LOGINBianca— Você está grávida? Vamos ter um filho?Ele se levanta e vem em minha direção. Confirmo com um aceno de cabeça, incapaz de conter as lágrimas que já escorrem pelo meu rosto.Meu mafioso segura meu rosto com as duas mãos.— Eu vou ser pai, meu doce? Pai de um filho seu?Antes que eu responda, ele me beija. Um beijo profundo, cheio de amor e carinho. Permanecemos assim por longos instantes, presos um ao outro.Meu coração se aquece com sua reação… mas uma insegurança ainda insiste em permanecer. Quando nos afastamos, observo seu rosto.— O que foi, amor?— Tem certeza de que quer esse filho? E se ele for… como eu fui? E se—Ele silencia minhas palavras com a mão sobre meus lábios.— Por que eu não iria querer nosso filho? — sua voz sai firme, mas carregada de emoção. — Ser pai é tudo o que sempre quis. Desde o dia em que te conheci, imaginei nós dois… uma casa, filhos… uma família.Seus olhos brilham ao me encarar.— Eu te amo, Bianca. Nosso filho é o fruto desse amor. Um homem
BiancaDepois do tratamento que fiz, pensei estar livre das dores no estômago. Infelizmente, elas voltaram. Creio que terei que repetir a endoscopia. Decido procurar um médico o quanto antes: ligo para a clínica e marco uma consulta, determinada a resolver isso rapidamente.No banheiro, abro o armário e pego minha caixa de remédios. Procuro os comprimidos para dor que usei da última vez, mas encontro apenas uma cartela de anticoncepcional… intacta.Franzo a testa, tentando me lembrar da última vez que tomei meu controle de natalidade.Antes do sequestro.Com tudo o que aconteceu, simplesmente me esqueci.Deito-me na cama, o pensamento martelando.Então a ficha cai.Não menstruo há mais de dois meses.Será…?Levanto em um salto, pego o celular e quase ligo para Perla. Paro antes de discar. Não.Decido ir sozinha à clínica.Se eu estiver grávida… quero que Pietro seja o primeiro a saber.Se meu pai estivesse vivo, eu o chamaria para ir comigo. Mas não é o caso. Vou sozinha.Aviso Mattia
BiancaAproximo-me de seu rosto, e nossos lábios se encontram. O beijo é intenso, carregado de desejo. Minha boca desliza até seu pescoço, explorando sua pele com uma ousadia que nunca me permiti antes.— Cazzo… — ele murmura, enquanto minhas carícias despertam cada centímetro de sua pele. Suas mãos me puxam para mais perto. — Quero sentir você…— Você disse que o jogo era meu… então espere.Ele geme baixo, mordendo o próprio lábio.Meus movimentos são lentos, cheios de intenção. Cada reação dele me alimenta; cada suspiro, cada tensão em seu corpo me dá ainda mais confiança.— Bianca… — sua voz falha — não me provoque assim…Sorrio, sem interromper o ritmo. Pela primeira vez, sou eu quem conduz, quem dita o tempo.— O jogo é meu — repito, firme.E ele cede.Entrega-se.— Vem cá… — sua voz sai rouca quando me puxa de volta para si, acomodando-me em seu colo.Nossos lábios se encontram outra vez, agora mais urgentes, mais intensos.Meu mafioso me carrega até a cama sem interromper o bei
BiancaSeus olhos estão sobre mim. Confesso que estou nervosa. Talvez não tenha sido uma boa ideia brincar com fogo.Nossa vida íntima tem evoluído aos poucos. Já não sou aquela mulher contida, que apenas corresponde aos seus toques e investidas. Com o tempo, aprendi a expressar meus desejos — como em Florença —, mas ainda foram passos tímidos. Eu estava fragilizada, e toda a condução partiu dele.Hoje… foi diferente.Foi a primeira vez que disse, abertamente, o quanto o quero.O medo de não corresponder às suas expectativas se insinua em meus pensamentos. Pietro é um homem experiente. Tenho certeza de que não chego a um terço das mulheres que já passaram por sua vida… ou mesmo das que frequentam o clube. Até minhas cunhadas parecem mais seguras do que eu.Pare com isso, Bianca.Ele te ama.Já que começou esse jogo, vá até o fim.Meu próprio pensamento me encoraja. Não posso — e nem quero — recuar.Isso, Bi… apenas relaxe. Aproveite.Os vinte minutos dentro do carro foram suficientes
BiancaO maître se aproxima para verificar se está tudo de acordo. Agradeço dizendo que até agora estava perfeito. Pietro pede Champagne, sabe que é a única bebida que gosto. Pelo visto, irá me acompanhar. Não pediu nada para ele.— Champagne? — pergunto sorrindo.— É o que bebemos para comemorar.— Posso saber o motivo da comemoração?— Para que pressa, Bianca? — diz sorrindo.— Hoje você está bem-humorado, hein?— E você bem safadinha?— Não gostou? — Claro que sim! Só que você ferrou meu dia. Fiquei um bom tempo excitado. — Rio, mas ele fica sério. Antes que diga mais alguma coisa, o garçom chega. Decido não entrar por esse caminho agora. Nada sexual por enquanto, senão adeus jantar.— Um brinde à esposa mais doce, mais linda e mais gostosa do mundo. — diz ao completar nossas taças. Tocamos de leve e sorvo um pouco do líquido borbulhante. Meu esposo faz o mesmo. — Não sei o que seria de mim se você não tivesse voltado, se aqueles malditos…— Hei, estou aqui. Você me salvou. O que i
BiancaQuando Andrea foi embora, fui para meu quarto e enviei uma mensagem para meu lindo esposo, que me ligou em seguida."Boa noite, amor.""Boa noite, meu doce, tudo bem?""Estou bem, não se preocupe. Entrei em contato porque quero te fazer um convite.""Para que seria?""Jantar com sua esposa. Reservei uma mesa para nós dois, passarei o endereço para o Mattia.""Alguma comemoração em especial que eu tenha esquecido?""Digamos que apenas é uma mulher apaixonada que quer jantar com seu esposo em um ambiente diferente.""Quer dizer que você é apaixonada por seu marido? Gostei disso.""Não é só paixão, é amor. Amo você, meu carrancudo. Vou me arrumar, até breve."Meu telefone toca novamente. Sorrio ao ver que é Pietro.— Oi, amor! — Preciso te contar que uma linda ruiva me convidou para jantar. — rio, amo esses momentos raros em que Pietro é bem-humorado.— Sorte sua. — brinco.— Quase terminando por aqui, estou no clube. Tomarei banho aqui mesmo e vou direto ao seu encontro. Pensei e







