Home / Romance / O CEO dominante e a professora / Capítulo 2 Oliver: O ritual

Share

Capítulo 2 Oliver: O ritual

Author: Luara de Lis
last update publish date: 2026-03-06 21:27:47

Meu nome é Oliver Klein Righi, tenho trinta e dois anos e sou herdeiro de uma das maiores empresas bilionárias de varejo de eletrodomésticos do Brasil que pertence ao meu pai, Guilhermo Michael Klein Righi que acabou de se aposentar. Ele vai me passar o cargo de CEO da empresa depois que eu cumprir um certo ritual durante um ano, e não só uma cadeira de acionista como eu tinha anteriormente.

Eu e meu pai, apesar de admirá-lo muito, não nos damos muito bem. Temos nossas divergências. Digamos que eu não concorde com o fato dele insistir na ideia de que eu me case e forme uma família para deixar herdeiros, pois ele adora repetir que ele trabalhou tanto para ter para quem deixar o seu legado.

Além de mim, tem a minha irmã Anne, três anos mais nova que eu e que não se interessa nenhum pouco pelos assuntos da empresa do meu pai. Ele a considera como a sua “princesa rebelde”. Portanto, ele realmente espera que eu tenha filhos e que continue com o negócio da família.

Embora eu goste de trabalhar na empresa e poder administrar o negócio, não acredito no amor nem considero um dia casar-me.

Minha mãe era uma pessoa maravilhosa, uma mulher doce e foi uma mãe incrível, até falecer de câncer uns anos atrás. Eu sei que meu pai a amou muito. Mas eu não acho que eu vá ter esse tipo de sorte. Sabem por quê? Simplesmente, porque acho difícil confiar nas pessoas. Elas se aproximam de mim por causa do meu nome, meu dinheiro, meus status ou minha aparência. Eu cheguei essa conclusão justamente por ter aberto uma brecha e ter confiado uma nas pessoas. Então eu aprendi a lição e depois disso me tornei um cara mais seguro e frio. Agora sou eu quem manipulo as pessoas, e não o oposto, principalmente se o quesito for mulher.

Essa minha atitude fria e dominadora se desenvolveu depois do que ocorreu aos meus vinte e cinco anos. Eu tinha acabado de me formar na faculdade de Economia e já estava trabalhando na empresa do meu pai. Eu continuava com o mesmo grupo de amigos, e mesmo com o as responsabilidades do trabalho eu gostava de sair à noite, principalmente em baladas. E em uma dessas noite, foi que eu conheci a Melissa. Ela era uma garota linda, com um rosto angelical, um corpo escultural e sorriso doce. Começamos a sair e não demorou muito para eu me apaixonar. Com um ano de namoro, noivamos.

Em uma noite dessas nossas saídas com o nosso grupo de amigos, ela estava demorando para voltar do banheiro, então eu resolvi ir atrás dela, quando a flagrei me traindo com um dos meus melhores “amigos” da faculdade, o Bryan. Eles simplesmente estavam transando numa parede próximo ao banheiro, sem nem ao menos se importar que alguém pudesse vê-los. Eles até riram da minha suposta inocência, pois todos do nosso grupo sabiam, menos eu. Ela acabou confessando que na verdade só estava interessada no meu dinheiro e na minha herança, mas gostava mesmo era do Bryan. Então eu dei um soco na cara dele e falei algo pra ela como, “você é uma vagabunda mentirosa” e fui embora. Depois disso, eu e me afastei desse grupo falso de amigos e fiquei isolado por um tempo.

Minha irmã Anne logo percebeu que tinha algo errado comigo. Ela tentava me animar de todas as formas, mas eu negava que houvesse algum problema. Um dia ela me apresentou o seu namorado Carlos, o que já me colocou no modo de irmão superprotetor, mas então ela me contou como o conheceu. Foi então que eu percebi que ele realmente era uma pessoa bacana e acabei me tornando amigo dele.

A minha irmã Anne sempre optou por recusar a ajuda do nosso pai. Ela conseguiu conquistar tudo o que quis por conta própria. Eu sempre a admirei por isso. Ela trabalhou, juntou o seu dinheiro, alugou seu primeiro apartamento e comprou o seu carro popular sem aceitar nenhuma ajuda minha ou a do meu pai. Ela era muito teimosa e queria conseguir tudo por conta própria.

Ela conheceu o Carlos no prédio em que foi morar e isso sem revelar a fama da nossa família rica. Eles acabaram se casando e tiveram meu sobrinho Lucas, que a propósito é o meu xodó e do meu pai, claro. Eu sei que no fundo meu pai tem muito orgulho da Anne. Eles se dão bem, mesmo ela recusando o dinheiro dele. Ela acabou, tendo que revelar a verdade durante o noivado sobre a nossa família para o Carlos e eu me admirei com a reação dele. O Carlos ficou impressionado, mas não se importou com esse fato, demonstrando que a amava de verdade. Só faz piadas sobre isso de vez em quando.

Através da amizade com o Carlos eu fiz outras jogando futebol com ele no clube aos domingos. Pessoas comuns. Além do Carlos, um dos meus melhores amigos é o Daniel, um chefe de cozinha muito talentoso por sinal. Ele trabalha em um ótimo restaurante da cidade. O Daniel sabe que eu tenho mais dinheiro do que aparento, já sacou que sou empresário, mas não sabe realmente qual é a empresa. Deixei claro para o Carlos não contar para ninguém o meu verdadeiro status, então teve essa história de eu ter que trabalhar como gerente em algumas lojas do meu pai, o que veio bem a calhar.

Antes de me tornar CEO, segundo o meu pai, eu teria que passar por um tipo de ritual. Eu teria que trabalhar no chão das lojas juntos com os funcionários, vendo como as coisas funcionavam de perto. Eu não era um babaca arrogante, eu não me importava de ter que fazer isso. Eu sabia que ele conquistou tudo o que tinha com muito trabalho. Pra mim isso seria como um curso de férias.

Eu teria que gerenciar uma loja e depois passaria para outra. Meu pai fez muito isso no início, quando começou a abrir as primeiras lojas. Os funcionários não tinham a menor ideia de quem eu realmente era, apenas o gerente atual. Eu chegava como um substituto e gerente atual entrava em férias de quinze dias. Depois eu fazia um relatório sobre o andamento das vendas e problemas que algumas lojas tinham que melhorar. Eu até me divertia. Eu comecei em uma loja em um shopping pequeno num bairro de classe média da capital paranaense em que eu morava. Meu pai já tinha se mudado para uma de suas fazendas preferidas do interior do Paraná e deixou um CEO interino até eu assumir. Fazia uns quatro dias que eu tinha começado nessa loja, era uma tarde de uma quarta-feira e a loja até que estava movimentada.

Eu estava caminhando pela loja quando observei uma moça entrar e ficar um tempo na seção de fornos elétricos. Como ela estava olhando de um para o outro já fazia algum tempo, ela parecia mesmo interessada, então olhei para os lados, mas não tinha nenhum vendedor disponível. Então eu resolvi ir até ela, pois ela parecia indecisa. Então quando me aproximei, senti um perfume delicioso. Nossa que interesse.

- Posso ajudá-la?

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • O CEO dominante e a professora   Capítulo 204 - Laura e Oliver: O Casamento

    LAURA Eu já estava com tudo preparado para o casamento, faltava apenas uma semana. Eu tinha melhorado a minha relação com meu pai. Isso foi crucial, já que era ele quem iria me levar ao altar. A Gabi estava sendo uma ótima amiga. Minhas irmãs me ajudavam também, mas a Gabi e a Anne sinceramente, tinham mais paciência comigo. Desde que entramos no mês de janeiro eu estava atordoada. Eu não sei como o Oliver ainda me aguentava. Na verdade eu sabia. Quando eu estava muito irritada ele dizia que tinha acabado de receber uma mensagem e precisava resolver uma coisa. Era desculpa. Mas eu deixava ele ir, porque eu sabia que eu tinha passado de algum limite. Depois de algumas horas ele voltava com algum presente pra mim, alguma coisa boba roxa, ou um doce que sabia que eu gostava. Simples assim. O homem era perfeito demais. Daí eu o enchia de beijos e pedia desculpas. Ele sempre me falava que eu não tinha que pedir desculpas de nada e sim, ele que me devia desculpas por ter demorado

  • O CEO dominante e a professora   Capítulo 203 - Oliver: Segurando sua mão

    Eu estava dormindo, mas eu escutei um som de choro que me despertou. Já era de manhã. Eu esfreguei meus olhos para tirar a sonolência restante e me sentei no sofá. - Laura? O que foi? Você está sentindo alguma dor forte? - Então eu me levantei e me aproximei da cama dela. - Eu... me lembrei da gravidez e do que aconteceu depois. - Oh, meu amor... não fique assim... - Eu não resisti e segurei sua mão depois de tanto tempo. Eu achei que ela iria afastar, mas para o meu alívio, ela não fez isso. Então aquela sensação de formigamento e eletricidade reconfortante que eu sentia tanta falta, voltou com força. Acho que ela deve ter sentido também, porque de repente, ela apertou a minha mão um pouco mais forte e fechou os olhos por um momento. - Oh, minha nossa! - Ela disse abrindo os olhos assustada e olhou direto nos meus. - Eu me lembrei de você... - Sério amor? - Sim garotão! Ela dizer meu apelido carinhoso foi o suficiente para me fazer derramar lágrimas e abraçá-la com força. Em

  • O CEO dominante e a professora   Capítulo 202- Laura e Oliver: Algumas lembranças

    LAURA Minha mãe veio depois do almoço me visitar com minhas irmãs. O homem estranho e bonito que dizia ser meu noivo, me deixou à vontade com elas e saiu, dizendo que tinha que resolver umas coisas no seu trabalho. Então elas entraram juntas, pois minha mãe não quis ficar sozinha comigo, alegando que não saberia o que fazer, caso algo acontecesse comigo. Logo que elas entraram, eu tive novos flashes de memória, mas ainda algumas coisas estavam confusas. - Mãe, que bom que você veio me ver. - Claro querida. Como você está se sentindo? - Um pouco dolorida da cirurgia, mas o principal mesmo é essa ausência de lembranças. - Oi mana, você se lembra da gente? - Sim Clara. Minha memória está voltando aos poucos. - Mãe, por que o pai não quis vir? - Eu perguntei, e me lembrei do que o "meu noivo" havia me contado, de que eu não estava falando com meu pai. Então para confirmar o comentário do estranho, eu reparei que as três se olharam. - Seu pai não gosta de hospitais.

  • O CEO dominante e a professora   Capítulo 201 - Oliver: Em branco

    - Laura, você está brincando comigo não é mesmo? - Eu me chamo Laura? Eu não consigo me lembrar. Você pode fazer a gentileza de chamar um médico pra mim? - Ela pediu parecendo bem nervosa. Eu comecei a entrar em pânico Eu apertei o botão para chamar a enfermeira. Ela apareceu em seguida. - Oh que bom. Ela acordou! - Chame a médica agora com urgência, minha noiva está com amnésia. - Oh minha nossa! Vou agora mesmo. Eu queria segurar a sua mão, mas ela olhava pra mim como se eu fosse um total estranho. - Laura você se lembra de alguém da sua família? - Da minha família? Então ela fechou os olhos e tentou se lembrar. - Não... Ninguém. Minha mente está em branco. Ela começou a derramar lágrimas e isso me deixou angustiado. Nesse momento a médica entrou e faz alguns exames nela. - Ela está com amnésia. Acho que foi pode ter sido causada pela sedação que tivemos que replicar devido ao tempo extra que levou a cirurgia por causa da complexidade dos seus miomas. Vou chamar u

  • O CEO dominante e a professora   Capítulo 200 - Laura e Oliver: A cirurgia

    LAURA Chegou o dia da minha cirurgia da retirada dos miomas, a tal Miomectomia tinha a intenção de resolver o meu problema e preservar a minha fertilidade. E esse era o principal objetivo. Minha médica tinha me explicado o procedimento várias vezes, mas, mesmo assim, eu estava nervosa. No meu caso, ela iria usar o vídeo, método chamado videolaparoscopia, em que faria pequenos furos em minha barriga, mas que ela me prometeu que iriam sumir com o tempo. Mas o meu nervosismo não era sobre os pequenos furos na minha barriga. Era se esse procedimento iria garantir que eu conseguiria engravidar e manter a gravidez depois, pois eu via nos olhos do Oliver que ele tinha essa esperança e eu não queria decepcioná-lo novamente. Eu estava no quarto e o Oliver estava comigo esperando eu ser chamada pra cirurgia. - Amor, respira, relaxa. Você está muito nervosa. Você já ouviu a médica dizer que a cirurgia é simples. Você vai ficar bem, vai dar tudo certo. - Eu não estou nervosa, só ansi

  • O CEO dominante e a professora   Capítulo 199 - Oliver: Ótimo negociador

    O Yan perdeu vários clientes depois que circulou a notícia que eu o tinha despedido. Ele teve que mudar de escritório e alugar um local menor em um bairro da cidade com menos prestígio. A Melissa acabou terminando o relacionamento com ele, mas exigiu a pensão do filho que nasceu prematuro com problemas respiratórios. Ela não estava mais morando na casa da dos seus pais. Sua família rica, como fazia parte da elite tradicional na cidade, acabou a expulsando de casa por causa dos boatos. A Melissa teve que alugar um apartamento e viver por conta própria depois que eles descobriram sobre a sua gravidez e como ela tentou me enganar através do processo que fiz contra ela. Sua família estava pagando o seu aluguel apenas, mas ela teve que arranjar um emprego. Isso me fez sorrir. Era sábado de manhã, e eu estava com notebook no colo e a Laura dormia profundamente ao meu lado. Eu estava terminando de ler o relatório enviado pelo meu detetive Elias que continuava trabalhando pra mim fielment

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status