Share

Capítulo 2

Author: Aquino
last update Petsa ng paglalathala: 2025-11-18 21:46:36

Nathan Keen

Eu sou Nathan Keen.

E, para boa parte das mulheres deste país, isso já diz tudo.

Meu nome está nas capas de revista, colunas sociais e bastidores de desfiles.

Algumas me chamam de visionário, outras de canalha.

Eu não me importo com o rótulo.

Contanto que ninguém tente me enfiar numa coleira.

Tenho uma regra simples: eu não me envolvo com modelos da minha agência.

Misturar negócios com cama é a receita perfeita para drama.

Eu não pertenço a ninguém.

Sou CEO de um império fashion.

A Model é uma marca de lingerie consolidada, com campanhas internacionais e contratos milionários.

O mundo compra o que eu vendo.

E o que eu vendo é desejo embalado em renda cara.

Por isso, quando meu pai entrou na minha sala com um brilho estranho nos olhos, eu estranhei.

— Encontrei a nossa nova modelo — ele anunciou, sem bater.

— E quero deixar uma coisa clara: nada de brincadeiras com ela.

Revirei os olhos.

— Por que essa em específico? Onde você a conheceu?

— Não importa. Ela é exatamente o que eu procurava. Curvas reais, presença, algo diferente dessas bonecas de vitrine.

Fiquei curioso. É raro ver meu pai empolgado.

— Quem é ela?

— Você vai ver. Ela está lá embaixo.

Desci o andar sem pressa, ajustando o paletó.

Quando entrei no saguão principal, esperava ver uma novata qualquer.

O que eu vi foi… outra coisa.

Uma garota parada perto da recepção.

Roupas simples, cabelo preso de qualquer jeito, tênis surrado.

Tinha algo cru nela. Real demais para o ambiente asséptico da Model.

Minha reação imediata foi irritação.

Ela destoava do meu cenário.

E eu odeio qualquer coisa fora do meu controle.

— O que essa garota está fazendo aqui? — perguntei, alto.

— Quem deixou entrar?

Ninguém respondeu.

Ela virou o rosto na minha direção.

Os olhos dela eram de um verde forte, que contrastava com a pele morena.

Havia ali desconfiança, exaustão… e um fogo irritante de orgulho.

— Isso aqui é uma agência de alto padrão, não abrigo de rua — soltei.

— Olhem pra ela. Toda amassada, parecendo que saiu de um banco de praça.

A atenção de todos se concentrou em nós.

Ela apertou a alça da mochila, mas não abaixou a cabeça.

Os olhos verdes se estreitaram.

— Tá com nojo da minha roupa? — a voz dela era firme, com um sotaque marcante.

— Problema seu. Eu não tô aqui pra agradar sua vista.

Sussurros surgiram ao redor.

Eu senti surpresa. Não era comum alguém me enfrentar assim.

— Eu não admito esse tom comigo — retruquei, me aproximando.

— Você entrou aqui por erro. Não pertence a este lugar.

Ela deu um meio sorriso provocativo.

E, antes que eu terminasse a frase, ela levantou a mão.

CLACK!

O tapa estalou no ar e ecoou pelo salão como uma chicotada.

A lateral do meu rosto ardeu.

Por um segundo, ninguém respirou.

Eu, Nathan Keen, levei um tapa na frente dos meus funcionários.

Na frente do meu pai.

Os olhos dela queimavam de fúria.

— Você não fala comigo como se eu fosse lixo — ela disse.

Por dentro, minha raiva fervia.

Por fora, mantive a expressão fria.

Ela se afastou, ainda ofegante.

Mais tarde, na reunião com a diretoria, meu pai ligou o telão.

— Encontrei a modelo da próxima campanha. Ela tem algo que nenhuma outra tem.

As luzes diminuíram.

Quando a primeira foto apareceu, perdi a capacidade de ironizar.

Era ela.

A câmera tinha feito mágica.

Ela vestia uma das peças da nova coleção de lingerie.

O tecido abraçava o corpo de um jeito perfeito.

Curvas marcadas, cintura fina, quadris desenhados, postura firme.

Os olhos verdes encaravam a lente com um desafio que eu reconhecia muito bem.

O mesmo desafio de quando levantou a mão contra mim.

Meu pai sorria, satisfeito.

— Quero que ela seja o rosto fixo da marca.

Permaneci calado.

A garota que me humilhou agora estava ali, exposta em tela gigante.

Meu orgulho doeu de novo.

Uma parte de mim quis rejeitá-la por capricho.

Outra parte teve uma ideia melhor.

Se ela fosse ficar… eu ia garantir que me conhecesse do jeito certo.

Não como o homem que ela estapeou.

Mas como o homem que comanda a vida dela a partir de agora.

“Você quis me enfrentar, garota? Ótimo.”

Eu a faria entrar no meu mundo.

Eu a faria sentir irritação, curiosidade, desejo.

E, quando estivesse completamente presa, eu cobraria o preço desse tapa.

À noite, fui a um clube noturno para extravasar.

Música alta, bebida farta, mulheres com intenções claras.

Escolhi uma delas — loira, corpo escultural — e fui para a área reservada.

Ela se jogou em mim com entusiasmo.

Eu correspondi no automático, tocando, provocando.

Mas no meio do caminho, a imagem que veio à minha cabeça não foi a dela.

Foi a da baiana de olhos verdes me encarando no saguão.

Me afastei na mesma hora, irritado.

Cancelei a noite e fui para casa.

No banho, deixei a água quente cair sobre o rosto.

O tapa voltou.

O olhar dela voltou.

A sensação de ser desafiado não saía da minha pele.

Ela tinha começado uma guerra.

E eu não perco guerras.

Patuloy na basahin ang aklat na ito nang libre
I-scan ang code upang i-download ang App
Mga Comments (1)
goodnovel comment avatar
Vera lu Silva
Estou amando o livro
Tignan lahat ng Komento

Pinakabagong kabanata

  • O Poderoso Magnata e a Baiana    Epílogo

    Helena EvelynO silêncio da nossa suíte na Califórnia tinha um peso diferente naquela manhã. Não era o silêncio do vazio, mas o de uma promessa que pulsava dentro de mim, silenciosa e avassaladora. Olhei-me no espelho, ajeitando o roupão de seda que Nathan insistia que eu usasse — ele amava a forma como o tecido deslizava pela minha pele, como se marcasse seu território a cada movimento meu.Há meses eu tentava. Cada teste negativo era uma pequena ferida no meu otimismo, mas eu havia decidido desencanar. "No tempo de Deus", eu disse a mim mesma. Mas o destino, assim como meu marido, não costuma pedir permissão para agir.O atraso menstrual foi o primeiro sinal, mas meu temperamento foi o veredito. Eu estava uma fera. Nathan, com todo o seu poder e controle, parecia um alvo ambulante para o meu mau humor. Bastava ele me olhar de um jeito mais profundo ou respirar perto demais do meu ouvido para que eu sentisse vontade de desferir um soco naquela cara linda e esculpida.O teste de farmá

  • O Poderoso Magnata e a Baiana    Capítulo 94

    Helena Evelyn— Você é louco ou o quê? — gritei, ainda dentro do carro, sentindo o sangue ferver. — Quase machucou o coitado do Maurício por nada, seu ogro!— Está com pena dele, Helena? Então vá ficar com ele! — Nathan rosnou, as mãos apertando o volante com força. — Acha que eu não vi? Ele quer transar com você. Todo homem naquela faculdade quer.Aquelas palavras foram a gota d’água. Não contive a indignação e desferi um tapa estalado no rosto dele. O som ecoou no carro luxuoso.— Cala a boca, Nathan! O Maurício é casado, ama a esposa e os filhos. Ele nunca me faltou com o respeito. É o meu único amigo naquela faculdade cheia de gente de nariz empinado!Fui o caminho todo em silêncio, sentindo o peito apertado. Ele não confiava em mim. Ao chegar em casa, tomei um banho demorado para lavar a raiva e me joguei no sofá, ligando a TV no último volume. Eu não queria ouvir a voz dele. Não queria ouvir que ele achava que eu era capaz de traí-lo.Depois de um tempo, senti o sofá afundar ao

  • O Poderoso Magnata e a Baiana    Capítulo 93

    Helena EvelynO final de semana com meus pais no hotel foi um sonho, mas assim que eles voltaram para casa, a realidade do Carnaval de Salvador nos atropelou. Foram quatro dias de uma folia intensa, mas para o Nathan, foram quatro dias de tortura psicológica.Eu nunca o vi tão fora de si. Logo no primeiro dia, quando descemos para sentir a energia do trio elétrico, um rapaz da minha idade, com o rosto pintado e o sangue quente do Carnaval, parou na minha frente e segurou meu braço para me convidar para dançar. Ele nem teve tempo de terminar a frase. Antes que eu pudesse sorrir ou negar, Nathan avançou como um animal protegendo o território. Ele segurou o pulso do garoto com tanta força que vi os dedos dele ficarem brancos.— Ela tem dono, moleque. E eu não tenho paciência — Nathan rosnou.O rapaz sumiu na multidão em segundos, e eu tive que lidar com um "Leão" rosnando no meu ouvido o resto da noite. Foi exaustivo, mas eu mentiria se dissesse que não amei ver aquele homem poderoso, ac

  • O Poderoso Magnata e a Baiana    Capítulo 92

    Helena EvelynChegamos ao Hotel Fasano, um dos lugares mais sofisticados de Salvador, e o restaurante é simplesmente de cair o queixo. Assim que as meninas me avistaram, foi uma confusão de gritos e abraços.— Amiga, que falta você me faz! — Ketley me apertou forte, acompanhada por Emily e Sophia.— Eu também morri de saudade! Mas dona Ketley, por que não atendeu minhas ligações? — brinquei, mas ela logo apontou para o Nathan com um sorriso cúmplice.— Culpa dele, querida! Mas olha que lugar maravilhoso... Estou doidinha para aproveitar esse Carnaval!— Pois se preparem! — anunciei, sentindo uma felicidade que transbordava. — Amanhã tem bloco da Ivete e muito mais. Vamos dançar até o sol raiar!Degustamos um vinho impecável e queijos finos, perdendo a noção do tempo. Quando a meia-noite passou, o grupo decidiu se recolher. Eu deveria voltar para casa, mas o olhar do meu moreno dizia que ele não me soltaria tão cedo.— Fica comigo — ele sussurrou, possessivo. — Tem uma banheira incríve

  • O Poderoso Magnata e a Baiana    Capítulo 91

    Nathan KeenO calor de Salvador não era apenas uma questão de temperatura; era uma entidade física que pulsava contra a minha pele, competindo com o calor do meu próprio sangue. Eu estava em solo brasileiro há poucos dias, mas sentia que tinha sido transportado para outra dimensão. Nova York era feita de aço, vidro e regras silenciosas. A Bahia era feita de cores berrantes, tambores que faziam o chão tremer e uma liberdade que me deixava em estado de alerta constante.Eu estava encostado em um camarote VIP, mas meus olhos não estavam no desfile dos trios elétricos. Meus olhos eram dois rastreadores fixos na única mulher que importava.Helena. Minha morena. Minha futura esposa.Ela estava usando um abadá que eu mesmo ajudei a customizar — ou melhor, que eu quase proibi de ser usado. Ela o transformou em um top minúsculo que deixava sua barriga dourada à mostra e um short jeans tão curto que era uma afronta à minha sanidade. Ela dançava. E, porra, como aquela mulher sabia se mover. O ri

  • O Poderoso Magnata e a Baiana    Capítulo 90

    Helena Evelyn— O jantar estava delicioso, dona Laura e seu Mauro. Agradeço imensamente pela acolhida, mas agora preciso retornar ao hotel — Nathan disse, com a elegância de sempre.— Se quiser, pode passar a noite aqui, meu filho — minha mãe ofereceu. Arregalei os olhos. *Mainha, você não sabe o perigo que está convidando para dormir sob o seu teto!*— Agradeço, mas meus amigos estão me esperando no hotel — Nathan respondeu, e eu quase caí para trás.— Como assim? O Victor e o Michael estão aqui em Salvador? E você não me disse nada! — Eu estava pronta para dar um sermão nele, mas senti os olhos da minha família sobre mim, segurando o riso. Para eles, era engraçado ver uma "baixinha" como eu peitando um homem de quase dois metros de pura gostosura.— Era para ser surpresa, morena. As meninas, Emily e Sophia, também vieram.— O quê? Até elas? Você é um idiota mesmo, Nathan! — disparei, esquecendo a etiqueta.— Mocinha, olha a boca! — meu pai me repreendeu.— Desculpa, pai... — Corei n

Higit pang Kabanata
Galugarin at basahin ang magagandang nobela
Libreng basahin ang magagandang nobela sa GoodNovel app. I-download ang mga librong gusto mo at basahin kahit saan at anumang oras.
Libreng basahin ang mga aklat sa app
I-scan ang code para mabasa sa App
DMCA.com Protection Status