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31. Guerra Declarada

Autor: Ju Andrade
last update Data de publicação: 2025-08-31 06:17:33

O dia inteiro foi uma tortura, tentando trabalhar normalmente enquanto Nathan me ignorava completamente, como se ontem não tivesse acontecido.

Nem um olhar. Nem uma palavra além das ordens profissionais básicas.

Mas não foi isso que me irritou. Foi o fato de eu estar incomodada com algo que deveria me deixar aliviada.

Às 18h, chego em casa com os nervos à flor da pele. Finjo não ver Margareth e meu pai na sala e subo direto para o meu quarto.

Quando entro, vejo Harper organizando as maquiagens
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Último capítulo

  • O Chefe Que Roubou Meu Coração   182. Este é o meu lugar

    Penso por um longo momento. — Acho que sim — respondo, finalmente. — Ou pelo menos… quero acreditar. Porque se não for verdade, se ela estiver mentindo de novo… eu não sei se aguento, Nathan. — Vou pedir que confirmem se eles realmente foram embora — ele diz, acariciando minha bochecha. — E se ela tentar voltar, se tentar qualquer coisa… eu acabo com ela. — Nathan… — Não, Ann — ele me corta, sério. — Chega. Ela teve todas as chances do mundo. Agora, acabou. Você, eu e as meninas vamos viver nossas vidas. E Sierra Lancaster vai ser só uma lembrança ruim do passado. Assinto e passo os braços ao redor do pescoço dele. Nathan beija minha testa devagar, como se estivesse selando a promessa que acabou de fazer. Ficamos em silêncio por alguns minutos, ouvindo a respiração um do outro e o som suave das meninas pela babá eletrônica. — Vamos voltar para a sala de jantar? — pergunto. — Antes que alguém venha nos procurar. — Vamos. Ele se levanta, me ajuda a levantar, e guarda a carta na

  • O Chefe Que Roubou Meu Coração   181. Você Acredita Nela?

    Fico parada no corredor, segurando o envelope como se ele pudesse explodir a qualquer segundo. Sierra. Meu coração dispara só de ver o nome dela. Como ela tem a audácia de me mandar uma carta depois de tudo que fez? Olho para o envelope branco, simples, só com meu nome escrito à mão. As vozes vindas da sala de jantar viram um murmúrio distante. Eu deveria rasgar. Jogar fora. Queimar, se possível. Mas… E se for importante? E se for uma ameaça? E se ela estiver planejando algo? Minhas mãos tremem. — Ann? Viro rápido demais e quase deixo o envelope cair. Nathan está no topo da escada, me observando com a testa franzida. — O que você está fazendo aí parada? — ele pergunta, descendo. — Todo mundo já está na mesa. — Eu… — minha voz sai falha. — Eu… Ele chega perto e vê o envelope na minha mão. — O que é isso? — Uma carta — respondo, engolindo em seco. — Da Sierra. O rosto do meu marido muda na mesma hora. O maxilar trava, os olhos escurecem… a raiva toma conta. — Me dá iss

  • O Chefe Que Roubou Meu Coração   180. Um Envelope Sem Remetente

    Duas semanas.Duas semanas desde que as meninas nasceram.Quatorze dias de idas e vindas ao hospital, de ver minhas filhas em incubadoras, de contar cada minuto até poder trazê-las para casa.Mas hoje…Finalmente vou levar minhas filhas para casa.— Pronta? — Nathan pergunta, segurando a bolsa com as roupinhas delas.— Mais do que pronta — respondo, sorrindo.Entramos no quarto da UTI neonatal pela última vez, depois de conversarmos com o Dr. Patel. Ele confirmou que os pulmões estão perfeitos, que o peso está bom, e finalmente deu alta para as duas.Agora, Claire pesa 2.355 kg e Melanie, 2.630 kg.Ainda são pequenas, mas prontas para continuarem se recuperando longe daqui.Quando nos aproximamos, a enfermeira está vestindo Melanie com uma das roupinhas rosa-claro que Eleanor comprou.Ela não reclama nem se mexe muito; só observa tudo com aqueles olhinhos azuis atentos.Poucos minutos depois, é a vez da Claire que, ao contrário da irmã, faz careta e mexe os bracinhos como se estivesse

  • O Chefe Que Roubou Meu Coração   179. Torcendo Para Um Milagre

    “Ann Prescott” A cesárea é… brutal. Ninguém me avisou que seria assim. Cada movimento dói. Respirar fundo dói. Rir é uma verdadeira tortura. Mas, ao mesmo tempo, não consigo parar de sorrir. Porque minhas filhas nasceram. Nathan está sentado no sofá, mexendo no celular. Quando percebe que estou acordada, guarda o aparelho imediatamente. — Bom dia, pequena — ele diz, se aproximando. — Como está se sentindo? — Como se tivesse sido atropelada por um trem — respondo, honesta. — Mas feliz. Ele sorri e beija minha boca. — A enfermeira passou aqui há uma hora. Disse que você pode tomar o café da manhã e, se estiver se sentindo bem, visitar as meninas de novo. — Quero ir agora — digo, sem pensar duas vezes. — Primeiro o café — ele responde, apontando para a bandeja ao meu lado. — Você precisa se alimentar. Reviro os olhos, mas obedeço, tomando o café mesmo com o estômago embrulhado de ansiedade. Alguns longos minutos depois, finalmente seguimos para a UTI neonatal. Melanie e Cla

  • O Chefe Que Roubou Meu Coração   178. Os Melhores Presentes Da Minha Vida

    “Nathan Prescott” Ann finalmente está dormindo. Após horas na sala de recuperação, perguntando tudo o que existia para perguntar e fazendo a Dra. Blackwood repetir explicações três vezes, ela finalmente cedeu ao cansaço. Fico observando por alguns segundos. O rosto dela está exausto, mas relaxado pela primeira vez desde que tudo começou. Beijo sua testa com cuidado para não acordá-la e saio do quarto. Preciso ver minhas filhas. O corredor até a UTI neonatal parece nunca acabar. Passo pela recepção, mostro minha identificação, lavo as mãos com o exagero recomendado e só então entro. A sala é silenciosa, ocupada somente pelo bip constante dos monitores. Há várias incubadoras, mas só enxergo duas no canto esquerdo. Melanie e Claire. Me aproximo devagar, quase com medo de fazer barulho demais. Elas estão em incubadoras separadas, pequeninas, com tubos de oxigênio nos narizinhos e sensores grudados na pele rosada. Melanie dorme profundamente, com a mãozinha fechada. Claire, cla

  • O Chefe Que Roubou Meu Coração   177. Vendo Um Milagre Pela Primeira Vez

    “Ann Prescott” A dor é diferente de tudo que já senti. É… avassaladora. Cada contração parece querer me partir ao meio. — Respira, pequena — Nathan diz, segurando minha mão. — Como treinamos. Tento, mas respirar parece o menor dos meus talentos no momento. A porta se abre e entra a Dra. Blackwood, já de roupa cirúrgica e com uma expressão que não me deixa nada tranquila. — Ann — ela chama, vindo até mim. — Como está se sentindo? — Com dor — respondo, tensa. Ela dá um sorriso compreensivo e se posiciona para me examinar. — Vou checar a dilatação, ok? Assinto. Ela examina rápido. — Quatro centímetros — anuncia, séria. — O trabalho de parto está progredindo rápido. — E a medicação que a outra médica ia… A obstetra balança a cabeça antes que Nathan termine. — Não vai funcionar. O parto já começou. Meu coração dispara. — Então… elas vão nascer hoje? — Minha voz sai trêmula. — Vão — ela confirma, pegando minha mão. — E considerando que são gêmeas, que você está com trinta e

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