FAZER LOGINLuisa
Ele era lindo, eu realmente não lembrava muito dele e também não ficava procurando muito nas redes sociais, então estava totalmente alheia a sua beleza e eu só esperava que ele fosse legal.
- Senhor Carlos, vou deixá-los conversar. Qualquer alteração necessária no portfólio, te comunico. Leonardo, seja bem vindo.
Saí da sala deles e fui para a minha, fiz algumas alterações no projeto que estava fazendo, falei com alguns clientes e quando vi já era meio dia, peguei minha bolsa e fui almoçar. Naquele dia eu tinha muitas coisas a resolver, então decidi comer em um restaurante que ficava no mesmo prédio da empresa. Comi uma salada com frango grelhado e um suco de laranja, após terminar, pedi um sorvete, enquanto comia o sorvete, vi Leonardo entrar no restaurante com mais duas pessoas que eu sabia que era do jurídico, eles acenaram e eu fiz uma cara simpática. Leonardo realmente era muito bonito. Terminei meu sorvete e subi.
Já eram quase quatro da tarde e eu já estava cansada de tanto falar com clientes e pensar em formas de melhorar o projeto para algumas salas do shopping, peguei um copo de água e decidi que aquele seria o último contato do dia e já iria me preparar para ir embora. Terminei a última ligação, enviei um email com algumas modificações do projeto para o senhor Carlos, arrumei minha mesa, peguei minhas coisas e sai da empresa, como sempre após às 17h o trânsito era intenso e eu acabava levando mais tempo para chegar em casa.
Quando cheguei, tomei um banho, esquentei uma comida, jantei e depois fui para o sofá, para assistir uma série, eu amava séries policiais e tentava assistir pelo menos um episódio por dia. Enquanto assistia ouvi o barulho do meu celular, quando olhei era uma mensagem do meu pai, perguntando sobre o meu dia.
Mensagem:
Antônio:
Boa noite filha, como você está? Já chegou em casa. Só mandando mensagem para saber se você está bem.
Eu amava o meu pai, ele era maravilhoso, posso dizer que ele e minha mãe fizeram um excelente trabalho comigo, sempre conversaram sobre tudo comigo, me apoiaram e me incentivaram muito.
Mensagem:
Luisa:
Boa noite Pai, já cheguei sim e estou bem. E vocês? Como estão? Descansem, no sábado vou visitar vocês. Te amo.
Deixei o celular de lado e continuei assistindo, logo bateu aquele soninho, terminei o episódio e fui dormir.
Essa semana até que passou rápido, já era sexta-feira três da tarde, eu já estava cansada e não conseguia mais me concentrar em nada, tinha combinado de sair com minha amiga Gabi, íamos a um aniversário de um amigo dela, fiquei meio assim de ir por não conhecer, mas ela disse que não tinha problema, então desencanei e resolvi ir, trabalhei a semana toda e precisava sair mesmo.
Cheguei em casa e já fui me arrumar, precisava estar pronta às 19h00, estava calor, então decidi usar um vestido longo, cabelos soltos, fiz uma pele suave, passei bastante rímel, delineador e um batom vermelho, estava me sentindo bonita naquele dia. Meu celular tocou, olhei, era Gabi para me avisar que já estava me esperando, peguei minhas coisas e sai, fomos no carro dela para a festa. Chegando lá, reparei que tinha alguns conhecidos, que não via há algum tempo, cumprimentei o aniversariante, falei com algumas pessoas e fui pegar um suco, sim, um suco, eu não gostava de álcool. Gabi estava me contando de algumas coisas da festa, quando de repente, vi alguém entrando.
LuísaNo dia seguinte à festa, o clima era de calmaria. Luca brincava com os laços dos presentes, mais interessado nas embalagens do que nos brinquedos em si. E Laura, claro, fazia questão de mostrar tudo a ele.— Esse é do vovô e da vovó, olha que legal! — dizia com entusiasmo, balançando um carrinho de madeira na frente do irmão.Ela pegava os brinquedos, apertava os botões, mostrava como funcionavam e ria toda vez que Luca se encantava com o som ou com as luzes. E quando ele tentava se levantar para pegar algum, ela já estendia as mãos.— Vem, eu te ajudo — dizia com delicadeza.Ele segurava nos dedinhos dela e dava passinhos ainda incertos, mas firmes, e ela seguia guiando com paciência e orgulho. Era incrível ver como Laura havia se tornado uma irmã mais velha carinhosa, cuidadosa, atenta. Era como se ela tivesse nascido para aquele papel.— Você está fazendo um excelente trabalho, mocinha — disse Leonardo, observando os dois.— Eu sou a irmã mais velha, né papai? — respondeu ela
LuísaOs dias estavam passando rápido, e eu sentia que, finalmente, tudo estava entrando nos eixos. Me sentia bem, inteira. Voltar ao trabalho foi revigorante. Eu amo o que faço, e estar envolvida novamente nos meus projetos me faz sentir viva. A rotina com as crianças era puxada, mas encontrar esse equilíbrio entre casa e profissão me trazia um orgulho silencioso.O resort que estávamos trabalhando no litoral estava com a obra bem avançada. Os projetos estavam ficando lindos, do jeitinho que eu havia imaginado. As áreas externas estavam ganhando forma, os quartos começando a receber acabamento, e eu me pegava sonhando com o dia em que tudo estaria pronto. Ver algo nascer do papel, do meu traço, e se tornar um espaço real... era mágico. Me realizava.E além da rotina corrida, estávamos animados com a nossa primeira viagem em família. Havíamos escolhido a data para a viagem a Belize. O lugar onde vivi um dos momentos mais especiais da minha vida ao lado de Leonardo. E agora, íamos volt
LuísaA festa foi linda. Simples, mas cheia de amor. Laura estava radiante, sorridente, se divertindo com os amiguinhos, abraçando os avós, correndo de um lado para o outro com as bexigas e se deliciando com os doces e o bolo. E no fim, era isso o que eu mais queria: vê-la feliz.Conforme o sol foi se escondendo e o céu começava a se pintar de tons alaranjados, os convidados começaram a se despedir. Ajudamos as crianças a entregarem as lembrancinhas e demos tchau a cada família com um sorriso cansado, mas satisfeito. Foi um dia intenso, cheio de emoção, e eu só conseguia agradecer por cada pedacinho dele.Depois que todos foram embora, a casa estava um pouco bagunçada, mas nada que nos preocupasse. Leonardo levou Luca para o banho e eu fui com Laura para o banheiro dela. Ela estava tão cansada que encostou a cabeça no meu ombro enquanto eu a despia, com os olhos meio fechados.— Foi legal, mamãe… — murmurou ela, sonolenta.— Que bom, meu amor. Era tudo pra você — respondi com um beijo
LuísaAcordei com o coração apertado — mas não de dor, e sim de emoção. Era o aniversário da minha menina. Quatro anos. Já? Me espreguicei devagar e fiquei ali deitada, olhando para o teto por alguns minutos, tentando absorver a dimensão daquele dia. Era impossível não voltar no tempo.Lembrei com nitidez do momento em que tudo começou: A ligação que mudou a nossa vida. Uma criança linda de dois anos, saudável, e já disponível para conhecer a nova família.Lembro do frio na barriga, da mão suada segurando a dele no carro enquanto íamos até o abrigo. O coração acelerado. Quando entramos naquela sala simples, ela estava ali, sentada no cantinho, tímida, linda, os cabelos cacheados caindo sobre os olhos grandes, atentos, desconfiados.Ela parecia comigo. Era como se o destino tivesse dado um jeito de nos encontrar. E quando ela olhou para mim e deu aquele sorrisinho tímido… foi ali. Foi ali que eu soube que ela era minha filha.Lembrei também do dia em que a levamos para casa pela primei
LuísaO tempo estava voando. Na próxima semana eu já voltaria ao trabalho. Parte de mim sentia a necessidade de sair de casa, ver pessoas, falar sobre algo além de fraldas, mamadas e brinquedos espalhados pela sala. Mas, mesmo assim, havia um nó no peito. Eu não me sentia totalmente pronta.Além disso, o aniversário da Laura estava se aproximando, e eu queria organizar tudo com carinho — como nossa princesinha merece.“Gabi, topa ir comigo comprar umas coisas pro aniversário da Laurinha?”“Claro que sim! É só me avisar o horário.”E foi assim que, no sábado, saímos juntas. Compramos itens de decoração, descartáveis e outras coisinhas que eu queria escolher pessoalmente. Depois fomos almoçar. Desde que o Luca nasceu, nós não tínhamos tido um momento só nosso. Estava com saudade disso também.— Lu, as coisas do aniversário estão lindas. Vai ficar perfeito!, disse Gabriella.— Eu tô ansiosa... Às vezes nem acredito que temos ela, sabe?— E ela é tão linda! Você sabe que ainda quero essa
LeonardoFoi intenso. E maravilhoso.Estar com Luísa daquele jeito de novo… depois de tudo o que vivemos, depois da chegada do Luca, depois das noites em claro e da correria do dia a dia — foi como reencontrá-la por inteiro. Eu queria mais. Queria fazer amor com ela em cada canto da casa, em cada oportunidade, em cada silêncio roubado entre mamadas e cochilos infantis.Mas eu também sabia que tinha sido um recomeço. Que o corpo dela ainda estava se adaptando, ainda sensível. E que, mesmo com toda a vontade que existia em mim, o respeito por ela vinha em primeiro lugar.Ficamos deitados, nossos corpos ainda quentes, nossas respirações se acalmando.— Não usamos camisinha... e você também não está tomando nada — comentei, com o olhar fixo no teto, mas o pensamento no que havíamos acabado de viver.Ela virou o rosto para mim, ainda com um leve sorriso.— Acho que não vou engravidar agora. Acabei de ter um filho, meu corpo nem teve tempo de entender isso ainda — respondeu. — E… acho que d







