Share

6

last update Tanggal publikasi: 2021-12-24 03:34:12

Flávia

Meia hora de evento…

A música eletrônica dita os passos firmes e, simultaneamente, graciosos das modelos, que exibem os novos passos da moda. Há uma onda gigante de flashes, inundando a todos no evento e eu só consigo pensar que em algumas horas estarei dentro da Voguel, com um belo par de olhos azuis anis e nem sei se tiro uma lasquinha dele, ou se ele tirará de mim… Ou se alguém fará isso por mim. Pai do céu, e se eu não gostar da troca? Sou desperta por um burburinho agitado no meio da multidão e olho imediatamente para o alto do palco. Agnes… Entro em pânico quando a vejo caída ao chão de madeira branca, lustrosa e imediatamente passo um rádio para os seguranças, seguindo apressada para o palco.

— Ponham ela aqui — peço, apontando para o sofá que fica por trás das cortinas. — Wall, continue com o evento, eu cuido da Agnes — peço para a assistente de palco. Ela me mataria se soubesse que não levaram o evento adiante.

— Ok.

***

— Senhorita Agnes Ferraço — O médico diz, enquanto olha alguns papéis em suas mãos. Por um segundo ele olha de mim para a minha amiga e volta para os papéis. — Vejo que tem um problema com sua alimentação.

— Como assim? — perguntamos juntas.

— Suas taxas estão baixas demais — fala de um modo completamente profissional. Agnes sorri, ela parece aliviada.

— Então está me dizendo que não tenho nenhum problema? Quer dizer, uma anemia não é nada de mais, certo? — O médico suspira, eu suspiro e ambos a encaramos.

— A coisa é bem mais séria do isso, senhorita. Está propensa a ter um diabetes, a glicemia está baixa além do normal, sem falar no seu colesterol. O que anda comendo? — Agnes dá de ombros.

— Não sei, o que der. Sou uma pessoa bastante ocupada, doutor Prado. Não tenho tempo para avaliar minhas refeições! — resmunga. O médico larga os papéis em cima da cama de hospital e encara sua paciente seriamente.

— Tenho uma coisa para lhe dizer, senhorita Ferraço. Se continuar dessa forma, acho melhor comprar logo o seu caixão.

— O meu o quê? — Ela quase grita a pergunta.

— Do jeito que está indo, pode ter um infarto a qualquer momento. Então, se não quiser correr esse risco, sugiro que arrume "tempo" para uma boa alimentação. — Noto um pouco de rispidez em sua resposta, mas está valendo. Agnes realmente precisa cair na real.

— Viu o que ele disse? — Ela pergunta em um tom irritado, me olhando. Dou de ombros.

— Você mereceu! — retruco e ela me lança um olhar possesso.

— Não vem não, Flávia, eu não preciso ouvir isso de você também!

— Então não pergunta!

— E agora? — indaga

— Agora, penso que vamos para casa. — A mulher solta um suspiro audível, pulando imediatamente da cama.

— Ainda bem, odeio hospitais! — resmunga, colocando seus sapatos. Rolo os olhos com impaciência.

***

 — E a chefa, não quis vir? — Ana pergunta assim que entro no carro. Bufo de modo audível. É claro que não! Definitivamente Agnes parou de viver, no instante em Adam terminou com ela e isso já tem o quê, quase cinco anos? Meu Deus, o mundo não acabou não garota! Mas, fazer o que, né? A mulher está irredutível.

— Nem a chamo mais — retruco com um tom sério. Eu realmente queria tirá-la de dentro desse mundinho só dela e trazê-la de volta a realidade nua e crua, mas desde que o casamento acabou, tudo se resume ao trabalho. Agnes é uma mulher jovem e muito bonita e ela merece uma segunda chance na vida. Se não for ao amor, que seja com uma boa trepada casual. O carro para em frente a uma danceteria muito conhecida por mim. Não, não é a Voguel e não, definitivamente o encontro não rolou, e não sei dizer se digo; “Obrigada Deus!” ou se lamento para o resto da minha vida. Vai que eu goste do movimento. Ana paga o táxi e nós seguimos imediatamente para dentro do prédio. O lugar está super lotado e não vejo uma mesa disponível para nós duas.

— Eu me contento com um banquinho no bar e você? — Ana pergunta, olhando minuciosamente em todas as direções.

— Por mim tudo bem, não vim assistir nada de camarote mesmo. Quero é encontrar um nego lindo, me esfregar nele a noite toda, beber o meu drink e dançar até as pernas ficarem bambas. — Ana abre um largo sorriso.

— Sei como as suas pernas vão ficar bambas — comenta, cheia de insinuações. Pisco um olho e estalo a língua, abrindo um sorriso presunçoso.

— Você me conhece.

Uma hora depois de esquentar o banco perto do balcão, decido ir dançar. A música do momento é eletrizante e ela é tudo o que eu preciso para me soltar. Qual é, é sábado à noite e eu quero beber e curtir cada minuto!  Enquanto jogo os meus braços para cima e mexo o meu corpo, deixo as ondas sonoras me levarem para onde elas quiserem. Vocês não fazem ideia de para onde elas me levaram. Um esbarrão forte me jogou para frente e automaticamente um braço musculoso alcançou a minha cintura, me impedindo que eu quebrasse a cara no chão, no meio da multidão. Ele me virou de frente e eu encarei a barba cheia e bem feita, e um par de olhos escuros me encararam com diversão. Suspirei. Sério, eu precisei suspirar.

— Adonis? — digo, recuperando os meus sentidos. Tá! Vocês devem estar pensando, é uma vadia mesmo! Mas, caiam nos braços de Adonis para vocês verem. Quero só ver se não vão ficar amolecidas como eu fiquei. Não, vocês precisam sentir a pegada desse homem.

— Está me seguindo, dona Flávia? — pergunta com tom de brincadeira. Sorrio. Só queria.

— Oi! Pra você também! E não, estou aqui para me divertir.

— Adonis, encontrei uma mesa — Alguém grita atrás dele. Adonis se afasta para falar com seu amigo, me dando uma bela visão do moreno, de porte atlético e com um olhar negro, dominador. Olho de um para o outro. Deus do céu, os anjos da guerrilha desceram até aqui, só para mostrarem o quão gostosos eles são?! O que há com o Adonis, resolveu pegar todos os amigos delícias do mundo só para ele?! Eu hein, vai ser lindo, delicioso e gostoso assim lá no inferno! Resmungo internamente. Sinto as mãos do Adonis abandonar a minha cintura e fazer um gesto para o amigo, que me olha rapidamente e faz um gesto sutil com a cabeça, se afastando.

— Preciso ir maluquinha, está sozinha? — Faço não com a cabeça.

— Estou com uma amiga. — Ele sorri. Faz isso não Deus grego! Suplico internamente.

— Porque você e sua amiga não vem para nossa mesa? Tem um carinha da nossa época que você vai gostar de ver. — Sorrio ainda mais amplo.

— Na verdade, estou interessada em conhecer aquele que ainda não conheço. — Solto a insinuação.

— O Oliver? — Arqueio as sobrancelhas.

— Oliver? Ui! Até o nome é uma delícia! — falo e Adonis rir, inclinando a cabeça para trás.

— Você é mesmo uma maluquinha, sabia? — Ok, ok, algo que esqueci de mencionar para vocês. Flávia Simões não tem filtro, ela diz o que quer e o que pensa também. Mas, acredito que vocês já perceberam isso. 

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • O Chef - Livro 1   Bônus extra

    Simone BorbolineTrês meses depois...— Ai está perfeito, Téo! — digo para um dos seguranças contratado para Proseg - Segurança e Portaria. Três meses depois que deixei a federal, Petrus e eu colocamos os nossos planos em prática e em sessenta dias os nossos sonhos se concretizaram. A Proseg agora tem um formato, uma logomarca e uma pequena equipe treinada por mim. Com os seus conhecimentos em administração, não foi difícil passar pelas camadas burocráticas e depois disso, preenchemos o lugar com equipamentos necessários para um trabalho perfeito. — Ponha as armas no estoque, Virgínia — peço e logo em seguida ouvi o som da porta se abrindo atrás de mim. Petrus entrou na sala de tiro ao alvo e eu suspirei baixinho, observando seus cabelos agora mais curtos, a barba delineada com perfeição em seu rosto, que o deixou ainda mais másculo e sexy.— Pronta? — indagou assim que me abraçou por trás e após beijar a minha nuca suavemente. Um arrepio se espalhou por todo o meu corpo apenas com e

  • O Chef - Livro 1   162

    Adonis KappasNão tem maior desespero do que não saber onde a sua filha está. Foi o que pensei algumas horas atrás. Agora sei que o desespero maior é receber um telefonema de uma pessoa desconhecida e descobrir que ela está em uma cama de hospital e morrendo lentamente. Entro no corredor branco e largo com passos largos e precisos, e confesso que não faço ideia de como cheguei até aqui. Na recepção a única coisa que nos disseram foi aguardássemos que em breve o médico nos traria notícias e é exatamente isso que estamos fazendo a quase duas horas. Ao meu lado, Agnes parece completamente perdida no tempo. Ela já chorou, se desesperou e agora parece completamente desligada do planeta terra. Oliver e Petrus ficaram tomando conta das meninas e a Flávia não sai de perto de nós dois nem por um minuto. Em um canto afastado, estão os pais de Felipe esperando o mesmo e parecem tão desolados quanto estamos.— Quem são os familiares de Kelly Ferraço? — Um policial pergunta entrando na sala de espe

  • O Chef - Livro 1   161

    Kell— Foi impressão minha, ou você fez planos para nós dois esse tempo todo? — Ele brinca depois de um tempo em silêncio, enquanto esperamos os nossos corpos se acalmarem. Rio do seu comentário.— Você não? — Ergo a cabeça para olhá-lo e ele dá de ombros.— Vou mentir se disser que não. Kell, ano que vem estarei indo para a faculdade de direito e assim que me formar, quero me casar com você. Não quero ter filhos logo, porque sei que quer fazer a sua carreira como chef, mas assim que estiver pronta, quero ter um monte deles. — Confessa entre beijos cálidos. Rio escandalosamente.— Um monte deles?! — O questiono embasbacada. Ele faz um sim, com a cabeça e rir também.— Tipo um time de futebol inteiro — diz com um sorriso divertido.— Minha nossa, Lipe! — ralhei impressionada e ele gargalhou. — Que horas são? — pergunto me ajeitando ao seu lado.— Deixe-me ver. — Ele pega o relógio de pulso largado ao lado do cobertor. — Pouco mais de meia-noite.— Santo Deus! — sibilo exasperada, salta

  • O Chef - Livro 1   160

    Kelly Horas antes do acidente…— Não vamos ter pressa — disse baixinho, bem perto do meu ouvido, me fazendo fechar os olhos e curtir a leve sensação de arrepios que se espalhava por toda a minha pele. Lipe beijou o meu pescoço suavemente uma, duas, três vezes antes de se afastar e encontrar os meus olhos. Ele pegou o celular em seu bolso e foi até o som que está em um móvel encostado na parede, mexeu no aparelho por alguns instantes e logo o som da voz de Lewis Capaldi se espalhou pelo ambiente cantando Someone You Loved. Quando ele girou em seus próprios calcanhares, sorriu de lado e o seu sorriso me fez relaxar um pouco. — Primeiro quero dançar com você, Kelly — falou segurando uma de minhas mãos e a outra mão sua se apossou da minha cintura. Os nossos corpos começam a se mexer gostoso e lento. Fecho os meus olhos e deixo minha cabeça se acomodar confortavelmente no seu peito. Daqui é possível ouvir as batidas desenfreadas do seu coração. Está ritmado, como se fosse uma escola de s

  • O Chef - Livro 1   159

    Kell— Nossa, Kelly, você está… Linda! — Ele disse se aproximando para um beijo rápido que me deixou envergonhada. Abro um meio sorriso.— Obrigada! E esse carro? — pergunto olhando o Audi vermelho e lustroso atrás dele. Meu namorado olha para o veículo, passa a mão em sua lataria e quando volta a me olhar, exibe um grande sorriso.— Acabei de ganhar de presente dos meus pais. — Havia uma alegria palpável estampada em seu rosto. Meus olhos se engrandeceram de surpresa e confesso que não tenho palavras. — Vamos, senhorita? — pede com a educação de um lorde, abrindo a porta do carona para mim e antes de entrar, o beijo levemente.— Feliz aniversário, Lipe! — sussurro assim que me afasto e entro no carro.****A casa do Felipe não é muito diferente do que eu imaginava. É um apartamento enorme que fica em cobertura de um dos prédios mais luxuosos aqui da cidade. Passamos pouco tempo ali, só alguns minutos em uma comemoração particular — digo entre nós dois e os seus pais — até o momento d

  • O Chef - Livro 1   158

    Kell Não sei dizer se isso é normal, mas ir à casa dos pais do meu namorado pela primeira vez, está me deixando de cabelos em pé. Em cima da minha cama há uma infinidade de roupas jogadas e bagunçadas, e confesso que nenhuma delas está me agradando. Eu sei, é bobagem. A Maah e a Cris já me disseram isso infinitas vezes. “Você é linda de todo jeito e suas roupas são maravilhosas! O Lipe te ama do jeito que você é.” Elas repetiram isso por várias e várias vezes, mas não é só isso. É o fato de hoje ser o aniversário do Felipe e eu tenho toda uma programação especial preparada só para essa noite. Sorrio e não sei dizer se é de felicidade ou de nervoso. O fato é que estou decidida a dar um passo delicado e não menos importante em nossa recente relação e que sei, que mudará muitas coisas na minha visão do mundo. Com um suspiro, ergo o vestido vermelho, estilo tubinho, todo trabalhado no guipir brilhoso, de alcinhas finas e delicadas e tem o comprimento até a altura dos meus joelhos. Bufei

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status