INICIAR SESIÓNA mancha daquele chupão ali presente.
Tratei de pegar maquiagens da minha necessaire e passar base, disfarçando as marcas da traição. Do chumbo trocado. Eu preciso esquecer isso. .... No café da manhã, sob o sol brilhando na piscina luxuosa, tudo parecia ter voltado ao normal. Landon ainda mexia naquele celular tentando resolver a situação do carro enquanto eu comia com prazer, saboreando o seu desespero. Tudo parecia excelentemente bem, Até eu ouvir aquela voz. Aquela maldita voz grave e quente, da noite anterior. — Até que enfim, você está de volta. Meu corpo congelou. Virei o rosto devagar... e vi. Landon abraçava o homem. O homem da noite passada. Meu amante proibido. Meu erro. Meu segredo. — Eu não via a hora de voltar pra casa. Meus olhos estavam em choque os olhando, não conseguir me mover, não conseguir se quer raciocinar, até que Landon disse: — Essa é minha namorada, Laura. Ele disse sorrindo, acenando pra que eu levantasse, fizesse a boa cena de apresentação, mas eu estava estatuada naquela cadeira. O olhar dele encontrou o meu. E eu soube naquele instante: Nada, absolutamente nada seria fácil a partir dali. VICENT Acordei com o calor infernal, o corpo suado, molhado. Esqueci de ligar a droga do ar, Mas a surpresa foi não encontrar a garota ali do lado. Aquela capeta parecia que estava possuída, Porra.. foi a noite mais infernal que já vivi. Me arrastei pra fora da cama, o sol quente. Era tarde, eu não costumo acordar após as 7h. A garota meteu fuga. Meteu mesmo. Atrevida. Encantada pelo demônio, só pode. Sorri de canto, passando a mão na barba enquanto olho as roupas jogadas pelo chão do meu quarto. Minha calça ali, caída feito descuido... quando a pego, do bolso, algo cai no chão. Me abaixo, pego com dois dedos e ergo a calcinha dela. — Isso você deixou, né, capetinha murmuro, a voz rouca, ainda impregnada do cheiro e do gosto que ela deixou em mim. Balanço a cabeça, negando com um sorriso satisfeito. Ela era puro fogo, furiosa e quente... e eu, feito um pecador, cravei minha alma nela. Me visto devagar. Não adianta correr. O dia já começou errado. E mal sabia eu... que ainda podia piorar. Inocente. ... Quando chego em casa, sou informado que meu filho já estava por ali com a namorada que insistiu em trazer. Subi direto pro quarto, tomar um banho e tirar o cheiro de foda que estava. Após toda Hp, Vesti um terno formal, ainda tinha que ir pro escritório. Desci pra tomar café e conhecer a tal garota. Confesso não dava credibilidade, eu conheço o filho que tenho. E o histórico da nossa família. Mas ele insistiu em trazer esta, pensei que talvez ele tenha tomado jeito, escolhido ser diferentes dos homens desta família.. solteirões que não conseguem segurar dois anos com uma mulher. Mas a surpresa me acerta feito um soco quando a vejo: lá está ela, sentada à mesa de café da manhã, com uma xícara nas mãos, paralisada. A cena é tão absurda que quase deixo a pasta cair do meu ombro. E meu filho, age como se fosse normal. O estalo vem, ela se ergue da cadeira de repente e abre um sorriso tão falso que chega a ser cômico pra quem conhece a criatura que ela é. Pro meu filho, funcionou. Pra mim? Nunca. Ela estende a mão com a maior cara de sonsa: — É... um prazer conhecer o senhor. Landon sempre falou muito do pai. "Senhor?" Meus olhos semicerram. Senhor?! Não era "senhor" que você gemia na minha cama ontem, capetinha... Quando esfregava essa buceta na minha cara e gritava. porra! Pigarreio pra disfarçar o sorriso torto que ameaça me trair. Faço o jogo dela. Fico na minha... até entender essa merda. A história contada ontem? que ela foi traída por ele... É real então? no primeiro dia? O garoto não muda. Saiu daqui um moleque vadio, voltou o mesmo, talvez até pior. — Vamos sentar. ordeno com um tom ríspido. inclinando meu rosto pra mesa, indicando pra ela sentar. A mesa fica em silêncio, exceto pelos talheres batendo nos pratos. De vez em quando olho pra ela... abaixando o olhar. Fingindo inocência. Mas eu conheço aqueles olhos. Sei exatamente o inferno que arde dentro dela. — Espero que esteja pronto filho, meu escritório é sério e você por ser meu filho, eles esperam com uma expectativa maior. — Eu sei, estou pronto. pode apostar. Olhei pra ela parando de comer, aquela garota.. ah ela vai me dar dor de cabeça. — E você... chamo sua atenção, minha voz cortando o ar. Ela levanta o rosto devagar, os olhos intensos me acertando como um tiro. — Landon disse que você quer uma oportunidade no meu escritório? Ela limpa a garganta, tensa, e balança a cabeça. — Eu... vim pra isso. diz, quase sussurrando. Olho pro Landon, que sorri orgulhoso, com aquele sorriso ladino de sempre. Que diabos esse garoto tem na merda da cabeça? — Vocês ainda não fizeram a prova da OAB. Tudo que posso oferecer é estágio... depois, se provarem que merecem, podem pleitear um cargo júnior. Ela assente depressa. — É tudo que eu preciso. Então Landon pega a mão dela sobre a mesa. Fecho o punho inconscientemente. A cena me incomoda mais do que deveria. — Ela é ótima, pai. Sempre a melhor da turma. Vai ser uma das melhores, pode apostar, não é gata? "Gata?" Reviro os olhos, engolindo a irritação. que linguajar mais podre. — Vamos trabalhar essa tua língua, Landon. Você não é mais um moleque de 17 anos na faculdade. Meu escritório é um lugar sério. Não quero minha reputação manchada por causa do meu próprio filho. Landon endireita a postura. — Eu não vou envergonhar nada, pai. Sei como me portar. Só não estamos num tribunal. Que ótimo. Mas quem me preocupava mesmo... era a capetinha sentada ao lado dele, se fazendo de sonsa. — Ótimo. digo seco. — Descansem da viagem. Essa semana eu resolvo isso. Agora, se me dão licença. Limpo a boca com um guardanapo e me levanto. Antes de sair, olho pra ela de novo. Porra. O lábio inferior dela... a maldita boca que eu beijei a noite inteira... Mordo meu próprio lábio, desviando o olhar como um miserável que luta contra o próprio inferno dentro do peito. Mas isso não vai ficar assim. Preciso entender que merda é essa. Saio praguejando, as palavras se enroscando nos dentes: "Maldita garota, tinha que ser logo a porra da namorada do meu filho? Que inferno!"VICENZO Eu nunca vivi tanta zona e tanto prazer nessa vida. Nem parecia aquele desgraçado que vivia por aí embriagado e perdido pelo mundo.. Invejei tanto o Vicent que agora, como inspiração estou vivendo tudo semelhante. Mas desta vez pra valer, cheio de vida e sentimento. Abigail estava tomada por sentimentos confusos, hora uma garota delicada, chorona e hora uma fera. Nunca corri tanto, Desejos insanos em horários perturbadores... Mas era meu filho. Rsrs Eu fazia sem dizer uma palavra. Pelo contrário, me sentia um puta sortudo. Agraciado sei lá por qual dos deuses, por ter essa chance de viver algo insano daquele jeito. Quando descemos do carro, fiz a volta sugerindo minha mão assim que ela saiu.. Eu vou esfregar hoje na cara de todo mundo que duvidou de mim que eu era homem porra! Homem de construir família, de construir algo sólido e capaz de ser amado. Entrei de mãos dadas com a Abby. Poucos sabiam de nós até agora, mas eu não queria mais esconder.
Passei a tarde inteira organizando minhas roupas no closet de Vicenzo, agora nosso closet. Cada peça que eu pendurava era como se fosse um símbolo do quanto a minha vida tinha mudado em tão pouco tempo. E, claro, ele estava encostado na porta, braços cruzados, com aquele sorriso torto que sempre me desmontava. — Você vai ficar aí babando o dia inteiro? perguntei, rindo, enquanto colocava meus vestidos em ordem. — Vou... ele respondeu sem vergonha. — Principalmente porque agora sei que cada pedacinho disso aqui é nosso. Revirei os olhos, mas o coração já estava derretido. — Você já contou pro seu irmão? perguntei de repente. — Sobre a gente… e o bebê? Ele balançou a cabeça. — Não. Ele vai pirar quando descobrir que você está morando comigo. Imagina quando souber que está grávida. Ri sozinha. — Ah, ele já deve saber. A Laura com certeza contou. — Não, não contou. Ele ainda não me ligou. Você não conhece o Vicent ainda… ali é o senhor perfeição. Neguei com a ca
Voltamos de moto, e eu nunca quis que a estrada tivesse fim. O vento gelado batia contra nós, mas eu só sentia o calor dos braços dela em volta do meu corpo. A calma que ela me dava era quase insuportável, porque eu sabia que não merecia… mas ainda assim, não conseguia abrir mão. Na casa de Laura e Vicent, fomos recebidos com carinho. Apollo correu para os braços de Abby, e eu fiquei apenas olhando. O jeito que ela sorria, que brincava com ele, me desmontava. O garoto não parava de crescer... Já estava pra completar um ano. como pode? Eu não conseguia tirar os olhos dela. Maldita seja... ela tinha o poder de me encher e me destruir ao mesmo tempo. Jantamos, rimos, e por alguns instantes quase acreditei que a vida podia ser simples. — Olha... Tenho que admitir, vocês formam um casal bonito sabia. Laura disse com um sorriso arteiro. Mas então a campainha tocou. O porteiro anunciou: — Senhor Vicent, seu filho está aí.. Landon? O que ele fazia aqui? Quando ele ent
ABBY Entrei no carro sem olhar pra trás. A sensação de calor no peito não me deixou pensar direito, só queria ir. — Me leva pra qualquer lugar. pedi, baixo, quase com medo de estragar o momento. Ele me olhou, um lampejo de alegria e alívio passando pelo rosto. Deu partida, e o motor foi apenas o som de fundo pra nossa respiração se encontrando de novo. O vento bateu nas janelas enquanto ele dirigia sem pressa. Os prédios passaram, as luzes da cidade formavam trilhas de ouro pelas janelas. A tensão que eu vinha guardando dias inteiros começou a se dissolver no corpo dele: no toque firme da mão que, de leve, buscou a minha, nos dedos que entrelaçaram os meus e não soltaram mais. Quando finalmente paramos, não houve planos. Ele puxou meu rosto, os lábios colidiram com vontade, um beijo profundo que dizia perdão, desejo, saudade e promessa. Nem sei que lugar era aquele apartando, nunca vi... Mas pouco me importava. Estava tendo tudo que eu queria. Era tudo meu! Entramos
Ela entrou na sala e eu a segui, sem pensar, como se fosse instinto. Me sentei ao lado dela. O perfume… Deus, o perfume dela. Embriagava. Fechei os olhos um segundo, inalando, tentando guardar aquilo dentro de mim. O juiz começou. Perguntas formais, frias. E quando me pediram para confirmar se Abigail estava pronta, se era capaz de assumir o que era dela por direito, minha voz saiu firme, mas meu coração tremia: — Sim. Ela está pronta. E estava mesmo. Mais do que nunca. A decisão veio rápida. O juiz decretou o desbloqueio da herança. Era dela. Como sempre deveria ter sido. No final, eu a encontrei com Laura. Ela se afastou, inventando uma desculpa para nos deixar sozinhos. — Eu vou ver se o Vicent precisa de auxílio. Tocou o braço de Abby como se desse apoio e se afastou. — Você conseguiu. falei, tentando controlar a emoção. Ela suspirou, me olhando de uma forma que desmontava tudo dentro de mim. Caralho eu amo essa garota pra cacete! — E
A determinação na voz dele ecoa no vão entre nós. Eu encosto a testa na porta, sentindo que do outro lado ele faz o mesmo, como se olhássemos um pro outro através de uma fina membrana. É quase íntimo, tão perto e ao mesmo tempo impossível. — Eu não vou desistir da única coisa que amo nessa merda de vida! ele vocifera, desesperado, como se toda a sua alma estivesse pendurada naquela afirmação. Sinto as pernas fraquejar e o peito arder. Respiro fundo e respondo com a voz baixa, controlada: — Vai pra casa, Vicenzo. Me afasto da porta devagar. Ouço o meu nome sendo chamado por ele, um "Abby..." que implora, mas meus passos me levam pro quarto. Sento na cama, as mãos nos joelhos, o corpo pesado. Sei como meu coração implora por ele. Sei que não tenho mais ninguém e que também o amo. Mas ele precisa sentir. Ele optou pelo caminho fácil sobre as minhas dores. Foi covarde. Eu dei a ele tudo de mim quando me contive, quando me doei, quando perdi um pedaço pra p







