Ponto de Vista de Darius.
Eu vinha tentando levar Sable para a cama há mais de dois anos. Como um Alfa respeitoso com os membros da minha alcateia, eu nunca tentaria forçá-la a nada, mas, que se dane, eu queria conquistá-la. Ela era linda. Uma beleza totalmente natural. Todos os guerreiros da alcateia — e até quem não era — reparavam nela.
Seu cabelo castanho-escuro caía em ondas macias, embora a gente raramente visse isso, já que ela vivia com a porcaria de um coque durante os treinos. Tudo o que ela vestia acentuava suas curvas. Tinha um porte atlético, e dava para ver a definição nos braços e nas pernas dela. Teve uma vez que a vi levantar a barra da camiseta para limpar o suor do pescoço, deixando o abdômen à mostra; meu pau ficou duro na hora com a cena. Desde aquele dia, eu me perguntava como ela seria pelada. Aposto que parecia uma deusa esculpida. Seus olhos eram verde-avelã e ela tinha os lábios mais cheios e convidativos que eu já tinha visto em uma loba. Eu adoraria ver aquela boca no meu pau.
Eu a amava? Sim. Eu a queria? Sim. Só precisava vencê-la pelo cansaço. Ela era uma lutadora fantástica, capaz de derrubar qualquer um dos guerreiros. Porém, nunca tinha treinado comigo. Achei que poderia tornar as coisas interessantes para ela e ainda conseguir o que eu queria.
Eu a observava se alongar, e o decote deixava os seios um pouco à mostra. Porra, eles pareciam perfeitamente redondos e fartos. Como ela se exercitava muito e treinava pesado, as curvas da bunda dela pareciam duas esferas perfeitas. As coxas e as panturrilhas eram musculosas, e, que inferno, tudo o que eu queria era enfiar a minha cabeça entre elas.
"Também gosto da loba dela, a Nia. Por trás dessa postura elegante, tem um fogo só esperando por mim. Quero marcá-la", disse Brock, meu lobo.
"Eu também, Brock. Queremos sentir o gosto dela. Ela e a loba gostam de se fazer de difíceis."
Depois que todos terminaram o aquecimento, reuni os guerreiros.
— Hoje vamos revezar os parceiros de treino. Sable, você vem comigo. O resto, o Beta Anton vai passar quem luta com quem. — Olhei para Sable; ela estava parada, mas o olhar me dizia que estava irritada. Eu ia adorar lutar com ela, especialmente com o que eu tinha em mente.
— Sable, vamos para a primeira arena.
Ela ergueu uma sobrancelha e me seguiu até o círculo de luta. Virei-me para ela:
— Que tal a gente deixar isso mais interessante?
Ela suspirou:
— Interessante como?
— Vamos fazer uma aposta. Se eu vencer a luta, você aceita jantar comigo hoje à noite. — Sugeri.
Ela pensou por um instante.
— Tudo bem. Se eu ganhar, você para de me convidar para sair de uma vez por todas.
— Confiante na sua capacidade de vencer um Alfa, Sable?
— Sim. Você aceita a minha condição, Alfa Darius?
Sorri de canto. Eu não tinha a menor intenção de deixá-la ganhar.
— Fechado. Se você conseguir me acertar um chute no peito ou me fazer desistir, você ganha. O mesmo vale para mim.
— Aceito os termos. — Disse ela, com uma cara de tédio. Fiquei quase ofendido, mas logo colocaria essa loba no lugar dela.
— Bom, então sugiro que tomemos nossas posições. — Comentei.
— Anton, arbitre a luta para nós, por favor.
— Quais os termos? — Perguntou ele, correndo até ali.
— Desistência ou chute no peito. — Respondi.
— Entendido.
Fiquei em posição, e Sable fez o mesmo. Assim que eu a derrubasse, ela aceitaria o jantar, e eu a seduziria para conseguir o que queria dela. Minha vontade era marcá-la e tomá-la como minha, mas não podia forçar a marca. Se eu fizesse isso, ela poderia ir até os Anciãos e eu perderia o meu posto de Alfa. Precisava que ela se submetesse por vontade própria. Esse era só o primeiro passo.
— Lutem! — Anunciou Anton.
Sable começou a circular ao meu redor com calma. Eu já a tinha visto fazer aquilo antes; estava me avaliando. Resolvi provocar:
— Gostou do que está vendo?
— Nem um pouco. Você não faz o meu tipo, Alfa Darius. — Ela retrucou.
Parei o que estava fazendo, surpreso:
— É sério?
Ela avançou num estalo e passou a perna por trás da minha. QUE MERDA! Baixei a guarda e ela aproveitou a chance para me jogar de costas no chão. Ela já se movimentava para chutar o meu peito enquanto eu estava caído, então rolei rápido para o lado e me pus de pé antes que ela pisasse em mim e eu perdesse a aposta.
Ela recuou um pouco e voltou a me avaliar.
— Sabe, mesmo se você ganhasse essa aposta, o jantar seria tudo o que você conseguiria. Você sabe que não tenho o menor interesse em me envolver com nenhum lobo que não seja o meu companheiro destinado. Então por que insistir tanto, Alfa?
— Acho você a loba mais linda que já conheci, por dentro e por fora. — Respondi, sendo sincero.
— Você só diz isso porque ainda não conheceu a sua companheira destinada, Alfa. — Ela ironizou, com um sorriso de canto.
— Eu não serei nada comparada a ela... ou a ele.
Que porra ela tinha acabado de dizer? Ela estava insinuando que eu jogava nos dois times?
— Se o destino me unisse a um "ele", a rejeição seria imediata, Sable.
— Então você deveria esperar por "ela" e parar de correr atrás de mim. — Rebateu.
Avancei contra ela, mas ela se esquivou para o lado e, com uma força que eu nem imaginava que ela tinha, me imobilizou no chão, de bruços.
— Eu não sou a loba certa para você, Alfa Darius. Só quero que me deixem em paz até eu encontrar o meu companheiro destinado. Por que você não consegue respeitar isso? — Perguntou ela, forçando os meus pulsos nas minhas costas com ainda mais força.
— Porque é você que eu quero, Sable. Muitas lobas adorariam ter a atenção de um Alfa. Você parece ser a única que não dá a mínima. Isso me deixa maluco. Você me deixa maluco. — Respondi, tentando, sem sucesso, me soltar do aperto dela. Por que eu não conseguia me soltar?
— Vou te segurar aqui até você pedir para parar, Alfa. — Ela disse, após uma longa pausa.
— Então você vai esperar sentada, lobinha. Não sou de desistir. — Avisei.
— Como quiser. — Respondeu ela, jogando o peso do corpo sobre mim e torcendo o meu braço com mais força.
Porra, ela ia quebrar o meu braço. De onde vinha aquela força? Não admira que os outros guerreiros não conseguissem vencê-la.
— Como caralhos você consegue ser mais forte que um Alfa? — Joguei as palavras entre dentes. Senti o suor escorrer pelo lado do meu rosto. A posição em que ela me prendia era péssima.
— Eu treino pesado, Alfa. — Foi a única resposta que me deu.
Eu estava certo em querer aquela loba. Tentei de tudo para virá-la, mas a única forma de fazer isso seria deslocando o meu próprio ombro. Era um movimento doloroso e arriscado, mas eu ia fazer para sair daquele golpe, não iria perder aquela aposta.
Com um estalo no ombro, consegui jogá-la para fora das minhas costas e me levantei rápido. Precisava colocar o ombro no lugar, mas ela já estava avançando de novo. Dessa vez eu bloqueei o ataque e acertei a parte de trás do joelho dela. Ela caiu de costas e me movi rápido para pisar no peito dela e encerrar a luta, mas ela agarrou o meu pé e me desequilibrou. Se eu não estivesse tão focado em vencer, estaria com o pau duríssimo agora. Eu queria muito colocá-la de quatro e tomá-la com força. Era um pensamento avassalador.
Perdido nos meus pensamentos, senti o impacto no meio do meu peito.
— Ponto. Sable venceu. — Anunciou Anton.
QUE MERDA! Me distraí pensando em foder com ela e ela levou a melhor.
— Obrigada pela luta, Alfa. Como eu ganhei, por favor, não me convide mais para sair. — Ela deu as costas e saiu do campo de treinamento.
"Idiota! Deixou ela ganhar porque pensou com a cabeça do pau!", Brock rosnou na minha mente.
"Tudo bem. Existem mais formas de conseguir o que se quer", respondi ao meu lobo.