FAZER LOGINPor Milena
Como assim: Se gosto do que vejo?! Gente, está parecendo natal fora de época. Aquele presente inesperado, mas sempre desejado. Pois é, ali… na minha frente! Minha massa cinzenta, onde você foi parar? Parece que está acostumado a ser devorado assim. – Fique à vontade. Ali é o lavabo, mas se quiser, aquela porta dá para o meu quarto. Vou pedir algumas coisas para trazerem para nós, como eu disse: a noite é uma criança! Seu olhar me devora, cheio de promessas e algo mais. Mas não me deixo intimidar, é aquela coisa: se está na chuva, é para se molhar. – Certo, vou aceitar. E dizendo isso, caminho até o lavabo. Não me sinto muito à vontade indo até seu quarto, melhor ir devagar com o gostosão. Aproveito para fazer a toalete, dar uma retocada na maquiagem, nada exagerado. E quando termino, saio do lavabo. Ele está na pequena cozinha, preparando algo. Vou até a porta balcão que dá para a varanda. Estamos em um dos últimos andares do hotel. A vista daqui é incrível! A cidade lá embaixo pisca para mim, e meus pensamentos voam. Nunca achei que um dia eu poderia chegar onde estou prestes a chegar. Quando você vem de um orfanato, as possibilidades são reduzidas, mas quis Deus que Letícia chegasse em minha vida. Nunca fiz corpo mole para as coisas, mas fui abençoada. Dou um duro danado, principalmente quando deixei o orfanato. Nunca me permitir me ver como vítima, como alguém que foi deixada a própria sorte. Sempre achei que se a vida lhe der limões, faça uma limonada, um pote de sorvete ou até uma sorveteria inteira. Mas faça! Ficar tendo piedade e se lamuriando pelo que a vida lhe causou, não te levará a lugar nenhum. Agora, pegar as situações difíceis e torná-las seu combustível, é o que fará de você, quem você é de verdade. Posso ter sido criada de maneira diferente, mas o lugar nunca definiu quem eu sou. Mas minhas escolhas e meus objetivos me definem. Quando Letícia soube que eu iria deixar o orfanato, ela até insistiu para eu ir morar com ela e os pais, no entanto, por mais que a proposta fosse muito boa, eu me organizei para começar a fazer as coisas por mim mesma. Essas lembranças sempre me surgem do nada e nem sei explicar porque estou pensando nisso agora. – Tomei a liberdade de abrir um frisante para nós - fala ele assim que se aproxima de onde estou. – Frisante? – Acho que combina com você. Olho para ele sorrindo, pois essa deve ser sua tática com todas que adentram ao seu abatedouro… ou melhor, seu quarto de hotel. Mas hoje, vou deixar só acontecer. – Obrigada! - digo sorrindo para ele. Logo a campainha toca, e o dono do quarto sai para atender. Um carrinho cheio de coisas gostosas é entregue. O bonitão sai empurrando o carrinho e arruma tudo no pequeno balcão da cozinha. Depois volta a ficar ao meu lado, observando a cidade lá embaixo. – Meus dias são tão corridos que mal tenho tempo de observar tudo isso. – Sério? - falo e bebo um pouco do meu vinho. – A vida poderia ser mais fácil e menos cheia de compromissos - acabo concluindo. – Nisso concordamos. Ele bebe do seu vinho. E continuamos observando a cidade um pouco mais, cada um em seu próprio silêncio. – Venha, pedi algumas coisas para comermos. E assim, ele pega na minha mão e me leva até o balcão. Ficamos ali, conversando sobre amenidades enquanto comemos frutas, pães e frios diversos. Ele é um homem muito culto, vivido, com grandes experiências fora do país. Isso torna nossa noite ainda mais interessante. Deixo ele falar mais de si, do que eu mesma falo de mim. Não gostaria de mexer em algumas gavetas onde meu passado habita. Ao terminar, volto para a porta balcão e percebo que ele diminui a iluminação da sala. Sinto que as coisas estão para mudar, mas continuo fazendo de conta que não percebi. Ele pede minha taça para colocar mais vinho. No entanto, volta sem as taças na mão e me abraça por trás encostando seu nariz em meu pescoço, um carinho inesperado. – Era como eu imaginava - sussurra em meu ouvido – cítrico e doce. E quando termina beija meu ombro, ganhando tempo ali naquele espaço descoberto, deslizando sua língua de maneira maliciosa, me fazendo derreter entre minhas pernas. Suas palavras me arrepiaram, despertando um calor pulsante dentro de mim. Ele sabia exatamente como ganhar tempo naquele espaço descoberto, deslizando sua língua de maneira maliciosa, provocando arrepios deliciosos que percorriam todo o meu corpo. Sua mão grande e forte deslizou pela minha cintura, puxando-me mais para perto. Eu podia sentir sua respiração quente contra minha pele, criando uma sensação eletrizante que fazia meu coração acelerar. Seus dedos hábeis deslizaram pelos meus cabelos, fazendo-me suspirar enquanto ele os acariciava com ternura. A noite estava quente e carregada de desejo, e eu me derretia completamente sob seu toque habilidoso. Suas mãos traçaram um caminho ardente pelo meu corpo, explorando cada curva, cada centímetro de pele, como se estivesse me desbravando, me descobrindo. Nossos lábios se encontraram em um beijo ardente e apaixonado, nossas línguas dançando em uma sincronia perfeita. Ele me puxou para seu colo, seus braços fortes me envolvendo com firmeza e com isso, ele nos leva para seu quarto. Sem me tirar do colo, ele nos deita em sua cama e nem sei em que momento, ficamos totalmente despidos. E assim nossa entrega alcança novos patamares de intensidade, cada movimento e suspiros carregados de uma paixão irresistível que nos consome por completo. Me senti tomada por uma onda arrebatadora de paixão, uma urgência que só podia ser saciada por ele. A loucura me alcança e tudo isso aqui acaba sendo uma experiência nova mas ao mesmo tempo incrível! Suas mãos exploravam cada parte de mim, suas carícias habilidosas me levando à beira da loucura. Cada toque, cada beijo, era uma promessa de algo que eu não imaginava existir. Nossos corpos entrelaçados em perfeita harmonia, como se fossem feitos um para o outro, dançando uma dança de amor e luxúria que nos consumia por inteiro. Cada movimento era um convite para o prazer, uma sinfonia de gemidos e suspiros que preenchia o quarto. Um sussurro rouco escapa dos meus lábios, ecoando no silêncio enquanto ele me levava cada vez mais alto, suas mãos habilidosas explorando cada centímetro do meu corpo. Cada toque era uma promessa de algo novo, cada beijo um convite para nos perdermos juntos naquele momento de paixão desenfreada. E então, quando finalmente chegamos ao clímax, foi como se o mundo todo desaparecesse ao nosso redor. Um sentimento novo e desconhecido me tomou de assalto, uma onda avassaladora que nos fez gemer em uníssono, nossos corpos se contorcendo na mais pura paixão, enquanto nos perdíamos um no outro. Era uma explosão de sensações, um momento de pura entrega e conexão que nos deixou sem fôlego e completamente… saciados. No silêncio que se seguiu, ainda envolta no calor do seu corpo, eu sabia que aquela noite nunca seria apenas uma lembrança passageira. Ela estava cravada em minha pele, marcada a ferro e fogo em cada suspiro ofegante, em cada arrepio que ele arrancou sem piedade. Ali, naquela cama, sob a luz pálida da lua, eu me sentia inteira e, ao mesmo tempo, completamente destruída. Essa foi minha primeira vez, e nada, absolutamente nada, poderia ter me preparado para isso. Foi intenso. Insano. Brutal. Avassalador. Cada toque, cada beijo, cada olhar queimou como brasas vivas, me consumindo de dentro para fora, me jogando em um abismo do qual eu não queria — e talvez nem conseguisse — escapar. Mas então, um pensamento indesejável me atinge como um choque gelado. Eu não sei seu nome. Não sei quem ele é, de onde veio, ou por que diabos o destino nos uniu nessa explosão insana de desejo. Tudo o que sei é que ele me tomou como se já fosse dele, como se sempre tivesse sido, e agora está aqui, adormecido ao meu lado, com o peito subindo e descendo em um ritmo tranquilo que contrasta cruelmente com o caos dentro de mim. E o pior? Eu não sei se quero que ele acorde… ou se prefiro fugir antes que o dia amanheça e a realidade me engula inteira.por Milena O grande dia finalmente chegou, e eu me sentia envolta por uma onda de emoções intensas e misturadas. Cada detalhe do nosso casamento foi pensado com tanto carinho que parecia um sonho prestes a se concretizar. O sol brilhava radiante no céu azul, enquanto a brisa leve balançava as flores brancas e rosas que decoravam a tenda montada para a cerimônia. O aroma de jasmim e rosas misturava-se no ar, criando uma atmosfera mágica que me envolvia. O momento mais significativo para mim foi quando entrei na tenda. Ao invés de um buquê de noiva, eu carregava nosso filho, Lohan, em meus braços. Seus pequenos olhos brilhavam curiosos, e seu sorriso, inocente e encantador, era a essência da nossa alegria. Vestida em um vestido de noiva de chiffon delicado e rendado, eu sentia o peso das tradições se desvanecer, substituído pela pura felicidade de ter Lohan ao meu lado. Cada passo que dava era acompanhado pelo suave toque da música instrumental que preenchia o espaço, en
Lucian mal conseguia manter os olhos abertos. O cansaço havia se acumulado em seus ombros como um peso insuportável, e cada passo em direção à casa de seus pais era um esforço monumental. Após dias intensos de tratamento e reabilitação, ele estava ansioso para ter um momento de tranquilidade. A ideia de passar a noite na casa dos pais parecia um alívio, um espaço onde ele poderia encontrar algum descanso longe da pressão constante. Os dias de fisioterapia estavam sendo intensos e o levando a loucura. Mas como seu médico disse inúmeras vezes, isso era necessário para garantir que ele se curasse cem por cento. Ao entrar na casa, o ambiente estava diferente do que ele esperava. A casa dos pais estava envolta em uma aura especial, com uma iluminação suave e um toque de elegância inesperado. A suavidade das velas e as flores frescas que decoravam a mesa de jantar criavam uma atmosfera romântica que Lucian não conseguia entender. A sensação de surpresa o atingiu instant
pela autora Milena se encontrava em um espaço sombrio e nebuloso, onde o ambiente parecia distorcido, como um espelho quebrado refletindo seus medos mais profundos. O lugar era uma mistura de sombras e névoa, onde as formas não tinham contornos definidos, mas o sentimento de opressão era palpável. O som de seus próprios passos ecoava de maneira inquietante, e ela estava sozinha, ou assim parecia.De repente, uma figura familiar emergiu da névoa. Era Débora. Seu semblante carregava um sorriso de triunfo, um sorriso que parecia irradiar um brilho maligno e cruel. Ela estava lá, imponente e confiante, e a visão dela fez o coração de Milena disparar. Ela estava atônita, mas não havia como fugir do confronto.— Olá, Milena - Débora disse, com um tom de voz que transbordava satisfação perversa. — Vejo que você ainda não conseguiu escapar da minha influência, mesmo depois da minha partida.Milena sentiu um gelo na espinha. A visão de Débora era como um soco no estômago, e cada palav
por Donovan A dor me atingia com uma intensidade cruel enquanto eu lutava para sair do hospital. O corpo imobilizado pelo colete cervical e o braço fraturado eram apenas um reflexo das cicatrizes mais profundas que eu carregava no coração. Mas nada, absolutamente nada, poderia me impedir de ir atrás de Milena. Eu precisava vê-la, precisava que ela soubesse o que sentia. Cada passo era uma tortura, mas era uma tortura que eu estava disposto a enfrentar.Pedi para Steve passar a dirigir para mim por algum tempo, como eu não tinha ideia do que estava lidando, nada melhor do que meu chefe de segurança para cuidar da minha segurança e locomoção.— Chegamos senhor Donovan - me avisou Steve. Finalmente, cheguei ao prédio onde Milena estava morando. Meus pensamentos estavam uma confusão total, mas uma coisa estava clara: eu precisava dela, precisava dela ao meu lado, precisava dela para viver. Steve me ajudou a chegar até o apartamento dela. Milena não sabe, mas assim que se mudou par
por DonovanA batalha dentro de mim era feroz, uma guerra silenciosa travada nas profundezas da minha alma. Havia momentos em que a escuridão parecia inevitável, quando meu corpo, exausto, quase se entregava à tentação de desistir. Era como se uma força invisível me arrastasse para o abismo, sussurrando promessas de paz eterna. Mas, sempre que a sombra parecia prevalecer, algo dentro de mim se levantava. Uma força, intensa e poderosa, surgia das profundezas do meu ser. Essa força tinha nome, tinha forma. Era Milena. Era o amor que eu sentia por ela que me empurrava de volta à superfície. Não era apenas uma lembrança, era um impulso vital. O rosto de Milena, tão cheio de vida, sua voz sussurrando meu nome, suas mãos quentes tocando as minhas... cada fragmento dessas memórias eram âncoras que me impediam de afundar. Eu sabia que a vida que me esperava não seria fácil. Haveria dor, haveria sofrimento, mas também haveria muito mais muito amor. Então, como se fosse puxado de um
pela autora Letícia caminhou até Milena com passos cuidadosos. A sala de espera do hospital parecia maior do que realmente era, com paredes silenciosas que refletiam a angústia daqueles que ali aguardavam. O estado de Lucian continuava grave, sem qualquer alteração. Era como se o tempo tivesse parado, como se cada segundo pesasse mais que o anterior. Milena estava sentada em uma cadeira desconfortável, com os olhos inchados e as mãos trêmulas repousando sobre o ventre. Ela não conseguia conter a mistura de ansiedade e medo que pulsava em seu peito. Letícia se aproximou, sentando ao lado da amiga. Pegou a mão de Milena entre as suas, oferecendo um toque de conforto em meio ao caos. Por um momento, ambas ficaram em silêncio, sentindo o peso da situação. Milena lutava contra as lágrimas, mas sabia que a qualquer momento elas iriam escapar.— Milena… - Letícia começou, sua voz baixa e carinhosa, buscando o tom certo para não soar invasiva. — Eu sei que é difícil encontrar pala







