FAZER LOGINQuando estava descendo as escadas seu pai ia indo para o jardim.
- Onde está indo? Ele perguntou ao vê-lo com a mochila nas mãos.
- Vou ao destacamento e de lá talvez eu de uma volta para espairecer, um dou dois dias.
- Isso por causa do jornal?
- Preciso me afastar desses conflitos, descansar minha mente, tenho estado nervoso e alerta o tempo todo, minha cabeça tem doido e resolvi seguir os conselhos de uma amiga.
- Amiga? O pai perguntou curioso.
- Sim, a senhora que mora no fim da estrada.
- A curandeira? Yuri...
- Ela faz balsamos milagrosos meu pai e quanto aos conselhos foi um dos melhores que poderia ter recebido nos últimos tempos, preciso mesmo de um tempo para colocar os pensamentos no lugar.
- Se você pensa assim, acho melhor ir logo antes que sua mãe desça e jogue agua na sua viagem.
Os dois riram e caminharam para o jardim, de lá Yuri pegou o jipe e foi até o destacamento.
Lá ele falou com o tenente encomendando que ele desce uma olhada em seus pais e continuasse a procura pelos desertores.
- Não se preocupe cuidarei de tudo, descanse você realmente precisa desde que voltou da Europa tem trabalhado dia e noite na batalha e passou por muitas coisas sua mente pode não lembrar, mas seu corpo sabe e está cansado. Já sabe para onde vai?
- Não faço ideia, tem alguma sugestão? Ele perguntou ao amigo.
- Procure por um lugar que não tenha muita gente se seja sossegado, tem lugares famosos por ser assim.
- Obrigado, verei na estação.
- Você vai de trem?
- Vou não estou afim de dirigir.
- Posso te levar. O amigo se ofereceu.
- Não há necessidade, quero mesmo aproveitar a viagem.
Yuri pegou o trem para a capital administrativa, como ela tinha saída para o mar, de lá se podia ir a muitas outras cidades e lugares.
Rosana pediu desculpa ao freguês o serviu e saiu imediatamente para o banheiro do café, seus olhos se encheram de lágrimas. “O que você estava esperando Rosana, você o viu com ela em um evento importante, acreditou mesmo que alguém como ele se casaria com alguém como você”?
Ela tinha se conformado, mas uma coisa era saber que aquilo poderia acontecer outra era ver os dois juntos, ainda mais com Meilin que tanto a humilhou.
Seu coração sangrou ao lembrar do dia que dormiu na porta da cozinha e quase congelou, como um cachorro sarnento de rua, não fosse pelo imperador ele teria morrido lá.
- Enxugue essas lágrimas Rosana, você não merece chorar, vá trabalhar vida que segue. Disse a si mesma.
Rosana saiu do banheiro e voltou ao trabalho, ela trabalhava na cafeteria e ajudava dona Satoko na pensão, a noite dona Satoko lhe dava aula, ela havia sido professora por muitos anos.
A noite ele foi para a pensão ajudou na cozinha já deixando algumas coisas prontas para o café, trabalhou até tarde, quando caiu na cama estava tão exausta que não pensou em nada.
Na capital Yuri ficou em um hotel, tomou um banho e caminhou pelo porto as luzes refletidas nas aguas lhe deixaram ainda mais melancólico, não parecia a primeira vez que estava ali observando as aguas.
No dia seguinte ele partiu de barco para a província Leste, a cidade fronteiriça do lado de lá era conhecida pela grande quantidade de comércios, principalmente os vendia coisas vinda do exterior.
Ele andou pelo porto, comeu em um restaurante que sua especialidade eram frutos do mar.
Enquanto ele passeava sem rumo e pressa para voltar, no palácio a imperatriz tinha um chilique.
- Como você o deixou sair? A pobre Meilin está arrasada, que tipo de homem é seu filho?
- Do tipo que não se sujeita as suas armações, ele merece um descanso, desde que saiu do hospital tantas coisas tem acontecido, você o conhece ele não gosta desse tipo de pressão.
- Você disse que ele voltaria em dois dias, já se passaram quatro e nada dele, o que faço com Meilin?
- Nada, ele me disse que seria dois dias, deve ter ido para outro lugar ou estar mesmo descansando.
- E se ele foi taras daquela garota?
- Ele nem se lembra dela, como ir atrás dela?
- Ele a viu na capital da província Leste. Meilin entrou dizendo, sua cara não era boa.
- E? Ele a reconheceu? Falou com ela?
- Não falou com ela, mas a viu, mas não a reconheceu.
- Estão vendo? Vocês estão fazendo tempestade em copo d’água.
Yuri ficou dois dias na cidade portuária e de lá pegou um trem para o interior da Província Leste.
No trem ele não sabia ao certo onde ia parar, até que em uma das paradas ele viu um cartaz “Pyangin, a cura para sua alma está aqui”.
“Cura para a alma”? Ele pensou, e se lembrou das palavras da senhora, “há curas que estão além dos chás e ervas”.
Ele comprou uma passagem para Pyangin.
Rosana estava superando a notícia do casamento de Yuri, ela ocupava seu tempo com seus estudos e trabalho, ela era sempre elogiada pelos turistas, pois era sempre atenciosa e educada, tinha se tornando o braço direito de dona Satoko também, que retribuía lhe ensinando tudo o que sabia, desde as letras, a como colocar uma mesa, cozinhar e se portar em meio a alta sociedade.
As duas ficavam até tarde costurando ela estava ensinando Rosana na arte da alta costura, Satoko tinha feito tudo isso quando era jovem, agora ela não tinha nem para quem deixar seus ensinamentos, seus filhos tinham se mudado para a capital em busca de uma vida melhor.
Quando Yuri chegou a cidade já estava escurecendo, caminhava em busca de um hotel ele teve a impressão ter visto alguém muito parecido com a garota da estação, na capital.
Ele acelerou os passos, mas ao chegar ao fim da rua viu uma praça e não conseguiu localizar a mulher. “Deve ser coisa da minha mente, ela já deve ter voltado para a capital”.
Ele seguiu seu caminho e encontrou um pequeno prédio era um hotel.
- Boa noite você tem um quarto?
- Sim senhor, o senhor tem reserva?
- Não.
- Temos um quarto até amanhã e depois posso encaminha-lo para nosso hotel fazenda não fica longe daqui.
- Está bem.
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







