MasukSelena sustentou o olhar dele por um longo momento silencioso, avaliando-o, quase decidindo se ele valia ou não uma resposta.Então se virou para Eli e disse suavemente:— Vamos voltar para o hotel esta noite. Não fique triste, meu amor. Vou garantir que, mais cedo ou mais tarde, eles acreditem que você é filha de Chase Miller.Eli encarou a mãe, hesitante... Então assentiu.— Tudo bem, mãe.Aquela troca apenas irritou Chris ainda mais.— Você não ouviu o que eu disse? — Disparou ele, com a voz afiada.O sorriso de Selena mal se moveu.— Ouvi, mas escolhi ignorar. Você estar presente ou não na nossa reunião não muda nada para mim.Conversar com aquela mulher era suficiente para drenar a paciência de qualquer um.— Muito bem, então. — Disse Selena com leveza, já caminhando em direção à porta. — Vamos nos retirar. Obrigada pela hospitalidade desta noite. Espero que todos comecem a se preparar.Ela fez uma pausa, olhando para trás uma última vez.— Porque, depois disso... Tenh
A pressão na sala de estar parecia sufocante, como se até o ar tivesse parado de respirar.Ninguém ousava se mover. Todos apenas permaneciam ali, tentando processar o que estava acontecendo, enquanto se perguntavam se alguma daquelas coisas poderia realmente ser verdade.Especialmente porque Selena acabou de jogar sobre eles uma verdade tão afiada que parecia ter parado o coração de todos na sala.Os olhos de Althea continuavam fixos na mulher, surpresos e incapazes de aceitar o que tinham acabado de ouvir.— Eu sei que isso é chocante. — Continuou Selena, erguendo um pouco a voz, como se quisesse provocar alguém. Qualquer um. — Mas já está na hora de todos vocês saberem. Não posso guardar esse segredo sozinha para sempre. Além disso, Eli está crescendo. Ela merece conhecer a família do pai, não merece?Chris finalmente deu um passo à frente.— Selena, chega. Esta é uma casa em luto. Você não deveria estar trazendo isso à tona agora.— E de quem é a culpa se vocês não estão pron
A sala atrás dele mergulhou em um silêncio imediato e estranho, como se alguém tivesse sugado todo o ar do ambiente.Todos na sala de estar trocaram olhares atônitos. Althea franziu a testa, confusa. Os olhos de Daven se estreitaram sobre a visitante inesperada. Alguns parentes sussurraram entre si.Selena continuou, com a voz tremendo apenas o suficiente para despertar compaixão.— Não estou aqui para criar problemas. Só quero ser honesta com a família do falecido Chase. Pelo menos... Pelo bem da minha filha.Ela empurrou gentilmente a menina ao seu lado para a frente.— Esta é Eli Miller. Bem, eu deveria ter pedido permissão antes de dar a ela o sobrenome da família de Chase.A respiração de Chris falhou.— Você é... Selena? Eu realmente não me lembro de você.— Imaginei que diria isso.Selena abriu um sorriso paciente e pegou o celular.— Então... Como explica isto?Ela ergueu a tela.Uma foto.Chris, Selena e Chase posavam juntos. Chase tinha o braço ao redor de Selena
— Finalmente! — Alguém gritou, com a voz transbordando satisfação.Alguns outros homens próximos explodiram em risadas triunfantes.O cômodo era escuro e úmido, carregado pelo cheiro de metal enferrujado. No centro, um homem robusto estava sentado, curvado, deslizando o dedo por um celular imundo.Um sorriso lento e satisfeito surgiu em seus lábios ao ler a manchete que anunciava a morte de Kate Callister.— E a primeira porta para a minha vingança se abriu. — Murmurou ele, a voz rouca, mas carregada de vitória. — Ela não era o alvo principal, mas este resultado... Já é satisfatório o bastante.Dois de seus subordinados estavam parados atrás dele.Um deles deu um passo à frente e colocou um envelope grosso sobre a mesa.— Tudo foi resolvido, senhor. O motorista do caminhão recebeu a parte dele. Ele e a família não vão dizer uma palavra. O julgamento saiu exatamente como o senhor queria. E, se saírem da linha, nós os calamos imediatamente.O homem assentiu uma única vez.— Ótim
Enquanto isso, a investigação continuava avançando.Arsen levou pilhas de arquivos grossos para um apartamento de serviço não muito distante do hospital. A pedido de Daven, todas as operações do Grupo Callister haviam sido temporariamente transferidas para lá.Ele só ia ao escritório para assuntos urgentes; caso contrário, um funcionário especial entregava documentos importantes ou organizava reuniões online para que ele pudesse permanecer por perto.Daven se recusava a perder sequer um dia sem saber cada detalhe sobre o estado da mãe.— Estou interrompendo? — Perguntou Arsen, observando cada pessoa na sala com olhos atentos e avaliadores.— Claro que não. — Respondeu Felicia. — Você trouxe os relatórios para Daven, certo? Pode entrar.Felicia se afastou, e Kalina fez o mesmo.Althea havia passado a manhã levando Grace e Josh para a escola. Chris se oferecera para ajudar, mas as crianças claramente queriam a mãe por perto.— Alguma atualização? — Perguntou Daven, pegando os arq
— A mamãe vai ficar bem... Não vai? — Felicia apertava as próprias mãos com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.Mesmo depois de o médico explicar o estado mais recente da mãe, ela não conseguia parar de se preocupar. Não até poder vê-la com os próprios olhos.Kalina pousou uma mão gentil no ombro da irmã. Seu rosto estava igualmente pálido, seus olhos igualmente inquietos. Ninguém na sala de espera VIP conseguia esconder o medo.— O médico disse que ela só precisa passar pela fase crítica. Eles vão encontrar um jeito de trazê-la de volta para nós, Felicia. Você sabe o quanto a mamãe é forte.As irmãs se apoiaram uma na outra, oferecendo o pouco conforto que conseguiam.Do outro lado da sala, Daven estava encostado na parede branca do hospital, parecendo tão destruído quanto se sentia. A cada poucos segundos, ele respirava fundo, os olhos fixos nas portas que haviam se fechado novamente.Althea caminhou lentamente até ele e entrelaçou seus dedos aos dele.— Eu volto







