LOGINDurante o jantar Meilin tentou o seu melhor para estabelecer uma conversa mais intima com Yuri, ela percebeu os olhares sobre os dois e ela gostou disso, Yuri também percebeu e não se sentiu muito à vontade, mas ele não pretendia voltar a província Leste, afinal agora estavam livres ele já não era mais necessário.
Ao sair do restaurante Meilin reclamou do frio passando as mãos nos braços que estavam nus, Yuri tirou sua jaqueta e colocou sobre os ombros dela.
O movimento dele fez com que seu perfume chegasse as narinas da mulher que sentiu seu corpo esquentar pensando em como seria estar intimamente nos braços de Yuri, suas bochechas esquentaram e Yuri percebeu seu rubor, deixando-o constrangido pela mulher.
Rosana estava sentada olhando pela janela, um rapaz se sentou ao seu lado.
-Está indo para Pyangin?
- Sim. Ela respondeu.
- Parentes lá?
- Não.
- Tem uma pensão muito boa lá, fica no começo da cidade, que não é muito grande. A dona é uma senhora muito simpática. Tome o cartão, chegando lá a procure e diga que foi Park que lhe deu o cartão. Ele disse lhe entregando o cartão.
Rosana sorriu para ele de forma tímida e educada.
- Obrigada, você está indo para lá? Ela perguntou.
- Hoje não, sempre fico lá quando passo pela cidade sou representante de uma empresa de tecidos, então ando por todas as cidades.
- Entendi.
- O trem vai parar em uma parada a beira da estrada indico você descer para esticar as pernas e comer.
- Ah! Obrigada pela informação.
- Podemos jantar juntos, tem um bolinho de carne e repolho muito bom nesta parada.
- Estou mesmo com fome. Ela disse.
Ele riu das palavras dela.
Assim que o trem parou os dois desceram na pequena parada e ela o acompanhou até a pequena banca que servia diversos tipos de alimentos.
- Dois bolinhos de carne e repolho por favor. Park pediu.
Ele olhou a volta e viu dois banquinhos os pegou e trouxe até Rosana para que ela se sentasse.
- Quanto é o bolinho você pagou sozinho. Rosana disse preocupada.
- Não se preocupe eu a convidei então paguei.
- Não posso aceitar.
- Porque não? Bom então vamos fazer assim, você me deve um jantar ou um lanche tudo bem?
- Está certo na próxima parada sou eu quem pagará nosso lanche. Ela disse mais tranquila.
- Combinado.
Os dois comeram os bolinhos e conversaram até a partida do trem.
- Se cuide Rosana entre no trem e não se esqueça de procurar a pensão que te falei.
- Você não vai entrar? Ela perguntou
- Não, ficarei aqui nos próximos dias, seguindo depois para casa.
-Então obrigada, bom trabalho e boa viagem.
- O mesmo para você.
Ela entrou ele ficou parado na plataforma a acompanhando com os olhos até que ela se sentou na janela e acenou para ele e o trem começou a se mover. “Até logo, linda Rosana” ele pensou satisfeito consigo.
Ele era um belo e bom rapaz, parecia simples, mas muito educado e cavaleiro. Rosana se sentiu confortável perto dele.
Yuri e Meilin saíram do restaurante, ela queria ficar um pouco a sós com ele então, propôs que caminhassem um pouco, embora ela odiasse andar a pé e a cidade não era lá “essas coisas”, mas ela precisava no hotel não teria essa chance talvez. Ele concordou.
- Como vai ser agora? o que você pretende fazer? Meilin perguntou a ele enquanto caminhavam.
- Sobre?
- Oras, a guerra aqui acabou, você terá que assumir o lugar de seu pai um dia, precisa se casar e cuidar da província Oeste, não é?
- Sim, a guerra terminou voltarei para a Província Oeste, ainda não sei bem como e nem quando vou me casar ou ocupar o lugar de meu pai, tenho outras coisas das quais preciso lidar. Ele disse isso, mas pensava que precisava descobrir o que tinha se perdido de sua mente, precisava saber o que ele havia feito desde que voltou da Europa.
- Que coisas são essas? Ela perguntou cuirosa.
- No exército, soube que Raoni foi morto e que nos traiu que reuniu um grupo, preciso investigar isso. Ele realmente precisava lidar com isso, mas não era sobre isso que ele estava falando ele tinha o pressentimento que algo muito importante de sua vida estava faltando e que as pessoas não queriam lhe dizer.
- Sabe eu gosto muito de você. Meilin disse isso parando onde estava, na calçada em um lugar um pouco escuro por falta de um poste de luz.
Yuri parou ao perceber que ela havia parado e pelo que havia ouvido, se virou para ela que se aproximou dele e beijou-lhe os lábios.
Ele instintivamente levou suas mãos até os ombros dela, que estava com as mãos espalmadas sobre o peito dele.
Ela o beijava e ele ficou imóvel. “Será que ele tinha algo com Meilin? E o tenente deu a entender que não era a primeira vez que ela estava no palácio”.
Rosana viajou só a poltrona do trem até o amanhecer quando finalmente chegou a cidade, ela iria procurar a pensão que Park havia lhe recomendado, afinal ela não conhecia na e nem ninguém, foi uma sorte encontra-lo.
Quando desceu na plataforma ela foi até o guichê de passagens.
- Bom dia senhor, pode me dizer como faço para chegar até a pensão Sol nascente?
- Bom dia senhorita, claro que sim. Você seguirá reto aqui, mais a frente encontrará uma praça, caminhe sempre reto quando sair da praça vire a sua direita e siga reto, andarás uns quinhentos metros e encontrará uma chácara adorável com muitas flores, é lá.
- Obrigada senhor.
- Não tem porque boa sorte.
Ela sorriu e pôs-se a caminhar.
Na capital Yuri afastou Meilin com delicadeza, não faça isso podem nos ver e não ficará bem para você, vamos está tarde, amanhã partiremos cedo.
Os dois caminhavam lado a lado, ela se sentia um pouco frustrada, ele não retribuiu o beijo, será que ele é assim mesmo ou não se lembra nem como se beija? Ela não queria acreditar que ele poderia resistir a uma mulher como ela, que homem resistiria?
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







