LOGINO ar no escritório ficou pesado. Ravi apertou as mãos de Malú, sentindo os dedos dela gelados contra os seus, mas quando olhou nos olhos verdes que tanto amava, viu não medo, mas uma determinação de aço que o encheu de orgulho.
— Bem e para onde exatamente você pretende levá-la, mesmo? Ainda não respondeu — Ravi perguntou novamente, com a voz mais áspera do que pretendia. — É realmente seguro? Malú ficará confortável?Gabriel respirou fundo, seus dedos se entrelaçSorrindo e sentindo-se bem melhor, Luna acariciou o rosto de Cristiano, beijou-o com carinho e disse: — Prometo que, se sentir algo estranho, aviso. Mas, para provar que estou bem, te convido a dançar. — Luna… minha princesa, tem certeza? — perguntou ele, ainda preocupado. Sua mãe Diana também preocupada perguntou:— Você tem certeza minha filha que realmente está melhor?Ela sorriu e puxando seu marido disse:— Não se preocupe, mãe realmente me sinto melhor. — Depois olhando para o seu esposo disse: — Vem logo, seu bobo! Você sabe como adoro dançar com você. Além disso, como a Natália disse, esse é só o começo. Nosso pequeno ainda vai nos dar muitos sustos!Cristiano olhou para Miriã e Diana, que sorriram e acenaram em aprovação. Ele então seguiu Luna para a pista, encantado ao vê-la tão radiante, afinal amava ver o quanto ela evoluiu após o tratamento e quanto ela adorava sentir e espalhar sua felicidade a todos como nunca antes. Sim pois agora Luna não temia a felicidade — vi
Muito tempo depois que todos os convidados foram para a pista de dança, Malú conversava animadamente com as mulheres, incluindo Diana, Luna, Miriã e Natália, agradecendo a todas pela decoração maravilhosa que a ajudaram a escolher. À distância, porém, ela sentiu o olhar intenso do marido fixo nela. Seu vestido de noiva, suave e com as costas nuas, parecia hipnotizá-lo, e Ravi a observava com um desejo tão evidente que Malú corou. Ela tentou disfarçar, mas ele, bebendo champanhe, sorriu de modo malicioso ao notar seu constrangimento. Heitor aproximou-se dele e disse, em tom brincalhão: — Irmão, em vez de gravata, devias ter comprado um babador. Se continuar assim, vai manchar esse terno Armani impecável! Ravi riu, tentando manter a compostura: — Está tão óbvio assim, Heitor? — Que és louco pela tua esposa? Quase tão óbvio quanto eu por Natália! Os dois trocaram um sorriso cúmplice, observando as respectivas esposas com admiração. Gabriela, Fernanda e Camila se juntaram
Enquanto isso, dentro do carro, Malú estava tão nervosa quanto Ravi. Seu coração batia acelerado, as mãos suavam, e a ansiedade ameaçava dominá-la. Quando chegou à porta da catedral e ouviu os primeiros acordes da marcha nupcial, sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos — não de medo, mas de gratidão por aquele momento tão sonhado. Antes que pudesse ceder à emoção, Olga sussurrou ao seu lado, segurando-lhe o véu com carinho: — Agora não, querida! Olha a maquiagem! Malú riu entre lágrimas, respirando fundo. O ar carregava o perfume das flores do bouquet, e o sol dourado da tarde banhava a entrada da capela como um sinal de benção. Ela então segurou firmemente as mãos de Eduardo e Breno Ramírez, decidida a entrar com os dois. Eduardo, o homem que ajudara a moldar Ravi no marido amoroso que ele era hoje, e Breno, seu pai biológico, que, mesmo tardio, encontrara redenção. Juntos, simbolizavam o passado e o futuro se unindo em harmonia. Quando finalmente começou a caminhar pelo
Algum tempo depois, com ambos conversando mais tranquilamente, Breno Ramírez, já mais aliviado, mostrou a Malú tudo o que guardara de Sofia: fotos, cartas, lembranças que mantinha com carinho, como se ainda tentasse honrar o amor perdido. Naquele momento, Gabriel entrou no escritório com May no colo. A pequena parecia curiosa com o ambiente novo e, ao ver Malú, estendeu os bracinhos. Breno olhou para a menina e perguntou, sorrindo: — Não me diga que essa é a outra filha de Sofia? Malú sorriu, a expressão refletindo a paz de um coração que finalmente cicatrizava: — Sim, pai. Ela é nossa irmãzinha. Esta é Maila. Breno sorriu com ternura, aproximando-se para fazer afagos em May, que o encarava com olhos brilhantes de curiosidade. Gabriel, intrigado com Malú chamá-lo de "pai", arqueou uma sobrancelha: — Pai? — Sim, Gabriel. Pai… nosso pai. O sorriso de Gabriel alargou-se. Movido pela felicidade do momento, abraçou Malú e Breno ao mesmo tempo. — Nossa, Malú… Não i
Malú não conseguia desviar o olhar de Breno. Mesmo em poucos dias desde que o vira pela última vez, sua aparência parecia ter mudado. Ele estava ainda mais pálido, mais frágil, como se o peso dos anos e da doença tivesse avançado rapidamente sobre ele. Era estranho ver aquele homem, que, segundo Gabriel, fora um dia tão imponente. Mas ela não se deixou comover tão facilmente.Virou-se para Gabriel, séria, a voz carregada de ressentimento.— Ravi jamais teria deixado você me trazer aqui se soubesse para onde estava me levando — afirmou. — Você sabe muito bem que a presença desse homem não me faz bem.Gabriel sustentou o olhar da irmã, mantendo-se firme.— Ouça, Malú… Apenas dê uma oportunidade para ele. Escute-o com atenção. Depois, se quiser julgá-lo, julgue-o como quiser, e se quiser me odiar por isso, tudo bem, terei que aceitar. Mas eu precisava fazer isso, minha irmã, e só entenderá por quê quando o ouvir.Ela permaneceu em silêncio, cerrando os punhos ao lado do corpo, enquanto
Gabriel ainda estava de pé, os olhos estreitados diante das palavras de Breno Ramírez. Sabia que o pai escondia algo importante, mas a resposta demorava, e sua paciência se esgotava. — Por quê? — exigiu, cortante. Ele ecarando o filho tentou falar algo:— Gabriel, preciso primeiro… — Perguntei por quê, senhor Breno Ramírez? — repetiu, a voz carregada de desconfiança. — E não tente me enrolar, não sou um investigador atoa. Conheço mentiras a quilômetros de distância. Se inventar algo, vou saber! Breno suspirou, passando a mão pelo rosto enrugado. Ergueu os olhos para o filho, e um tom melancólico e rouco tomou sua voz: — Você conhece mentiras, Gabriel… mas saberia reconhecer uma verdade se estivesse diante de uma? Gabriel franziu a testa, a raiva dando lugar a uma hesitação fugaz. — Do que está falando, Breno? O homem recostou-se na cadeira de rodas, um suspiro pesado escapando-lhe: — A verdade, filho… Quer mesmo saber? Estou morrendo. Os médicos me deram apenas mais







