INICIAR SESIÓNMinha cabeça não saia daquela maldita garota.
nas lembranças daquela noite insana. Sentado naquela poltrona, diante da minha mesa que sempre me tornava oponente, implacável, eu só pensava naquela maldita capeta. "FLASH BACK ON" Atravessamos aquela porta, daquele apartamento aos beijos, a mão dela pressionava meus cabelos aprofundando aquele beijo sem ritmo, só devorando. bati seu corpo contra a porta, descendo os beijos pelo seu pescoço, o sugando. Ela gemeu alto puxando meus cabelos. — ahhh! Deliciosa, safada. Afastei segurando seu pescoço. — Você gosta disso, de ter o gostinho de se vingar daquele babaca? ela sorriu, perversa vingativa. — Eu vou fazer ele pagar! Segurei sua nuca potente, alucinado acenando. — Vai sim! Tomei a boca dela de novo, mas a peste empurrou meu peito, meu lábio largou o seu abruptamente. e ela me puxou pro sofá, me jogando ali. Arrancou o vestido do corpo, seus seios pequenos, perfeitos. Seu corpo moldado, sua calcinha fina e seus cabelos volumosos. tão selvagem, insana. Puxei seu quadril e ela se colocou no meio das minhas pernas, virou de costas me provocando, descendo sua bunda e roçando no meu membro já petrificado. Bati naquela porra de bunda gostosa. daquela garota atrevida. Segurei firme seu quadril, pra ela sentir o que meu tesão. Subi as mãos prós seus seios pequenos e ela dançando, provocando. levantou tirando a calcinha molhada e jogando no meu peito. Cheio de cede cheirei aquele tecido. O cheiro do seu tesão, a porra mais viciante. — Isso aqui é meu... disse guardando no bolso quando levantei e agarrei o corpo pequeno daquela garota. Tomando a boca dela sem pudor e arrastando o corpo mole dela pra fazer o que eu queria... .... "FLASH BACK OFF" Sair dos meus devaneios com batidas na porta. — entra. ordenei. Minha secretária executiva, surgiu com um tablet nas mãos e a expressão de quem sabia exatamente o que eu queria ouvir. — Está tudo certo pra eles começarem. disse, eficiente como sempre. — Documentação, contratos... tudo pronto. Assenti, apoiando as costas na cadeira. Tinha pedido aquilo mais cedo. E, como sempre, ela não falhava. — Ótimo. Quero que comece o treinamento amanhã cedo. Ela inclinou a cabeça, prestes a sair, mas parou na metade do caminho. — Alguma observação especial, doutor Vicent? Olhei para a janela por um instante, antes de responder. — Quero que fique de olho na garota e me passe tudo que ela faz. Ela não pediu explicações. Só anotou algo no tablet e saiu tão rápido quanto entrou. Suspirei, deixando a caneta cair sobre a mesa. Aquilo ia ser um desastre anunciado. Mas agora... não tinha mais volta. .... Voltei pra casa no fim do dia, depois de um expediente infernal no escritório. No meio do caminho, o celular conectado no carro tocou. Olhei de relance pra tela. Era o Vicenzo. Suspirei pesado antes de atender. Vicenzo era meu irmão gêmeo, um canalha, ele que fazia a má fama dos homens dessa família. já levei a culpa de muitas canalhices dele e encobria os rastros, era um predador impiedoso, eu já não estava tão diferente dele. — Fala Vicenzo. murmurei, já esperando problema. — A mulher me botou pra fora.. ele disse, casual, como se estivesse me contando o cardápio do jantar. Revirei os olhos. — Que merda você aprontou agora? — Digamos que ela viu o que não queria. respondeu rindo. — Mas tô de boa, irmão. Tava doido por umas noitadas mesmo. Esse negócio de casamento, fidelidade... não é pra nós. Mordi a boca com raiva. — Fale por você, seu idiota. Ele riu ainda mais alto. — Vai me ajudar ou não? Tô precisando de um teto, cara. Fechei a mão no volante, sentindo a tensão pulsar nas têmporas. Landon tinha umas encrencas com ele. Vicenzo andou pegando umas namoradas dele, ele não gostou, deu treta, eu tive que mandar ele embora, pra evitar essa merda. Mas já chega disso, Landon tem que crescer porra. E nosso sangue. — Pode vir. Tô chegando em casa. Desliguei. Não demorou muito pra estacionar o carro preto na garagem. Respirei fundo antes de entrar. E devia ter respirado mais fundo ainda. Porque lá estavam eles. Landon largado no sofá. E ela. Deitada com ele. Meus olhos correram pela bagunça: cinzeiro cheio, garrafas abertas. Uma bela visão pra quem devia estar devastada por uma traição, né? Travei a mandíbula. O Landon se ajeitou todo no sofá quando me viu. — O senhor já chegou. falou rápido. Dei alguns passos, olhando pros dois, pro cenário. — Tá falando sério? rosnei. — Fumando, Landon? Ele arregalou os olhos e começou a empurrar as coisas da mesa como se isso fosse mudar alguma coisa. — Ajeita essa merda. cuspi as palavras. — Seu tio tá vindo pra cá. Landon me encarou, o rosto fechando na hora. — O que aquele desgraçado vem fazer aqui? — Sua tia botou ele pra fora. Ele vai ficar um tempo. O rosto do moleque mudou. Raiva pura. — Quê!? Não! a voz dele explodiu. — Aquele cara não! Estreitei os olhos. — Como assim não? avancei um passo, a voz baixa, ameaçadora. — Cadê os apartamentos de luxo que ele se gabava? Cadê a grana que o senhor dava pra ele? Landon cuspiu, os olhos brilhando de ódio. — Não importa. Minha voz cortou o ar. — Essa casa é minha. E ele vai ficar. Se controle, Landon. Aprende a agir como homem. Ele não respondeu. Só pegou a sujeira toda e saiu quase batendo os pés no chão. Ficamos sozinhos. Finalmente. Eu e ela. A garota sonsa estava ali, parada, como um animal acuado. Cruzei os braços, deixei o veneno pingar da língua. — Você até tentou fugir, não foi...? soltei, com um sorriso torto. — Mas o destino... é mais cruel do que a gente imagina. Ela suspirou, nervosa. — Eu... não sei do que está falando, senhor Vicent. Ah, é claro. o Senhor de novo ali. Neguei com a cabeça, andando na direção dela. — Só se você tiver uma irmã gêmea... disse baixo, olhando nos olhos dela. — Mas não vem ao caso aqui não é? Então qual a sua desculpa? Ela tentou recuar, desesperada pra sair dali. — Eu... Realmente não sei do que está falando, eu vou ver o Landon. Esperei ela ousar se afastar, dei dois passos e segurei o braço dela. Meu olhar caiu no pescoço dela. O chupão que eu deixei estava lá, disfarçado por maquiagem. Quase sorri. — Você até que é boa em esconder marcas. murmurei, aproximando o rosto dela. — Ele não sabe, não é? Da sua escapada. Ela me olhou, com aqueles olhos em chamas. Aqueles olhos infernais que me deixaram louco naquela noite. — "Ainda" não sabe... porque não vou deixar meu filho ser feito de otário. arrastei a frase, deixando a ameaça pairar. Ela tremeu. — O que eu disse... é verdade! tentou apelar. Dei uma risada seca. — O quê? Que ele te traiu? Porque não foi o que pareceu aqui! Ela tentou de novo sair, a voz falhando. — Ele não sabe que fui eu que quebrei o carro... não sabe que... Ela travou. Eu completei, cruel. — Que passou a noite inteira fodendo com o pai dele? O suspiro que ela soltou foi quase um gemido de desespero, seus olhos pegaram fogo. — Eu não lembro de nada! ok! ela gritou baixo. Ri, cínico, apertando mais o braço dela. — Mente melhor, garota. Ela rosnou: — Eu não lembro! Eu só lembro de entrar no carro com você! Puta que pariu. Mentirosa do caralho. Puxei ela pra mais perto, o peito dela subindo e descendo, os seios quase pulando na respiração descontrolada. inferno! esqueceu o caralho, porque meu corpo ainda ferve por essa possuída. me aproximei atentado e falei, com a boca perto do ouvido dela: — Pode ter esquecido... mas teu corpo lembra muito bem como eu te fodi. Não lembra? Porque você me deu com vontade garota. Ela mordeu o lábio. Raiva e vergonha misturados. Os passos começaram a ecoar no corredor. Ela olhou desesperada pra porta. — Por favor, me solte! Ele tá voltando! — E o que ele diria se visse a gente assim? perguntei, cínico, sem soltar. — Eu perdi tudo! ela sussurrou, desesperada e atrevida. — Deixei tudo pra trás por causa dele... vendi meu apartamento, fiquei sem nada! Eu só preciso desse trabalho... dessa chance! Você não pode deixar ele me descartar como se eu fosse uma qualquer! travei a mandíbula. As palavras dela entraram como uma faca. Passos cada vez mais perto. Soltei o braço dela de uma vez. — Termine com ele. rosnei. — Eu garanto seu estágio. Ela se virou rápido, tentando disfarçar, ajeitando as almofadas do sofá como se nada tivesse acontecido. Landon apareceu, com uma mochila nas costas. — Eu não vou ficar aqui com aquele traidor. Eu encarei o meu filho, com os punhos cerrados e a cabeça fervendo. E eu sabia, no fundo, que essa merda toda ainda ia piorar muito. ....VICENZO Eu nunca vivi tanta zona e tanto prazer nessa vida. Nem parecia aquele desgraçado que vivia por aí embriagado e perdido pelo mundo.. Invejei tanto o Vicent que agora, como inspiração estou vivendo tudo semelhante. Mas desta vez pra valer, cheio de vida e sentimento. Abigail estava tomada por sentimentos confusos, hora uma garota delicada, chorona e hora uma fera. Nunca corri tanto, Desejos insanos em horários perturbadores... Mas era meu filho. Rsrs Eu fazia sem dizer uma palavra. Pelo contrário, me sentia um puta sortudo. Agraciado sei lá por qual dos deuses, por ter essa chance de viver algo insano daquele jeito. Quando descemos do carro, fiz a volta sugerindo minha mão assim que ela saiu.. Eu vou esfregar hoje na cara de todo mundo que duvidou de mim que eu era homem porra! Homem de construir família, de construir algo sólido e capaz de ser amado. Entrei de mãos dadas com a Abby. Poucos sabiam de nós até agora, mas eu não queria mais esconder.
Passei a tarde inteira organizando minhas roupas no closet de Vicenzo, agora nosso closet. Cada peça que eu pendurava era como se fosse um símbolo do quanto a minha vida tinha mudado em tão pouco tempo. E, claro, ele estava encostado na porta, braços cruzados, com aquele sorriso torto que sempre me desmontava. — Você vai ficar aí babando o dia inteiro? perguntei, rindo, enquanto colocava meus vestidos em ordem. — Vou... ele respondeu sem vergonha. — Principalmente porque agora sei que cada pedacinho disso aqui é nosso. Revirei os olhos, mas o coração já estava derretido. — Você já contou pro seu irmão? perguntei de repente. — Sobre a gente… e o bebê? Ele balançou a cabeça. — Não. Ele vai pirar quando descobrir que você está morando comigo. Imagina quando souber que está grávida. Ri sozinha. — Ah, ele já deve saber. A Laura com certeza contou. — Não, não contou. Ele ainda não me ligou. Você não conhece o Vicent ainda… ali é o senhor perfeição. Neguei com a ca
Voltamos de moto, e eu nunca quis que a estrada tivesse fim. O vento gelado batia contra nós, mas eu só sentia o calor dos braços dela em volta do meu corpo. A calma que ela me dava era quase insuportável, porque eu sabia que não merecia… mas ainda assim, não conseguia abrir mão. Na casa de Laura e Vicent, fomos recebidos com carinho. Apollo correu para os braços de Abby, e eu fiquei apenas olhando. O jeito que ela sorria, que brincava com ele, me desmontava. O garoto não parava de crescer... Já estava pra completar um ano. como pode? Eu não conseguia tirar os olhos dela. Maldita seja... ela tinha o poder de me encher e me destruir ao mesmo tempo. Jantamos, rimos, e por alguns instantes quase acreditei que a vida podia ser simples. — Olha... Tenho que admitir, vocês formam um casal bonito sabia. Laura disse com um sorriso arteiro. Mas então a campainha tocou. O porteiro anunciou: — Senhor Vicent, seu filho está aí.. Landon? O que ele fazia aqui? Quando ele ent
ABBY Entrei no carro sem olhar pra trás. A sensação de calor no peito não me deixou pensar direito, só queria ir. — Me leva pra qualquer lugar. pedi, baixo, quase com medo de estragar o momento. Ele me olhou, um lampejo de alegria e alívio passando pelo rosto. Deu partida, e o motor foi apenas o som de fundo pra nossa respiração se encontrando de novo. O vento bateu nas janelas enquanto ele dirigia sem pressa. Os prédios passaram, as luzes da cidade formavam trilhas de ouro pelas janelas. A tensão que eu vinha guardando dias inteiros começou a se dissolver no corpo dele: no toque firme da mão que, de leve, buscou a minha, nos dedos que entrelaçaram os meus e não soltaram mais. Quando finalmente paramos, não houve planos. Ele puxou meu rosto, os lábios colidiram com vontade, um beijo profundo que dizia perdão, desejo, saudade e promessa. Nem sei que lugar era aquele apartando, nunca vi... Mas pouco me importava. Estava tendo tudo que eu queria. Era tudo meu! Entramos
Ela entrou na sala e eu a segui, sem pensar, como se fosse instinto. Me sentei ao lado dela. O perfume… Deus, o perfume dela. Embriagava. Fechei os olhos um segundo, inalando, tentando guardar aquilo dentro de mim. O juiz começou. Perguntas formais, frias. E quando me pediram para confirmar se Abigail estava pronta, se era capaz de assumir o que era dela por direito, minha voz saiu firme, mas meu coração tremia: — Sim. Ela está pronta. E estava mesmo. Mais do que nunca. A decisão veio rápida. O juiz decretou o desbloqueio da herança. Era dela. Como sempre deveria ter sido. No final, eu a encontrei com Laura. Ela se afastou, inventando uma desculpa para nos deixar sozinhos. — Eu vou ver se o Vicent precisa de auxílio. Tocou o braço de Abby como se desse apoio e se afastou. — Você conseguiu. falei, tentando controlar a emoção. Ela suspirou, me olhando de uma forma que desmontava tudo dentro de mim. Caralho eu amo essa garota pra cacete! — E
A determinação na voz dele ecoa no vão entre nós. Eu encosto a testa na porta, sentindo que do outro lado ele faz o mesmo, como se olhássemos um pro outro através de uma fina membrana. É quase íntimo, tão perto e ao mesmo tempo impossível. — Eu não vou desistir da única coisa que amo nessa merda de vida! ele vocifera, desesperado, como se toda a sua alma estivesse pendurada naquela afirmação. Sinto as pernas fraquejar e o peito arder. Respiro fundo e respondo com a voz baixa, controlada: — Vai pra casa, Vicenzo. Me afasto da porta devagar. Ouço o meu nome sendo chamado por ele, um "Abby..." que implora, mas meus passos me levam pro quarto. Sento na cama, as mãos nos joelhos, o corpo pesado. Sei como meu coração implora por ele. Sei que não tenho mais ninguém e que também o amo. Mas ele precisa sentir. Ele optou pelo caminho fácil sobre as minhas dores. Foi covarde. Eu dei a ele tudo de mim quando me contive, quando me doei, quando perdi um pedaço pra p







