INICIAR SESIÓNNoah era uma jovem que vivia atrás de emprego. Um certo dia. A garota encontrou um emprego na empresa do empresário Elói Riveira. Após passar a conviver com o CEO, Noah irá enxergar o homem com outros olhos. Nesse sentido de convivência, irá descobrir que Elói sofre pela a morte da da sua ex esposa, Marina. No decorrer do caminho. O melhor amigo de Noah era apaixonado por ela desde criança e passará a persegui-la e viverá um pesadelo. Elói depois de um tempo descobrirá sobre o amor e tenta protegê-la de todos.
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Prólogo Nova York Naquela manhã chuvosa, estava tão cansada da vida de desempregada. Mamãe Célia estava eufórica por me ver sempre no quarto. Até a comida era levada para lá. Os suspiros abafados eram ouvidos no corredor, até que minha amiga Thais me chamou para ir a uma festa do condomínio. Todos estavam lá. Até o homem mais gato, Bento, o meu melhor amigo. Ele era divertido e me fazia rir de vez em quando. Thais era apaixonada por ele, mas, enfim, aquele idiota não gostava dela. Me enrolei no cobertor e fui dormir novamente. Fui interrompida, e a coberta foi tirada do meu corpo. Olhei para cima; era papai Gregório. Não estava legal, meu corpo só queria estar naquela cama. — Levanta, temos que ir à igreja. — Hoje não, preciso estar enrolada nesse frio, papai. — Noah, agora! É uma ordem, eu sou o seu pai. — Papai, não sou mais uma criança. Tenho vinte anos e sei o que quero. — Enquanto estiver no meu teto, irá me obedecer. Estou esperando lá embaixo. — Que droga! Preciso de espaço. Uivei. Levantei com o cabelo desgrenhado e fui ao banheiro tomar um banho. Olhei-me no espelho, me vi abatida e pálida. Estava sem cor, precisando de ferritina urgentemente. Com a anemia no auge. Liguei o chuveiro e fiquei lá por um tempo, sentindo a água cair na minha pele. Estava muito magra pelos dias sem comer. Realmente, a minha vida era aquele quarto depois que me demiti do restaurante da cidade. Aqueles donos eram um caos, viviam brigando, xingando e até mesmo prestando atenção na vida dos outros. Lembrei-me de que havia um currículo para enviar a uma empresa muito famosa da cidade de Montevidéu. Dei de ombros e saí do banho para me vestir. Abri meu guarda-roupa e deparei com roupas usadas, que usei repetidamente. Coloquei meu "vestido de guerra", o único comportado, longo e sem decote. Revirei os olhos por viver naquela situação. Penteei os meus cabelos longos e castanhos. Olhei-me novamente no espelho, colocando o batom vermelho cereja. Deixava meus lábios carnudos e não roxos, sem sangue. Dei um sorriso, observando meus dentes brancos. Saí do quarto e fui para a sala. Mamãe e papai tomavam o café da manhã em silêncio. Afastei a cadeira e me sentei. Gregório pediu que eu comesse o mais rápido possível. Comi no meu tempo e sem pressa. Bento acabara de chegar e o convidei para tomar o café conosco. Ele negou de imediato. Bento sentou-se ao meu lado e deixou exalar o seu perfume. Ele, por ser meu amigo, era lindo e com um corpo exuberante. Bento era loiro, tinha olhos azuis e dentes amarelados pelo uso de cigarro. Todas as garotas eram loucas por ele. Não sabia qual era a razão. No ensino médio, todas queriam ficar com ele, e, mais uma vez, Bento dizia que não sentia vontade de ficar com elas. — Noah, vamos, precisamos ir à igreja. Sei que não é fiel à igreja, por isso terá que fazer a sua parte. Revirei os olhos e me levantei imediatamente. Não demorou muito para papai receber uma ligação da empresa de Elói. Sabia que meu pai trabalhava nessa empresa, e eu o admirava pelas revistas e jornais, o quão Elói era elegante e lindo. Papai olhou para mim e sussurrou: — Mudanças de planos, não iremos mais à igreja. O senhor Elói está vindo de Miami e quer uma secretária para hoje, então... você é a secretária. — Eu, papai? — Sim, Noah, você. Dei de ombros e concordei com ele. Levantei-me, me despedi de Bento e saí o mais rápido possível. Papai entrou no banco da frente e meu amigo abriu a porta do carro para que eu entrasse no banco de trás. Aquele olhar voltou para mim; percebi que não era de amizade. Eu o enxergava como um irmão. Sorri para disfarçar, colocando o cinto de segurança. Naquela manhã chuvosa de sábado, minha vida iria mudar. Precisava de um emprego para mudar radicalmente a vida da minha família. No caminho, o trânsito estava um caos em Montevidéu. Os motoristas impacientes não evitavam os seus palavrões. Revirei os olhos, estava enojada pela falta de educação. Faltavam dois quarteirões para chegar à empresa do senhor Elói. Estava curiosa para conhecê-lo pessoalmente. Ao estacionar o carro, Bento saiu para abrir a porta. Agradeci e me despedi mais uma vez de Bento. Papai pediu que eu não me atrasasse e fui correndo, feito uma criança boba. Oie, leitores queridos! Quero agradecer de coração por vocês estarem se aventurando nas minhas obras. Se em algum momento a história parecer um pouco fora de contexto, peço desculpas; faço sempre o meu melhor para que tudo fique perfeito para vocês. Muito obrigada pelo apoio e tenham uma excelente leitura!Parte 1A mais de cinquenta quilômetros da calmaria do interior, cortando as estradas de terra secundárias que interligavam os municípios, a motocicleta cinza-escura avançava levantando uma nuvem de poeira sufocante. Jonathan pilotava de forma agressiva, com os dentes cravados no lábio inferior. Cada solavanco da pista de piçarra fazia sua costela fraturada gritar de dor, mas a fúria em seu peito agia como uma anestesia temporária. Ele descontava o próprio desespero diretamente no acelerador.Na garupa, Marina segurava a cintura dele com força cega. O corpo inteiro dela tremia, não apenas pelo vento cortante da velocidade, mas por um terror psicológico avassalador. O sobretudo de grife, antes impecável, agora exibia manchas de lama e poeira. A cada quilômetro que avançavam em direção ao isolamento do campo, uma percepção dolorosa e tardia começava a se fixar em sua mente: ela havia se aliado a um homem completamente instável, um psicopata à beira do colapso.Quando o motor da moto tossi
Ele subiu novamente na moto e estendeu um capacete extra para Marina.— Suba. Nós vamos pegar as estradas de terra secundárias antes que o Ávila consiga cruzar as informações do seu celular. Se a Noah quer jogar o jogo dos erros, eu vou mostrar a ela o que acontece quando se deixa uma serpente ferida sem saída.O céu sobre o interior começou a ficar pesado no início da tarde, com nuvens carregadas que pintavam o horizonte de um cinza chumbo. Na fazenda, o clima de calmaria residencial havia sumido por completo. Rafael Silva cruzava o pátio central a passos largos, com um rádio comunicador preso ao cinto e uma expressão que não dava margem para hesitações.Ele reuniu os seis funcionários mais antigos e de extrema confiança perto do galpão de ferramentas. Homens nascidos e criados naquelas terras, que conheciam cada palmo de chão, cada curva de rio e cada trilha de mata fechada.— Prestem atenção — Rafael sibilou, ajeitando o chapéu na testa e olhando firme para o grupo. — O patrão Elói e
— Droga... Maldito seja você, Elói! — Marina sibilou entre dentes, sentindo o vento frio da avenida atingir seu rosto.Ela caminhou apressadamente até a esquina, o salto agulha estalando no cimento. O medo de ser caçada pela polícia agora era substituído por um terror muito pior: o medo do que Jonathan faria ao descobrir que ela não era mais útil de dentro da prisão. Marina pegou um celular pré-pago que havia escondido na bolsa e, com os dedos trêmulos, discou o único número que sabia de cor.A três quarteirões dali, escondido nos fundos de um cortiço abandonado na Zona Norte, Jonathan sentiu o aparelho vibrar no bolso da calça de operário que havia roubado. Ele soltou um gemido de dor ao se inclinar; a costela fraturada na batida do carro latejava intensamente, e o curativo improvisado em seu braço estava ensopado de sangue.Ele atendeu, a voz rouca e fraca, mas destilando puro veneno.— Marina? O que você está fazendo com um telefone? Você deveria estar na delegacia dando os endereços
O senhor Gregório bateu com a mão na mesa, emocionado.— Eu sabia! A justiça divina não falha, meu filho. Aquele papel antigo que eu guardei serviu para colocar aqueles criminosos no lugar deles — o velho homem disse com olhos brilhando. — Com certeza, senhor Gregório. O documento do senhor foi a peça-chave para o advogado — Elói agradeceu com um aceno respeitoso. — E o Ricardo Ávila já colocou todas as polícias do interior em alerta máximo. O Jonathan conseguiu escapar da capital, mas ele está ferido, sem dinheiro, sem o apoio do Arthur e sendo caçado como um fugitivo comum. Ele perdeu o poder.Noah respirou fundo, soltando o ar que parecia preso em seu peito desde o confronto no estacionamento subterrâneo. Olhando para os pais seguros à mesa, para o carinho de Maria e para a força de Elói ao seu lado, ela finalmente sentiu que o império de mentiras que Jonathan havia construído estava desmoronando de vez. O fantasma ainda andava por aí, mas eles não eram mais as marionetes de ninguém












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