Home / Lobisomem / Nas garras do amor / Capítulo 3: Alcateia garra Sangrenta - parte 1

Share

Capítulo 3: Alcateia garra Sangrenta - parte 1

Author: Evy
last update Petsa ng paglalathala: 2024-10-17 08:53:49

As cortinas pesadas evitavam que a luz do sol entrasse, o quarto grande e confortável estava completamente escuro e os lençóis farfalhavam a medida que Clarck se movia, erguendo seu corpo e se levantando da cama, deixando os lençóis para trás enquanto caminhava preguiçosamente em direção à mesa que havia no canto esquerdo, pegando seu celular e conferindo as horas. 

A luz da tela se acendeu e iluminou um pouco o quarto, tornando o rosto bonito dele visível em meio a escuridão. Os olhos cor de âmbar ainda estavam levemente avermelhados, encarando a tela do celular meio franzidos, assim como as sobrancelhas grossas. Ele passou a destra no rosto, puxando para trás os cabelos castanhos curtos que estavam levemente bagunçados, a medida que caminhava em direção à janela, já era tarde, ao menos para ele. O relógio na tela do celular marcavam sete e quarenta da manhã e ele tinha vinte minutos para se arrumar e entrar no carro, assim conseguiria chegar ao escritório antes do expediente dos funcionários começar. 

Clarck deixou o celular de lado, o jogando na cama e abrindo a cortina, deixando a luz do sol entrar. Só então se lembrou que estava completamente nu, o dorso forte exposto diante da janela de vidro, assim como todo resto, enquanto, lá embaixo, no jardim dos fundos da casa da matilha, algumas meninas corriam cobrindo o rosto e dando risinhos. 

Não era a primeira vez que uma cena como aquela acontecia, claro. 

— Hmmm… Clarck? Volta pra cama — a voz de Loren chegou aos ouvidos dele e o fez torcer o rosto numa expressão irritada. 

De novo ela havia acabado em sua cama. 

— Vou trabalhar, você sabe o caminho da porta, não demora pra levantar, Janice vai vir limpar em breve e a última coisa que eu quero e você esparramada aqui quando ela chegar — sua voz rouca e grossa fez Loren abrir os olhos, contrariada, se sentando na cama com os braços cruzados, os cabelos castanhos claros espalhados por suas costas. 

— Qual é, você não precisa sair tão cedo — reclamou ela, se levantando com o corpo enrolado num dos lençóis, tentando abraçá-lo pelas costas. — Que vantagem tem ser o chefe e ter que ficar saindo tão cedo? Se quiser… Pode passar o dia todinho comigo na cama, e a gente pode fazer umas coisas muito mais divertidas do que um dia de trabalho no escritório — enquanto falava, Loren escorregou a mão lentamente pelo peitoral de Clarck, sua mão deslizando pelos gomos do abdômen firme do homem até que… 

— Tem razão, se eu quisesse, ficaria, mas não quero — respondeu ele, direto, segurando a mão da garota e se afastando dela. — Agora se veste e sai logo do meu quarto, sabe que eu sempre acordo de péssimo humor. 

A resposta seca fez Loren suspirar, virando o rosto e caminhando em direção a cama, apenas para pegar suas roupas que estavam no chão ao lado. Ela se vestiu sem pressa nenhuma, ainda tentando seduzi-lo com movimentos lentos, vagarosos, mas, para seu azar, Clarck sequer estava prestando atenção nela. 

Enquanto Loren tentava atrair seus olhos, o homem já estava com as calças postas e abotoava a camisa social as pressas, se sentando na cama para calçar os sapatos sem sequer olhar para ela. Mas, apesar do tratamento frio, aquilo não a abateu, Loren apenas revirou os olhos, terminou de se vestir e saiu rápido, sabendo que era melhor não provocar o alfa tão cedo. 

Aquele era o ponto positivo em ser quem comanda, as pessoas costumavam respeitar seus limites sem que ele precisasse se esforçar tanto para isso, era uma das vantagens de ter assumido a alcateia tão cedo. 

Quando terminou de se arrumar, Clarck deixou seu quarto, cumprimentando Janice, a governanta, que estava caminhando com uma das empregadas a tira colo em direção ao quarto dele, com sua costumeira expressão de insatisfação. 

— Sempre atrasado, menino — a senhora resmungou, passando por ele e dando dois tapinhas fracos em sua bochecha. Comparada a Clarck, a senhora era minuscula. — Coma algo antes de sair, entendeu? 

— Claro, Jani, bom dia. Bom dia pra você também, Patricia — ele cumprimentou uma das lobas que trabalhava na casa, seguindo pelo grande corredor em direção às escadas. 

Ali, cada um tinha seu papel, desde as funções mais básicas, como a de limar e cozinhar, até as mais perigosas, como defender o território da matilha. 

Patuloy na basahin ang aklat na ito nang libre
I-scan ang code upang i-download ang App

Pinakabagong kabanata

  • Nas garras do amor    Epílogo: Sob o céu sem lua - parte 2

    — Socorro! — implorou Edla, a voz agora mais fraca, quase um sussurro perdido na imensidão da noite. Tentou se debater, mas cada movimento era contido pela força brutal do monstro. A pressão das garras, o peso do corpo, a sensação de estar sendo tragada para um abismo sem retorno, tudo a deixava à beira da rendição.A respiração tornou-se cada vez mais curta, o medo transformando-se em uma paralisia que ameaçava roubar-lhe a última faísca de esperança. Lágrimas escorriam pelo seu rosto, misturando-se à sujeira da floresta, e cada lágrima era como um adeus silencioso a um futuro que agora parecia incerto e sombrio. Ela sentia o cheiro de sua própria vulnerabilidade, o gosto amargo da derrota iminente, e em meio a tudo isso, um pensamento persistente: ela não queria morrer ali, sem respostas, sem ao menos um último suspiro de liberdade.Tinha certeza de que iria morrer."Caleb… Me ajude por favor!", ela chamou mais uma vez, implorando para que seu irmão ouvisse o link mental e viesse s

  • Nas garras do amor    Epílogo: Sob o céu sem lua

    15 anos depoisA noite se fazia silenciosa e enigmática, com um céu sem lua, mas salpicado de incontáveis estrelas que, como pequenas lanternas, iluminavam a mata com um brilho tênue. Edla, aos 23 anos, corria pelas trilhas do bosque com uma determinação que misturava liberdade e um sentimento inexplicável de inquietude. Seus longos cabelos negros esvoaçavam a cada passo, e seu olhar, carregado de memórias e segredos, refletia a intensidade de uma alma que já havia vivido demais. Filha adotiva de Clarice, ela sempre fora parte de algo maior: a alcateia Garra Sangrenta. Porém, naquela noite, seu destino parecia conduzi-la para fora dos limites seguros que sempre a protegiam.Edla tinha o hábito de sair para correr longe do olhar atento de seu pai e das regras rígidas da alcateia. Sempre corria na forma de sua loba, Serenity, que se movia com velocidade. Pelo tamanho, ersa uma loba menor que o normal, era muito rápida e correr era como voar para ela. A conexão entre elas era profunda; S

  • Nas garras do amor    6 meses depois - parte 3

    Enquanto a festa seguia, Clarice subiu até um dos terraços que margeava o salão, de onde podia ver toda a clareira iluminada pela luz suave da lua. O ar fresco da noite a envolvia, e naquele instante ela se permitiu respirar fundo, sentindo cada emoção percorrer seu corpo. Foi então que seus olhos se depararam novamente com a figura de Sidônia, a deusa da umbra, que observava de longe, sobre um manto de sombras e luz.Sidônia parecia abençoar o evento com um olhar que misturava ternura e a firme certeza de que aquela união era apenas o começo de algo muito maior. Em seu semblante sereno, havia a promessa de que as histórias que se entrelaçavam naquele dia se transformariam em lendas, em memórias que atravessariam gerações.Com o coração em festa, Clarice murmurou para si mesma: — Que assim seja, que o amor nos guie e que cada nova história seja escrita com a tinta da esperança.Ao retornar para o salão, ela encontrou Sarah e Loren que a aguardavam com sorrisos amplos. As três se abraç

  • Nas garras do amor    6 meses depois - parte 2

    Eiden, com a voz trêmula, mas decidida, completou: — Eu prometo cuidar de ti e proteger-te com todas as forças que me restam. Hoje, deixo para trás as sombras que me atormentavam e abraço, com toda a sinceridade, o amor que você me oferece. Que juntos possamos construir um caminho repleto de luz e esperança.As declarações foram acompanhadas de aplausos emocionados dos presentes. O altar se encheu de uma aura mágica, como se a própria natureza respondesse ao amor que ali se celebrava. Enquanto os votos eram selados com beijos ternos e sorrisos compartilhados, Clarice, que assistia a tudo com os olhos marejados, mal conseguia conter a felicidade. Para ela, ver Sarah e Loren unindo-se de forma tão profunda significava não só a concretização de um sonho, mas o início de uma nova família, uma família que, de tão unida, ultrapassava os laços de sangue e se transformava em puro amor.Após a cerimônia, os convidados foram conduzidos para a área do banquete. As mesas foram decoradas com simpl

  • Nas garras do amor    6 meses depois - parte 1

    A manhã se levantava com um sol dourado e suave, banhando a clareira onde a matilha Garra Sangrenta se preparava para celebrar um dia que ficaria marcado para sempre na memória de todos. Depois de tantos desafios, lutas e rituais, os membros agora encontravam forças para sorrir. Hoje, a festa não era apenas uma comemoração de vitórias, mas o anúncio de novos laços e de um futuro promissor.Dois casamentos seriam celebrados naquele dia. Ao longe, o som alegre de risos e conversas misturava-se aos uivos que a natureza, como se quisesse participar da festa, entoava em harmonia. A decoração era primorosa, arranjos florais cuidadosamente dispostos, luzes cintilantes penduradas nas árvores e um tapete de pétalas que guiava os convidados até o altar improvisado em meio à natureza.No centro de toda essa celebração, duas uniões que se entrelaçavam com laços de sangue e afeto. Sarah, que se preparava para unir sua vida a de Gael, e Loren, que, com os olhos brilhando de emoção, aguardava o mome

  • Nas garras do amor    Capítulo 71: Finalmente a paz - parte 2

    Ambos se afastaram por um breve instante, rindo da coincidência quase cômica. O clima que antes era de uma paixão quase palpável se transformou num misto de ternura e diversão. Clarck segurou a taça de vinho ainda na mão e, com um sorriso maroto, disse:— Parece que o nosso pequeno já quer participar dessa dança também!Clarice, ainda rindo, respondeu:— Acho que Caleb tem meu senso de humor. Ele não podia escolher um momento melhor para nos lembrar que a família é o que realmente importa.Quando os risos diminuíram e a sensação de intimidade voltou a envolver o ambiente, os dois se prepararam para subir e conferir o que o bebê estaria aprontando. No entanto, antes que pudessem dar o primeiro passo, uma voz doce e animada ecoou pela escada.— Mamãe, papai, Caleb está chamando! — exclamou Edla, aparecendo na escada com um sorriso radiante no rosto, como se sempre soubesse a hora exata de reunir a família.Sem hesitar, Clarck, Clarice e Edla se dirigiram juntos ao quarto de Caleb. A con

Higit pang Kabanata
Galugarin at basahin ang magagandang nobela
Libreng basahin ang magagandang nobela sa GoodNovel app. I-download ang mga librong gusto mo at basahin kahit saan at anumang oras.
Libreng basahin ang mga aklat sa app
I-scan ang code para mabasa sa App
DMCA.com Protection Status