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Capítulo 4

Penulis: alone
Ponto de vista de Giovannina.

Eu me preparava para dormir quando alguém bateu à porta do meu quarto.

Ao abrir, encontrei uma maleta de primeiros socorros junto à soleira. A reconheci no mesmo instante: era a que Carlo sempre carregava consigo.

No passado, ele também fazia esse tipo de coisa. Sem jeito, trazia as coisas que eu desejava, mas agora eu não precisava mais dele.

Sempre suportei sozinha os ferimentos mais leves, porque durante toda a minha vida eu fui treinada para ser herdeira.

"Desta vez não seria diferente", pensei.

No entanto, superestimei minha resistência.

Quando percebi que minha temperatura subiu de repente, lembrei daquela maleta de primeiros socorros. Mas, ao abrir a porta, percebi que ela não estava junto à soleira. Então, decidi descer para procurá-la.

Assim que saí do quarto, Margherita veio logo atrás de mim.

— Giovannina, você realmente vai enfrentar o julgamento? — Perguntou ela, como se estivesse cantarolando.

Parei imediatamente.

Um sorriso surgiu devagar nos lábios dela, e a maldade em seus olhos era perceptível.

— Giovannina, quando você partir, receio que nunca mais consiga voltar para casa.

Ela se aproximou com passos lentos e despreocupados, soltando uma risada baixa.

— Ninguém jamais volta vivo do julgamento. Logo você estará a seis palmos debaixo da terra, ao lado daquela inútil da sua mãe!

Minhas pupilas se contraíram. Tomada pela raiva, agarrei Margherita com força.

— Diga isso de novo, se tiver coragem!

Desta vez, ela nem sequer fingiu medo como costumava fazer. Pelo contrário, exibiu uma expressão triunfante e abriu um sorriso arrogante.

— Ah, acertei onde dói? Sua mãe não passava de uma cadela na coleira da Família Carrettiere até o dia em que morreu, e você não será melhor do que ela!

A fúria tomou conta de mim. Meu corpo inteiro tremia, e tudo o que eu queria era dar uma lição em Margherita.

Eu me preparava para agir quando Carlo apareceu no topo da escada. Ele gritou para que eu parasse e avançou a passos largos em nossa direção.

— Giovannina, ela será enviada para enfrentar o julgamento amanhã. Você não consegue tratá-la bem por uma única noite? Se eu não estivesse aqui, pretendia empurrá-la escada abaixo? — Perguntou ele, furioso.

— Eu não ia fazer isso. — Rosnei.

Minha cabeça começava a pesar, e as silhuetas diante dos meus olhos se tornavam cada vez mais borradas.

Carlo não acreditou em mim. Seu olhar permaneceu frio como gelo enquanto me repreendia:

— Você realmente me decepcionou. Não se parece em nada com sua mãe. Ela era gentil e bondosa, mas você... você não passa de uma mulher cruel! Como eu poderia me casar com alguém tão perversa quanto você?

Me apoiei na parede para continuar de pé. Então, reunindo todas as forças que ainda me restavam, dei um tapa forte no rosto de Carlo.

Por instinto, ele levantou a mão, pronto para revidar. No entanto, paralisou ao notar meu rosto avermelhado.

O encarei furiosa. Minha voz saiu rouca, mas cada palavra soou perfeitamente clara:

— Não ouse falar da minha mãe! Ouça bem, Carlo: quem vai enfrentar o julgamento sou eu, não Margherita!

Assim que a última palavra saiu dos meus lábios, tudo mergulhou na escuridão.
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