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O Fruto Proibido - Terceira temporada

last update 게시일: 2026-08-13 23:39:34

Capítulo 25 – Demissão

Julieta Matos

O restante do plantão passou como um pesadelo em câmera lenta.

Depois que Pietro saiu do vestiário, os olhares só pioraram. Cada corredor que a gente atravessava parecia mais longo. Cada colega que sussurrava atrás de nós fazia meu estômago revirar. Violeta estava quieta demais ao meu lado, os ombros tensos, o rosto pálido. Eu tentava manter a postura, mas por dentro eu estava desmoronando.

Foi no meio da tarde que a bomba caiu.

Uma auxiliar veio até o
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    Capítulo 21 Sem espaço Dulce Farias O elevador da Eclipse Prime subiu em silêncio. Eu ajustei o blazer preto, o cabelo preso em um coque alto, o batom vermelho marcado. O espelho refletia a mesma mulher de sempre, mas por dentro eu ainda carregava a conversa com minha mãe, o gosto do sorvete e a certeza de que Fernando e Lorenzo estavam me esperando no fim do dia. O escritório estava quieto quando cheguei. Sentei, liguei o computador e abri os relatórios da semana. O trabalho sempre me centrava. Números, contratos, decisões. Coisas que eu controlava. Até a porta se abrir sem bater. Lucas entrou. O mesmo rosto, as mesmas olheiras, a mesma expressão de quem achava que merecia uma segunda chance. Ele parou no meio do escritório, as mãos abertas, como se viesse em paz. — Dulce… Eu levantei os olhos devagar. Não me levantei. Não sorri. — Você não foi autorizado a subir. — Eu precisei te ver. Só isso. Eu sei que errei. Eu sei que fui um merda. Mas eu não consigo parar de pensar

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    Capítulo 20 Entre mãe e filha Dulce Farias Eu abri a porta do apartamento com a chave que ainda carregava no chaveiro. O cheiro familiar me recebeu: o perfume da minha mãe misturado com o café que Israel sempre passava forte demais. Eu mal tinha largado a bolsa no sofá quando ela apareceu no corredor, os cachos escuros soltos, a expressão uma mistura de alívio e reprimenda. Atrás dela vieram Israel e Rafael, os dois de braços cruzados, mas com o olhar mais preocupado do que bravo. — Então — Mamãe começou, a voz calma, porém firme. — Você some, passa a noite fora e só manda mensagem no dia seguinte. Achei que a gente tinha combinado de se avisar, Dulce. Eu respirei fundo. Não tinha como fugir. — Eu sei. Foi errado. Eu deveria ter avisado que ia ficar na cobertura deles. Rafael passou a mão pelo cabelo, o mesmo gesto que fazia quando estava nervoso. — A gente não está bravo porque você tem namorado… namorados. A gente está bravo porque você é nossa filha e a gente se p

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    Capítulo 19 Manhã seguinte Dulce Farias A luz da manhã entrava macia pela fresta da cortina. Eu abri os olhos devagar. O corpo ainda estava pesado, quente, marcado. Eu estava deitada de lado, a cabeça no peito de Lorenzo, uma perna jogada sobre a coxa dele. Fernando dormia atrás de mim, o braço forte atravessado na minha cintura, a respiração quente na minha nuca. Por alguns segundos eu só fiquei ali, sentindo. O cheiro dos dois misturado na pele. O calor. A certeza de que eu tinha escolhido ficar. Aí a memória da noite anterior voltou inteira. Eu tinha molhado a cama. Tinha squirtado tanto que o colchão ficou encharcado. E eu tinha chorado de vergonha depois. O rosto esquentou de novo. Eu enterrei a cara no peito de Lorenzo, gemendo baixo de constrangimento. — Já acordou, vergonhinha? — a voz rouca de Lorenzo veio de cima da minha cabeça. Ele estava acordado. Eu senti o peito dele tremer numa risada contida. — Cala a boca — murmurei, ainda escondida. Fernando se mexeu at

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    Capítulo 18 A cama Lorenzo Gonçalves O elevador subiu em silêncio. Dulce estava entre eu e Fernando, os dedos entrelaçados nos nossos. O vestido preto ainda cheirava levemente ao perfume do restaurante. Quando a porta da cobertura se abriu, ela soltou um suspiro pequeno, como se finalmente tivesse chegado em casa de verdade. Eu fechei a porta atrás de nós e puxei ela pela cintura. — Então… você escolheu ficar. Ela olhou para mim e depois para Fernando. Os olhos verdes estavam gentis, cansados de um jeito gostoso. — Eu escolhi. Eu quero acordar com vocês amanhã. E no outro dia também. Fernando se aproximou por trás e beijou o ombro dela. Eu segurei o rosto de Dulce e a beijei devagar, sentindo o corpo dela derreter entre a gente. O beijo foi fundo, molhado, cheio de tudo que a gente não precisava mais esconder. Fernando puxou o zíper do vestido. O tecido deslizou e caiu no chão. Ela ficou só de calcinha preta e salto. Eu a carreguei até o quarto principal. Fernando veio atrá

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    Capítulo 17 Casa Dulce Farias Eu abri a porta da cobertura e o cheiro familiar me recebeu. Café passado, o perfume amadeirado de Fernando e um silêncio gostoso. Ele estava na sala, só de calça jeans, o torso nu, o cabelo escuro ainda úmido de banho. Quando me viu, o rosto se iluminou de um jeito que me apertou o peito. — Chegou — murmurou, já se levantando. Eu larguei a bolsa no sofá e fui direto para os braços dele. O abraço foi apertado, quente, necessário. Fernando enterrou o rosto no meu cabelo e respirou fundo, como se estivesse se alimentando de mim. — A Melisa esteve aqui — ele disse depois de um tempo, a voz baixa contra a minha orelha. Eu afastei o rosto só o suficiente para olhar nos olhos dele. — Eu sei. Você me mandou mensagem. Fernando segurou meu queixo com cuidado. — A gente conversou. Ela está abalada. Falou muita coisa… inclusive perguntou se eu ia me casar com você. Meu coração deu um salto. Eu engoli em seco. — E o que você respondeu? — Que sim. Um di

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    Capítulo 16 Fernando Gonçalves A campainha tocou no meio da tarde. Eu estava na sala, só de calça, revisando uns contratos no notebook. Lorenzo tinha saído para resolver uma coisa na Gonçalves Performance. Dulce estava trabalhando na Eclipse. A cobertura estava quieta, só o som baixo da cidade entrando pela janela. Quando abri a porta, Melisa estava parada ali. O rosto inchado, os olhos vermelhos, o cabelo preso de qualquer jeito. Ela usava uma blusa larga que escondia a barriga ainda discreta. Olhou para dentro da casa e depois para mim. — Posso entrar? Eu abri espaço. Ela passou por mim sem olhar nos meus olhos. Parou no meio da sala e o olhar dela caiu direto nas coisas de Dulce: o casaco preto jogado no sofá, o carregador do celular na mesa de centro, um par de chinelos pequenos perto da porta do quarto. Coisas pequenas. Mas suficientes. — Ela está morando aqui agora? — perguntou, a voz baixa e carregada. — Ela passa a maior parte dos dias aqui — respondi, fechando a por

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