ANMELDEN— Alexander, você não vai me apresentar?O silêncio que se seguiu à pergunta de Eleanor Blackwood foi denso o suficiente para sufocar o ambiente. Andy olhou para Alexander. Alexander olhou para Andy. A poucos passos de distância, Daniel percebeu imediatamente que havia uma tempestade silenciosa acontecendo e manteve a boca fechada, a postura rígida de quem sabia exatamente quando desaparecer.Eleanor esperou, a expressão elegante e observadora inalterada.Alexander processou as opções em frações de segundo. Ele poderia simplesmente dizer "Este é Andy". Mas, conhecendo a mãe, sabia que isso desencadearia um interrogatório insuportável. Por que Andy estava ali? Por que Daniel o havia buscado? Por que Alexander, o reservado CEO da Blackwood Holdings, havia trazido um jovem desconhecido para o interior da fortaleza da família em vez de usar uma sala de reuniões na empresa? E, principalmente, quem era aquele garoto?O controle calculista de Alexander falhou diante da urgência. Ele tomou um
O sol da manhã já havia tomado o apartamento quando Andy sentou-se na cama, os olhos presos na tela trincada do celular. A última mensagem de Alexander, enviada na madrugada, continuava lá, inalterada e pesada.Alexander: Amanhã. Precisamos conversar sobre termos.A palavra “termos” ecoava em sua cabeça, densa e cheia de arestas. Andy tentava interpretar o que o CEO estava sugerindo. Podia significar trabalho. Podia ser algum tipo de acordo bizarro, uma proposta profissional, ou talvez apenas a forma fria que um homem corporativo encontrou para organizar os limites dos encontros entre eles.O pensamento de que Alexander pudesse querer transformar o que aconteceu no carro novamente em uma relação estritamente comercial embrulhou o estômago de Andy. Ele lembrava perfeitamente de ter estabelecido a regra na noite anterior: “Sem pagamento”. E Alexander havia respondido com um firme “Eu sei”. Portanto, Andy não estava disposto a voltar a ser Sun para ele. O garoto se recusava a vestir a ar
A luz pálida da manhã infiltra-se pelas persianas quebradas do apartamento, atingindo o rosto de Andy. Ele abriu os olhos, o corpo ainda pesado pelas poucas horas de sono, e a primeira coisa que sua mão buscou sobre o colchão foi o celular. A tela acendeu, exibindo a conversa que havia ficado aberta desde a madrugada.Alexander: Chegou?Andy: Sim.Alexander: Boa noite.Andy encarou as palavras curtas. O polegar pairou sobre o teclado. Ele pensou em digitar alguma coisa, qualquer coisa que retomasse o controle que havia perdido no banco de couro daquele sedã esportivo.“Você sempre manda boa noite depois de fazer alguém esquecer o próprio nome?”Ele escreveu, olhou para a frase piscando no visor e apagou imediatamente. Aquilo soava vulnerável demais. Não era paixão que apertava seu peito; era desejo, curiosidade cega e um orgulho ferido por ter se rendido com tanta facilidade.Andy sentou-se na beirada da cama e esfregou o rosto. As lembranças da noite o atingiram em cheio: o calor asf
O beijo recomeçou com uma urgência que pulverizou qualquer resquício de conversa racional. Andy puxou Alexander de volta pela gola da camisa desabotoada, chocando os lábios contra os dele com uma força cega. A tensão acumulada desde o estacionamento escuro, somada à revelação esmagadora da verdadeira identidade do executivo, encontrou uma saída física e violenta dentro do carro.O interior do sedã converteu-se em um espaço privado e improvisado. A cidade de Los Angeles continuava seu ritmo febril do lado de fora, com o trânsito da avenida principal ecoando à distância, mas os vidros grossos e escurecidos isolavam os dois em um vácuo de calor e respirações curtas.Alexander não avançou com pressa egoísta. Mesmo com a respiração descompassada e as mãos cravadas na cintura do garoto, ele mantinha a atenção focada em cada reação de Andy. Não o forçava contra o banco de couro, não tentava dominá-lo. Andy, por sua vez, continuava tomando a iniciativa, empurrando o peso do corpo contra o de
— E por que um homem como você se interessou por alguém como eu?A pergunta pairou no ar noturno, densa e cortante, logo após a porta do sedã esportivo ser aberta. Andy continuava do lado de fora, a mão agarrada à borda da porta, recusando-se a entrar antes de obter uma resposta. O choque de descobrir que estava lidando com o CEO da Blackwood Holdings ainda reverberava em suas veias, misturando-se com a adrenalina do confronto com Marcus.Alexander não respondeu imediatamente. Ele observou o rosto de Andy sob a luz difusa do poste de rua. O executivo não tentou transformar a pergunta em uma declaração melodramática. Não disse que Andy era especial, não usou adjetivos poéticos, nem tentou envolvê-lo em promessas sentimentais de proteção. Alexander respondeu de maneira honesta, simples e absurdamente direta:— Porque eu quis.Andy apertou os dedos contra o metal da porta. Ele não aceitou a resposta tão facilmente.— Porque você me viu trabalhando como Sun no clube? — Andy insistiu, a vo
Alexander manteve a mão próxima à porta metálica. O segurança continuava bloqueando a entrada com o próprio corpo, os ombros tensos diante da autoridade silenciosa que irradiava do homem de terno. Alexander não aumentou o volume da voz. Não adotou uma postura agressiva. Ele apenas sustentou o olhar e repetiu, frio e irredutível:— Abra.O segurança hesitou. Ele olhou por cima do ombro, através da fresta da porta, buscando os olhos de Marcus em busca de autorização. Marcus, do lado de dentro, percebeu que não podia simplesmente mandar seus homens atacarem aquele desconhecido no meio de um estacionamento sem saber quem ele era e qual peso ele carregava. Com um aceno tenso, Marcus mandou abrir.A porta metálica rangeu ao ser escancarada.Alexander entrou. A primeira coisa que seus olhos registraram foi Andy. O garoto estava preso pelos braços, imobilizado pelos dois seguranças, visivelmente assustado e ofegante. A poucos passos dele, Marcus segurava o cinto de couro dobrado na mão.Alexa







