LOGINOs dias foram passando. Alice voltou a estudar e, em suas horas vagas, pesquisava lugares para abrir sua mais nova loja. Também pretendia viajar ao Brasil para visitar sua tia Geovana e seu tio. Sua irmã, Aline, continuava viajando, como sempre, enquanto seu irmão Alex já havia voltado e retomado o comando das empresas Bellucci.Bryan queria que Alice ficasse administrando algumas das empresas da família, caso fosse isso que ela desejasse. Mas Alice queria construir a própria fortuna. Mesmo já tendo recebido de Zaid uma grande fortuna, ela queria conquistar seu próprio espaço e provar a si mesma que era capaz de construir algo com as próprias mãos.— Bom dia, mãe! Bom dia, pai!Alice disse ao entrar no salão, onde seus pais já estavam sentados, tomando café da manhã.— Bom dia, querida.— Bom dia, filha. Acordou cedo. Vai sair de novo? Já tem em mente o que pretende abrir? E como estão suas lojas no Oriente? — perguntou Bryan.— Vou visitar um galpão que a Fernanda encontrou. Talvez e
Alice acorda olhando para onde estava. Seus olhos percorrem pelo seu quarto, suas coisas, tudo ali. As fotos na parede com seus pais e seus irmãos, as fotos da sua banda preferida, suas maquiagens, tudo em sua escrivaninha, do jeitinho que ela havia deixado. Ela sente que tudo não havia passado de um sonho, aqueles dias com Zaid como se fossem parte de um sonho, e sua vida voltaria ao normal.Alguém bate à porta do seu quarto.— Filha, já está acordada? Posso entrar?— Entre, mãe. Já acordei.— Querida, eu sei que deve estar cansada, mas a senhora Naid já acordou e nós não entendemos muito o que ela fala. Não quer descer e fazer companhia a ela, querida? Ela já tomou café e está lá na sala, junto com sua irmã. O Alex ligou e disse que amanhã chega.— Eu vou, mãe. Vou me arrumar e já desço. Que bom que ele vem, estou com saudades. E ele morará aonde, mãe?— Seu pai disse para ele morar na residência que era dos seus avós. Desde que eles faleceram, ninguém mais ocupou lá. É bom que fica
Alice sente o jatinho de seu pai começar a descer e, finalmente, percebe que elas haviam chegado. Depois de tudo o que havia acontecido, estava de volta à Itália. — Chegamos, senhora Naid — anuncia o senhor Omar. — Obrigada, senhor Omar. — Como se sente, querida, por estar de volta à sua casa? — Estou ansiosa para ver meus pais — Alice diz. Mas Naid podia perceber que ela também estava um pouco triste e imaginava o motivo. Afinal, Alice havia deixado para trás alguém que amava, mesmo que ainda não tivesse coragem de admitir isso. — Seus pais devem estar muito ansiosos para vê-la, querida. Eu mesma ficaria ansiosa se tivesse uma filha como você e estivesse esperando para reencontrá-la. — Obrigada, Naid. Eu também considero a senhora como uma mãe. Durante os dias que passamos lá, você me tratou como uma filha. As duas sorriem uma para a outra. O jatinho finalmente pousa. Logo, a aeromoça se aproxima delas e fala com um sorriso antes de abrir a porta para que pudessem descer.
Alice olhou para Zaid. Ele parecia despi-la pelos olhos. Seu corpo queimava, ela sentia um calor percorrer sua espinha, seu coração acelerava. Ela olhou para ele, surpresa em vê-lo ali sentado na cama.— Oi, desculpe por sair sem avisar. Tive que resolver algumas coisas. Venha, eu ajudo a secar seus cabelos?Mas Alice não se mexeu. Ela não queria que ele continuasse a tratá-la assim. Sabia que, quanto mais ele a tratasse daquela maneira, mais teria dificuldade de superá-lo, de esquecê-lo.— Oi. Não se incomode, eu mesma faço isso.Ela caminhou, pegou a escova e o secador e voltou ao banheiro, deixando-o ali parado, sem compreender por que ela havia recusado sua ajuda.Depois de alguns minutos, ela saiu com os cabelos soltos e secos. Alice estava ainda mais linda daquele jeito, com seus olhos realçados. Zaid quase foi até ela e a puxou para si, mas se manteve firme.— Da outra vez que fomos, adquiri uma mansão perto da dos seus pais. Queria que ficasse com ela, se possível. Também fiz
Alice estava deitada depois de ter tomado banho e vestido uma de suas camisolas que havia trazido da Itália. Zaid também estava deitado, ainda olhando para o celular. Desde que ela havia se deitado, ele não havia dito mais nenhuma palavra sobre os dois.Então, ela preferiu esquecer, já que era isso que ele queria. Alice também queria voltar e agora finalmente conseguiria retornar à vida que tinha antes.Ela se virou e fechou os olhos para tentar dormir, já que se sentia muito cansada.— Ali.Ela sentiu a mão dele envolver toda a sua cintura e puxá-la para perto. Alice levou até um susto quando foi puxada.— Ali, vamos aproveitar o tempo que temos aqui — ele diz, puxando o seu corpo contra o dele.Seus lábios encostaram em seu pescoço, deixando-a toda arrepiada.— Zaid... — ela diz, trêmula com aqueles beijos em seu pescoço.A sensação dele atrás dela, forçando-a contra seu corpo, fez com que percebesse o quanto ele estava excitado, e aquilo acendeu um desejo enlouquecedor.—
Zaid havia recebido uma mensagem de Rafaela dizendo que sua esposa estava na loja e que um senhor havia tentado desrespeitá-la. Ele deixou tudo o que estava fazendo e foi direto para a loja, mas, quando chegou, Alice já havia ido embora. O senhor Omar chegou logo depois e disse que não a havia levado. Então, Zaid ligou para sua mãe, mas ela também não tinha chegado ao palácio. Ele caminhou pelas proximidades e viu um restaurante. Decidiu entrar para saber se Alice havia passado por ali. — Bom dia, príncipe Zaid. O que posso fazer pelo senhor? — Bom dia. Só vou dar uma olhada. Ele entrou e logo a viu sentada no canto. Seu corpo relaxou imediatamente ao vê-la bem. Zaid caminhou até ela, com os olhos fixos em seu rosto. Quando Alice o viu, seus olhos demonstraram surpresa. — Então, te achei, Ali. — Andou me procurando? — ela pergunta, rindo. — Fui até a loja, mas você não estava mais lá. Soube que um senhor a desrespeitou. Deseja que eu me vingue dele? Ela quase se engas







