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21- Seu braço foi pego com força.

Author: luproencio
last update publish date: 2024-02-14 01:09:59

Eles reconheceram Yuri e ele lhes passou armas e abriu a porta da cela de grades de ferro onde estavam amontoados e presos no relento.

- Vão por aqui, tem mais cinco de nós em pontos estratégicos vão sempre e leste nós daremos cobertura.

Alguns estavam feridos precisando ser amparados por outros, estavam fracos ficaram sem alimento este tempo todo. Yuri estava muito irritado, mas isso só o deixou ainda mais concentrado e determinado.

Os homens saíram sem maiores problemas, já estavam longe quando olharam para trás e ouviram uma explosão. Eles correram e foram encontrados pelos outros soldados que estavam com Yuri.

- Onde está o marechal? Um deles perguntou.

- Ele nos mandou vir que vocês nos encontrariam e ele ficou. Um disse não entendendo o que estava acontecendo.

- Vamos, o soldado disse. Olhando para trás preocupado.

Acontece que Yuri havia passado por uns tambores de gasolina no caminho enquanto ia soltar os reféns, ele teve uma ideia.

Depois que os colocou no caminho ele voltou e fez um rastro de pólvora que ia até os tambores, ele riscou o fósforo e esperou que a chama atingisse os tambores.

Bum! Os tambores explodiram no ar, os guerrilheiros saíram desesperados sem saber o que estava acontecendo, o lugar se tornou um caos eles tentavam apagar o fogo sem saber de onde tinha vindo.

Yuri se escondeu na mata e seguiu em direção ao acampamento.

Ele chegou bem depois dos soldados, já estava quase amanhecendo, eles estavam preocupados.

- Senhor o senhor voltou, por Deus estávamos aflitos! E o que foi aquela explosão? Um deles perguntou.

- Estou bem e os homens? Aquilo foi só um presente. Ele disse indo em direção a barraca de feridos.

Os homens ficaram felizes quando o viram.

- Se recuperem ainda temos serviço, vamos tomar aquela posição, temos que acabar com isso o quanto antes. Ele disse animando-os.

Ele saiu e foi lavar o rosto e tentar organizar o próximo ataque ou mesmo o contra-ataque.

- Fiquem de olho, se posicionem, eles podem querer revidar, ainda não sabem onde estamos mas podem nos achar.

- Terão que passar pelas armadilhas. Um deles disse.

- Sim, mas podem passar, todo cuidado é pouco, sabem disso.

Na aldeia.

Rosana acordou assustada com barulhos e quando saiu, ela viu homens sujos e estranhos andando pela aldeia, ela também viu um dos homens de Yuri no chão, parecia ter sido baleado.

Ela olhou para os lados, gente andando chorando de repente seu braço foi pego com força e ela foi arrastada para o terreiro.

- O que está acontecendo? Ela perguntou.

- Que beldade! Vejam rapazes! Disse o homem vestido com uma farda, mas diferente das fardas dos soldados de Yuri, com um cigarro no canto da boca.

- Me solte! Ela esbravejou tentando se soltar.

- Garota onde você estava quando vinha aqui a mando do governo? O homem lhe perguntou.

Uma das mulheres que não gostavam de Rosana disse. –Ela sempre esteve aqui, mas era escondida por seus avós, ela se acha melhor que nós.

- É verdade? Você é melhor que elas? Ele perguntou fedendo a cigarro.

- Não é nada disso! Meus avós precisavam de mim. Ela disse evitando o olha-lo.

- Você renderia muito a eles, aliás você ainda vale. Ele disse pegando o rosto dela com as mãos encardidas e as unhas amarelas de tabaco.

Rosana esquivou o rosto.

- Essa aí não vale mais nada, ela dormia com o comandante do exército inimigo. A mulher disse querendo inflamar a ira do homem.

- Mesmo? O homem disse com ar malicioso.

- É mentira, eu cozinhava e cuidava de suas coisas, estava sozinha e sem onde morar, apenas isso. Rosana disse apressada.

- Bom você tem valor seja como moeda de troca com o exército inimigo seja para vende-la a alguém do alto escalão do governo, já tenho andado muito por aí e beleza igual a sua não se encontra facilmente. Ele disse segurando o queixo dela fazendo-a olhar para ele.

“Essa vira-latas sempre tem sorte” a mulher pensou, com seu coração invejoso.

Na a tropa de Yuri se preparava para atacar o acampamento dos guerrilheiros, agora eles tinham menos combustíveis e alguns de seus veículos tinham se consumido com o fogo. Eles pareciam marimbondos em protegendo sua casa.

- Teremos que tomar cuidado, como foram atacados eles estão em estado de alerta, vamos usar isso a nosso favor, tenham paciência e um cuida do outro, entenderam? Ele disse.

- Sim senhor! Responderam       .

- Avançaremos, tomem suas posições e Deus nos ajude.

Os homens tomaram suas posições e foram avançando, capturaram uns outros foram mortos, já amanhecendo já estavam dentro do acampamento com poucos que ainda resistiam até que um soldado de Yuri foi feito refém.

- Deixem as armas ou eu o mato! Disse o guerrilheiro com a faca no pescoço do soldado.

Yuri fez um sinal para os homens que ainda estavam ali deixar as armas, enquanto isso Yuri se aproximou do homem se oferecendo para ficar no lugar do soldado.

- Sou o comandante, fique comigo, como moeda de troca sou mais valioso para você. Ele disse.

O homem olhou desconfiado.

-Não faça isso senhor! O soldado pediu.

O homem empurrou o soldado pegando Yuri por trás colocando a faca em seu pescoço.

- Não tem muita escolha. Yuri disse ao homem. –Se me matar morrerá e não tem como sair daqui.

- É verdade, mas o levarei comigo para o inferno! O homem disse.

Nesta hora Yuri segurou o braço dele e deu um golpe o jogando para frente, a faca passou resvalando o pescoço de Yuri, mas passou em seu braço fazendo um corte.

Yuri pisou na mão do homem fazendo-o soltar a faca, mas com a outra mão ele tirou um punhal e tentou golpear Yuri novamente, ele o chutou e o punhal caiu. Yuri o levantou só chão pendendo seus braços para trás.

Os homens o pegaram e amarraram, tinham agora alguns prisioneiros que serviriam de troca para libertar alguns soldados presos em outras regiões.

- Levem-nos e alguns de vocês peguem tudo que poderá ser útil. Ele ordenou.

- Senhor seu braço está ferido. Um soldado se aproximou dizendo.

- Estou bem soldado, ajude os outros.

Yuri pensou em Rosana, em como ela devia estar.

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