FAZER LOGINComo uma idiota, acreditei em cada palavra dele. De certa forma, realmente havia sido o melhor sexo oral que eu já recebera — afinal, aquele tinha sido o primeiro da minha vida.
Eu não tinha com o que comparar, muito menos alguém com quem conversar sobre o assunto. Sabia que Samantha não confiava em Lucca e não queria criar mais conflitos entre nós por causa dele.
Depois daquele dia, nossa relação esquentou de vez. As carícias ficaram mais intensas, os encontros mais frequentes, até que, em uma noite, finalmente transamos no quarto dele.
A partir dali, tudo pareceu evoluir entre nós.
Na minha cabeça, eu estava vivendo uma história de amor arrebatadora. Já não tinha dúvidas de que queria passar o resto da vida ao lado de Lucca.
Mas, para ele, as coisas eram bem diferentes.
Estar comigo tinha suas vantagens. Nada além disso.
Quando minha menstruação atrasou, o desespero tomou conta de mim.
Não conseguia acreditar que tinha sido tão irresponsável a ponto de não me prevenir.
Samantha percebeu meu choro. Bateu à porta do meu quarto e, como não recebeu resposta, entrou mesmo assim.
— O que aconteceu, Alice? O que aquele idiota aprontou agora?
— Não foi ele, Sammy... Eu fui a burra dessa história.
Ela franziu a testa, sem entender.
— Então me conta o que aconteceu para eu decidir se você realmente foi a culpada.
Respirei fundo antes de confessar.
— Minha menstruação está atrasada há dez dias... Eu... eu posso estar grávida.
— Você já fez um teste?
Neguei apenas com um movimento de cabeça.
— Então pare de sofrer por antecipação. Vamos à farmácia. Você só vai saber a verdade depois de confirmar. E, além disso, você não vai carregar essa culpa sozinha. Para fazer um filho são necessárias duas pessoas.
Compramos vários testes — Samantha insistiu que apenas um não era suficiente — e voltamos para o apartamento.
Ela permaneceu ao meu lado durante todo o processo. Inclusive quando os sete testes deram positivo.
As lágrimas escorreram pelo meu rosto enquanto ela me envolvia em um abraço apertado, repetindo que tudo ficaria bem, que aquilo não era o fim do mundo... muito menos da minha vida.
— Apesar de achar que o Lucca é um completo cuzão, você precisa contar a ele, Alice. Essa criança também é responsabilidade dele.
— E se ele não quiser esse bebê, Sammy?
Ela segurou meu rosto com delicadeza.
— Então manda aquele imbecil se foder, e nós duas damos um jeito. Tenho certeza de que seus pais também não vão abandonar você. Você não está sozinha.
Respirei fundo.
Precisava encontrar coragem.
Samantha tinha razão.
Eu ouviria um sermão enorme dos meus pais, mas nunca me virariam as costas. E sabia que minha melhor amiga caminharia ao meu lado, acontecesse o que acontecesse.
No dia seguinte, fui até o apartamento de Lucca. Um dos colegas dele abriu a porta e disse que ele estava no quarto.
Eu só não imaginava que, ao entrar, encontraria meu namorado enterrando o pau em outra garota.
Justamente naquela que fazia questão de debochar de mim sempre que podia.
— Fecha a porta, sua vadia! — ela gritou.
Pisquei várias vezes, incapaz de acreditar no que estava vendo. Meu cérebro demorou alguns segundos para processar tudo.
Então fiz exatamente o que ela mandou.
Fechei a porta.
Sem dizer uma única palavra.
Parei no corredor e esperei. Um minuto. Dois. Cinco.
Lucca não saiu do quarto.
Apenas dei as costas e fui embora.
Naquele momento, “burra” parecia uma palavra pequena demais para me definir.
Mas descobrir que estava grávida daquele idiota ainda não foi a pior parte da nossa história.
Todos os nossos momentos íntimos haviam sido filmados. Desde o sexo oral no sofá até a noite em que perdi a virgindade no quarto dele.
Eu tinha sido gravada sem desconfiar de absolutamente nada.
E sabe no que isso resultou?
Um vídeo.
Uma gravação que rapidamente circulou por toda a universidade.
Claro que o rosto dele não aparecia. Só o meu. Gemendo como se fosse uma vadia.
Nunca me senti tão humilhada.
E a ficha só caiu de verdade quando vi Lucca abraçado à mesma garota com quem ele estava transando no dia anterior.
Os dois riam. Riam de mim.
Samantha também recebeu o vídeo. Assim que viu, correu para o meu prédio. Ela me encontrou parada na escadaria, completamente imóvel, olhando para Lucca sem conseguir reagir.
— Você contou para ele? — perguntou.
Neguei.
Ela deu um passo em direção a ele, mas a segurei pelo braço.
— Não quero que ele saiba.
As lágrimas tornaram a escorrer pelo meu rosto.
— Ele não merece saber.
Samantha apenas assentiu. Entendeu o meu pedido. Mas isso não significava que deixaria Lucca sair impune.
Ela caminhou até ele sem hesitar.
— Sabe de uma coisa, Lucca? Isso não me surpreende nem um pouco. Eu sempre soube que você era um canalha. Tudo o que fez só confirmou o quanto consegue ser desprezível.
Ela o encarava sem demonstrar o menor receio.
— Nem precisava ter desfocado seu rosto no vídeo. Todo mundo sabe que é você. Afinal, minha amiga não costuma ser como uma cadela no cio, diferente das garotas com quem convive.
Lucca deu de ombros.
— E daí?
Samantha sorriu, mas não havia qualquer traço de humor naquele sorriso.
— Daí que você foi burro o suficiente para achar que isso ficaria sem consequências. Talvez tenha confundido a vida real com um romance de livro de ficção.
Ela deu mais um passo.
— Mas se enganou. Aqui fora existem leis, Lucca. E, por coincidência, a melhor amiga da garota que você resolveu destruir é a melhor aluna de Direito desta universidade.
Ele riu.
— Você não consegue provar que sou eu naquele vídeo, sua idiota.
— O único idiota aqui é você.
Ela cruzou os braços.
— Você realmente acredita que só os seus amigos entendem de tecnologia?
Nesse instante, o celular de Samantha vibrou, anunciando a chegada de uma nova mensagem.
Ela olhou para a tela e abriu um sorriso satisfeito.
— Que timing perfeito...
Ergueu o celular na direção dele..
— Deixa eu te mostrar o vídeo que um amigo meu acabou de enviar.
Ainda fixando meu olhar nele, coloquei-o quase que completamente na minha boca. Ao retirá-lo, deslizei minha língua por toda a extensão. Hugo entreabriu os lábios, como se buscasse um pouco mais de ar. Repeti o movimento, sugando-o lentamente, usando minha mão para complementar o vaivém dentro da minha boca.Escutei sua respiração acelerar um pouco, aproveitei para intensificar a velocidade dos meus movimentos. Percebi seus olhos se fechando, indicando que ele estava se entregando ao momento. Era exatamente o que eu desejava: que ele se perdesse em minha boca.Após um momento, ele segurou minha cabeça com uma das mãos e, basicamente, começou a mover-se em minha boca de forma selvagem, entregando-se completamente àqueles movimentos.Recebi-o com todo o prazer, o que só aumentava minha excitação. Quando ele não suportou mais conter seu êxtase, ouvi seus gemidos intensos enquanto depositava em minha boca todo o seu prazer.Ele me lançou um olhar ainda mais selvagem, ajudando-me a levantar
Quando a hora de andar até o altar chegou, eu estava totalmente nervosa e emocionada. A música começou a tocar, e comecei a ser conduzida pelo meu pai, com Melissa e Luan logo à nossa frente. Mais adiante, avistei meu noivo, completamente lindo e emocionado também.Durante o meu percurso até ele, vi muitos rostos por mim conhecidos, e me surpreendi com a quantidade de pessoas que compareceram ao nosso casamento. Quando enfim cheguei até Hugo, tentava ao máximo segurar as lágrimas, mas parecia algo impossível.O celebrante deu início falando sobre a importância do amor. Uma parte do que ele disse realmente me marcou. “O amor é um dos sentimentos mais poderosos que existem. Ele pode transformar vidas, tanto a de quem ama quanto a de quem é amado”.Acreditava que foi exatamente isso que aconteceu comigo e com Hugo. O amor nos transformou, mesmo quando não estávamos procurando por ele e não queríamos nenhuma mudança em nossas vidas. No entanto, não é um sentimento que depende da gente. Ele
Um ano havia se passado desde aquele dia em que Hugo e eu decidimos que estaríamos juntos para sempre. Muito aconteceu nesse tempo, mas a verdade é que cada dia ao lado dele foi uma reafirmação do nosso amor. A vida havia assumido um ritmo intenso, mas também incrivelmente satisfatório.Lembram daquela pulseira que Melissa havia me presenteado? Pois bem, ela recebeu mais alguns pingentes, que, segundo Hugo, eram importantes ter: um lindo menino, um bolo que fazia referência ao pedido dele e um anel que simbolizava o meu sim.Estávamos de fato construindo nossa família. Ravi crescia a cada dia mais parecido com o pai, tanto na aparência quanto nas manias. Enquanto Melissa era uma cópia perfeita minha. Lucca e Hugo também haviam se entendido e superado o passado. Afinal, ambos estavam presentes na vida de minha filha.Na escola, continuava sendo a tia mais disputada por todos os alunos. Como já havia mencionado anteriormente, não ensinava apenas por necessidade. Ensinava porque amava o q
HUGO CASTROObservei, de longe, que assim que me afastei de Alice, Enrico se aproximou dela. Um sentimento de ciúme me tomou por completo, mas fiz o possível para controlar. Sabia que não tinha o direito de cobrar qualquer coisa deles.Enquanto brincava com Luan e Mel ali perto, minha atenção estava dividida. Vez ou outra, meus olhos buscavam por eles, conversando um pouco mais afastados de todos os outros. Eu tentava me concentrar nas crianças, rindo e me divertindo com eles, mas a verdade era que a visão de Alice e Enrico juntos me incomodava mais do que eu gostaria de admitir.Mesmo à distância, conseguia perceber a calma na postura dele, a maneira como falava com Alice. Isso me roía por dentro, o fato de saber que Enrico esteve ao lado dela durante todos os momentos difíceis que ela enfrentou — momentos em que eu deveria ter estado aqui, mas não estava.Quando finalmente vi Enrico se afastar, uma pontada de alívio percorreu meu peito. Aproveitei a oportunidade e fui até Alice, dete
Assenti, acompanhando-o até um canto mais tranquilo da piscina. No entanto, também pude notar que Hugo, apesar de continuar brincando com Mel e Luan, nos observava discretamente.— Eu… estou feliz por vocês, de verdade. — Enrico começou, me olhando nos olhos com uma gentileza que fez meu coração se apertar. — Sei o quanto tudo isso foi difícil para você, e é bom ver que finalmente vocês se entenderam.Eu abri a boca para dizer algo, mas ele levantou a mão, me pedindo silenciosamente para deixar que ele continuasse.— Desde o começo, eu sabia que você e Hugo tinham uma história especial. Eu nunca me iludi, achando que seria fácil competir com isso. — Ele fez uma pausa, respirando fundo. — Mesmo assim, eu nunca perdi a esperança, porque você é uma mulher incrível, e a ideia de poder construir algo com você… bem, foi o suficiente para eu tentar.Enrico sorriu, um sorriso melancólico, mas sem amargura. Era o sorriso de alguém que havia feito as pazes com a realidade.— Mas a verdade é que
Olhei para ele, tentando conter as emoções. Lutando contra meus próprios sentimentos, tentando me proteger, e parecia que isso só fazia ele ter ainda mais determinação para tentar consertar as coisas.— Eu não estava lá quando você mais precisou de mim. — Ele continuou, sua voz carregada de culpa. — Eu deveria ter lutado por nós, ter confiado em você, em vez de me deixar levar pelas mentiras e pelas manipulações. Deveria ter ficado ao seu lado, como prometi. Mas fui um covarde, Alice, e sinto muito por cada lágrima que você derramou por minha causa.Senti meus olhos se encherem de lágrimas, mas me recusei a deixá-las cair. Não podia ceder tão facilmente, não depois de tudo o que havia passado sozinha. Mas, ao mesmo tempo, cada palavra dele atingia meu coração com força.— Sei que não posso apagar o que aconteceu. — Ele disse, aproximando-se ainda mais. — Mas quero passar o resto da minha vida fazendo o que for preciso para consertar isso. Para mostrar a você que ainda sou o homem que







