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30 - Ameaça

last update Data de publicação: 2026-10-06 07:36:36

Alfa Cassian

Do castelo até a locomotiva, as possibilidades não param de encher a minha mente e nenhuma delas é boa.

— Cassian, nós vamos lá. Acalme-se — Lyra diz aflita, enquanto os soldados ocupam seus lugares na locomotiva.

Ela decidiu que voltaríamos imediatamente, pois as palavras do rei pareceram uma ameaça, e pior, talvez ele saiba mais do que estava deixando transparecer.

— Aquele sonho que teve já tinha me incomodado — confesso. — Mas estava decidido a provar para você que nada mais me
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Último capítulo

  • O Alfa dominado pela Luna Rejeitada   57- O festival

    Lyra CastelAndamos pelas ruas de paralelepípedos, seguindo em direção à praça principal. A rua está movimentada, bancas com produtos nas portas da casas cercadas de pessoas interessadas, o burburinho da conversa para cada canto que olhamos.Os humanos parecem despreocupados, acostumados em ficar em casa quando aquela névoa toma toda a cidade. Perguntei à dona da estalagem o que era aquilo, e ela não soube responder, apenas que era assim desde que abrira os olhos pela primeira vez.O bilhete que estava na pata da coruja está guardado em meu bolso.“O rei, Iegor e alguns soldados vieram até nós e estamos avançando pela Serra dos Olhos lentamente, pois a estrada não permite carruagem. Esse é o terceiro bilhete.”Entendi que estavam tentando entrar em contato comigo há algumas noites, mas não estavam conseguindo, pois a coruja não frequenta o Reino do Sol, algo que descobri apenas com sua ausência.Enviei um bilhete de resposta.“Acabamos de chegar às Brumas. Tenham cuidado na Serra dos

  • O Alfa dominado pela Luna Rejeitada   56- Na cama

    Lyra CastelComo instruído pela dona da estalagem, fechamos a janela durante o nevoeiro. E é como se tivesse anoitecido. A iluminação das lamparinas torna-se mais evidente e não dá para ver nada do lado de fora.— Será que são as mesmas criaturas que atacavam no Reino da Lua Minguante? — pergunto, levando uma colher com a sopa até a boca.— Pensei nessa possibilidade também — responde Cassian.— O que vamos fazer, então?— Exatamente o que a mulher disse para fazer: quando passar o nevoeiro, vamos até a praça principal.É isso, esse é o plano.Termino de comer, coloco os pratos vazios sobre o carrinho e os levo para o lado de fora da porta com a dona instruiu. Assim ela vem recolher logo que for possível.— Vamos descansar um pouco — sugere o alfa. — Quando acordarmos, se essa névoa tiver passado, vamos em busca do Boticário.Deito-me sobre o colchão e puxo a coberta felpuda sobre mim. Cassian deita-se na minha frente, também de lado, porém ele optou por ficar sem os cobertores.— Eu

  • O Alfa dominado pela Luna Rejeitada   55- Uma cama

    Alfa CassianDepois que nos afastamos do rio, a névoa se dissipou. Mas o lugar não deixou de ser esquisito por causa disso. Passamos por vilarejos em busca do Boticário, e o homem parece ser muito conhecido, pois todos sabiam nos indicar a direção.Passamos por plantações de diversos arbustos e criação de animais, até que finalmente chegamos em uma vila com ruas cobertas de paralelepípedos e casas com telhado de palha. A subida íngreme dificulta o progresso da carruagem, então decidimos parar em uma estalagem. Além do descanso, estamos precisando de um bom banho e uma comida decente.Um garoto se aproxima quando atravessamos o portão da estalagem.— Posso cuidar do seu cavalo e da carruagem por uma estrela, senhor — oferece o garoto.Pego o saco de moedas e pesco uma para o garoto.— Cuide bem do meu cavalo — peço.— Pode ficar tranquilo, senhor...— Cassian — respondo, pegando as bagagens.O garoto de cabelos castanhos e vestes simples, pendura uma placa no teto da carruagem e me ent

  • O Alfa dominado pela Luna Rejeitada   54- As Brumas

    Alfa CassianComemos em silêncio, dormimos um pouco e quando estávamos satisfeitos com o descanso, levantamos acampamento. Trocamos o mínimo de palavras e era óbvio que o que fizemos no riacho estava pairando sobre nós de forma desconfortável e eu não sei como desfazer isso.E eu que pensei que finalmente estava sendo perdoado, que ela me desejava tanto quanto a desejo e que poderíamos por fim restaurar o laço que não deveria ter sido partido.Após longas horas, paramos para preparar algo para comer, chegando no limite do Reino do Sol da Manhã.— O que eu posso fazer para resolver isso? — pergunto, não suportando mais esse silêncio pesado sobre nós.Acendo o fogo para assar alguns peixes que pesquei no riacho. Nessa parte do reino ele é mais amplo e agitado, mas bastante rico em peixes.— Resolver o quê? — Ela nem mesmo olha em meu rosto.— Essa coisa que ficou entre nós depois... depois do riacho — concluo e ela para de limpar o peixe para me olhar.— Achei que você não quisesse fala

  • O Alfa dominado pela Luna Rejeitada   53- No riacho

    Lyra CastelEm meu sonho Cassian chegava no meio do meu banho e me tomava em seus braços, deitava-me no leito do riacho e devorava a minha intimidade, então, quando acordo sentindo mãos fortes em meus ombros, desperto assustada, excitada e furiosa. A primeira sensação pela possibilidade irracional de alguém ter me visto daquela forma e a última por ter me interrompido.Quando vejo que o alfa tem seu olhar fixado em meus mamilos e o tenho rendido sob mim, isso eleva a minha excitação a níveis altíssimos. Sei que não devia, mas acabo me rendendo à necessidade. Desde a chegada dele no castelo que não levo Allan para o meu quarto, ele até tentou, mas com Cassian por perto eu simplesmente não conseguia. Talvez por isso estivesse me sentindo tão necessitada.Abro a braguilha da calça dele e deixo seu membro ganhar a liberdade, grande como eu não me lembrava. Naquela época, na única vez em que estivemos juntos, não o vi com clareza. Fui tomada no meio das flores silvestres que colhia, ainda

  • O Alfa dominado pela Luna Rejeitada   52- Inesperado

    Antes de começar a leitura, ajude a autora com uma avaliação ou um comentário. Obrigada e boa leitura!Alfa CassianLongos minutos passam e nenhum sinal de Lyra. Pego as minhas coisas e sigo para o riacho. A parte pela qual ela ficou possui um recuo na margem onde muitos chamam de praia, perfeito para o banho e descanso. Quando criança e adolescente, vim até aqui com meus amigos algumas vezes. Ela pode ter simplesmente pegado no sono, e isso pode ser perigoso. Há animais pela região.Chegando no ponto combinado mais cedo, chamo por seu nome. Uma. Duas. Três vezes e ela não responde. Caminho com cuidado para mais perto, e consigo ver o riacho. Chamo mais uma vez e nada de resposta dela, começo a ficar preocupado. Dou mais um passo a diante, procurando-a até que consigo ver a silhueta do seu corpo sob a água.Acelero o passo, pois coisas desagradáveis passam pela minha cabeça, e então a vejo por completo. Ela está nua, os olhos fechados, o peito subindo e descendo com delicadeza... ela

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