FAZER LOGINEm meio as nossas conversas, sempre achei estranho o fato de nós quatro trabalharmos no mesmo lugar, enviamos nosso curriculum assim que soubemos que a Parker estava dando oportunidade para novos estagiários, no início pensei ter sido sorte conseguimos estagiar em umas das maiores empresas de tecnologia do Brasil e exterior, mais pensando bem, isso tem o dedo da Priscila, toda vez que tocávamos no assunto ela desconversava.
— Ninguém merece — O que foi Pri?
— Meu irmão chegou com seus amigos.
— E mona, quanto mais homem melhor — Isso aí Felipe, rimos.
— Oi maninha! — Fala seu chato — Também te amo irmã.
— Oi Val tudo bem? Cada dia mais, linda.
— São seus olhos, brinco.
Desde que conheci Arthur sempre deu em cima de mim, mas nunca senti nada por ele, apesar ser um belíssimo rapaz. Alto, musculoso e um belo par de olhos verdes. Cat fica desesperada, pois, já fez de tudo para o conquistar, mas Arthur a dispensava, uma vez ele me disse que a acha muito infantil. Ele não entende que o jeito dela, Catarine é muito entusiasmada, alegre e de bem com a vida. O que não impede de ela ser responsável e uma excelente profissional. Todas às vezes que tentei os aproximar, Arthur deixava claro que só ficaria se fosse comigo, me deixando muitas vezes constrangida. Mesmo se sentisse algo por ele, nunca ficaria com alguém que minha melhor amiga é apaixonada desde sempre.
— Meninas estou com três amigos, eles foram se trocar, podemos fazer parte da reunião de vocês?
— Claro! A casa é sua.
— Ai meu Deus! O boy dos boys chegou. Como vai gostoso? Arthur rir.
— Quando é que você vai desistir do Arthur, Felipe?
— Nunca. Já que você não quer eu quero. Gargalhamos muito com a sem-vergonhice do Lipe. Arthur se acostumou, não se importa com suas investidas, ele se diverti.
— Arthur não fica com ciúmes, mas que trio é aquele? Lipe fica boquiaberto.
Quando olho para a porta de vidro minha reação é igual ao do Felipe, só que disfarço. Os amigos do Arthur são lindos, mas um deles em especial me chama a atenção, parece que o conheço, mesmo sabendo que nunca o vi antes. Arthur nos apresenta, Robert, Paulo e Dylan. Dylan me analisa, seus olhos escanceiam meu corpo e estacionam sobre os meus. Me arrepio e me excito, creio que estou ficando maluca, ou é falta de sexo mesmo, primeiro fico excitada com o Misterioso Mascarado do show de ontem, agora esse homem, Dylan, que por sinal é uma delícia, seu corpo é idêntico ao do Misterioso, coincidência.
Lipe fica saltitante quando Arthur apresenta os amigos, está todo se querendo, depois de algumas doses de uísque e latas de cerveja, ele perde totalmente a compostura. Imediatamente Raquel e Catarine também se juntam a nós e os rapazes lhes são apresentados. A conversa é descontraída. Arthur diz aos seus amigos em um tom de brincadeira que há cinco anos me paquera e eu nunca lhe dei confiança, todos riram, menos Dylan que ainda fitava seus olhos azuis em mim. Priscila corta seu irmão dizendo que eu não sou para seu bico, que sou mulher para se casar.
— Quem disse que não quero me casar? Se expressou zombeteiro.
Me sinto tão constrangida nervosa com o olhar do Dylan que peço licença, me retiro, preciso um pouco de ar. Raquel me segue até o jardim, senta-se ao meu lado e pergunta se eu estou bem. Digo que só preciso de ar, ela me conhece, não consigo a enganar, então resolvo falar.
— Aquele rapaz, o Dylan.
— Percebi que ele não tirava os olhos de você.
— Então Raquel, fiquei completamente constrangida e o pior excitada.
— Também amiga um pedaço de 1,90 de carne bem distribuída, quem não ficaria? Eu fiquei assim por causa do Robert, acho que estou apaixonada.
— Só você mesmo para me fazer rir.
— Miga, ele é muito gostoso.
— Presta atenção Raquel, não é só isso, sabe quando você tem a sensação de conhecer alguém mesmo nunca tendo visto? Assim que me senti perto dele.
— Entendo.
— Melhor eu ir embora, não vou conseguir ser eu mesma com aqueles olhos sobre mim. Por favor, não comenta nada com as meninas, do jeito que elas são, vão me empurrar para ele.
— Isso seria bom.
— Não Raquel, tenho que colocar meus pensamentos em ordem, ainda mais depois de ontem.
— O que tem ontem?
– Nada.
— Começou agora termina.
— Aquele Misterioso também me deixou assim. Ele me olhava da mesma forma que o Dylan estava me olhando. Apesar de sua máscara, senti a intensidade de seu olhar sobre mim.
— Verdade, ele até te ofereceu a mão, queria que você subisse no palco.
— Não tive reação e a Cat aproveitou. Mesmo assim ele não tirava os olhos de mim.
— Val, pensando bem o corpo deles são parecidos.
— Isso é uma coincidência Raquel, a maioria desses homens são sarados, igual aos outros rapazes. — Vou sair sem me despedir, inventa uma desculpa.
— Está bem, você quem sabe. Nos vemos às 23:00, para irmos a boate com Lipe, prometemos temos que cumprir.
Me despeço e vou embora. Ao chegar em casa Dylan não sai dos meus pensamentos, só me faltava essa. Misterioso e agora Dylan, se bem que o Misterioso é um sonho distante, apesar de que uma perfeição como ele nunca vai querer nada comigo, o melhor a fazer é tomar um banho e dormir, descansar um pouco, pois, não tenho tanta disposição como as meninas.
O que a Val me contou me deixou intrigada, será que Dylan é o Misterioso? Mas não pode ser, a Priscila disse que ele é empresário, entretanto, que é muita coincidência, isso é. Vou investigar esse Dylan, Val já sofreu muito nessa vida e merece ser feliz.
Quando retorno para a área da piscina, Dylan e Arthur estão conversando, me aproximo como quem não quer nada, ao me ver Arthur me pergunta pela Val, ele não desistiu.
— A Val foi embora, para casa. — Quando? — Agora.
— Se ela me dissesse que ia embora eu a levaria, vou ver se ainda a encontro no ponto de ônibus.
— O que houve Raquel que meu irmão saiu em disparada?
— Foi ver se encontra a Val no ponto.
— Ela foi embora? — Foi — Val sendo Val.
— Sua amiga sempre vai embora assim, sem se despedir?
— Na maioria das vezes, ela nos conhece bem e sabe que não a deixaríamos ir. A Val é diferente da gente.
— Diferente como?
— Eu e as meninas, não desperdiçamos uma boa farra, belos rapazes, eu então me apaixono toda semana, risos. A Val, assim que a chamamos, seu nome é Valeska. É romântica, caseira, a maioria das vezes a buscamos em casa porque se deixarmos por ela, não sai de casa.
— Mas ela não tem namorado, família?
— Porque tanto interesse Dylan? — É só curiosidade.
— Não, ela vive sozinha, seus pais morreram em um acidente quando ela tinha 17 anos, assim que entrou para faculdade, então teve que se virar, entregou a casa que vivia com seus pais que era alugada e alugou um lugar menor, que pudesse pagar, uma quitinete.
— Deve ter sofrido muito.
— Com certeza. Por isso eu e as meninas sempre a apoiamos em tudo. No início ela fazia faxina e vendia doces na faculdade para sobreviver. É uma mulher muito honrada, nunca aceitou a nossa ajuda financeira, somente nossa amizade, somos como irmãs.
— E o que ela faz, trabalha com o quê?
— Nós quatro estagiamos na Parker Tecnologia.
— O que?
— Isso, estagiamos na Parker há um ano. Adoramos trabalhar naquela empresa, o lugar é ótimo, nos dá oportunidade de crescer e um ótimo ambiente de trabalho. O Felipe também trabalha conosco. Dylan fica pálido.
— O que foi Dylan, está pálido, melhor você se sentar
— Deve ser o calor, prefiro ir embora, descansar um pouco, só vim por insistência do Arthur.
— Você tem condições de dirigir?
— Sim, obrigado. Foi um mal-estar passageiro.
— Dylan se você melhorar e quiser nos encontrar mais tarde na boate, combinamos de irmos às 23:00, o Arthur também vai e se quiser levar o gostoso do Robert, serei grata. Ele rir.
— Tudo bem, tenho um compromisso antes, se der passo por
lá, vou pedir o Arthur o endereço. — A Valeska vai?
— Sim, ela combinou de ir.
— Até logo Raquel, foi muito bom te conhecer.
— O prazer foi meu.
Ele deve estar muito a fim da Val, quis saber sobre sua vida e ainda perguntou se ela irá hoje na boate. O estranho foi ficar pálido daquele jeito quando disse que trabalhamos na Parker. Esse Dylan me intriga, tem uma postura de CEO, uma expressão dura, contudo, me parece ser uma boa pessoa, é como não conseguisse separar a vida íntima de seu trabalho, deve ser um empresário de sucesso como Arthur.
Meu coração quase parou quando vi aquela negra linda na casa do meu amigo Arthur, a mesma sensação que tive quando a vi na noite anterior, no clube. É como se nossas almas fossem ligadas, me sinto completamente atraído por ela. A todo momento ela me olhava e eu a ela, nos atraíamos como um imã, como se não tivesse ninguém ao nosso redor, somente nós dois.
O Arthur a paquerava indiscretamente, senti uma espécie de ciúmes, só fiquei tranquilo porque percebi que ela não correspondia as suas investidas, levava na brincadeira. Senti que estava um pouco constrangida com a nossa conexão, deve ser por isso que ela pediu licença e se retirou, vi quando a Raquel seguiu seus passos. Quando Raquel retornou disse que a Val tinha ido embora, Arthur saiu correndo para ver se a encontrava, minha vontade era ir atrás dela, eu não podia, torci para que o Arthur não a encontrasse, fiquei com ciúmes só de imaginar os dois sozinhos dentro de seu carro.
Raquel me contou um pouco da vida de sua amiga, sua perca, suas lutas, meu sentimento era de que eu queria ter estado presente, protegendo, ajudando nos momentos difíceis que ela passou.
O chão me faltou quando Raquel me disse que trabalhavam para mim, há um ano. Como nunca as vi na empresa? Bem, na verdade, não conheço a maioria dos meus funcionários, meu contato maior é com a diretoria. Uma vez Priscila me perguntou se eu poderia conseguir algumas vagas para estágio, na época estávamos precisando, só disse para ela entregar o curriculum no RH. Nunca imaginaria que a Val, a mulher que tirou meu sono, me deixou ereto em pleno show, trabalhava para mim. Coisa do destino, onde que em plena faculdade mental eu me imaginaria dançando em um Clube para mulheres.
Um CEO como eu, se fosse descoberto, perderia toda a credibilidade, porém, aposta é aposta, o dono da casa é meu amigo e apostamos quem perdesse na disputa de doses de tequila se apresentaria naquela noite, e lá fui eu com a cara e muitas tequilas de coragem. Consegui com os dançarinos uma máscara, não podia de forma alguma ser reconhecido. No final de tudo valeu a pena, conheci mesmo que de longe a mulher que se tornou dona do meu corpo e meus pensamentos.
Sou um homem sexualmente ativo, nunca tive problema de ter meu desejo por alguma mulher, correspondido. Para minha surpresa, mesmo Val se sentindo atraída por mim, foi embora. Estou acostumado a só olhar com meus lindos olhos azuis e a mulher se jogar em meus braços, com a Val foi diferente, ela não tem a beleza quase que clonada que a maioria das mulheres capa de revista com que me deitei, ela tem uma beleza genuína, sua pele negra é a cor do pecado. Val me atraí com sua sexualidade crua, esses pensamentos me deixam excitado.
Nunca tive perfil preferido, sempre amei a intimidade feminina. Mulher ruiva, loira, morena, negra, tanto faz, sempre foi uma questão de atração, desejo. Gosto de dominar, ditar as regras na cama, fazer amor sempre esteve fora de cogitação, ainda mais porque ia à caça de mulheres para transar e não me relacionar. Foder com vontade, sem frescuras.
Imagino fazer tantas coisas com a Val, como desejo chupar seu corpo da cabeça aos pés, a cada momento meu desejo aumenta, preciso vê-la, tocar em sua pele, sentir seu cheiro. Irei na boate, ela tem que ser minha, e se ela escapar, vou atrás, não desistirei enquanto ela não estiver em meus braços. Me desculpe Arthur, você já teve sua oportunidade, agora é minha vez, diferente de você, ela se interessou por mim. Valeska vai ser minha.
Dylan ParkerA senhora, Margo me informou que alguns funcionários estavam solicitando uma reunião comigo, estranho, pois, ninguém vem a mim sem ser convocado ou ter agendado previamente. Quando perguntei quem eram os funcionários ela me disse que uma era minha cunhada, só podia ser a Catarine, lógico que permiti que eles entrassem. Estavam presentes Lipe, Priscila, Raquel e Catarine, olhar para eles, a família que minha mulher escolheu, me deu uma pontada de esperança, fiquei ansioso esperando por notícias.— Vocês descobriram onde ela está?— Não. Recebi um balde de água fria.— Sr. Parker, Dylan nem sei como chamar.— Pode me chamar de Dylan, Raquel.— Preste atenção, estávamos quebrando a cabeça para descobrir o paradeiro daquela fujona, fui colhendo todas as informações e bingo.— O que Raquel, fala logo?— A Val saiu da sua casa com uma mala.— Foi o que o detetive descobriu, a Sol confirmou que pela manhã ela estava arrumando umas roupas.— Então, o próximo passo foi a cafeteria
Cada dia que passa amo mais minha preta, ela está sempre me surpreendendo, hoje tivemos uma tarde maravilhosa, aquela maluquinha me sequestrou em meio ao expediente, estava sedenta, fodemos como se o mundo fosse acabar. Se ela não fosse tão comprometida com os estudos ainda estaríamos no hotel.Mesmo sentindo a sua entrega total tinha algo diferente na forma com que ela me amava, não sei dizer o que, mas tinha. Já são nove horas, daqui a pouco irei buscar meu amor, pelo jeito que ela se despediu de mim, creio que teremos uma longa noite.— Sol, sabe me dizer se meu terno cinza foi para a lavanderia, eu não consigo encontra-lo, amanhã tenho uma reunião e queria usá-lo.— Ah! Meu menino, isso são coisas dessas diaristas que você arruma. Sol fecha o cenho.— Vem cá sua ciumenta. A dou vários beijos.— Dylan para! Me escuta, hoje achei a minha menina muito estranha, você percebeu alguma coisa? Olho bem para a Sol e fico confuso. — Sol ela estava normal, passamos a tarde juntos.Não posso
Valeska SuhaiEsses dias que estou de licença, tenho acordado cedo e trazido o café da manhã para o Dylan no quarto, mas hoje em especial tomarei café na cozinha com ele, a Sol e o Cristian. Será uma oportunidade de disfrutar da companhia deles mais uma vez antes de partir. Essa semana, Dylan e eu não pedalamos, Cristian tem ido sozinho, desde que ele chegou ao Brasil, Dylan comprou uma bicicleta para mim e nós três passamos a pedalar juntos.Durante nosso café da manhã, Sol me observava atentamente, como se estivesse vendo meu interior, parecia ler meus pensamentos. Cristian foi a sua suíte pegar sua pasta para ir trabalhar, sem que ninguém percebesse fui atrás dele. Entreguei-o um envelope, não comentei com ele, que dentro tem três cartas, uma para ele, uma para a Sol e outra para o Dylan.— Cristian me faz um favor, abra esse envelope a noite, não antes disso. Outra coisa, não comente nada com seu irmão, ele maneia a cabeça concordando e me pergunta. — O que está acontecendo, cunh
Valeska SuhaiJá não aguentava mais ficar reclusa dentro da cobertura do Dylan, meu noivo com seu cuidado exagerado não permitiu que eu fosse trabalhar, ele me liberou somente para ir à faculdade. Acabei de fazer minha prova, fui liberada bem antes do horário que combinei com meu CEO gostoso, caso vá embora sozinha, ele não vai gostar, então, faço hora até ele chegar. Enquanto o espero em frente ao prédio, foleio algumas páginas do meu livro de gestão de marketing, alguns minutos se passam e me sinto estranha, minha pele se arrepia, como se algo ruim fosse acontecer. Uma sombra estaciona ao meu lado, temerosa pelo sentimento ruim em meu peito, viro-me devagar, infelizmente constato que quem está ao meu lado com um sorriso debochado e com seus olhos perversos sobre mim, é ele, aquele homem da loja, o que colocou a pulseira em minha bolsa para me incriminar.— Caminha sem dar bandeira, ele diz num tom baixo, porém, rude.— Ele coloca algo nas minhas costas, meu corpo gela.Ele me leva a
Dylan ParkerQuando Cristian e eu chegamos na empresa a polícia havia feito uma varredura e ninguém foi encontrado, não havia sinal de arrombamento, o segurança informou que o alarme tocou sem motivo aparente.Realmente é muito estranho, na segunda-feira pela manhã solicitarei a empresa responsável para verificar o equipamento. Liguei para Val, o celular dela tocou no meu bolso, esqueci que ela tinha o deixado comigo, fiquei tão preocupado com a Parker que não lembrei de entregar seu aparelho. Cristian ligou para Catarine, para saber se elas ainda permaneciam no local. Minha cunhada atendeu e confirmou que ainda estavam na boate, então voltamos para lá.Assim que chegamos avistamos nosso grupo de amigos, porém, a Val não estava com eles, perguntei por ela eles me informam que estavam na pista e Val tinha ido ao banheiro, depois disso não a viram mais. Meu coração dizia que algo estava errado, a procurei em todos os lugares dentro da boate e não a encontrei.— Puta que pariu, aonde ela
Valeska SuhaiEle encostou sua cabeça em meu peito, ficamos ali até acalmar nossas respirações, depois Dylan me pegou no colo e me levou para o quarto. No quarto ele me deitou sobre cama e foi para o banheiro. Demorou um pouco, quando voltou me pegou outra vez em seu colo e me carregou até banheira, ele entrou e eu fiquei sentada virada de costas para ele.— Me perdoa amor, não queria brigar com você.— Essa foi a nossa primeira briga de casal, rimos.— Eu sei que extrapolei.— Amor, depois que meus pais faleceram tive que me virar sozinha, de uma hora para outra, tinha aluguel para pagar, luz, água, alimentação e eu tinha apenas 17 anos, e acabado de entrar para a faculdade. Não imagina como foi difícil, tinha que ser forte na marra para não esmorecer, só me permitia chorar na hora de dormir no meu travesseiro. — Não me relacionei com ninguém até os vinte e um anos, no último ano do meu curso na faculdade, não podia perder o foco, as meninas não entendiam eu não querer relacionamento







