FAZER LOGINDarius
Eu sabia que ela me puxaria para dentro, e por isso eu mesmo me cortei enquanto ainda era lobo. Sei que exagerei um pouco, mas valeu a pena.
Eu não posso terminar essa viagem sem comer essa fêmea, e não posso força-la a algo que não quer. Então por isso decidi passar a noite aqui, ao lado dela, e encher o quarto com os meus feromônios de lobo. Eu sei que Magdalena está mais atraída, sinto o cheiro doce saindo de seu corpo, e depois dessa noite inteira sentindo meu cheiro é provável que ela ficará disposta para mim em breve.
Senti o movimento dela na cama, e quando Magdalena virou de costas decidi revelar que também estou acordado.
_ Fugindo tão cedo, Magdalena?
Minha voz saiu rouca pelo sono, e pela noite bem dormida que tive, já que o cheiro dessa fêmea consegue acalmar minimamente meu corpo.
_ E-Eu tenho trabalho a fazer... _ Murmurou.
Seu coração está batendo tão forte que consigo escutar com clareza daqui.
_ Hum... _ Me coloquei em pé, exibindo meus músculos.
Ela desviou o olhar e voltou a calçar os sapatos. Magdalena correu par ao banheiro e ficou pouco tempo. Ela saiu de cara limpa, com cheiro de pasta de dentes de humanos. O cheiro mentolado me chamou atenção, fazendo-me ter vontade de ataca-la.
_ O senhor precisa ir. Se alguém o ver aqui posso acabar perdendo o emprego. _ Seu tom saiu preocupado.
Me espreguicei, sentindo meus ossos mais do que relaxados.
_ Ok, Magdalena. Toma aqui... _ Tirei a toalha, e ela quase gritou fechando os olhos. _ ... sua toalha, fêmea tímida.
Meu tom saiu rouco, e quando olhei para baixo vi que meu pau estava muito duro, quase pingando pré gozo. Isso é bom, porque dessa forma o meu cheiro fica ainda mais forte nessa cabana, e afasta os outros machos que sentirem o cheiro.
Ela estendeu a mao, ainda de olhos fechados, e pegou a toalha.
Sai pela porta, e invoquei meu lobo que tomou conta rapidamente. Magdalena saiu na porta, e agora, em forma de lobo, consigo sentir muitos odores diferentes e reparar em muitas coisas.
Meu lobo em pé fica mais alto do que ela, então me aproximei, deixnado que seus olhos cor de mel tentassem matar um pouco da curiosidade.
Coloquei uma pata mais próximo, e esfreguei de leve meu focinho em seu rosto. Ela riu.
_ Nossa, que nariz gelado! _ Disse rindo.
É a primeira vez que a vejo sorrir. Magdalena tem marcas de expressão, uma pele queimada. Parece uma mulher que já viu e viveu muitas coisas ruins, e isso quase me fez rosnar.
Ela deslizou os dedos pelo meu pescoço, praticamente coçando, e minha pata traseira quase cedeu ao chão, de tão gostoso que o carinho é.
Nenhum humano nem outro lobo havia feito esse tipo de carinho em mim, e devo confessar que é bom pra caralho!
Quando meu corpo estava quase mole de tanto prazer ela parou.
_ Vai logo, eu preciso trabalhar! _ Falou e saiu correndo em direção a cabana principal.
Eu quase corri atrás, somente pelo prazer de pular em sua frente para surpreende-la, uma coisa de caça, mas resisti.
Vi Magdanela entrar na cabana, e então comecei a adentrar a floresta. Meu lobo começou a correr rápido, sentindo a terra entrar em nossas patas, sentindo o vendo esvoaçar nosso pelo. A sensação de ser selvagem, livre de qualquer humanidade é muito bom, é libertador.
Assim que parei em frente a minha cabana me transformei de volta.
Tomei um banho longo, vesti somente uma bermuda e chinelos. Peguei meu telefone para verificar se havia algum problema que eu pudesse resolver, mas graças aos céus nada.
Sentei em uma cadeira para relaxar, tentar desopilar um pouco. Porém, não consegui.
O tempo inteiro a risada dela ecoava na minha cabeça, como uma canção chiclete que fica na nossa cabeça as vezes.
Meu lobo começou a rosnar, a uivar dentro da minha mente.
_ Podemos espiar... _ Murmurei, sugerindo para ele.
Tirei a bermuda, ficando mais uma vez nu.
Assim que a transformação ficou completa comecei a farejar o ar, procurando o cheiro dela, e assim que encontrei me coloquei em movimento mais uma vez. Rasgando a floresta, indo contra o vento, sentindo o terreno cada vez menor.
E quando cheguei perto me escondi entre os arbustos, observando sua imagem através de uma janela que tem nessa cabana.
Lá estava ela, limpando essa cabana bem mais afastada que a minha. Seu rosto parecia cansado, Magdalena parecia cansada.
Quando ela terminou de colocar as roupas de cama, ela suspirou, e do nada sorriu.
Ela está sorrindo para alguém? Não sei se gosto dessa ideia...
Ela saiu da cabana, mas parou. Meu lobo rosnou baixo, sentindo o cheiro de outro macho. Mas não é um macho humano, é um shifter.
Ela abaixou a cabeça, cumprimentando, mas o macho passou reto por ela, sem dizer uma única palavra. Porém ele parou na porta, e olhou diretamente para o arbusto que estou escondido. Ele mostrou as presas na hora, e seus cabelos curtos e bem cortados começaram a eriçar, como pelos quando nos arrepiamos.
Sai do arbusto, passo por passo, e Magdalena arregalou os olhos ao me ver.
O macho continuou rosnando, fazendo um barulho estranho, assustando a minha fêmea.
_ Se-Senhor... está tudo bem. Este é o outro hóspede... _ Magdalena tentaa apaziguar.
_ Ele está no meu território! _ Sua voz saiu distorcida, esganiçada demais para um lobo ou um urso.
Todas as características apostam para um felino, e todos sabem que felinos e cães dificilmente se dão bem.
_ Ele já está de saída senhor, pode ficar tranquilo. Ninguém vai lhe incomodar. _ Disse Magdalena, agora com a voz mais firme.
O homem continuou fazendo aquele barulho de gato quando tenta ameaçar, e isso começou a me irritar.
Pensei em ataca-lo, para saber exatamente o tipo de felino, mas senti as mãos macias e gostosas da fêmea que cheira a medo agora.
_ Por favor..._ Ela murmurou, com o coração batendo rápido.
Comecei a empurra-la com o meu focinho, para que ela saísse junto comigo dali.
Felinos não são confiáveis, muito pelo contrário, eles arranham e mordem sem permissão, são insuportáveis quando se trata de algo que eles consideram deles, e a parte que mais me irrita nisso tudo é que são muito mais rápidos do que lobos, escorregadios e difíceis de pegar.
Magdalena começou a andar rápido pela trilha, e conforme domos nos afastando da cabana fui ficando mais tranquilo, mesmo que a minha real vontade seja de voltar e dar uma boa mordida naquele macho.
MagdalenaO último lugar que imaginei encontrar qualquer parente era aqui, em uma alcateia. No lugar cheio de “enviados do demônio” como eles mesmos diziam.Ironicamente, minha mãe estava aqui, vendendo para os seres que ela tanto desprezou. Ter Darius ao meu lado ajudou a tirar o gosto amargo da boca. Ficamos conversando, e achei muito interessante ele conseguir farejar nossa filha.Em determinado momento, senti frio, e Darius me levou novamente para a mansão. Tomei um banho demorado, e quando retornei para o quarto, me surpreendi ao vê-lo ali, sentado na cama me encarando com aquele olhar amarelo._O-O que faz aqui? _ Perguntei sentindo meu coração bater rápido.Darius estava sentado na beira da cama, sem camisa, só com uma calça de moletom preta baixa na cintura. Seus olhos amarelos brilhavam na penumbra do quarto, famintos, possessivos. Ele me olhou de cima a baixo, devagar, como se estivesse me despindo com o olhar._ Vim cuidar de você. _ Respondeu,com a voz rouca e baixa. _Hoje
DariusO cheiro dela ficou imediatamente azedo. A mulher parada a sua frente é uma humana, uma das vendedoras que legumes e verduras que vem para a feira, e que faz parte da nossa folha de pagamento.Meus pelos arrepiaram, e meu lobo começou a arranhar a minha mente.Havia algo muito errado, e quando ela estendeu a mão para tocar Magdalena não consegui conter meus instintos. Minhas presas saíram de uma vez só, enquanto um rosnado alto e zangado saiu da minha garganta ameaçando a mulher que tentou tocar Maggie.Ela deu alguns passos para trás, assustada com a minha ação. Já Magdalena parecia presa em outro mundo, um mundo doloroso e que lhe dava medo._ Magdalena, vamos para casa. _ Murmurei, tocando seus ombros e fazendo com que ela se virasse para mim. _ Hey…_ E-Estou bem… _ Murmurou.Seus olhos estavam carregados de tristeza, e o cheiro da minha filhote no ventre de Magdalena ficou mais forte.É como se a pequena quisesse me dizer alguma coisa, mesmo que na barriga de sua mãe.Come
Magdalena Passei a noite inteira dormindo super bem. A bebê descansou bastante, e eu também.No dia seguinte nos acordamos com toda disposição e fome possível.Fui recepcionada com um banquete, coisa que eu jamais imaginei na minha vida. Darius foi gentil, um verdadeiro cavalheiro. Puxou a cadeira para que eu sentasse, me serviu e me fez comer várias coisas, incluindo coisas com carne.Confesso que o excesso de carne me deixou meio enjoada, mas sei que é necessário para a minha bebê crescer saudável.Darius me convidou para passar em algumas lojas da cidade, e obviamente eu aceitei. Vim preparada para comprar algumas roupinhas para a nossa filha, e decidir o nome dela também.Paramos na primeira loja, que era muito luxuosa e bonita. Escolhi algumas peças,algumas mantas, e notei que a loja não tem nenhum odor, nenhum perfume como estou acostumada a ver em várias lojas no centro em que eu morava.As mulheres visivelmente estavam encarando Darius com adoração. Bem, também como não encar
MagdalenaO dia amanheceu bonito. Ensolarado, com uma brisa levemente fria.Um carro grande e preto já me esperava, então, peguei minha pequena mala e me acomodei no banco traseiro.Ao longo da voyage enjoei um pouco, pedi que parassem na estrada. Tomei um ar e retornei para dentro do veículo.O restante da viagem acabei dormindo, pois tomei um medicamento para enjôo. Porém, acho que exagerei na dose, porque fiquei tão grogue que quando cheguei não acordei, continuei roncando como se não houvesse amanhã.Quando abri meus olhos estava em um quarto, com um perfume conhecido por mim, e antes que eu percebesse a presença dele, a nossa filha já estava fazendo uma festa na minha barriga._ Estava começando a ficar preocupado… _ Disse Darius, enquanto alisava minha barriga._ Exagerei na dose do remédio para enjoo. _ Murmurei._ Quando sentir enjoo precisa tomar chá, não medicação humana. _ Ele agarrou meu braço me colocando sentada._ Foi o médico que autorizou, então vou confiar nele. _ Re
DariusPrecisei me afastar de Magdalena por algumas horas para terminar de encerrar algumas coisas na alcateia.Andei pelas ruas principais, supervisionando tudo com atenção. Dei ordens secas para os lobos que cruzavam meu caminho, ajustei detalhes da segurança e confirmei que a casa que preparei para ela estava perfeita. Amanhã Maggie vem, e eu preciso que ela se sinta em casa desde o primeiro segundo.Minha alcateia é bonita. Realmente é. As casas de madeira escura com detalhes em pedra, as ruas limpas, o centro comercial vivo, as crianças correndo e os lobos treinando no campo aberto. É um lugar próspero, rico e seguro. Qualquer fêmea ficaria feliz em viver aqui.Qualquer fêmea… menos ela, provavelmente, porque Magdalena é uma caixa de surpresas.Parei em frente à grande fonte no centro da praça e suspirei, passando a mão pelo cabelo. Meu lobo andava inquieto dentro de mim desde que saí da casa dela. Ele não queria ter deixado Magdalena sozinha nem por um minuto. E, honestamente, e
MagdalenaEu confesso que fiquei chocada com a mudança de humor de Darius. Ele estava me tratando super bem, estava calmo até demais na floresta, mas depois do meu desmaio repentino ele mudou de gentil para o senhor arrogante e dono do mundo. Fiquei confusa e com vontade de arrancar aqueles dentes bonitos que ele tem.Assim que bati a porta atrás de mim minha barriga roncou. Poucos segundos depois escutei uma batida e abri, pronta para descer a vassoura na cabeça de Darius de novo. Porém paralisei ao ver uma muralha que não era Darius segurando uma sacola branca nas mãos._ É para a senhora… _ Ele estendeu a sacola na minha direção, e depois olhou para a minha barriga. _ … e para o filhote.O gigante sorriu com gentileza, e peguei a sacola de suas mãos. O cheirinho de pães e croissant que subiu fez minha barriga roncar ainda mais, e a bebê chutou de leve._ Nossa, muito obrigado, isso daqui deve estar uma delicia! _ Falei, tentando manter o sorriso no rosto.Ele assentiu e virou as co







