em outro avião. Achou que seria difícil para ela ir no mesmo aviso com os dois corpos, sem contar que isso seria lembrado todas as vezes que entrasse no jato deles. Preferiu gastar e alugar um táxi aerio para transportar eles. - O que faremos agora? Vamos para o local do velório? - Amor, você precisa descansar depois de dez horas de vôo. O vôo de translado chega em duas ou três horas. Vamos para um hotel! Luiza estava com eles durante todo tempo e propôs: - Acho que devemos ir para a casa do tio. Assim, damos a eles um pouco de apoio. - Não tenho certeza se ele poderá acomodar a todos nós. Também não quero incomodar nesse momento. Mas ao sair do aeroporto, David estava lá com Anne e Sofia. Os rostos abatidos dos três deixou Christopher arrasado. Seus pais haviam envelhecido de dor, mesmo preocupado com Lindsay, ele não teve coragem de se afastar. - Paí, mãe! Abraçou os dois com o c







