เข้าสู่ระบบAnna Depois de dias engolindo milhas, atravessando paisagens mutáveis e respirando a pura liberdade que só a estrada é capaz de proporcionar, finalmente estávamos cruzando os limites do estado do Arizona. O ar seco e quente invadia a cabine do conversível, trazendo consigo aquele perfume inconfundível de poeira e imensidão. Fizemos uma pausa para o almoço em uma lanchonete retrô à beira da pista. Assim que terminamos e caminhamos de volta para o Mustang, contornei a lataria reluzente cinza-chumbo e me acomodei diretamente no banco do motorista. Matteo apenas sorriu com aquele charme devastador de sempre, deu a volta sem contestar e ocupou o banco do carona depois de acomodar Matt. Olhei de relance para ele enquanto ajustava os espelhos e ligava o motor. Ele estava encostado no banco de couro, os braços cruzados sobre o peito e os olhos azuis fixos em mim por trás das lentes dos óculos escuros. Ele adorava me ver assumir o controle. O jeito como ele me observava ser a mulher que tom
Anna A pressão firme das mãos de Matteo nos meus pés parecia desatar todos os nós de tensão do meu corpo, deixando-me completamente vulnerável e à flor da pele. Eu já sabia exatamente onde aquilo iria parar; a eletricidade no ar denso do banheiro já havia traçado o nosso destino. Quando ele subiu a massagem lentamente pelas minhas panturrilhas, os polegares traçando círculos firmes, e em seguida me puxou para aquele beijo profundo e urgente, qualquer resquício de cansaço da trilha evaporou. Deslizei a mão molhada pela perna dele, sentindo os músculos rígidos se tencionarem instantaneamente ao meu toque. Com um movimento rápido e impaciente, Matteo arrancou a camisa e a jogou em algum canto do banheiro. A luz amarelada refletia em seu torso firme, e quando ergui o olhar, vi que os olhos azuis dele faiscavam com aquele brilho escuro e possessivo de desejo que sempre me desarmava. Ele terminou de se despir, a respiração já pesada, e o sorriso convencido que brotou em seus lábios ao
Matteo Acordar ao lado de Anna, com a luz suave da manhã de Oklahoma invadindo o quarto de hotel e o silêncio confortável ao nosso redor, era um privilégio ao qual eu pretendia me habituar para o resto da vida. Mas o nosso itinerário não permitia pausas longas. Para o dia de hoje, eu havia planejado um desvio sutil, porém estratégico, que faria o coração dela disparar. Assim que terminamos um café da manhã rápido no saguão e colocamos as malas de volta no porta-malas do Mustang, virei-me para ela e soltei a novidade: — Hoje nós vamos mudar um pouco a rota original, amor. Vamos desviar o caminho em direção ao Texas. Anna parou na metade do caminho, com a mão na porta do carona, e me encarou com os olhos verdes brilhando de curiosidade pura. — Para o Texas? Matteo, a Horseshoe Bay fica no Texas! Isso está fora da rota tradicional da 66! Dei um sorriso de canto, cruzando os braços com aquela postura relaxada de quem mandava no trajeto. — Eu sei que está fora da rota. Mas eu
Anna A dúvida sobre a notificação no celular do Matteo continuava flutuando no ar como uma nuvem passageira, mas decidi empurrá-la com força para o fundo da minha mente. Não iria estragar a magia daquela viagem por causa de uma desconfiança sem pé nem cabeça. Afinal, estávamos cruzando o coração da América em um Mustang clássico, e eu me recusei a permitir que um segredo de negócios — ou o que quer que fosse aquilo — roubasse a minha paz. Nossa primeira parada oficial, logo após cruzarmos a divisa do estado de Illinois e entrarmos no Missouri, foi a icônica cidade de St. Louis. Assim que avistei a imponência monumental do Gateway Arch, com sua estrutura de aço inoxidável cortando o céu prateado, senti um arrepio na espinha. Estacionei o Mustang perto da orla do rio Mississippi e caminhamos pelos arredores para esticar as pernas, aproveitando para tirar algumas fotos com o Matt, que parecia fascinado com os cheiros novos do caminho. Em seguida, estendemos a rota até a histórica Old
Anna O Matteo era, sem sombra de dúvidas, um namorado incrível. Por mais que a minha mente tentasse manter os pés fincados no chão para não criar expectativas exageradas sobre o nosso futuro, o que ele estava fazendo ali superava qualquer clichê romântico. Eu sempre tive o sonho distante de tirar alguns dias de férias para cair na estrada, de desligar a mente do ritmo frenético das passarelas e dos estúdios, mas jamais imaginei que realizaria isso em um Ford Mustang conversível de 1968, ao lado do homem que eu amava e do nosso cachorro. À medida que deixávamos para trás os últimos arranha-céus espelhados de Chicago e entrávamos no asfalto largo da rodovia principal, o vento frio cortava o meu rosto e bagunçava os fios do meu rabo de cavalo. O indicador de velocidade subia suavemente sob o meu pé no pedal. — Matteo... — comecei, sem tirar os olhos da pista, mordendo o lábio inferior com uma pontinha de ansiedade —, eu ainda fico pensando no trabalho. Não quero parecer ingrata, por
Matteo Acordei muito antes de o sol sequer cogitar pintar o horizonte com os primeiros tons de laranja e azul de Chicago. Enquanto a penumbra ainda dominava o quarto e o mundo parecia pausado, peguei o meu celular sobre o criado-mudo com cuidado para não fazer barulho. Com a tela iluminando o meu rosto, digitei rapidamente um e-mail direto e detalhado para a minha secretária executiva, Sabrina. Pedi que ela encontrasse imediatamente o melhor corretor imobiliário da região e agilizasse a compra de uma casa no mesmo condomínio exclusivo onde Lorenzo e Samanta agora moravam. Eu não queria mais saber de coberturas de solteiro, por mais luxuosas, amplas e intocadas que fossem. Aquela viagem e a conversa recente sobre os fantasmas do passado deixaram cristalino que eu precisava dar um lar de verdade para a mulher que eu amava. Um local seguro, neutro, espaçoso e construído do zero para nós dois, onde nenhuma lembrança antiga de solteirice pudesse sequer pairar no ar. Depois de enviar a







