INICIAR SESIÓNEla sempre acreditou que o bem vence no fim. Ele é a prova viva de que o mal também sabe como seduzir. Quando o irmão de Kieza se casa e deixa a cidade, ele pede ao melhor amigo, o homem mais irritante e arrogante que Kieza conhece, para "cuidar dela". O problema? Ele leva essa promessa a sério. Roman não é apenas o tipo de cara que todas as mães mandam evitar; ele é alguém que vive nas sombras, com segredos que podem destruir qualquer um que se aproxime demais. Agora, morando porta a porta, Kieza descobre que há uma linha muito fina entre ódio e desejo... e que, às vezes, o perigo mais irresistível é o que mora ao lado.
Ver másKIEZA JONESOs convidados foram saindo até que eu era uma das poucas pessoas restantes na galeria, incluindo a equipe de limpeza.Roman não estava ali.A constatação me atingiu com mais força do que eu esperava. Depois de tudo o que ele dissera no palco, depois de se expor daquela forma, desaparecer sem uma palavra parecia… errado.—Ei, Kieza.Eu me animei, mas a decepção bateu em mim um segundo depois, quando vi quem era o orador.—Ei, Cunt. — Eu fixei outro sorriso no meu rosto. — Pensei que tinha ido embora.—Nah. Parece que sou um retardatário, assim como você. —Seus olhos azuis brilharam. — Quer comer alguma coisa? Não consegui comer nada a noite toda. Nervosismo — ele explicou.—Eu também senti isso.—Nervosismo? Vamos lá, você vendeu sua coleção inteira. Isso é incrível! Inédito na história do Harvard World Youth Visual Arts. — Cunt me abraçou. — Devíamos celebrar. Talvez com um jantar adequado e bebidas? Não precisa ser esta noite se você estiver muito cansada. —
KIEZA JONESA bolsa terminou com uma grande exposição com a presença de pessoas que agitam o mundo da arte de Cambridge (MA). O evento aconteceu no MIT List Visual Arts Center, e cada colega tinha a sua própria secção dentro da galeria pop‑up, organizada como um organismo vivo: corredores pulsando, salas que respiravam luz e vozes, obras dialogando umas com as outras.Foi emocionante, estressante e totalmente surreal.Encarei a minha pequena fatia do céu enquanto pessoas elegantemente vestidas passavam, paravam, recuavam um passo, inclinavam a cabeça. Observavam cada peça com atenção clínica e, eu esperava, com admiração.Eu cresci muito como pintora no último ano. Ainda havia muito a aprender, mas, pela primeira vez, senti orgulho genuíno do meu trabalho. A minha especialização orbitava o mesmo território de Jenny Saville: o corpo humano em larga escala, a carne como território emocional, a beleza encontrada naquilo que costuma ser considerado excessivo ou imperfeito. No entanto,
KIEZA JONESRoman cumpriu sua promessa — ou ameaça — de aparecer todos os dias. Todo. Santo. Dia. Ele estava lá pela manhã, quando eu saía apressada com a bolsa no ombro, geralmente segurando um latte de chocolate quente e um pequeno saco de papel com rolos de canela de veludo vermelho cobertos por cream cheese, comprados sempre no mesmo café da esquina. Não eram extravagantes; eram exatamente os meus favoritos. O tipo de detalhe que doía mais do que qualquer joia. Ele também estava lá no fim da tarde, esperando para me levar para casa depois dos workshops. E, quando eu estava acompanhada ou explorando Cambridge nos fins de semana, Roman se tornava mais discreto. Não chamava atenção, não se impunha — mas eu o sentia. Como uma pressão constante no ar. Como se o espaço soubesse que ele estava ali, mesmo quando meus olhos não o encontravam.Nunca pensei que Roman Mikhailov se tornaria meu perseguidor, mas lá estávamos nós.Além disso, os presentes chegavam todos os dias. De barco.N
KIEZA JONES Eu amei Cambridge. Amei o ritmo apressado misturado à calma acadêmica, as bicicletas cruzando as ruas estreitas, o cheiro de café escapando das cafeterias lotadas de estudantes, os prédios de tijolos antigos convivendo com ateliês improvisados e salas de aula cheias de história. Acima de tudo, amei o que Cambridge representava: um recomeço real. Aqui, ninguém sabia quem eu era. Ninguém conhecia minhas quedas, minhas escolhas erradas ou o homem que quase me partiu ao meio. Eu podia ser apenas Kieza — artista, estudante, alguém tentando se reconstruir. E, aos poucos, a centelha criativa que eu tinha perdido nas semanas sombrias depois de Somerville começou a voltar. Não de uma vez, mas em pequenos lampejos: numa pincelada mais ousada, num traço menos contido, numa cor que eu finalmente me permitia usar. Mudar-me para uma cidade onde eu não tinha absolutamente nenhuma conexão foi assustador. Ainda assim, os colegas e instrutores do programa Harvard World Youth Visu












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