INICIAR SESIÓNNo caminho de volta, o carro ficou em silêncio. Mas não era um silêncio comum — era carregado de tensão, de respiração contida, de pensamentos proibidos.
Julietta tentava manter os olhos na estrada, mas era impossível não notar o perfil dele — a mandíbula firme, o olhar concentrado, o perfume amadeirado que invadia o ar.
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Sábado de manhã O evento estava começando na escola do Lucas. Ele olhava nervoso para a porta. Cada criança era chamada para entrar com a mãe e sentar no lugar correspondente. O nome de Lucas foi ignorado — a Sra. Ross tinha mandado uma mensagem para a professora sobre a surpresa. Finalmente, ao chamar o nome dele, ele se levantou com o coração apertado. Olhou mais uma vez para a porta… e viu alguém atrás de um monte de balões que escondia o rosto. Curioso, ele avançou. Julietta espiou por trás dos balões, mostrou o rosto… e Lucas correu gritando seu nome. Julietta passou os balões para a Sra. Ross e correu para pegá‑lo no colo. Eles não conseguiram conter as lágrimas de alegria. Ela girou com ele nos braços. Todas as pessoas na sala sorriam com aquele
Quando acordaram no meio‑dia, já que mal haviam dormido, Heitor admirava a beleza da mulher com quem havia compartilhado uma noite incrível. Seu coração nunca estivera tão pleno, feliz, contente. Ela abriu os olhos lentamente, ajustando‑se à luz do dia. Ele bloqueou o sol para ela. Ela deu um sorriso tão lindo que aqueceu todo o peito dele. Ele passou a ponta dos dedos nos cabelos finos dela na testa, apreciando a pele dela — as poucas sardas, as bolinhas rosadas de acne — tudo perfeito.— Como você consegue não me afastar quando está com raiva de mim? — Julietta perguntou, voz firme.— É simples. Amamos e lutamos juntos. — Heitor beijou seus olhos. — Nunca passou pela minha cabeça te manter longe.
O trajeto de carro foi absolutamente silencioso. Quando chegaram à casa no meio da mata, a chuva começou a cair com força e a escuridão desceu rápido. Julietta mantinha uma expressão indecifrável. Heitor desceu do carro, Julietta ficou parada. João ao lado dela quebrou o silêncio: — Com medo de ficar sozinho com ele? Tá achando que ele vai te machucar? Ela balançou a cabeça: — Nunca. — Então se nem você acha isso… o que te incomoda? — Ele insistiu. — Eu me odeio por te
— GIA! PELO AMOR DE DEUS! — berrou.Gia correu. Examinou pulso, respiração, abriu as vias aéreas. Ter uma médica ali era a única esperança.Heitor jamais se sentiu tão impotente. O desespero que tomava conta dele era maior que qualquer dor física. Suava, tremia, apertava a mão de João com tanta força que os dedos do amigo ficaram brancos. Mas João não reclamou — sabia exatamente o que aquilo significava.Heitor viveu anos fechado, sozinho. Depositou tudo que sentia em Julietta. Se algo acontecesse com ela, nada mais o salvaria do buraco.Gia começou a ventilação boca-a-boca, intercalando com compressões no peito.
Sentou ao lado de Heitor, que assistia a algo no celular de João.— Vou colocar essa como papel de parede. A expressão dele me dá prazer — brincou João.— Prazer… de culpa — corrigiu Heitor, rindo.— Ou então vou postar com a legenda: “Se ser atingido pela própria arma tivesse um rosto” — João gargalhou.— O quê? Mostra aí — Camila se intrometeu, curiosa.Era a foto de Heitor entregando um prêmio a Julietta num evento da ONU.— Essa é a Julietta? — ela perguntou, surpresa. João assentiu.
Heitor apresentou Alan, Jamie... e simplesmente ignorou João. Depois apontou para as meninas:— Amanda — a noiva —, Gia e Jane.João fez drama:— Alô? Eu sou o gato irresistível que nem precisa de apresentação! — estendeu a mão para Julietta. Heitor deu um tapa na mão dele e saiu puxando Julietta.Todos riram da provocação. Julietta olhou por cima do ombro e gritou:— Oi, Sr. Arrogante! — acenou com um sorriso, enquanto era arrastada.— Pelo menos ela tem educação — João murmurou, divertido.Co







