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Capítulo 7

ผู้เขียน: Shirley
Demorou até a véspera do meu aniversário para que Aiden, num piscar de olhos voltasse correndo e montasse um banquete de aniversário esplêndido para mim.

Quando desci as escadas em meu vestido, ele estava me esperando ao pé da escadaria.

Lancei-lhe um olhar, com uma expressão excepcionalmente calma, calma demais.

Ao me ver naquele estado, as esperanças de Aiden se desfizeram num instante.

Em sua memória, eu sempre fora vibrante e intensa, não essa boneca pálida e sem vida, com olhos vazios.

— Elara... — Ele avançou a passos largos, querendo me abraçar. — Por que você está tão pálida? Não está se sentindo bem?

Afastei-me de suas mãos estendidas.

— Não me toque.

Minha voz estava rouca e deliberadamente distante.

— Minha loba tem estado instável ultimamente. O sofrimento dela pode afetar você, e eu não quero nenhum imprevisto antes da coroação.

As mãos de Aiden congelaram no ar, e ele as puxou de volta, sem jeito.

— Tudo bem, então você deveria descansar. O banquete de hoje vai acabar logo, eu prometo.

Mas durante todo o banquete, eu me senti como uma estranha, observando enquanto Aiden celebrava meu aniversário como nos anos anteriores, declarando publicamente seu amor profundo por mim.

O grande final era, como sempre, o presente de aniversário.

Todos os anos, ele preparava um presente único e elaborado para mim.

Desta vez, era um colar que ele havia implorado ao rei Alfa, uma relíquia real chamada "Lágrima da Deusa da Lua", um artefato inestimável.

A lenda dizia que ele poderia proteger seu portador de todo o mal pela eternidade.

Um coro de suspiros ecoou pelo salão. Era um tesouro que até a família real prezava.

Mas abaixei os olhos para esconder o brilho sarcástico neles, recusando o colar que Aiden me oferecia.

— Peça para alguém guardá-lo para mim. — Disse friamente.

— Estou cansada. Quero voltar e descansar.

Um lampejo de decepção cruzou os olhos de Aiden, mas ele ainda foi atencioso o suficiente para pedir que alguém guardasse o colar e me acompanhar pessoalmente até o carro.

Quando a porta do carro estava prestes a se fechar, o telefone dele tocou.

Ele olhou para a tela, e sua expressão mudou.

— Elara, me desculpe. — Ele se inclinou, com o rosto cheio de desculpas do lado de fora da janela.

— Há uma situação repentina na fronteira que preciso resolver. Volte sem mim. Eu vou logo atrás de você, tudo bem?

Não expus sua mentira, apenas assenti.

Somente depois de obter minha permissão, ele beijou minha testa e se virou para ir embora.

Sinalizei para o motorista seguir.

O carro mal havia deixado a propriedade quando a conexão mental de Cassia ativou, pontualmente.

[A verdadeira sucessão não é algo que qualquer um pode presenciar. Quer saber para onde seu Alfa realmente foi? Siga-me. Venha ao local mais sagrado da família de Aiden.]

Apenas os Alfas e Lunas de cada geração tinham permissão para entrar naquele lugar proibido.

Permaneci em silêncio por um longo tempo antes de finalmente dizer ao motorista para dar meia-volta e seguir o carro de Aiden.

A noite estava profunda, e a barreira na entrada do local sagrado estava surpreendentemente aberta.

Como uma intrusa, caminhei passo a passo para dentro da caverna sagrada que eu só havia podido contemplar de longe durante grandes cerimônias.

Olhei para cima e, ao ver a cena lá dentro, congelei no lugar.

Na parte mais profunda da caverna, diante da enorme pedra ancestral suavemente iluminada pela luz da lua.

Não eram apenas Aiden e Cassia.

Os pais de Aiden estavam lá, junto com alguns dos anciãos mais poderosos da alcateia.

A razão me dizia para correr, mas meus pés pareciam enraizados no chão.

Vi Cassia, vestida com um manto branco puro, ajoelhada como uma santa diante da pedra ancestral. Sua mão repousava sobre a barriga inchada, um sorriso triunfante em seu rosto.

E a mãe de Aiden, a antiga Luna que sempre fora tão gentil comigo, agora olhava para Cassia com uma expressão amorosa.

— Boa criança.

Ela tirou um fragmento da pedra lunar, uma relíquia de Luna da Alcateia Lua Negra, e o colocou na palma de Cassia.

— Embora seu sangue seja comum, você carrega o primogênito de Aiden.

A voz da velha Luna ecoou pela vasta caverna, cada palavra como um golpe de martelo contra a minha alma.

— Desde que essa criança nasça em segurança e seja um Alfa saudável... em meu coração, você também será nossa Luna.

Os anciãos ao redor assentiram em concordância, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.

Aiden estava de lado. Suas sobrancelhas estavam franzidas em algo que parecia um conflito interno, mas ele não se opôs.

Naquele instante, meu mundo desabou completamente.

Então Cassia havia conquistado a aprovação de toda a família apenas por estar grávida antes de mim?

Desde que alguém pudesse gerar um herdeiro Alfa, até mesmo uma renegada poderia ser elevada a um status divino.

Parecia que o chamado amor verdadeiro e os votos não valiam absolutamente nada.

Não consegui suportar ouvir mais nada. Meus punhos cerrados relaxaram de repente e, sem fazer barulho, virei-me e fui embora.

Caminhei cada vez mais rápido, como se um demônio estivesse me perseguindo.

Meus sentidos normalmente aguçados não conseguiram perceber a impureza da magia sombria impregnando o ar sagrado.

Minha caminhada virou uma corrida. Corri cada vez mais rápido, até tropeçar e cair.

Em um instante, um relâmpago rasgou o céu, seguido por uma chuva torrencial que varreu tudo, desfocando o mundo em uma névoa.

Mas eu não conseguia sentir o frio.

Porque meu coração já não batia mais.
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