MasukMatteo Enquanto eu guiava o carro pelas ruas movimentadas da cidade em direção ao luxuoso condomínio fechado, o silêncio dentro da cabine era pontuado apenas pelo som abafado do motor e pela respiração impaciente da Anna. Ela cruzou os braços, virou o rosto na minha direção e começou o interrogatório de sempre, tentando extrair de mim qualquer pista do destino. — Matteo, sério... Para onde nós estamos indo? Você me mandou aquela mensagem, sem me dar uma pista, e agora fica fazendo esse suspense todo — reclamou ela, estreitando os olhos verdes com aquela desconfiança charmosa. — Olha, eu já tive surpresas mais do que suficientes nestes últimos dias. Entre a Rota 66, o Mustang e o Texas, meu coração quase saiu pela boca. Dei um sorriso de canto, mantendo os olhos fixos no trânsito à nossa frente. — Pode relaxar, amor. Esta é a última surpresa da semana. Prometo que você vai gostar. Ela soltou um suspiro pesado, bufando de leve, e virou o rosto para encarar a paisagem urbana q
Matteo Quando estacionei o carro na garagem do prédio da Anna e desliguei a ignição, senti uma sensação rara me atingir: o puro nervosismo. Eu, Matteo Bianchi, acostumado a liderar negociações bilionárias e a tomar decisões que movimentavam o mercado internacional com a frieza de um cirurgião, estava com o coração martelando violentamente contra as costelas. Subi pelo elevador social ajustando os punhos da camisa, respirando fundo para manter a compostura. Eu não fazia ideia de qual seria a reação dela à minha proposta. Durante toda a viagem pela Rota 66, segurei o impulso de puxar qualquer assunto de casamento ou de tocar na palavra "família" de maneira definitiva. Eu sabia que pedir a mão dela em casamento no meio de uma viagem que era o sonho absoluto dela teria sido um erro. Se ela estivesse relutante, assustada ou não se sentisse pronta para um passo daquela magnitude, a sombra de um pedido rejeitado ou forçado arruinaria para sempre a memória daquela estrada sagrada. Por i
Matteo O elevador privativo da ArmorRout deslizou suavemente até o andar da diretoria. Eu precisava ir ao escritório não apenas para resolver pendências burocráticas, mas porque havia uma missão muito mais importante me aguardando: a chave da nossa nova casa. Assim que passei pelas portas de vidro do meu andar, avistei Sabrina, minha secretária executiva, revisando alguns relatórios em sua mesa de trabalho. Ela ergueu os olhos assim que me viu chegar, percebendo imediatamente a pressa controlada nos meus passos. — Sabrina, venha comigo até a minha sala, por favor — pedi, já empurrando a porta do meu escritório. Ela pegou o tablet corporativo com agilidade e me acompanhou. Assim que cruzamos a soleira, ela encostou a porta com cuidado, garantindo a nossa privacidade. — Ocorreu tudo bem nesses dias? Alguma coisa urgente? — perguntei por pura formalidade. — Tudo bem, nada urgente senhor Bianchi — começou ela, abrindo um sorriso profissional, embora houvesse uma ponta de curio
Anna O voo de volta ao Brasil foi incrivelmente calmo, mas a calmaria dentro da cabine do jatinho não conseguiu se refletir na tempestade silenciosa que começava a se formar na minha cabeça. Ver as luzes da cidade piscando sob as nuvens enquanto a aeronave iniciava o procedimento de descida foi como um choque de realidade de congelar a alma. A magia da Rota 66, do Mustang 68 e da imensidão do Texas estava ficando para trás, substituída pela rotina concreta da vida real. Assim que pousamos no terminal executivo, o motorista de Matteo já nos aguardava na pista. O trajeto até o meu prédio passou rápido demais. Matteo, cuidadoso e atencioso como sempre, fez questão de subir comigo, carregando as malas e conduzindo o Matt com a guia. Assim que cruzamos a porta do meu apartamento, a sensação de aperto no meu peito só aumentou. O espaço que antes eu considerava o meu refúgio parecia menor, mais frio e estranhamente quieto em comparação à imensidão dos lugares que havíamos percorrido ju
Anna Depois de dias engolindo milhas, atravessando paisagens mutáveis e respirando a pura liberdade que só a estrada é capaz de proporcionar, finalmente estávamos cruzando os limites do estado do Arizona. O ar seco e quente invadia a cabine do conversível, trazendo consigo aquele perfume inconfundível de poeira e imensidão. Fizemos uma pausa para o almoço em uma lanchonete retrô à beira da pista. Assim que terminamos e caminhamos de volta para o Mustang, contornei a lataria reluzente cinza-chumbo e me acomodei diretamente no banco do motorista. Matteo apenas sorriu com aquele charme devastador de sempre, deu a volta sem contestar e ocupou o banco do carona depois de acomodar Matt. Olhei de relance para ele enquanto ajustava os espelhos e ligava o motor. Ele estava encostado no banco de couro, os braços cruzados sobre o peito e os olhos azuis fixos em mim por trás das lentes dos óculos escuros. Ele adorava me ver assumir o controle. O jeito como ele me observava ser a mulher que tom
Anna A pressão firme das mãos de Matteo nos meus pés parecia desatar todos os nós de tensão do meu corpo, deixando-me completamente vulnerável e à flor da pele. Eu já sabia exatamente onde aquilo iria parar; a eletricidade no ar denso do banheiro já havia traçado o nosso destino. Quando ele subiu a massagem lentamente pelas minhas panturrilhas, os polegares traçando círculos firmes, e em seguida me puxou para aquele beijo profundo e urgente, qualquer resquício de cansaço da trilha evaporou. Deslizei a mão molhada pela perna dele, sentindo os músculos rígidos se tencionarem instantaneamente ao meu toque. Com um movimento rápido e impaciente, Matteo arrancou a camisa e a jogou em algum canto do banheiro. A luz amarelada refletia em seu torso firme, e quando ergui o olhar, vi que os olhos azuis dele faiscavam com aquele brilho escuro e possessivo de desejo que sempre me desarmava. Ele terminou de se despir, a respiração já pesada, e o sorriso convencido que brotou em seus lábios ao







