INICIAR SESIÓNCapítulo 116: A Chama Acesa POV: Luna Carvalho O peso do corpo de Gabriel sobre o meu trazia uma sensação de preenchimento que minha pele clamava há meses. A urgência com que ele despia a própria camisa de algodão, expondo o peitoral largo e os músculos tensos da barriga, fez o meu ventre contrair num aperto quente de pura ansiedade. — Você não tem ideia do quanto eu desejei este momento, Carvalho... — Gabriel rosnou contra a minha boca, os olhos verdes pegando fogo na penumbra do quarto. — Então para de falar e me toca, Gabriel — exigi num arfar necessitado, puxando o rosto dele para o meu e envolvendo o seu pescoço com os braços. Ele soltou uma risada baixa e perigosa, descendo os beijos quentes pelo meu queixo, pescoço e tórax. Quando a mão grande dele alcançou a renda do meu sutiã, desabotoando a peça com agilidade, a boca de Gabriel envolveu o bico do meu seio sensível em uma sucção lenta e deliciosa. Um gemido alto escapou da minha garganta, e eu arqueei as costas na ca
Capítulo 116: O Fogo da Espera POV: Gabriel MontenegroSeis semanas haviam se passado desde o nascimento de Helena Arthuria. A rotina na mansão finalmente encontrara um compasso suave: nossa filha dormia blocos de quatro horas no berço, forte e saudável, enquanto dona Helena e Lindalva assumiam com alegria os cuidados do final da tarde. Mas a verdadeira transformação estava diante de mim, a poucos passos da grande cama da nossa suíte.Luna estava de pé em frente à penteadeira, tirando os brincos de pérola após o jantar de comemoração do sucesso da pré-venda do seu livro. Ela usava um vestido de seda preta com alças finas que desenhava as curvas do seu corpo de forma tentadora. A gestação e a maternidade haviam deixado sua pele ainda mais vistosa, com um quadril levemente mais largo e seios fartos que me enlouqueciam a cada olhar discreto.Com a liberação médica confirmada no início da semana, a tensão acumulada de meses de abstinência e perigos velados cobrava o seu preço. Eu n
Capítulo 115: O Próprio NomePOV: Luna CarvalhoO SUV preto de Gabriel parou suavemente em frente ao suntuoso prédio espelhado da editora, no coração da Avenida Paulista. O movimento de pedestres e o ruído do trânsito do meio da tarde contrastavam com o silêncio confortável que mantínhamos dentro do carro. Marcos estacionou na vaga privativa da diretoria, enquanto Camila, que viera no banco do passageiro com a pasta de contratos, virou-se para nós no banco traseiro.— A equipe de imprensa já está reunida na sala de conferências do oitavo andar, Luna — Camila avisou, conferindo o relógio de pulso. — Temos quinze minutos antes do horário marcado.— Nós já subimos, Camila — Gabriel respondeu por mim, mantendo a mão firme entrelaçada à minha sobre o meu joelho. — Quero mostrar uma coisa para a Luna primeiro.Camila assentiu com um sorriso cúmplice, pegou as bolsas e saltou do veículo, deixando-nos a sós no interior do carro blindado.Girei o corpo no banco para encarar meu marido. G
Capítulo 114: Marcas do TempoPOV: Luna CarvalhoA manhã de quinta-feira começou com o movimento prático que há meses não experimentávamos na mansão. Às oito e meia, Camila já estava sentada comigo à mesa do café da manhã, devorando uma fatia de bolo de fubá enquanto espalhava as vias impressas do contrato da editora sobre o jogo de mesa de linho.— Você tem noção do barulho que esse lançamento vai fazer, Luna? — Camila falou com a boca meio cheia, os olhos brilhando por trás dos óculos de armação fina. — A pré-venda entra no ar na próxima segunda-feira. O departamento de marketing já montou o plano de imprensa e eles querem uma entrevista presencial com você na sede da editora às duas da tarde.Ajeitei Helena no colo, trocando o lado da amamentação antes de olhar para as páginas do documento. Ver meu nome impresso no topo do cabeçalho de uma das maiores casas editoriais do país trazia um alívio imenso.— Eu nem sei como agradecer por você ter segurado as pontas do meu projeto no
Capítulo 113: A Força da TerraPOV: Luna CarvalhoO fim de tarde na mansão trazia um tom de dourado suave que atravessava as venezianas da biblioteca, cobrindo as estantes de madeira escura com uma luz quente e serena. Três dias haviam se passado desde a tentativa fracassada de Maurício de arranhar a reputação da holding com a falsa auditoria. Como Gabriel previra, o juiz indeferira o pedido por falta absoluta de provas, condenando a bancada do meu tio-torto por litigância de má-fé e selando, de uma vez por todas, o encerramento daquele pesadelo corporativo.Eu estava sentada no divã de veludo verde, com o notebook apoiado nos joelhos e uma xícara de chá fumegante sobre a mesa lateral. Após semanas focada apenas nas tempestades da família, voltar a olhar para as linhas do meu novo romance trazia uma sensação profunda de reconexão comigo mesma.O som de passos calmos no corredor anunciou a chegada de dona Helena. Minha sogra trazia a pequena Helena no colo, aninhada em uma manta br
Capítulo 112: O Último Golpe do XadrezPOV: Gabriel MontenegroO som do telefone fixo parecia ecoar nas paredes da suíte como o estalo seco de uma ruptura. Mantive o aparelho junto ao ouvido, sentindo o maxilar travar em uma linha rígida enquanto a voz de Felipe continuava do outro lado da linha, denotando a gravidade técnica do que acabara de ser protocolado.— Eles usaram uma brecha obscura na lei de sociedades anônimas, Gabriel — Felipe explicou, com o tom de quem avaliava um estrago milimetricamente calculado. — O Maurício assinou a petição de dissolução parcial de ativos e pedido de auditoria geral dos últimos dez anos antes de cruzar a fronteira. Oficialmente, é uma manobra vexatória e sem fundamento legal sólido, mas o juiz de plantão foi obrigado a acionar o protocolo inicial de verificação contábil devido ao volume de capital envolvido na holding.— Isso é um blefe de desespero — respondi, com a voz grave e gélida que cortava o silêncio do quarto. — O meu tio sabe perfeit







