FAZER LOGIN- Pronto o senhor pode subir é o quarto quatorze ao final do corredor.
Yuri pegou sua mochila e subiu para o o quarto, o clima da cidade era ameno e a cidade, embora fosse turística, era bem silenciosa e pacata.
Na manhã seguinte, como de costume, Rosana levantou-se cedo e ajudou no café da manhã da pensão, depois foi para seu trabalho no café em frente ao hotel Sol Nascente, que costumava receber muitos hospedes nesta época do ano.
Yuri levantou-se cedo e saiu para caminhar, no caminho parou na cafeteria em frente ao hotel, tomaria um café ali mesmo e depois sairia para dar uma volta para conhecer melhor a cidade.
- Bom dia o que o senhor vai querer? Perguntou a garçonete gentilmente.
- Bom dia, um café. Ele pediu enquanto olhava um jornal despreocupado um jornal que estava sobre a mesa.
Rosana que estava bem atarefada, pois aquele era o horário de pico, os clientes vinham tomar café para depois ir conhecer a zona rural da cidade, que ela ouviu dizer ser bem bonita.
A voz do cavalheiro era bonita e calma seu rosto estava encoberto pelo jornal, enquanto ela olhava para as outras mesas para ver os clientes que acabavam de entrar.
- Somente o café, temos bolinhos recheados de queijo que são muito bons.
- Está bem, pode trazer. Disse o homem colocando o jornal sobre a mesa.
- Você! Disseram os dois juntos.
- O que está fazendo aqui? Rosana perguntou nervosa.
- É assim que trata seus clientes senhorita? Ele respondeu com um sorriso ao ver os olhos de espanto da garota, ele também estava surpreso, mas diferente dela, ele não estava irritado.
- O que você quer? Ela perguntou.
- O café e os bolinhos. Ele respondeu calmamente.
Ela olhou para ele com espanto, “como ele podia ser tão sinico?”
Ela se virou e deixou na cozinha a comanda do pedido dele.
Ele de longe observava a garota se movendo atendendo os clientes, sempre gentil. “Porque ela parece ter raiva de mim? Só por causa que esbarrou em mim na estação? ”
Em pouco tempo um garçom trouxe o seu pedido, ele olhou curioso para o rapaz “ela havia pedido para ele atende-lo? ”
Não queria causar transtornos a ela então tomou seu café e observava-a de longe ela realmente parecia incomodada com ele. Assim, que terminou saiu.
Caminhou um pouco pela cidade passou em frente a pensão, dona Satoko tentava tirar um galho que havia caído de uma arvore em cima de seu pequeno jardim.
- Bom dia senhora, deixe eu lhe ajudar.
- Bom dia meu filho, eu agradeço muito, caiu sobre minhas plantas e todos os hospedes já saíram para passear e já não posso mais com o peso.
Ele tirou o galho o levando para o fundo, lá encontrou um machado aproveitou e cortou o em pequenas lascas para colocar na lareira ou no fogão.
- Muito obrigada, quer tomar um chá?
- Eu preciso ir. Ele disse, depois pensou um pouco. – A senhora ainda tem quartos disponíveis? É que estou em um hotel e preciso sair hoje de lá.
- Por sorte tenho um último.
- Então vamos tomar o chá, depois vou pegar minhas coisas.
A senhora ficou muito contente.
Enquanto lhe servia o chá ela dizia. – Você poderá fazer amizade com os outros hospedes e sair para fazer os passeios com ele, alguns vem todo ano para cá, para descansar.
- Estou mesmo precisando descansar. Ele assentiu tomando o chá, tranquilamente relaxando o corpo na cadeira de balaço enquanto conversava com a senhora e apreciava a vista.
Rosana passou a amanhã inquieta, porque Yuri estava ali? Ela se perguntava.
Com o vai e vem de clientes ela acabou se esquecendo do evento, pelo menos temporariamente.
Quando saiu do café passou ao mercado, precisava pegar algumas coisas para o café da pensão no dia seguinte, quando voltou para a pensão já estava escurecendo.
Ela entrou diretamente pela cozinha, já tinha burburinhos dos hospedes contanto uns aos outros o que tinham feito durante o dia, alegres esperavam pelo jantar, era como uma grande família.
Ela começou a guardar as coisas na despensa, quando saiu na cozinha com uma cesta com alguns legumes tudo veio abaixo.
- Rosana querida está bem? Dona Satoko perguntou?
- Estou. Ela disse tentando recolher as batatas que rolavam pelo chão.
- Este é Yuri nosso novo hospede.
- Hospede? Ela olhou para ele curiosa.
- Algum problema Rosana? Ele perguntou a encarando enquanto lhe entregava algumas cenouras que havia apanhado do chão.
- Não temos quartos.
- Sim, tem um lá no nosso corredor geralmente o deixo para meus filhos quando vem me visitar, mas não virão este mês.
Sem saída Rosana apenas disse:
-Está bem vou terminar o jantar os hospedes estão esperando.
- Já terminamos. A bondosa senhora disse. – Vá tomar seu banho para jantar conosco.
-Terminaram? Ela perguntou olhando para Yuri.
- Sim, o senhor Yuri é muito bom na cozinha sabia?
- Sabia. Ela respondeu sem nem pensar.
- Sabia? Ele perguntou curioso levantando a sobrancelha.
- Você o conhece? Dona Satoko perguntou.
- Não, vou tomar o banho para não atrasar o jantar.
Ela subiu antes que os dois pudessem lhe perguntar mais alguma coisa.
Enquanto a água quente caia sobre sua cabeça ela pensava na pergunta de Yuri e na maneira como ele olhava para ela, como se não a conhecesse. “O que ele quer com isso? ”
No jantar ela se sentou de ao lado de Dona Satoko, todos os pensionistas conversavam entre si deram as boas-vindas a Yuri, mas não sabiam que ele era o filho do imperador e nem que era ele quem tinha orquestrado a derrubada do ditador da província.
Rosana jantou calada e quando todos saíram da mesa ela começou a recolher os pratos.
- Deixe isso garota, eu faço.
- De maneira alguma, vou ajuda-la, a senhora também precisa descansar.
Yuri a observava a distância e ela sentia seu olhar o que a deixava desconsertada.
Depois que terminou de arrumar a cozinha ela saiu para pegar lenha para deixar perto do fogão para o preparo do café da manhã.
Quando estava caminhando no quintal, alguém a segurou pelo braço.
- Ah! Ela ia gritar.
- Shiii! Não grite! A voz sedutora de Yuri soou em seu ouvido, causando-lhe arrepios.
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







