LOGINVicent acreditava ter encontrado em Rylian exatamente o que procurava: liberdade, desejo e uma relação intensa, sem promessas impossíveis. Mesmo assim, uma parte de seu coração continua presa a Sadie, a mulher que ele deixou para trás quando decidiu se entregar a uma nova forma de viver e sentir prazer. Tudo se complica quando Ellie, sua melhor amiga, retorna à cidade depois de anos vivendo um relacionamento sufocante. Sem ter para onde ir, ela encontra abrigo justamente no apartamento de Vicent e Rylian. O problema é que Ellie não demora a perceber que a atração entre ela e Rylian é perigosa demais para ser ignorada. Entre provocações, desejos reprimidos, ciúmes e sentimentos que nunca foram completamente enterrados, os limites começam a desaparecer. O que parecia apenas uma convivência temporária se transforma em um jogo onde amizade, lealdade e prazer se misturam de uma maneira cada vez mais arriscada. Porque alguns desejos deveriam permanecer escondidos. Mas, quando todos começam a querer aquilo que não deveriam, esconder pode ser impossível.
View MoreO som da cabeceira batendo na parede não era problema nenhum quando os dois estavam juntos e se entregando completamente um ao outro. Era gostoso ao seu modo e delicado quando somente queria testar suas habilidades. Se alguém podia interferir? Claro que podia, o prédio era pequeno, três andares apenas, mas eles não iam ligar para nada que alguém dissesse, ia pegar apenas aquele homem com seus braços e faria seu, assim como o outro ousaria fazer.
— Mais rápido — pediu o loiro, sem saber que pedir aquilo era perigoso, o outro não se importou, levantou as duas pernas do loiro e bombardeou para dentro com força e rapidez do jeito que ele pediu. Ele gemeu. Gemeu rolando sua cabeça de um lado pro outro no colchão — ah...
Entre suspiros e outros, o moreno continuava a meter com força, tudo, até as bolas. Tudo era apertado, e sentir as paredes o imprensar deixava ele maluco, com desejo de foder mais forte e foi o que ele fez, não aguentou mais aquela pressão pequena. Tirou seu pau de dentro dele e o virou na cama, puxou a cintura e não esperou reclamação, enfiou tudo novamente.
— Rylian — ele gritou sentindo seu companheiro não ter mais pena, apenas arremetendo sem parar com força, rapidez, queria prazer também. Começou a se masturbar para tudo acontecer mais rápido, o prazer que recebia era divino, coisa vinda do céu.
Acelerou os movimentos e Rylian também, ele gritou, gemeu, gritou de novo, e Rylian apenas dava suspiros, ofegante. Quando Vicent acelerou os movimentos e ajudou Rylian, os dois gozaram juntos. Rylian gritou dessa vez, sentindo os músculos retesarem. Relaxando, ou embolando todos. Caiu para um lado e Vicent foi junto. Quando estavam deitados, ele tirou seu pau de dentro dele e segurou ficando imóvel no colchão. Tudo isso em uma noite só dava trabalho, e um cansaço que mal podia suportar.
Vicent ficou para o lado do companheiro, abraçou o homem com delicadeza e segurou sua cintura com as pernas. Rylian virou pra ele beijando sua boca com avidez, e afeto, não era amor, e sim desejo, desejo da carne, os dois sabiam e compartilhavam não se importavam apenas fodiam.
— Dessa vez foi muito bom — Vicent disse depois do beijo se ajeitando mais para cima do moreno que não fez nada além de puxar ele pela bunda para beijar de novo sua boca. — Temos que acordar cedo, você tem aula cedo amanhã.
— Odeio a faculdade, queria ainda estar no colegial. — murmurou aceitando beijos pelo pescoço.
— Eu não queria. Fico feliz em fazer direito. — Deitou a cabeça no peito de Rylian e daquele jeito adormeceu.
Logo o dia amanheceu. O primeiro a acordar como sempre foi Vicent olhou para o namorado deitado na cama e teve que beijar sua boca, dar selinhos pelo rosto, e ainda tocar em pau, dando uma leve lambida da cabeça as bolas. Rylian era o homem mais bonito que ele já tinha visto. Tão bonito, que antes de se envolver com ele, teve que terminar seu namoro de três anos. Ele sabia que era anormal, mas ele queria Rylian e conseguiu. Rylian era aquele tipo de homem que provava tudo e guardava para a vida, e quando conheceu Vicent, não achou que em uma noite de bebedeira, iria o deixar pagar um bom boquete e depois o comeria. Foi estranho no começo, mas a cada sexo, as coisas ficavam boas e ele nem sabia por quê. Quando deu por si, estava sendo expulso de casa e indo morar com Vicent, e para seu bem, teve ele o teve em todas as noites que queria, e era bom.
Vicent levantou da cama porque ficar ali deitado com Rylian não era uma boa opção, além de se atrasarem depois, eles f0d4riam durante o dia e depois não teriam mais forças pra nada. Foi no banheiro tomar banho e fazer sua higiene. Voltou pro quarto e Rylian ainda dormia tranquilamente, era cedo ainda, então deixaria o fazer isso. Saiu do quarto depois de vestir uma bermuda qualquer, passou pela sala decorada de azul com quadros de fotos de coisas que Rylian gostava de tirar, era um fotógrafo nas horas vagas, e Vicent adorava.
Foi pra cozinha fazer alguma coisa pra comer, preparou um bolinho de massa e foi pra sala assistir alguma coisa. Vinte minutos depois, seu celular tocou, ele olhou por cima do ombro lá pra mesa perto da janela, olhou ao redor, ele podia deixar tocar a vontade, mas ele precisava saber primeiro quem era. Levantou com raiva e foi até a mesinha, pegou o celular, era de um número que não estava salvo, atendeu mesmo assim.
— Alô?
— Alô, eu falo com o Vicent? — era a voz de uma mulher, e ele olhou pela janela, dali dava para ver quem vinha na direção do prédio, quem chegava ou saia.
— Sim, você fala com ele, e quem é que fala comigo mesmo?
— É a Ellie — disse com vergonha, o loiro arregalou os olhos.
— ELLIE — respirou, respirou, respirou. — Por onde você anda mulher? Que saudades de você, por que ligou agora? Precisa de alguma coisa? Aconteceu algo com ele?
— Aconteceu, Vicent. — agora ele já podia ouvir o choro se formar pela voz dela. — A gente terminou e eu saí da casa dele, tive que passar por uns dias difíceis e voltei pra casa.
— Você tá em Seant? — ele não sabia disso, ela tinha ido embora com o namorado maluco, mas se tinham terminado, ela tinha finalmente voltado, depois de mais de cinco anos, ia ver sua amiga de novo.
— Estou Vicent, e eu preciso da sua ajuda — ele disse que sua ajuda ela tinha. — Eu estou no aeroporto, eu não tenho onde ficar por enquanto. Minha família não me atendeu, e acho que ainda sentem raiva por eu ter ido com ele.
— Ellie, não chora eu vou te ajudar com certeza amiga — falou indo pro quarto. Claro que ele ajudaria Ellie, era sua melhor amiga, apesar de não se falarem há muito tempo. — Eu vou te buscar e você vai ficar comigo até tudo se resolver tudo bem? — Entrou no quarto e viu que Rylian não estava mais na cama.
— Obrigada Vicent, eu não sei o que dizer pra você — chorou mais e ele se desesperou.
— Não chora. Espera-me. Chego aí em vinte minutos — desligou o telefone e virou pra frente do guarda-roupa.
— Aonde você chega em tão poucos minutos assim? — perguntou Rylian saindo do banheiro, só de toalha. Viu? Tinha como resistir aquele homem?
— Vou buscar uma amiga que precisa da minha ajuda. Ela vai ficar com a gente por que não tem pra onde ir, tudo bem?
— Claro. A casa é sua. — se jogou na cama — vou pra faculdade e qualquer coisa me liga se precisar.
— Fala com alguém da minha turma que eu acho que vou faltar hoje — pegou qualquer camisa e vestiu, pegou o celular e foi até Rylian, dando um beijo em sua boca. — Até depois.
Vicent foi buscar a melhor amiga sem imaginar o quanto aquela volta mudaria a rotina dos dois. Ellie não trazia apenas uma mala e um passado difícil: trazia consigo uma tensão capaz de mexer com desejos, limites e sentimentos que até então pareciam bem definidos.
— VICENT — ela correu quando viu o amigo se aproximar, não acreditava que era ele mesmo. Abraçou o loiro com força mostrando que sentiu muita falta daquele homem do seu melhor amigo para a vida toda. Quando terminou o abraço ela chorava demais, ele foi obrigado a tentar fazer ela se acalmar antes de começar a falar o que tinha pra falar — Vicent eu só tenho você agora.
— Ellie o que aconteceu com você todo esse tempo? — perguntou pegando a bolsa pequena que ela trouxe e a mala vermelha. Caminharam para sair da linha de desembarque e sentaram numa mesa de frente pra uma lanchonete no aeroporto — faz mais de quatro anos que você foi embora, por que voltou agora?
Ela estava vermelha de tanto chorar os olhos inchados, sua aparência antes de uma boneca de porcelana, no momento estava acabada, embora ele pudesse ver alguns traços mais jovens que deixavam sua adorada amiga mais bonita do que quando ela foi embora. Vicent não entendia o que tinha se passado pra ela está daquele jeito, se lembrava de muito bem de vê-la sorrindo e dizendo que iria embora daquele lugar com um sorriso no rosto e quando voltasse estaria rindo mais ainda.
— Eu tive problemas com ele — falou de cabeça baixa Vicent pediu um suco de maracujá para os dois pra ver se Ellie ficava calma — pra falar a verdade, a gente sempre teve problemas, mas eu nunca tive coragem de voltar.
— Ellie eu quero que se abra comigo. Sou seu melhor amigo de sempre, o mesmo que deixou pra trás quando foi embora, quero que me conte o que aconteceu com você nesses quatro anos que esteve fora. — Exigiu. Ele tinha que saber mesmo. Iria ajudá-la, colocar ela dentro da sua casa, exigia pelo menos saber onde sua melhor amiga tinha se metido.
— Duas ou três músicas atrás – ele disse e ela levantou levando todas as verduras pra pia de novo e ligou a torneira. — Não gosto de lasanha – ele disse e Ellie virou pra ele desligando a torneira.— É mesmo? Vicent gosta – Rylian levantou uma sobrancelha, sem entender — você não sabia que ele gostava de lasanha? – virou pra pia de novo e pegou as verduras — não acredito que você não saiba do que o seu namorado gosta – abriu a geladeira se abaixando pra guarda as verduras, Rylian entortou seu corpo um pouco pra ver mais do corpo dela, aquelas coxas não podia ser daquele mundo, e aquela bunda? — Quer tirar uma foto?— Quer tirar uma foto?— Hm – ele riu de lado e jogou outra batata dentro da boca voltando a se sentar direito — não, obrigada, mas foi guardada a imagem na minha mente – riu encarando os olhos verdes quando Ellie parou do outro lado da mesa — você sempre usa esses pedaços de pano?— Eu acho que estou há muito tempo sem ir ao shopping Rylian, e quando eu voltei, coloquei as
— Na verdade, todo mundo da faculdade começou a tirar sarro da minha cara, eu tinha sido trocada por um homem. Um homem! – Ellie apertou a mão dela. — Então, no dia seguinte, Rylian sentou comigo e disse que não queria aquilo, que eu não merecia ouvir aquelas bobagens. Eu concordei claro, e ai ele me disse que nunca pensou que gostaria de um homem, mas ele queria ficar com ele, e não era por amor, era por prazer, por ter descoberto algo novo, aquilo o excitava, eu fiquei de boca aberta quando ele me falou que não queria atrapalhar nosso noivado, ele mesmo tinha recusado, mas naquela noite estava tão chapado que quando percebeu estava gozando na cara do Vicent – as duas riram mais uma vez numa vibe de rir para não chorar com toda aquela história. — Ele mudou de horário pra não ficar sendo alvo de piadinhas assim como eu, espancou um garoto quando lhe chamou de gay na sua cara, e ninguém mais mexeu comigo, nem Vicent e muito menos com ele.— Uma historia linda de amor – Sadie fez careta
Ellie despertou depois de dormir por uma noite inteira, seu corpo ainda estava cansado de tudo que tinha acontecido, a viagem de volta e a rapidez com que saiu daquela casa deixando seu ex no passado, levantou da cama olhando pro relógio ao lado da porta e se assustou, os ponteiros indicavam oito e vinte da manha. Aquele seria seu primeiro dia na casa de Vicent e tentaria ser a melhor hospede que ele ia ter na sua vida. Pegou sua escova pra lavar seus dentes e uma toalha pra enxugar seu rosto, saiu do quarto sabendo que Rylian a essa hora estaria na faculdade já que ele estudava pela manhã, passou pela sala vendo Vicent assistir televisão comendo um pedaço de pizza que tinha sobrado da noite anterior.— Bom dia Vicent — ela disse e ele olhou pra trás, cuspiu o suco que tomava — Que foi Vicent, você está bem? — perguntou tampando seus lábios para não rir da expressão exagerada do loiro.— Estou. E como estou — ele a olhou de cima a baixo de novo. Ellie vestia só uma blusa grande que te
Depois do banho ela vestiu sua roupa e saiu do banheiro enxugando seus cabelos, passou pela segunda porta do corredor e estava fechada, mas quando chegou à terceira, seu coração disparou, ali dentro ela viu Rylian tirar a camisa e depois a calça que vestia, caminhou até a janela e pegou alguma coisa que ela não viu. Admirou suas costas largas e sua bunda formosa, ele era muito bonito tanto quanto Vicent, ela deixou um sorriso nascer em seus lábios pensando em várias coisas que poderia fazer. Se repreendeu logo depois, o que ela estava pensando? Em trepar com o namorado do seu melhor amigo? Que estava lhe ajudando mais que qualquer outra pessoa na vida que ela conseguiu transformar em um inferno? Que boa amiga ela era.Trancou-se no quarto pelo resto da tarde. O cansaço da viagem e dos últimos dias pesou de uma vez; quando finalmente adormeceu, foi como se o corpo aproveitasse aquelas poucas horas para baixar a guarda.--Vicent entrou na sala de aula e se sentou em uma das primeiras












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