INICIAR SESIÓNEla não dormiu, nem conseguiu aproveitar a cama, era a primeira vez que dormia em uma cama que não fosse uma tarimba com um colchão feito por ela mesma de taboa.
Yuri também não dormiu bem, estava preocupado em deixar Rosana na aldeia.
Os dois saíram bem cedo.
- Você terá que ir para sua província, não é? Ela perguntou.
- Talvez eu vá, mas antes tenho que ir a um destacamento mais ao sul. Ele disse sem querer entrar em detalhes.
- Confronto? Ela perguntou.
- Talvez aconteça, não se preocupe. Quero apenas que cuide de si mesma, tome cuidado com algumas pessoas da sua aldeia.
- Você está preocupado comigo? É você quem está indo para um confronto. Ela disse e seu olhos já estavam se enchendo de lágrimas.
- Sim é verdade, mas algumas pessoas da sua aldeia não são boas e você tem que se cuidar, eu sei me cuidar.
- Por favor não chore! Ele disse parando o jipe na beira da estrada.
Ele secou a bochecha dela, delicadamente com o polegar. –Não se preocupe, apenas prometa para mim que vai se cuidar.
Ela levantou seus olhos grandes e marrons olhando para os dele, que era negro como carvão. Ela saltou nos braços dele, beijando-o.
Yuri foi pego de surpresa, ele a beijou com paixão e seu corpo reagiu instantaneamente.
- Me ame. Ela pediu.
Ele se afastou um pouco dela a segurando delicadamente pelos ombros.
- É tudo que eu mais quero, mas não aqui e nem nestas circunstâncias. Ele disse abraçando-a.
- Você não me quer? Você não vai mais voltar.
- Não diga isso, eu te amo. E não importe quanto tempo leve eu voltarei e te levarei comigo. Agora vamos, temos um bom trecho ainda.
-Este bem. Ela disse secando as lágrimas com a mão se endireitando no seu banco.
Quando chegaram à aldeia ela desceu do jipe sem falar com ele, apenas desceu e foi para sua casa.
Yuri notou que ela estava brava, mas achou melhor assim. Ele deu as ordens que precisava, deixou sua pequena tropa de oito homens para cuidar da aldeia, e encomendou que eles ficassem de olho em Rosana. Ele deixou sua arma para que entregassem a ela, para que ela pudesse se proteger.
Ele saiu e não a viu até que quando não estava muito longe da saída da aldeia ele viu a viu a beira da estrada.
- O que você faz aqui. Ele perguntou parando o carro e descendo.
Rosana corre para os braços dele, seus olhos vermelhos de chorar.
- Olhe para mim, não chore eu voltarei logo, apenas se cuide está bem? Ele disse segurando o pequeno rosto dela entre as mãos.
Ela assentiu com a cabeça, ela tinha um nó na garganta e seu coração doía muito, não consegui pronunciar as palavras sem chorar.
Ele a beijou, ela o abraçou forte como se não quisesse deixa-lo ir.
-Agora vá não fique andando sozinha por aí, é perigoso. Se cuide eu voltarei o mais breve possível. Ele disse beijando seus lábios.
Ele voltou para o jipe, deu mais uma olhada nela e partiu.
Ela ficou ali vendo-o ir embora ´s saiu do lugar quando não via mais nem a poeira que o carro deixava.
Rosana voltou para sua vida, só que agora ela fazia primeiro as coisas para ela, passava mais tempo na roça e no casebre que costumava ficar.
Ela percebeu que sempre tinha um soldado por perto e se oferecendo para ajudá-la caso precisasse, ela sabia que aquilo era ordens de Yuri.
Yuri passou pelo destacamento central e partiu com uma tropa para o sul.
Lá a situação estava difícil, alguns soldados haviam sido feitos reféns dos rebeldes e estes não tinham escrúpulos, mesmo numa guerra existem regras que devem ser cumpridas, mas para os guerrilheiros estas regras não existiam.
Yuri chegou e foi recebido por uma tropa dizimada e desorganizada a situação era difícil. Ele trouxe alguns mantimentos e medicamentos, ele pediu para sua tropa ajudar os que estavam feridos.
Ele estudou a situação e também o terreno para que pudesse ser usado a seu favor.
- Vamos tirar o acampamento daqui, indo para aquela serra lá em cima, no meio das árvores. Ele disse.
- Mas senhor ficaremos no alto, seremos vistos.
- Não entre as árvores, mas teremos uma boa visão a nossa volta façam tudo durante o dia a noite não acenderemos fogueira ou algo que possa iluminar o lugar. Agora vão!
E assim fizeram a mudança, eles ficaram por três dias enquanto alguns dos soldados se recuperava e ele programava uma operação de resgate dos reféns. Neste momento ele queria evitar um confronto frente a frente.
Na aldeia Rosana enfrenava os comentários maldosos de alguns aldeões principalmente das mulheres solteiras, ela também sofria com a falta de Yuri.
O inverno estava se aproximando ela deu sua casa para os soldados e passou para tenda de Yuri era um pouco menos, mas tinha o fogão, então ela passou a cozinhar para eles e para ela também, ela seguiu as ordens de Yuri. Ela estava há alguns dias sem notícias dele.
Yuri e cinco dos seus melhores soldados saíram à noite para tentar resgatar os reféns das mãos dos guerrilheiros, eles partiram se esgueirando por entre a mata, ele estava vigiando o acampamento dos guerrilheiros a dois dias.
Eles se colocaram em pontos estratégicos, aproveitaram estes dois dias para montar armadilhas que só eles sabiam a localização.
Deram era meia noite quando deram início a missão, ele fez um sinal para um soldado que lançou uma pedra longe para um lado oposto de onde eles estavam, depois outra e outra, as pedras batiam nas folhas como passos.
Três guerrilheiros saíram a procura do barulho, um deles caiu em um buraco, o outro foi morto por um soldado com um punhal, o terceiro se viu em desespero, Yuri o pegou de trás de uma árvore e com um golpe o desacordou, amarrando-o em seguida.
Eles se aproximaram do acampamento tomando as posições dos guerrilheiros, até que conseguiram chegar onde estavam os reféns.
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







