Se connecterAlfa CassianA história prende a atenção de todos e o silêncio permeia toda a praça. Até mesmo as crianças estão quietas para assistir à encenação.— A chuva banhava a terra, enriquecia os rios e voltava para o mar. — Continuou o narrador. — Havia dia e noite em todo o mundo, havia vento vivo e firme levando as nuvens de chuva para onde precisava. Mas enquanto o amor prosperava, a inveja maquinava.O casal feliz deixa o palco e a mulher vestida de vermelho retorna. Ela tem uma cobra em torno do seu corpo e ela parece falar com a besta, pois a mulher a encara como se a ouvisse.— As Profundezas nunca se contentaram com o mundo que tinham e a rainha viu que havia um coração amargurado que poderia atender aos seus pedidos, pois sozinha a rainha das Profundezas não podia fazer nada.A mulher de vermelho pegou uma faca, mas parou, largando-a. Depois pegou um frasco que deveria ser veneno, e então o largou também. Ela encara a cobra outra vez e sorri, um tipo de sorriso perverso, que promet
Lyra CastelAndamos pelas ruas de paralelepípedos, seguindo em direção à praça principal. A rua está movimentada, bancas com produtos nas portas da casas cercadas de pessoas interessadas, o burburinho da conversa para cada canto que olhamos.Os humanos parecem despreocupados, acostumados em ficar em casa quando aquela névoa toma toda a cidade. Perguntei à dona da estalagem o que era aquilo, e ela não soube responder, apenas que era assim desde que abrira os olhos pela primeira vez.O bilhete que estava na pata da coruja está guardado em meu bolso.“O rei, Iegor e alguns soldados vieram até nós e estamos avançando pela Serra dos Olhos lentamente, pois a estrada não permite carruagem. Esse é o terceiro bilhete.”Entendi que estavam tentando entrar em contato comigo há algumas noites, mas não estavam conseguindo, pois a coruja não frequenta o Reino do Sol, algo que descobri apenas com sua ausência.Enviei um bilhete de resposta.“Acabamos de chegar às Brumas. Tenham cuidado na Serra dos
Lyra CastelComo instruído pela dona da estalagem, fechamos a janela durante o nevoeiro. E é como se tivesse anoitecido. A iluminação das lamparinas torna-se mais evidente e não dá para ver nada do lado de fora.— Será que são as mesmas criaturas que atacavam no Reino da Lua Minguante? — pergunto, levando uma colher com a sopa até a boca.— Pensei nessa possibilidade também — responde Cassian.— O que vamos fazer, então?— Exatamente o que a mulher disse para fazer: quando passar o nevoeiro, vamos até a praça principal.É isso, esse é o plano.Termino de comer, coloco os pratos vazios sobre o carrinho e os levo para o lado de fora da porta com a dona instruiu. Assim ela vem recolher logo que for possível.— Vamos descansar um pouco — sugere o alfa. — Quando acordarmos, se essa névoa tiver passado, vamos em busca do Boticário.Deito-me sobre o colchão e puxo a coberta felpuda sobre mim. Cassian deita-se na minha frente, também de lado, porém ele optou por ficar sem os cobertores.— Eu
Alfa CassianDepois que nos afastamos do rio, a névoa se dissipou. Mas o lugar não deixou de ser esquisito por causa disso. Passamos por vilarejos em busca do Boticário, e o homem parece ser muito conhecido, pois todos sabiam nos indicar a direção.Passamos por plantações de diversos arbustos e criação de animais, até que finalmente chegamos em uma vila com ruas cobertas de paralelepípedos e casas com telhado de palha. A subida íngreme dificulta o progresso da carruagem, então decidimos parar em uma estalagem. Além do descanso, estamos precisando de um bom banho e uma comida decente.Um garoto se aproxima quando atravessamos o portão da estalagem.— Posso cuidar do seu cavalo e da carruagem por uma estrela, senhor — oferece o garoto.Pego o saco de moedas e pesco uma para o garoto.— Cuide bem do meu cavalo — peço.— Pode ficar tranquilo, senhor...— Cassian — respondo, pegando as bagagens.O garoto de cabelos castanhos e vestes simples, pendura uma placa no teto da carruagem e me ent
Alfa CassianComemos em silêncio, dormimos um pouco e quando estávamos satisfeitos com o descanso, levantamos acampamento. Trocamos o mínimo de palavras e era óbvio que o que fizemos no riacho estava pairando sobre nós de forma desconfortável e eu não sei como desfazer isso.E eu que pensei que finalmente estava sendo perdoado, que ela me desejava tanto quanto a desejo e que poderíamos por fim restaurar o laço que não deveria ter sido partido.Após longas horas, paramos para preparar algo para comer, chegando no limite do Reino do Sol da Manhã.— O que eu posso fazer para resolver isso? — pergunto, não suportando mais esse silêncio pesado sobre nós.Acendo o fogo para assar alguns peixes que pesquei no riacho. Nessa parte do reino ele é mais amplo e agitado, mas bastante rico em peixes.— Resolver o quê? — Ela nem mesmo olha em meu rosto.— Essa coisa que ficou entre nós depois... depois do riacho — concluo e ela para de limpar o peixe para me olhar.— Achei que você não quisesse fala
Lyra CastelEm meu sonho Cassian chegava no meio do meu banho e me tomava em seus braços, deitava-me no leito do riacho e devorava a minha intimidade, então, quando acordo sentindo mãos fortes em meus ombros, desperto assustada, excitada e furiosa. A primeira sensação pela possibilidade irracional de alguém ter me visto daquela forma e a última por ter me interrompido.Quando vejo que o alfa tem seu olhar fixado em meus mamilos e o tenho rendido sob mim, isso eleva a minha excitação a níveis altíssimos. Sei que não devia, mas acabo me rendendo à necessidade. Desde a chegada dele no castelo que não levo Allan para o meu quarto, ele até tentou, mas com Cassian por perto eu simplesmente não conseguia. Talvez por isso estivesse me sentindo tão necessitada.Abro a braguilha da calça dele e deixo seu membro ganhar a liberdade, grande como eu não me lembrava. Naquela época, na única vez em que estivemos juntos, não o vi com clareza. Fui tomada no meio das flores silvestres que colhia, ainda







