LOGINPode o amor nascer em meio ao ódio absoluto? Torturar a suposta assassina de seu irmão era a vingança perfeita de Arthur Blackburn... até ele descobrir que havia acorrentado, humilhado e rejeitado a irmã errada. Criada sob o estigma do abandono e tratada como escrava na própria casa, Anelise foi empurrada para um casamento movido por ódio pelo pai tirano e uma meia-irmã traidora. Para o implacável Alfa Arthur, ela era o monstro que tirou a vida de seu irmão caçula. Ele a submeteu a humilhações, correntes e um controle sufocante sobre a vida dela, mesmo enquanto seu lobo interior enlouquecia ao reconhecer nela sua verdadeira companheira. No ápice da crueldade, cego pela culpa e pelo rancor, após ceder ao desejo e passar a noite com ela, Arthur a rejeitou publicamente diante de toda a alcateia, expulsando ela para a sarjeta. Ele só não imaginava que Anelise carregava em seu ventre o herdeiro legitimo dele um segredo que ela jurou proteger a todo custo, fugindo para bem longe, ela mudou de nome e criou o filho. Cinco anos depois, a verdade desmorona sobre Arthur como um golpe letal. O Alfa poderoso, que tinha o mundo aos seus pés, agora rasteja de joelhos, consumido pela culpa por ter torturado uma inocente. Mas reconquistar o coração de Anelise não será fácil, especialmente quando inimigos cruéis descobrem a existência do herdeiro e o sequestram, desencadeando uma corrida desesperada contra o tempo, o sangue e a traição familiar. Será que o amor pode florescer onde só houve cinzas e dor? Prepare-se para um romance eletrizante de tirar o fôlego. Leia Rejeitada pelo Alfa agora e descubra até onde um homem poderoso é capaz de ir para reconquistar sua verdadeira Luna!
View MoreCapítulo 1 – Prólogo em algum momento do futuro
Anelise Lightmoon
O ar no quarto estava pesado demais para respirar.
O cio queimava sob a minha pele como fogo líquido, um calor selvagem que fazia Meire arranhar as paredes da minha mente com desespero. Eu estava de costas para a parede de pedra fria, o corpo inteiro tremendo, as pernas sem força.
Arthur me prendia ali com o peso do próprio corpo. Uma das mãos dele segurava meus pulsos acima da cabeça com uma facilidade irritante. A outra estava cravada na minha cintura, os dedos apertando com força suficiente para deixar marcas na pele.
Ele estava duro. Muito duro.
A evidência grossa e quente da excitação dele pressionava exatamente no lugar onde eu mais precisava, latejando contra o pouco de tecido que ainda separava as nossas peles.
Cada respiração dele era um castigo. Cada movimento mínimo dos quadris fazia uma onda de prazer vergonhoso subir pela minha coluna vertebral.
— Olha para mim.
A voz dele saiu rouca, quase irreconhecível de tanta contenção.
Eu olhei.
Os olhos escuros estavam pretos de desejo e ódio misturados. As pupilas dilatadas. Os dentes um pouco longos demais. Trevor estava tão perto da superfície que eu conseguia sentir o animal farejando o meu pescoço, pronto para atacar.
Meire uivou baixo dentro de mim, uma resposta visceral e sem vergonha.
O laço entre nós latejou como um fio de luz viva. Puxava. Exigia. Gritava que aquilo já havia sido decidido pela deusa da lua muito antes de qualquer vingança.
Eu arqueei as costas sem conseguir impedir, oferecendo mais contato, odiando o meu próprio corpo por me trair tão facilmente.
Arthur soltou um rosnado grave.
A mão que segurava minha cintura desceu, agarrou a parte de trás da minha coxa e puxou minha perna para cima, encaixando os quadris dele perfeitamente contra os meus. O tecido entre nós estava encharcado.
Eu sentia tudo com uma clareza cruel. O calor. A dureza. O movimento lento e deliberado com que ele esfregava exatamente onde eu mais doía de necessidade.
— Você está encharcada — ele murmurou contra a minha boca, os lábios se roçando sem realmente se tocarem. — Mesmo me odiando… ainda assim se abre para mim.
Eu não consegui responder. Um gemido baixo escapou da minha garganta quando ele pressionou com mais força. Os dedos dele apertaram minha coxa quase com dor. A outra mão soltou meus pulsos apenas para descer e segurar meu pescoço. O polegar pressionou o ponto exato onde a marca deveria ser cravada.
O cheiro dele invadia tudo. Neve. Madeira queimada. Desejo puro e raiva contida. Meire se esfregava descaradamente contra a presença de Trevor, pedindo, clamando, exigindo que ele terminasse o que a lua tinha começado.
Arthur inclinou a cabeça.
Os dentes roçaram a pele sensível do meu pescoço. Não era um beijo. Era uma ameaça. Uma promessa. O calor da boca dele se abriu sobre o pulso da minha veia acelerado e eu senti a ponta dos caninos pressionar com intenção real.
O laço explodiu em fogo dentro do meu peito.
Eu soltei um som quebrado, metade gemido, metade súplica. As unhas cravaram nas costas largas dele. O corpo inteiro tremeu na iminência do que estava prestes a acontecer. A marca. A união. A rendição completa.
Ele ia morder.
Eu senti a intenção com uma clareza aterrorizante. Senti o animal dentro dele finalmente vencendo a razão. Senti o calor dos dentes prontos para romper a pele e me tornar dele de uma vez por todas.
O tempo pareceu desacelerar.
O ar ficou preso nos meus pulmões. O coração bateu tão forte que doía contra as costelas. Meire gritou de antecipação pura. O polegar dele apertou um pouco mais o meu pescoço, posicionando a garganta exatamente como queria. A respiração quente queimava minha pele. Os quadris pressionavam com mais força, a ereção deslizando exatamente no ponto que fazia minhas pernas tremerem sem nenhum controle.
Mais um segundo.
Só mais um segundo e não haveria volta.
Eu fechei os olhos com força, o corpo inteiro tenso, entregue, assustado e faminto ao mesmo tempo, esperando a dor doce dos dentes dele finalmente cravarem na minha carne.
E então tudo parou. Fiquei sem saber se ele iria me marcar ou me matar, tamanha a intencidade do ódio e o desejo que lutavam nos olhos dele.
Capítulo 11 O que ficou na pele Annelise LightmoonA porta dos aposentos dele se fechou atrás de mim com um som seco demais.Eu não corri. Forcei cada passo a ser medido, controlado, exatamente como tinha aprendido a fazer quando ainda era obrigada a atravessar os corredores das Terras Altas com as costas queimando de chicotadas. Os guardas no corredor baixaram o olhar quando passei. Nenhum deles falou. A vigilância já tinha sido dobrada, como ele ordenou. Eu sentia o peso daqueles olhares na minha nuca até a curva do corredor.Só então minhas pernas fraquejaram.Apoiei a mão na parede de pedra fria e fechei os olhos por um segundo. O corpo inteiro ainda tremia. Não de medo. De outra coisa. Uma coisa quente e vergonhosa que latejava entre as minhas pernas e fazia Meire andar em círculos dentro do peito com uma urgência quase dolorosa.O toque dele ainda estava na minha cintura.Eu ainda sentia a marca invisível dos dedos fortes segurando a carne, puxando meu corpo para trás até minh
Capítulo 10 – O cheiro que ficou em mimArthur BlackburnA porta se fechou atrás dela com um baque seco demais.Eu fiquei parado no meio do quarto, a respiração ainda pesada, o corpo ainda tenso, o cheiro dela impregnado em tudo como uma mancha que eu não conseguia limpar. Rosas brancas. Suor. Desejo contido. E por baixo de tudo, aquele maldito reconhecimento que fazia Trevor andar em círculos dentro do meu peito.Eu passei as duas mãos pelo cabelo, puxando os fios com força até doer. Não ajudou.A imagem dela de joelhos no chão ainda estava queimada atrás dos meus olhos. O jeito como o vestido escuro grudava nas coxas. O tremor que passou pelo corpo dela quando eu a puxei para cima. O momento exato em que o cheiro mudou, ficando mais doce, mais aberto, mais traidor. Tinha sentido o laço puxar com uma violência que quase me fez morder ali mesmo.Eu soltei um palavrão baixo e caminhei até a lareira.O fogo ainda queimava, mas não esquentava o suficiente. Eu apoiei as duas mãos na pedra
Capítulo 9 – O peso do olharArthur Blackburn Eu deveria ter continuado andando.Em vez disso, fiquei parado no alto da escadaria de pedra, os braços cruzados, observando a mulher que agora carregava meu nome sujar as mãos com fuligem e água suja. Ela esfregava os caldeirões com a mesma disciplina fria de quem já tinha nascido ajoelhada. Sem reclamar. Sem levantar a voz. Sem me dar o prazer de vê-la quebrar.Trevor não gostava daquilo.O lobo se mexia inquieto cada vez que o cheiro dela, rosas brancas agora misturado com cinzas e suor subia até mim. Eu forcei o animal para baixo com mais força do que o necessário. Não importava o que o instinto gritasse. Aquela mulher ainda carregava o sangue do meu irmão nas mãos, mesmo que eu ainda não tivesse provas concretas o suficiente para arrancar a verdade dela na frente de toda a alcateia.Quando o balde caiu e ela foi ao chão, algo dentro do meu peito puxou com violência.Eu desci os degraus antes de conseguir me impedir.Ela estava de
Capítulo 8 – Cinzas e orgulho Anelise LightmoonEu estava encolhida na cama estreita, coberta com o lençol, usando apenas peça intimas, o vestido branco amassado no canto escuro do quarto. O corpo inteiro doía. Não era só o cansaço da viagem nem as feridas antigas. Era o peso de tudo que tinha acontecido nas últimas horas. O casamento. O laço latejando. A forma como Arthur tinha me olhado antes de sair.Meire permanecia quieta, mas atenta. Como se estivesse esperando.A chave girou do lado de fora. A porta se abriu sem batida. Uma mulher de meia-idade entrou carregando uma bacia de água fria e um vestido simples de tecido grosso e escuro. Ela não me cumprimentou. Apenas deixou as coisas sobre a única cadeira do aposento e falou com a voz sem emoção.— O Alfa mandou você se vestir e descer para a cozinha. Agora.Eu me levantei sem responder. A água gelada cortou a pele quando lavei o rosto. O vestido novo era largo demais nos ombros e curto demais nos braços, feito para alguém que












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