FAZER LOGINA pequena Rubi, de apenas três anos, entrou na sala saltitante.
Ela era ruiva, com os mesmos olhos cinzentos do pai, mas a pele era clara, possivelmente da mãe.
E assim como todos da mansão, ela também vestia preto.
Yulian a pegou no colo desajeitado.
— Rubi. Esta é a Srta. Silva. Ela gostaria de cuidar de você.
A pequena e fofa menina encarou Ária.
Seu rosto, embora fofo, se contorceu em uma expressão de desprezo.
Ela olhou para Ária como se olhasse para um verme que acabara de rastejar para debaixo de seu sapato.
Ária sentiu o golpe, mas não vacilou, se limitando a sorrir para a criança.
— Olá, Rubi
Ária se ajoelhou, ficando na altura da criança, oferecendo um sorriso sincero.
— Eu sou a Ária, e espero que a gente se dê bem.
Yulian percebeu a falta de reação de Rubi e uma ruga se formou em sua testa, pondo Rubi no chão.
— Vou deixá-las a sós por dez minutos. Rubi, seja educada.
— Sim, Papai.
A menina sorriu docemente, com seu rostinho angelical, mas assim que a porta se fechou, o sorriso se desfez, e Rubi mostrou suas garrinhas.
— Vou dixar claru. Eu odeio voxê. Voxê é a décima babá. Todas elas choraram e fugiram. E voxê também vai. Eu garanto.
— Entendo que você não gosta de babás, Rubi.
Ária se ajeitou sobre os joelhos, mantendo-se na altura da criança, com seu sorriso inabalável.
— Mas eu não sou como as outras. Eu sou bem forte, e você não vai me assustar tão facilmente. Eu prometo.
O choque cruzou o rosto de Rubi.
A babá não havia chorado, gritado ou saído correndo gritando que ela era um pequeno monstro, em vez disso, ela a encarava com calma.
— Voxê não vai durar aqui. Eu sou má.
— Você é uma menininha esperta, Rubi. Mas eu sou mais determinada do que você imagina. Não vou desistir só por causa de algumas travessuras.
Rubi franziu a testa, depois soltou um sorriso malicioso.
— Veremos.
A porta se abriu e Yulian retornou como havia dito.
— E então, Rubi? A Srta. Silva a agrada?
Rubi pulou nos braços do pai e o abraçou.
— Sim, Papai. Eu gosto dela.
Yulian se sentiu desconfortável, mas ele não a empurrou com violência.
Ele pegou Rubi a mantendo longe do corpo, entregando-a a um segurança que a levou para fora, acompanhada dos lobos que a seguiram com um sinal discreto de seu dono.
Yulian a encarou.
— Parabéns, Sra. Silva. Você tem a vaga. Agora, vamos às regras. Primeiro, você não pergunta sobre nada. Segundo, você não se mete em nada. Se vir algo, você não viu. Se ouvir algo, você não ouviu. Lembre-se da sabedoria dos três macacos se quiser sobreviver.
Ele a ameaçou com simplicidade.
- Terceiro, você se limita à ala de Rubi e ao seu quarto. Fora isso, você não tem permissão para entrar, principalmente no meu quarto, no meu escritório, e sob hipótese alguma, no quarto no final do corredor. Ele é estritamente proibido.
Ária sentiu um calafrio ao ouvir as regras e ele continuou.
— Quarto, você não se apega. Nem a mim, nem a Rubi. Você está aqui para um trabalho, apenas isso. Quinto, você não me desobedece. Desobediência é demissão. E a demissão terá consequências ruins para você e para quem você ama.
Ele a ameaçou novamente, sem nem sequer piscar.
— Sexto, tudo o que você precisar, você falará com o Ramon. Ele é meu mordomo. Você fará um relatório diário detalhado para ele sobre o comportamento de Rubi, para que ele o passe para mim.
Ele fez uma pausa, preenchendo o ar com tensão.
— E a regra mais importante, Sra. Silva, não se apaixone por mim. Eu sou um monstro.
A última regra fez o corpo de Ária vibrar e ela não conseguiu evitar a gagueira ao responder a essa última afronta.
— E-entendido, S-senhor Volkov.
Então, ele disparou com a voz baixa e cortante.
— Ramon.
O mordomo, alto, magro e tão frio quanto o líder, inclinou a cabeça, em seu terno preto imaculado.
— Sim, Gospodin.
— Quero todos os detalhes sobre Ária Silva. Absolutamente tudo, Ramon. E quero isso na minha mesa antes que o sol nasça amanhã.
— Será feito.
Ramon respondeu, sem hesitar.
— Devo acompanhá-la aos seus aposentos, Gospodin?
— Sim. Certifique-se de que ela se lembre dos limites. E certifique-se de que ela saiba que não está aqui para passear. Ela é a babá da minha filha, nada mais.
Ramon assentiu e saiu silenciosamente.
Ária foi conduzida por Ramon ao que seria seu novo cárcere de luxo.
O quarto era grande, com uma vista impressionante para os jardins bem cuidados, mas parecia tão frio e impessoal quanto o resto da mansão.
A cama, embora suntuosa, não prometia conforto.
Ramon lhe entregou uma pilha de roupas pretas.
— Estes são os seus uniformes, Srta. Silva. São de uso obrigatório na mansão. Se precisar de algo, comunique-se exclusivamente comigo. Não perturbe o Gospodin.
- Gospodin? - Ária questionou confusa.
- Gospodin, significa em sua língua, Mestre ou senhor, em russo.
Ramon explica, se retirando, para deixar Ária sozinha.
Ária despiu as roupas que usava e vestiu o uniforme, justo o suficiente para realçar suas curvas, que ela preferia manter escondidas.
Ela se sentou na beira da cama, perdida no turbilhão de pensamentos.
A imagem de Hanna, contorcida em pânico passou em sua mente.
“- Eu te salvarei, custe o que custar.”
Depois, seu pensamento deslizou perigosamente para Yulian.
Ele havia despertado nela uma atração primitiva e pecaminosa que ela não podia se dar ao luxo de sentir.
Ela pensou em seu passado, e em sua vergonha, finalmente entendendo, que, depois de tudo, ela não podia se dar ao luxo de ter desejos.
Logo que o choro de Zayn se estabilizou em pequenos resmungos de vida, o médico abriu a porta e permitiu que a família entrasse.O corredor, que antes parecia um campo de caos silencioso, foi inundado por passos apressados.A primeira a entrar foi Rubi, trazida pelos braços fortes de Ramon. A pequena parecia flutuar sobre o tapete grosso, os olhos cinzentos brilhando com uma curiosidade que vencia o sono.Ramon a colocou no chão, e ela se aproximou da cama na ponta dos pés, como se temesse que o chão de madeira pudesse denunciar sua presença.Ela olhou para o pequeno embrulho nos braços de Ária e inclinou a cabeça, maravilhada.— Ele é pequeno... — Rubi observou em um sussurro reverente, esticando o pescoço. — E ele tem o cabelo do papai! Agora eu tenho um brinquedo de verdade?Ária soltou uma risada fraca, mas carregada de tern
Malrik soltou um riso anasalado, o hálito quente acariciando a orelha dela enquanto ele se acomodava melhor no travesseiro.— Desde quando? O excesso de vodca da festa criou amigos imaginários agora?— É sério! Eu a vi... ela se chama Celine. — Hanna se virou de lado, ficando cara a cara com ele sob o edredom. Suas íris começaram a oscilar, mudando do castanho para um verde profundo e selvagem, como musgo sob a luz direta do sol.Malrik travou. O deboche habitual desapareceu enquanto ele observava a mutação nos olhos da esposa. Ele era um homem treinado para notar detalhes, e o que via ali não era ilusão.“- Diga a este macho que ele tem mãos habilidosas, embora a mente dele seja meio devagar” - a voz de Celine ecoou na mente de Hanna, carregada de um humor atrevido. - “Mas eu gosto dele. Ele cheira deliciosamente bem.”Hanna solto
Hanna e Malrik ficaram emaranhados por muito tempo depois de caírem exaustos sob a cama, sua respiração voltando ao normal enquanto a neve lá fora continuava a cair silenciosa.Malrik puxou o edredom sobre eles e trouxe Hanna para o seu peito, beijando o topo da cabeça ruiva.— Sabe — ele começou, a voz voltando ao tom de provocação suave — o Karavai (É um pão cerimonial grande, redondo e ricamente decorado com flores, tranças e folhas feitas da própria massa e simboliza hospitalidade, fertilidade e prosperidade) não mentiu. Você mordeu o pão com mais força, mas eu definitivamente ganhei na resistência.Hanna soltou uma risada fraca, exausta, e deu um tapinha leve no peito dele. — Convencido. Eu deixei você ganhar.— Ah, claro. Por isso você estava arranhando minhas costas como uma gata selvagem? &m
Eles saíram de fininho pelos fundos da pousada, deixando os convidados distraídos com as rodadas intermináveis de vodka e cerveja.Malrik levou Hanna até um chalé privativo anexo, onde o brilho da lareira já prometia o calor que seus corpos imploravam.Assim que cruzaram o limiar, o clima de provocação deu lugar a uma urgência febril.Hanna nem esperou que ele a colocasse no chão; puxou-o pela gravata com força, desafiando-o com o olhar.— Você fala demais, Malrik — ela sibilou contra os lábios dele.— E você é teimosa demais. Mas hoje, você é minha — ele respondeu, a voz falhando pela rouquidão do desejo.O estalo da fechadura ao ser trancada não foi um fim, mas um convite explícito.Malrik a prensou contra a madeira rústica com força, o peso de seu corpo atl&eac
Yulian desceu o corpo com uma lentidão torturante, deixando um rastro de beijos famintos por cada centímetro de pele exposta.Ao alcançar a coxa, seus olhos cinzas brilharam com uma luxúria predatória; ele prendeu a renda da cinta-liga entre os dentes e puxou, sentindo o elástico estalar contra a pele macia de Ária.Enquanto isso, sua mão subia com firmeza, os dedos subindo pela parte interna da coxa dela, em uma carícia possessiva que a fazia tremer, até que ele finalmente alcançou a seda da calcinha.O tecido estava encharcado, colado ao corpo dela pelo excesso de desejo.Yulian não teve paciência; com os dedos grandes e calejados, ele afastou a renda para o lado, expondo a fenda rosada e pulsante que brilhava de umidade.Ele engoliu em seco e se banqueteou.Quando ele a tocou, Ária soltou um soluço de prazer, o corpo reagindo instantane
No momento em que os lábios de Yulian e Ária se selaram, o mundo físico pareceu desaparecer para os dois. O som das ondas e os aplausos dos convidados tornaram-se um eco distante, substituídos por uma batida de coração poderosa que vinha de dentro deles.Dentro do plano espiritual, na mente conectada do casal, o cenário era uma floresta de pinheiros coberta por uma neve que brilhava como diamantes sob o luar.Jax, o imenso lobo negro de olhos dourados, deu um passo à frente. Ele não era mais uma fera de fúria e dor, mas um rei pronto para reivindicar sua rainha. Do outro lado da clareira, Valentina emergiu. A Loba Branca era pura luz, seus olhos refletindo a sabedoria de eras.“-Finalmente” - a voz de Jax rugiu, mas com uma ternura que fez a alma de Yulian vibrar.“- Para sempre” - Valentina respondeu, sua voz ecoando como música na mente de Ária.







